Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Faz hoje 4 dias, que o meu pai não come.Vomita tudo.
Forças para falar, também não são muitas.Cansa-se.As minhas visitas, têm tido mais presença e silêncio do que palavras.Fico ali a olhar para ele,vendo-o adormecer, ajeitando a almofada...dando água.Mas não há grandes diálogos.
Mas isso também é estar.Também é amar, ao passo que se sofre e se regressa a casa em numa espécie de mudez.
Hoje, vou para o Telhal, lá, onde os pensamentos se ordenam e a alma se acalma, alguma coisa encontram-me por lá.
Bom fim de semana.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
O segredo está no Amor.
O sal da Língua

Palavras que muito amei, que talvez ame ainda. Elas são a casa, o sal da língua.»
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Chegou o verão e começam também, por todo o país as feiras medievais.
Cativam-me.
Lugar onde se pode encontrar, 1001 coisas únicas, que não se encontram com facilidade.
É curioso como reconheci um ou outro artesão, de outras feiras...e como os seus produtos, feitos á mão, são de facto de qualidade e ainda me duram nos pés, nas mãos, ou pendurados ao ombro.
Também os doces são únicos e conventuais, sem açucar adicionado, mas aproveitando o açucar, dos frutos.A ginginha em copo de chocolate também não faltou...a fogaça, o pão com chouriço, os doces de amêndoa...e estavam deliciosos.
Ali encontra-se sempre, aquela peça assim meio arcaica,imperfeita, mas por isso bela.Aquele som, remoto, mas tão forte que nos desperta.Ali dá vontade de bailar e deixar sair a energia...
Ali há sempre um cruzar de culturas e saberes que me apaixona...me enche de magia.As crianças correm, com coroas de flores na cabeça, mais parecendo fadas, os brilhos da lua reflectem-se nos lenços árabes e ouvem-se guizos por todo o lado.Há de tudo.E gente, muita gente.
Porque é verão, porque é tempo de celebrar a vida, mesmo com tudo aquilo que nos custa, eu estive lá...dei uma fugida, do Telhal, durante o fim de semana...e foi uma noite esplêndida, para acabar um dia cheio de coisas boas.
O sorriso não me deixa mentir...e a alma também não.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
News

Estou de volta...
sexta-feira, 3 de julho de 2009


terça-feira, 30 de junho de 2009
Hoje.

(Castelo de Porto de Mós, 2005)
segunda-feira, 29 de junho de 2009

Não quis voltar para a cama, mas sim escrever.Aproveitei ter ainda o computador ligado, pois, é por estas horas que as palavras melhor se encaixam e fazem sentido.Há uma frescura nestes momentos que não sei explicar.
O fim de semana, teve de tudo.Tempo com o meu pai...e um olhar sobre a forma como vai perdendo capacidades e por isso, uma dor mais funda no meu peito.
Uma seca de café concerto, mas que foi abrilhantado pela presença dos amigos...e pelo que sempre nos faz sorrir, não importanto o local.Obrigado Lu,Shed e Quintão...pela vossa presença.
Um sábado cheio de coisas diferentes,onde me permiti ter tempo para mim...fui dançar e deixar que o inesperado tomasse conta do momento.Há muito tempo que não o fazia.E que bom foi partilhá-lo com o Luís.
Uma tarde de voluntariado, em que tento que estejamos todos a remar para o mesmo lado...para sermos mais fortes.O céu cinzento não ajudou...e deixou-nos a todos mais down.E isso sentia-se em nós e nos doentes sobretudo.Mas nada que as cordas de uma viola não acordem...não mexam.Nada que um abraço ou expressão do Deodato não resolva e anime, quando me diz:"oh Ita, miiiiga...!"
Hoje, um doente disse-me olhos nos olhos, que á noite quando se deita, lembra-se sempre de mim e do meu Pai e que vai continuar a fazê-lo,porque gosta muito de mim e quer que eu seja feliz a sorrir.
Eu fiquei mesmo a sorrir olhando para ele, agradeci com um abraço mudo, mas sentido.Ele deu-me a força que alguns amigos não dão, da forma mais simples que pode existir.
No Telhal as relações humanas, estreitam-se, os projectos existem e têm pernas para andar e isso dá-me fôlego.
Ao chegar a casa, tarde, sinto-a vazia.E reclamo a presença do meu pai.
Sinto que já não sei o que é estar em família, há tanto tempo.Estarmos juntos á mesa por exemplo.Os horários andam desfasados, passamos todo o tempo livre que temos no hospital em "turnos" diferentes e há um desgaste visível.E assim, inevitavelmente, fui ver um filme para a cama dos meus pais, agarrada á almofada do meu pai, que cheira bem e me faz senti-lo mais perto.Por algumas vezes senti as lágrimas quentes a rolarem pela face e a serem absorvidas pelo tecido...e deixei-me por ali ficar e adormecer.
Depois acordei, e foi quando o coração me pediu para escrever.E aqui estou eu, pronta a entrar num novo ciclo, que não sei bem como vai ser, por estar neste momento congelado,embora o gelo seja transparente e lá dentro de possa ler a palavra, SIM.Todos o podem ler em mim, até senti-lo, mas não o posso concretizar,ainda.
E quanto a isto, nada posso fazer, senão esperar,confiar e cumprir a minha missão neste momento.
Amar o meu pai, até ao fim.
E depois sim, Amar o Mundo e quem vier, até ao fim, de braços abertos e sorriso no rosto, por igual.
Boa semana.
sábado, 27 de junho de 2009
(Domingo Passado)
Infelizmente, as fotos com os doentes, as mais bonitas não posso partilhar aqui.Expor o seu rosto é uma regra essencial de preservar a sua identidade e de os respeitar.
Ficam então os bons momentos de alegria entre os voluntários.
Numa ida ao café, debaixo de um calor abrasador, valeu-nos a água fresca, a 50 cênt, as minis a 70 cênt, e os cafés a para não adormecer, a 50 cênt e ainda a música do Jorge.Viver no campo é que é bom!
Sim, ás vezes precisamos de intervalos para desanuviar...

