segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Portas.
Em tempos idos, já muito idos e gastos, foram inventadas as portas.
Uma espécie de bloqueio á passagem para o interior, ou exterior de casas e afins.
Isto se não tivermos a chave. Porque se tivermos a chave podemos dizer que as portas são uma espécie de passagem para qualquer parte.
A verdade é que nunca se sabe o que está por detrás de uma porta.
Ao longo da nossa vida são imensas as portas que se abrem á nossa volta e até mesmo por detrás de nós...e estas são sempre as mais escancaradas, as que já não podemos alcançar por mais que nos esforcemos em reviver o passado.
Quanto ás portas que ainda estão e estarão ao alcance da nossa mão, pouco há a dizer no muito que poderia ser dito.
Em quase todos os momentos de nossas vidas, somos assaltados pela decisão, ainda que inconsciente, de abrir portas e fechar portas.
Vivemos em constante sobressalto com a hipotese de perda da chave daquela porta especial.
Desprezamos portas que não ousamos ou não conseguimos fechar, embora fosse nossa vontade usar vários cadeados, para as trancar de vez.
Também existem as portas que insistem em ranger, mesmo quando lhes oleamos incansavelmente as dobradiças.
Sem esquecer as portas que se abrem e fecham sozinhas, sem que nós possamos ou tenhamos tempo de pensar se as queremos abertas ou fechadas.
Estas sim, são portas mágicas, as que melhor nos indicam o nosso caminho. São as portas ás quais devemos estar mais atentos, independentemente da cor, formato ou tamanho que possam ter.
Bom...muito mais havia para dizer...mas esta porta,está a fechar-se. Concerteza outra se abrirá ...
Imagens,de uma viagem ao centro de mim...


Há imagens que falam.
E estas são as palavras que me faltam neste momento.
Entra,e viaja comigo...



Escolhi uma direcção,rasgada de céu.
E fiz uma estrela cadente com a minha mão.E fui com ela...


Perdi-me no tempo,porque não quis ouvir o tempo a passar.




E os meus olhos,atentos,encontraram cores,a dizer-me que tudo tem um fim...
E isso não me deixa triste.Porque sempre que eu queira,nascerá um começo.

Aninhei-me virada para uma janela, por onde escorriam gotas de chuva,fiquei a olhá-las...ouvi-as bater,e quis deixá-las entrar.



Saì para a rua,caminhei.

Colhi uma flor,que me pediu para ser minha,era da minha cor... neste dia.

Olhei-te nos olhos.

Estive tanto tempo contigo.

Tanto quanto eu quis.Tu não me pões limites.

Eu amo-te e tu amas-me.Como nunca amei.E ninguém me vai amar.

Tu só tu.



Estive lá,nesse recanto,e quis mergulhar em papoilas.

Desta vez não haviam papoilas.Apenas um verde fresco.

E silêncio.

E por fim, fiquei com uma luzinha acesa, dentro de mim.

Sei que ela já foi maior,e já me aqueceu mais.Mas é a que tenho.

Chegamos ao fim da viagem.Foi bom?

Voltem...viagens destas,(RE)constroem-nos.

Formação de Animadores...mais que isso!Uma escolha.



De costas voltades para a serra,e com um mar brilhante á nossa frente...assim vivemos juntos,este tempo de encontro.E viajamos sim,ao centro do outro...ao centro de nós.

Aprendemos que a nossa vida,não pode ter tantas vezes os "SE" e os "DEVERIAS"...

Aprendesmos que fazer escolhas,seja um "SIM" ou um "NÃO" ,implica sempre,não voltar atrás,e arcar com as consequências...

Que bom é ser livre... e poder escolher.

Mas então e quando são os caminhos onde entramos, que nos escolhem?Como podemos dizer não?

Houve tempo para pensar,para estar a sós.

Para escutar.Para ser escutado.




Para mim houve tempo para sentir que de cada vez mais me apaixono,por esse amor,que Deus me dá a beber,e eu tenho sede dele.

Por estes dias,a lua foi confidente...e o som do mar,embalou-me...afastando de mim,tantos medos,desejos...que não posso sentir,mas não escolhi.

