sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Crepes,amigos e Crepes com limão,nutella,queijo...e crepes,amigos e canções.

Domingo á noite...véspera de dia de aulas e trabalho.
Ninguém se importa com isso,e porque só se vive uma vez...aceitamos o convite do Amigo Jonathan,para comer uns crepes maravilhosos,confecionados por todos nós...á moda francesa...


E foi ver a Rita,agarrada á frigideira...sem parar,aquilo eram crepes que nunca mais acabavam,ou não tivessemos um professor
á altura...

Eu agarrei-me á varinha mágica e toca de bater e triturar...essa massa,que fez as delicias de todos...a entreajuda,depressa se fez sentir,numa casa que depressa se encheu,de rostos familiares e outros acabados de chegar.
A casa era absolutamente fabulosa...habitada por 8 jovens de ncionalidades diferentes,México,Brazil,Espanha,Lituânia...e por ai
fora.
A noite começou com azáfama na cozinha,onde chegavam sacos com mais ingredientes para esse jantar,de amigos...



Depressa as canções se fizeram ouvir,com a Guitarra velhinha do Helder,quem nos brindou com uma surpresa foi a Rita,que nos tocou duas musicas...entre elas as Dunas...e até o fado andou na baila.
Um bom vinho...e o espaço e o tempo perfeito...

Um final de domingo diferente,e todos sabemos como são por vezes os finais de Domingo,carregados de nostalgia e pouca vontade que chegue a 2a feira...mas este foi bem diferente.


Até o sofá foi pequeno para tantos,mas houve lugar para todos...
Senti uma enorme paz,por estarmos todos juntos...e para mais,um de cada canto do mundo,isto a dizer-nos que não é só em Taizé,que se quebram barreiras...e constroem pontes.


Essas pontes podemos e devemos construi-las, onde estamos.





Esta noite foi mais uma prova de é possivel construir COMUNIDADE...acolhendo,e deixando que nos acolham.

In Taizé when...


when you favorite colour is orange...
when you don't leave home after 11.30pm...
when the only colours in your closet are beige and blue...
when you know the words "disciple" and "Holly Spirit" in almost every language...
when you eat everything with a spoon...
when you can tell how long it will take untill the next prayer just by the strenght of the smell of incense...
when you know the days of the week just by the songs they sang...
when you think that the floor is more comfortable than a chair...
when you can only remember the words in english...
when you organize your books five by five...
when you are in a normal church and you wounder why are there benches...
when you wear sandals in the winter...
when you make a list like this one...
when you meet someone new and instead of asking the city they came from you ask for the zip-code...
when you only know your friends' surnames by the initials...
when you think that "fork" is a funny word...
when you say how tall you are in Taize books...
when you wounder why are people speaking during Friday's lunch...
when you can say 'enjoy your meal' in every language of the world...
when they no longer give you the 'welcome'...
when you start every speach with 'is english okay for everybody?'...
when you wounder why is the mass in english/polish/german/portuguese every sunday...
when you use 'come on' and 'ma che!' in every sentence...
when you think it is strange that everybody is speaking your language...
when you feel weird for sleeping alone in your bedroom...
when you prefer candles to electricity,..
when you know the songs between 1 and 230 by heart...
when you try to bribe other people with cookies...
when you think that 5 is a sharing group...
when you wounder why does the salesman allows you to buy 4 bags of chips...
when the courtins of your room are orange...
when you know the menu for all the week...
when you know by heart "commitment of a brother"...
when you wounder why do you have the same job every week...
when you think it is funny that on sundays one third of your friends leaves...
when you can tell the country of a person at first sight...
when, just by looking at the tittle, you can tell the name of the brother that is giving the workshop...
when you dress in white in the church ;)

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Nasce a República.

Fizeram mais pela liberdade alguns homens num só dia...que tantos ideais em anos e anos.



[1910.10.04]

[00.45 h] Revoltas nos quarteis da Infantaria 16 (Campo de Ourique), Artilharia 1 (Campolide) e Marinha (Alcântara)
[05.00 h] Acampamento na Rotunda
[07.00 h] Encontrado morto o republicano Cândido dos Reis, na Rotunda.
[08.00 h] Oficiais do Exército abandonam a Rotunda.
[10.00 h] 50 manifestantes são alvejados a tiro nos Restauradores.
[12.30 h] Ataque à Rotunda por Paiva Couceiro (dura até às 16h).
[14.00 h] Navios revoltosos bombardeiam o Palácio das Necessidades. D. Manuel II refugia-se em Mafra.
[16.00 h] A Marinha bombardeia o Terreiro do Paço.
[21.00 h] O navio D. Carlos é capturado pelos republicanos.

[1910.10.05]

[06.00 h] Combates de artilharia na Avenida da Liberdade.
[08.00 h] A República é proclamada na Câmara Municipal de Lisboa, por José Relvas.
[17.00 h] A Família Real embarca para Gibraltar, na Ericeira.


E assim aconteceu...hoje gozamos um feriado,muitas vezes longe de imaginar o que aconteceu na verdade!

Girassol...