A alma Musical...

O Luís...
Jantar, retemperar forças e descompensar também!


Eu, com o chapéu do Jorge e os óculos do Luís...já não estava muito boa, depois de um dia em cheio, precisamos brincar um pouco...rir.

O Telhal como uma casa...onde sempre nos vamos sentir assim, bem.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
(Casa do Alentejo,2008)
Caros Amigos e seguidores deste blogue...
Venho por este meio informar, que estou sem Portátil.É verdade, uma excelente compra que eu fiz...que depois de 3 meses nas minhas mãos, não funciona.É de qualidade.
Ele até liga, mas não aparece nada no ecran.Nada.
Pois o sortudo, vai viajar até Espanha, ficar 15 dias ou mais longe de mim,numas férias merecidas na sede da HP...(snif,snif) e depois voltar para as minhas mãos, são e salvo.Espero.
Até lá, escrevo-vos de uma torradeira, que me enfeita a secretária e mal me deixa espaço para nada, um Pentium II, velho e lento, irritante, que leva 10 minutos a iniciar.Não é normal.
Mas melhor que nada.Impressionante como somos todos dependentes das tecnologias.Até me vai fazer bem assim uns tempos.Não virei tanto á net e nem vou escrever com a mesma frequência, porque isto é velho e não dá vontade.E assim até vou pegar naquele livro que não acabei e quem sabe voltar a escrever á mão, num bloco, por aí?
E para mim, escrever é tão importante, como matar a sede.Exercício de lucidez e massagem na alma.
Ainda assim darei noticias, ainda que sejam mais curtas.
No fim deste mês, ficarei mais livre fechando outra página,outra etapa...e em Julho, se tudo correr bem, estarei a viver em comunidade missionária, em Monforte, Portalegre, preparando-me para o futuro.
Até breve!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
São Rosas...
Acordar e pensar, "Hoje o meu Pai faz anos!"
Apetecer-me gritar bem alto, que ele faz anos e é um Pai fantástico, uma alma sensivel e boa...e que não merecia estar assim, no seu aniversário, como em dia nenhum.
Abeirei-me da florista, devo ter ficado uns 5 min, a olhar para todas as flores...numa outra dimensão.Reparava nas cores, nas formas, no que me transmitiam ao passo que, o cheiro tomou conta dos meus sentidos."Se faz favor?Posso ajudar?"...acordei.
Acabei por escolher, rosas brancas,para levar paz, num arranjo simples, envolto em papel vermelho...estava bonito e alegre, para dar cor aquele quarto.
Depois de caminho, segui para a pastelaria, onde enchi uma caixa de miniaturas,para lhe adoçar a boca, apesar da minha mãe ter feito um bolo para levar.
E por fim passei no fotógrafo, para ampliar uma foto nossa, onde apenas dizia: PARABÉNS PAI, AMO-TE MUITO!"
E apenas isto, consegui dizer e consigo.Não haviam mais palavras em mim, para o dia de hoje, que passou.
O fotógrafo, perguntou, quem era o senhor, se era meu Pai, ao que disse que sim.No fim, depois de me entregar a impressão, despediu-se com um "Espero que tenham um bom resto de dia e que ele tenha muitos anos de vida, para aproveitar a filha que tem..."Não sei se foi um piropo, ou não,ele nem me conhece,mas fiquei fixada apenas nos "muitos anos de vida..."pensava como nestas alturas as palavras deviam ter poder e transformar os nossos desejos em realidade.
Era isso que pedia, muitos anos de vida, para o meu pai.
Depois fui para o Hospital, com o meu melhor sorriso, cá dentro.
Cheguei e os olhos do meu pai, fixaram-se nas flores.Abracei-o e cantei os parabéns baixinho enquanto o abraçava.Adorou aquele pedacinho de cor...que coloquei em água na janela.Depois arrumei os bolinhos na gaveta e por fim ele abriu o Postal.Sorriu e deu-me um beijinho emocionado.Aquele sorriso vale tanto.
Passámos a tarde a conversar.Era ali que queria estar, nenhum outro local do mundo seria melhor que aquele.Ainda que seja num hospital e com o quadro clínico que temos.
É ali que está aquela pessoa linda, que me deu a vida...e fez com que eu me tornasse na Rita,que hoje sou.
Recebeu as visitas de todos os dias, e algumas extra...o fim do dia chegou depressa e voltei a casa meio dormente.Numa espécie de bolha, só minha, onde os sons, as cores, tudo é mais distante do mundo, lá fora.
Pela noite, saí para tomar café...e espairecer, mesmo que não fosse o meu ambiente, os meus amigos.Ás vezes, estar com quem não se conhece é o que precisamos, ouvir outra música, sentir outro pulsar e pensar que de facto o há dias em que o mundo será sempre pequeno, para cada um de nós.
terça-feira, 23 de junho de 2009
You have my bless