Sente-se e pronto.Se não fosse assim não faria sentido.


Mas como qualquer mar,que tem ondas,ele trará de novo á praia,o que nele quis deixar...

Estou sentada na areia...não estou longe pois não?

sexta-feira, 3 de novembro de 2006


Viagem ao centro de mim...







E estou de partida...para mais uma viagem ao centro de mim.
É assim que me sinto,sempre que faço a mala,para mais uma formção de animadores.
Num instante chegamos ao 3º ano,com desistências,mas também com muita vontade da parte dos escolheram permanecer,de chegar juntos ao fim desta caminhada,que começou em 2004.
Já somos mais do que colegas de formação,somos amigos,também de outros encontros,de outros caminhos.Mas neste,sabemos que é certo estarmos juntos...
Lá perto daquele mar,imenso,da praia grande...ali onde já vivemos tantas surpresas,tomamos tantas decisões,nos encontramos com Deus e com os outros,e por isso connosco mesmos.
Estou anciosa de vos reencontrar,de saber de vocês,dos vossos corações,o que fizeram estes meses na vossa vida?Na minha fizeram tanto...
Sei que haverá sempre aquela cumplicidade,com os de sempre,e logo mais, aquele leite com chocolate com conversas macias...antes de dormir.
E o som do mar ali ao lado...a lembrar-me o quanto ainda posso dar-me aos outros...nesta vida.
É o que mais desejo.E o que procuro cumprir a cada dia...
É isso que vou aprender...e me tem ajudado muito,a amimar,e a ser animada!!!
E irei, se o tempo me permitir,sentar-me sozinha nesse banco mergulhado em papoilas,que adoro,e deixar que o sol me embale no seu beijo...como sempre faz,quando ali volto.
Há lugares assim...e este, é mesmo aquele que preciso, por estes dias.
O lugar onde Deus me fala,e eu lhe falo,a sós.
Assim eu vou...

Até mais...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006


Hoje, não chove lá fora...chove aqui dentro.




A cidade está fria e cinzenta,hoje. E a janela embaciada, pois que perdi a visibilidade lá para fora e tudo o que vejo se resume a um esboço impressionista.
Não sei se da chuva,se dos meus olhos rasos de água,trémula,pronta a escorregar...e a lavar-me a alma.
Esforço-me por esquecer que estou a centenas de quilómetros do paraíso.
Bem, pode nem ser o paraíso, mas tem tudo o que eu preciso para ser feliz.
E hoje,amanhã e talvez nos próximos dias... aqui tudo será cinzento e vou sentir-me um bocado de nada à deriva, em busca não sei bem de quê.Porque não se percebeu o que eu disse.
Eu tinha era que estar aí. É aí que tudo acontece.
Aí reside o princípio e o fim dos meus desejos e
sonhos. É aí que o azul e o verde se juntam, mistura traduzida em largos sorrisos, e abraços fortes. Todos os dias são uma novidade, todas as noites são mágicas.
E eu, não queria mais.Queria só o que temos,construido por nós.
E aqui,pelo menos hoje, já não há nada de novo. Mesmo que limpe o vidro embaciado e tente observar o dia lá fora atentamente, poucos são os pormenores que me provocam algum entusiasmo.E o pior de tudo, o que mais dói cá dentro,é que eu não quis chegar fosse onde fosse.Estava a viver.
Muralha instransponível.Não sei se sou?
A tendência é fecharmo-nos sobre nós próprios cada vez mais. E endurecer a alma.
O ser humano aprende a defender-se, para menos sofrer.
Assim quiseram as circunstâncias.

Mas um dia vamos perceber que as muralhas também caem, basta haver uma força maior que por fim as faça ceder.
Haverá lágrimas. Mas os sorrisos sempre prevalecerão...e o meu estará sempre aqui.Mesmo hoje.

The true is that...

...When wings of a free bird touch the ground, it is a clear sign that they won't touch the sky ever again.
Cativa-me...ou procura-me nas lojas,não vais encontrar!


"- Bom dia, disse a raposa.

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exactamente, disse a raposa.

Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim.
Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativas, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas.

Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-me! ... "



Antoine de Saint Exuperry in "O Principezinho"

My Sweet November



Entramos em Novembro...
Este é o mês em que vim ao mundo,antecipadamente.Esperava-me o Dezembro,mas achei que nascer no Natal,seria confuso,e lá vim eu.
É também o mês das castanhas,e da água pé.
Do cheirinho súbtil, a Natal...que ainda fica longe.
O primeiro dia deste mês,fica marcado,por uma tarde calma,pelo cheiro a rio.
Pela neblina que caiu ao chegar da noite,pelo passeio lento e sem rumo certo.Pelas conversas que fazem pensar no que ficou,no que se vive,e está para vir,no que morre,porque não cresce...e por este tempo maravilhoso,que só se sente em Portugal...(25º,ás 20h).
Sim,começar um mês,dia 1,e ainda por cima feriado,trouxe-me um sentimento,como o de virar a página de um livro.Não escrito por alguém,mas por mim.
É a minha vida, que vou escrevendo.
Um livro,em que nada se apaga,tudo permanece,nada estagna,mas tudo se renova.
E neste novo capítulo,quero escrever esta história,voando apenas com as minhas asas,e não com as asas de ninguém...porque ás vezes prendemo-nos tanto,ao voo de alguém,e acabamos por cair...em terra de ninguém.
Passos curtos,mas seguros.
Hoje fica um sentimento,como aquele que todos já tivemos,ao iniciar um novo caderno em branco,a primeira página,lisa,macia,pura.Onde apetece escrever.E uma tinta que desliza,que fica ali bem,preceptivel,isso mesmo,que se percebe.Assim,eu hoje,passei a perceber tanto,muito de mim,e do curso natural das coisas.Aceitando-o.Ainda que o questione...
Hoje,depois de muito caminhar á beira rio,entrei no CCB,e fui áté á arte periférica,e encontrei uma prateleira,cheia de livros em branco,prontos a escrever.E como eram lindos,com 1000 motivos,indianos,folhas secas,pintas,sorrisos,crianças.Toquei em todos e mais alguns,abri,folhe-ei,e imaginei ali a minha tinta ás cores...esta,que deixo correr aqui.
Não trouxe nenhum,eram tantos,que me perdi.Para além de caros.
Mas houve um que me ficou na retina,tinha cores,vivas,em tantas formas,reconheci-o.Amanhã mesmo,passo lá para o ir buscar,e começará assim,um novo capítulo,de verdade,onde irei escrever,o que mais ninguém pode ler,o que é mesmo só meu,porque não pode ser de niguém mais.
Sei que não mudarão as palavras,e o sentir,mas ali ficarão guardadas,para não se esfumarem.Não um diário.
Por aqui,neste livro grande e aberto,ficará a tinta de cores,e também um papel limpo...mas com algumas marcas de outras palavras.Como virar a página depois de escrever e estar lá tudo escrito,mas sem se ver.
Contudo,esqueci-me de avisar,que como em qualquer livro,viramos páginas para a frente,mas no meu, também aceito voltar atrás.
Para reler e recordar,nunca para apagar,mas quem sabe reescrever?
November sweet November.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006


Para quando?...


Na Primavera, quando os bosques ficam verdes,
tentarei dizer-te o que te quero dizer ...
No Verão, quando os dias são compridos,
talvez tu compreendas a canção.
Pois isto deve sempre ser um segredo guardado de todos os outros,
entre ti e mim.

Haloween







Bruxas,Canibais,diabinhos,múmias,fadas,houve um pouco de tudo.

Foi apenas mais um pretexto para estarmos juntos e sermos crianças...e dar-mos largas á nossa Criatividade.

Não é que goste do haloween...mas com os amigos,todos os dias,podem e devem ser dias de festa.

Para mim,a Tânia,mais uma vez,mereceu a melhor figura da noite.Verdadeiramente assustadora...

Foi assim...uma noite de magia.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

SHE
Elvis Costelo / Charles Aznavour

She may be the face I can't forget
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay

She may be the summer sings
May be the chill autumn brings
May be a hundred different things
Whitin the measure of the day

She may be the beauty or the beast
May be the famine or feast
May turn each day into a Heaven or Hell

She may be the mirror of my dream
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She who always seem so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that can't hope to last
May come to me from shadows of the past
That I remember till the day I die
She maybe the reason I survive
The way and therefore I'm alive
The one I'll care for through the rough
And ready years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make then all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
She
********************************************************
Ela talvez seja o rosto que eu não consigo esqueçer
Um rasto de prazer ou de desgosto
Talvez seja o meu tesouro ou o preço que tenho a pagar
Ela talvez seja o verão que canta
Talvez o esfriar que o outouno traz
Talvez seja cem coisas diferentes
No espaço de um dia só
Ela talvez seja a beleza ou o monstro
Talvez a fome ou o banquete
Pode tornar cada dia no Paraíso ou no Inferno
Ela talvez seja o espelho dos meus sonhos
Um sorriso reflectido num riacho
Ela pode não ser o que aparenta,
dentro da sua concha
Ela que parece sempre tão alegre na multidão
Cujos olhos podem ser tão privados e tão soberbos
Por ningém podem ser vistos quando choram
Ela talvez seja o amor que não se pode esperar que dure
Vem até mim em sombras do passado
E que eu lembrarei até ao dia da minha morte
Ela talvez seja a razão pela qual eu sobrevivo
O caminho e a razão pela qual estou vivo
Aquela que eu cuidarei ao longo dos anos bons e maus
Eu, eu tomarei o seu riso e as suas lágrimas
E farei deles as minhas recordações
Por onde ela for eu estarei
O significado da minha vida é
Ela

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Os meus meninos...os meninos de Ninguém...



Hoje consegui ensinar,o "ESTOU ALEGRE...PORQUE ESTÁS ALEGRE"...

Sairam portão a fora a cantá-lo e eu senti uma enorme alegria...afinal já eu o cantei em tantas situações...

Tiramos a primeira foto,de grupo,foi uma emoção...digam lá que não são lindos,apesar de indisciplinados...faltam aqui 3 meninos,que tive que mandar dar um volta para arejarem as ideias.CUSTOU-ME,mas teve que ser.Se não imponho o respeito agora,nunca o vou conseguir.

Contudo hj quando sai da sala,já estava tudo em silêncio...e eu sozinha,virei-me para o quadro e não é que me deixaram esta mensagem...não sei quem foi?

Mas soltou em mim um sorriso.

Afinal,não é em vão,o que ali vou dar.Alguém gosta,e precisa.Que bom sabê-lo desta maneira.

Saudades






Saudades tuas.

Tenho sempre, saudades tuas.

E acho que vou sentir ainda e sempre saudades tuas.

E tu estás,aqui.

Imagina um dia,se não estiveres?
Farol...Brilha para mim.






Preciso de um farol.
Um farol na minha noite,que me guie...
Navego num imenso mar...que és tu.
Será que chego a ver esse porto...e a atracar.Ter paz,e então, nada esperar?
Ando ao sabor das tuas ondas,do teu vento,não vês que quero mergulhar?Ir fundo.
Porque sei,que lá nesse teu fundo,há uma luz terna suave,sons que acalmam,e sempre a magia das cores,de que és feito,esses mundos que aì escondes.
Deixa-me ir...

Há muito que o espero.

domingo, 29 de outubro de 2006


Chocolate...hum=(

Chocolate...já não gosto de Chocolate.

Desiludiu-me o Chocolate!

Até nunca mais.

sábado, 28 de outubro de 2006

Chegaram as luzinhas...