Em jeito de resumo.
Depois de um fim de semana agitado, por diversas razões, mas que acabou da forma mais especial que podia haver, a semana começa em força.
O Domingo, teve uma tarde de voluntariado especial, única, esplendorosa.E quando digo isto, falo pelo que vejo que os doentes sentem e eu sinto, e nós sentimos, numa sintonia tão cúmplice, que nos faz sentir vivos e com um carinho por cada um deles muito em especial.A força que eles me dão é essencial e já não saberia viver sem passar as tardes de Domingo ali.E a alegria que eles sentem por poderem contar connosco é imensa da mesma forma.Há sempre uma surpresa, uma lição.Cada vez sinto mais que o meu futuro passa por ali.É um imenso campo, á espera de ser trabalhado e semeado.E a terra muito fértil.
Os dias correm ao sabor da esperança, aquela que não morre, mas subsiste conformada, no que toca ao meu pai.
Passou ontem para enfermaria, e hoje já o pude aliviar nos pequenos cuidados que diariamente me habituei a fazer.Hoje teve muitas visitas e estava muito bem disposto.Está num piso diferente, com caras diferentes, tudo novo, (daqui a uns tempos, desconfio que vou conhecer todos os cantos ao hospital...).
Na quinta feira celebra 62 anos.E eu ainda não sei como vai ser e o que fazer, mas há-de surgir-me algo criativo, ainda que seja simples.Umas flores coloridas, para animar o quarto, um bolo pequenino mas personalizado, e muitos sorrisos e amor por perto.
Hoje quando saí do hospital, fui jantar fora com os meus tios e estivemos largas horas á conversa, sobre questões importantes, relativas ao futuro.E ambos concordamos que dar tudo pelos que amamos até ao fim, é indiscutivelmente necessário e uma forma de amor, que nunca devia ser negada, nem devia faltar á pessoa em questão, ainda para mais se o grau de parentesco for o de filha.
Eu, faria o que estou a fazer pelo meu pai, a qualquer pessoa que precisasse de mim, porque cedo me habituei a estender a mão, onde é preciso, quanto mais fazê-lo pelo meu pai.É claro que sim, como toda a dedicação.
O estender de mão que vem do alto de uma secretária, de um estatuto ou via telefone, pouco faz, ou vai mudar.E para gestos concretos, estamos nós a família.Não podemos contar com boas intenções, mas com gestos que mudam e ajudam a minimizar este sofrimento, físico e emocional do meu Pai.E do qual partilhamos.
Falar do futuro, implica imaginá-lo sem o meu pai e isso é algo que eu não quero fazer ainda, porque terei tempo para o sentir.
Não nego que penso nisso e apenas de o pensar os meus olhos se enchem de água que retorna ao local de onde veio, sem cair.Isso porque sei, que vai mudar muita coisa.Será uma página que se vira.E não é todos os dias que viramos páginas na nossa vida.
Mas enquanto há vida, faz-se pela vida,depois não adianta.Depois será sempre tarde...e aquele sentimento que podíamos ter feito mais, não tomará conta de mim, porque faço tudo o que está ao meu alcance.Iria ao fim do mundo por ele, mas ir ao fim do mundo não seria suficiente para o curar.
Por agora, quero aproveitar cada segundo e enchê-lo de sentimentos positivos.
Esse é o meu esforço e missão diários, que partem de pequenos gestos.
Gestos que falam de Amor.
Amar-te, até ao fim.
segunda-feira, 22 de junho de 2009

Parabéns Duarte!