Vou a janela,deparo-me com a lua,há dias que não sabia dela.Cumprimento-a.
Sabe-me bem apanhar o ar fresco da noite.Vejo que tudo descansa de um dia que findou.
Há hoje, uma nitidez na noite,um brilho,não admira com o sol que hoje nos beijou...
Solto um pensamento...na noite.Vai direito a ti...ou eu queria que fosse.
Recebeste-o?
Podia soltá-lo no meu quarto,mas assim,tenho a sensação que se expande...
Continuo a observar tudo.Passa a minha vizinha que vai passear o cãozinho,a sua única companhia,aliás,e de roupão,o mesmo roupão azul,de sempre.
Quando vou á janela,não vou procurar nada,mas a verdade é que encontamos sempre algo,novo.
E qual não é o meu espanto,lá ao fundo,bem junto da torre da igreja,vejo luzes,muitas luzes,luz a mais,e penso...para comigo: "Já?"
O primeiro pensamento,foi assim,de que cada vez mais cedo,elas se acendem,nas ruas,viradas para um consumismo,do qual fujo.
Mas logo a seguir,fiquei ali em pijama,parada a olhá-las e como são bonitas...e sorri,porque aproxima-se o natal,mesmo que mo lembrem antes da hora,ele está a chegar,e qual de nós não gosta desta altura.
Sinto aquela excitação meio infantil...
E se os abraços já são fortes,e fazem sentido,quando ele chegar vão ter o dobro da força,e se uma rua era escura,ela pode ficar iluminada com a força do amor,mesmo que ali não haja luz alguma.
Luzes destas,cloridas,mágicas,encantadas...podem não fazer o natal,mas levaram-me a recordar,natais passados debaixo da árvore,a contar as luzes,com a minha irmã,e primos.
Uns contavam as verdes,outros as azuis,as rosa,as amarelas...e assim,as horas até ás 00h,não custavam tanto a passar.
Vou passar a ir mais vezes á janela,por razão nenhuma...e quem sabe,descobrir algo de novo.
A seguir venho a correr, para vos contar...
As luzes...também estão acesas dentro de mim,a partir de hoje.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Nascente...


Aqui.

Aqui, acampei,muitas vezes.Aqui, vi milhares de estrelas cadentes,e senti o frio da serra,mesmo nas noites quentes de Agosto.Aqui eu cantei,para os outros para mim,para o mundo e sorri sem fim...ouvi concertos de cigarras e grilos matreiros,pela noite fora.Aqui me apaixonei,por DEUS.Aqui, permaneci á volta daquela fogueira,e vasculhei recantos e grutas encantadas,senti na minha pele a pureza desta água,que ali nasce.Assim eu nasci,na alma.E tomei banhos sem fim,de noite e de dia.Aqui,passei a gostar de verde,aqui chorei sempre que tinha de partir para casa,e esperar por mais um verão...aqui, dei o meu primeiro beijo,puro e inocente.Aqui, também já vi tudo coberto de um manto branco.Aqui aprendi também a servir,a cozinhar,a fazer pão,a construir com o que a terra nos dá.Perdi o medo das aranhas,e das lagartixas.Aqui,eu fui-me construindo ano após ano,como em nenhum outro lugar.Aqui,eu vi o mais belo nascer do sol,e rezei vezes sem conta,ao lado dos amigos.Aqui,aqui,aqui...este local que amo,divino para mim.Aprendi tanto...por mim mesma.Faz tempo que não volto...mas quando voltar,quero levar-te comigo,para que o sintas,quero partilhar este tesouro contigo.E aqui,Contar-te todos segredos,voltar a apanhar estrelas,ouvir o rio a correr...

... AMAR-TE...E VOLTAR A NASCER.

Vens comigo?...

So beautiful and wild







"Oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful and wild
Oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful and wild
Through the darkest night comes the brightest light
And the light that shines is deep inside

It’s who you are."

"O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.Tudo desculpa,tudo crê,tudo espera,tudo suporta."

(primeira carta aos coríntios)

Não creio que tenhamos sempre que compreender.Acho que, ás vezes, precisamos apenas de ter fé.


PORTO...DAQUI EU NÃO VOU...


É com muita pena que não vou poder ir ao Porto,no próximo fim de semana,estar com os companheiros do caminho de Santiago,e com os amigos que se tornaram...e são.

Assim que puder...ai estarei!

Mas sei que juntos farão,sempre, COMUNIDADE,e ALEGRIA,aquela que me ajudou a palmilhar tantos Km...

Abraço a todos,bem apertado.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Vou para "ensinar"...acabo por aprender!