Porque és das pessoas mais maravilhosas que conheço.Porque foi ao teu lado que vivi dos melhores momentos da minha vida.Porque contigo aprendi muito.
Porque nos atirámos por aí de cabeça e com o coração aberto, vezes sem conta.Confiando sempre.Acho que foi até uma das grandes aprendizagens que fiz, contigo, confiar.
Para ti estava sempre tudo bem, havia sempre de aparecer uma boleia ou um sitio onde dormir, nem que fosse montar a tenda num qualquer pinhal, perdido por aí.Porque tu vês o essencial, e apenas o essencial e para ti pouco importava não ter água e jantar sandes, desde que tivesses ao teu lado quem tu querias e o pôr do sol perfeito...desde que pudesses ver a lua e estrelas cadentes, pouco importava o lugar.E era assim que a paz tomava conta de nós, numa relação única com Deus e como o mundo.Era assim que nesta simplicidade, tudo se tornava perfeito e abençoado.
Havia lá coisa melhor do que andarmos descalços na relva, ou dançar os sons medievais...numa noite quente de verão ou ver um bom filme, num dia cinzento de inverno, enquanto a chuva caía forte lá fora.Nem aí deixámos nunca de viajar.Da tua sala para o mundo.
Todos os lugares onde estivemos, contam hoje essa história...e têm uma marca que nunca nada nem ninguém poderá apagar.Esses locais nunca mais serão os mesmos e é com um sorriso que ás vezes os piso e respiro esse som do ar, por nós deixado e diria mesmo, eternizado.
E é essa a nossa beleza, algo que em palavras tuas defines como, "mágico, singular, cósmico, interactivo, bom, transcendente, raro, nosso."
Esse é o tesouro que fica e perdura.É esse que hoje te agradeço e ao mesmo tempo te ofereço, no dia em que celebras o dom da tua vida.
Que ela seja sempre sinal de vida, naqueles com quem te cruzares e cujas vidas tocares.
Assim como tocaste a minha, e que desse toque, ainda eu sinto o efeito em cada gesto e palavra que faço, que digo.E será sempre assim.Porque há pessoas que nos marcam de tal forma, que nos correm no sangue...que estão até no sol, no mar, nas gaivotas, nas crianças, numa montanha, no nevoeiro, em Paris, na Escócia, em Amesterdão, em Bruxelas, numa rua do Luxemburgo em que rezamos, no Alentejo, nos Olhos de água e também nos da alma...
Por tudo isto e muito mais que não preciso dizer, porque tu sabes, Parabéns meu querido Duarte!
Um abraço em ti*

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz
Portanto, tem paciência...
domingo, 21 de junho de 2009

Acabei de chegar da visita do 12h, nos cuidados intensivos.
Entra 1 pessoa, durante 1h, que nos é roubada pelos 15 minutos que levam a organizar a visita e pelos outros 15r minutos que nos mandam sair mais cedo.Logo, são 30 minutos, que temos.
Em 30 minutos, falei com ele, dei-lhe uma sopa e fruta cozida, falei com a médica de banco.
Ele não está nada bem, a infecção voltou em força, a febre, a tensão muito alta...a barriga muito dura, parece prestes a explodir.Perguntei-lhe se a colega que deu alta ao meu Pai,na sexta feira, estava consciente daquilo que fez?Ela encolheu os ombros.Pois é, encolhe-se os ombros e ninguém se responsabiliza...andamos aqui todos aos tombos.Não pode ser!
Em 30 minutos, percebi que está novamente assustado.Não é para menos.
Qual de nós, no lugar dele, não sentiria medo?
Medo de morrer, de sofrer.Deve ser tão duro, perceber que o nosso corpo, aquele que nos permitiu viver durante anos, quer finalmente parar para sempre.
O que não pára nunca e se mantém além do tempo, é a memória que se deixa aqueles que se ama, herança eterna, cravada na nossa personalidade, jeito de ser e objectivos.
É isso que já sinto em mim, desde sempre e creio que vou sentir mais...
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