Finalmente,alguns raios de sol,espreitam...a medo,mas estão lá.
Saio para a rua,caminho devagar,olhando tudo,o céu,as árvores,as marcas da chuva que se fez sentir, e olho sobretudo as pessoas.Algumas ficam incomodadas desviam o olhar.
A mim não me incomoda,olhar nos olhos.
Que forma mais verdadeira,existe...de falar?
Caminho,e vou pelo caminho mais longo.Hoje quero caminhar,mais do que devo?Ou mais do que costumo...E na minha cabeça,1000 pensamentos,tomam conta de mim.
Chego á outra escola,onde (não) dou aulas de "moral",mas passo uma hora agradável e de pura magia, com os miudos.
Ao fundo da rua,já consigo ouvir os gritos,alegres,que sempre nos trazem as crianças.Fico anciosa por chegar,apresso o passo,ainda é cedo,no entanto,decido entrar.Eles param de brincar,e vêm a correr...já não nos vemos faz uma semana,uma eternidade,pelo menos para mim=)
Esta escola,não é uma escola de bairro,tem outras condições.
flores nos canteiros,as paredes pintadas de verde água,com muitos desenhos a mostrar que há vida,há sonhos.
E o cheiro,sim,é a leite com chocolate e a pão com manteiga,aquela hora...hora de lanche.
Os meninos,não levam sandálias em dias de chuva,e não têm,a roupa remendada,e gasta.
Um realidade diferente,da outra escola.
Mas se querem saber,o abraço,de uns e de outros, é diferente.
Na escola de bairro,o abraço,é forte,mesmo que fugidio,mas o que sinto,é que aquele é provávelmente um dos únicos abraços que recebem...
Nesta escola,o abraço é algo comum,e dá-se porque todos querem dar,mas têm esse carinho em casa,reparo que alguém espera por eles,no portão,com o cão e tudo,e um bolo embrulhado em prata...pequenos mimos.
A aula corre bem,sem grandes confusões,cada um no seu lugar,ninguém chama nomes,e ninguém se bate...há a inquietude normal de uma criança.
Ficam atentos ao que digo,tamos no tema da amizade,eles teem,8 anos,saberão já o quanto é importante?Falamos da sua importância,eles contam histórias,eu oiço atenta.
Um deles,que faz anos hoje,(o Nelson,um gorducho lindo,e fofo) pergunta-me:"Olha,e tu?Tens muitos amigos...?"
E em segundos,o que me veio á cabeça,foram os vossos rostos,todos.Não pensei se eram muitos ou não,mas pensei,o quão valiosos e importantes são para mim.
E foi isso que lhe respondi,que não importava ter muitos amigos,mas Bons amigos,verdadeiros,presentes,e sim que tinha amigos assim.E eles acho que perceberam,mas nesta idade,ter muitos amigos é que conta,assim uma lista,cheia.Não sabem que isso um dia vai ficar claro como a água,e saberão separar o trigo do joio.
Na verdade tenho tanta gente que amo.E me ama.
No rosto tenho estampado,um sorriso.
Toca para sair,sem lhes pedir,vêm dar-me um beijinho.
Fico a vê-los ir embora pela janela.Eles,olharam para trás,e dizem-me adeus.
Em tudo,isto, foi oposto ao que vivi,na outra escola.Sou capaz de dizer,que apesar de tudo, quando chega 2a feira,vou á escola de bairro e levo comigo,aquele friozinho na barriga,anciosa por lhes dar,por ver aqueles sorrisos marotos,e olhos tristes.
Quero dar-lhes cor,vida,quero amá-los,mas não tenho todo o amor que precisam para voltar a acreditar na vida,e nos sonhos.Tenho algum,é esse que dou.
Quem sabe não é mais forte, mais, do que eu posso imaginar?
O amor tu crê,tudo suporta...o amor é paciente,é compassivo...
Eu acredito.
Saio da escola,a pensar o quanto tenho para aprender,com eles...
Passo na porta da igreja,resolvo entrar,e visitar um amigo,esse que está sempre lá.
Deixo-me ficar,ao fundo,há ensaio do coro.Sabe-me bem.
Volto a casa,caminhando ainda devagar...para quê ter pressa?