E porque os Girassóis são a Flor da Amizade...ficam aqui alguns...neste dia em que o SOL brilha, não só lá fora,mas também dentro de mim...
E porque hoje é feriado,e aos feriados tudo tem um sabor especial como se fosse domingo,deixo-vos uma prenda,uma música para se deliciarem...
Passos em Volta

"Quando o Sol chegou aos subúrbios da cidade anunciando mais um dia igual aos outros, ele acordou e pressentiu que hoje o seu dia ia ser diferente. Sentiu nos lábios o sabor dum sorriso finalmente triunfante. Escorregou da cama e contemplou o espelho sorridente.
Acabou-se a incerteza dos seus passos em volta, dum sentido que ele nunca encontrou. Pela primeira vez tinha o destino nas mãos. Desta vez ele não duvidou, sentiu-se invadir por uma estranha lucidez que o conduzia pelas calhas do passado. Serenamente descobriu que afinal tudo tinha o seu sentido. Levou o olhar à janela. Lá em baixo a rua estava abandonada. Levantou o fecho e, de repente, alcançou a liberdade.
Acabou-se a angústia dos seus passos em volta. Dum amor com que ele apenas sonhou. Pela primeira vez tinha o futuro nas mãos.
Abriu a janela e voou ..."


(Poema do Mestre - J.P. - transformado em prosa)



Se eu continuar a cantar canções e a ouvir a tua voz a chamar por mim, as horas tornam-se breves instantes, os dias instalam-se uns a seguir aos outros, como que construindo uma ponte que vai de encontro à outra margem, onde eu espero por ti...Felizmente, posso afirmar com certeza que já não falta muito para a conclusão das obras. A ponte estará pronta em breve.
Resta saber se lhe confias os teus passos.




quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Coisas BOAS.

Apaixonar-se.
Rir tanto até que as faces doam.
Um chuveiro quente num Inverno frio.
Um supermercado sem filas nas caixas.
Um olhar especial.
Receber correio (pode ser electrónico.....)
Conduzir numa estrada linda.
Ouvir a nossa música preferida no rádio.
Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
Toalhas quentes acabadas de serem engomadas.
Batido de chocolate (baunilha ou morango).
Uma chamada de longa distância.
Um banho de espuma.Rir baixinho.
Uma boa conversa.
A praia.
Cheiro a leite fervido.
Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
Rir-se de si mesmo.
Chamadas à meia-noite que duram horas.
Andar entre os jactos de água de um aspersor.
Rir por nenhuma razão especial.
Alguem que te diz que te Ama.
Amigos.
Um abraço.
Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com alguém).
Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
Brincar com um gatinho ou cachorrinho.
Haver alguém a mexer-te no cabelo.
Belos sonhos.
Chocolate quente.
Fazer-se à estrada com os amigos.
Balancear-se num balancé.
Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
Ir a um bom concerto.
Trocar um olhar com um desconhecido.
Ganhar um jogo renhido.
Fazer bolachas de chocolate.
Escutar.
Receber de amigos aquelas surpresas.
Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas das crianças.
Andar de mão dada com...contigo.
Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas nunca mudam.
Patinar sem cair.
Ajudar.
Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
Ver o nascer do sol...e o pôr.
Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
Saber que existes.
O dia de hoje,ao teu lado.

E são estas algumas das coisas boas da vida...todas misturadas,as mais práticas e as que prendem em si mais sentimento.Porquê separá-las?
A vida é mesmo um pormenor,e em tudo está essa felicidade,que quanto a mim...reside nestas pequenas mas grandes coisas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Voar bem alto...depois de adormecer.


Abres a porta a medo, porque range, faz barulho. Não me queres acordar, mas eu não estou a dormir. Estou só de olhos fechados à espera. O silêncio pesa entre nós. E a luz, por que não a acendes? Não te lembrarás que tenho medo do escuro? Faz isso, acende a luz e dá-me a mão, um beijo na testa e uma festa no cabelo. Enxuga as minhas lágrimas, tapa-me até cá acima.
Deixa-me adormecer sobre o teu colo.
Pronto, estou aconchegada.
E feliz.

Agora sim, está tudo bem.







Não sabia que escondias as asas atrás da porta. Amanhã quero ver-te a voar. Bem alto, percebes?

sábado, 30 de setembro de 2006

Um amigo parte para longe...

Hoje, é dia 30 de Setembro...e hoje parte para Inglaterra o meu amigo, Hugo.
Hoje,queria que nenhum amigo partisse...
Mas sei que para ele será melhor assim.
A vida muda,os horizontes alargam-se,as experiências surgem,e há que agarrá-las...
A amizade não se apaga.
Pelo contrário,cresce se estamos longe.Ou não tivessemos nós nascido no Paìs da saudade...
Sei que vai correr tudo bem...verás.Mantém o brilho dos teus olhos.E sorri sempre muito...a vida espera-te,de braços abertos.

Rezo por ti.Estou sempe contigo.





E assim ficamos a ver-te partir...querido amigo.Esperando o teu regresso.

...e ficam novos amigos,para descobrir!

Ontem foi assim...
Paratilhamos uma noite maravilhosa e inesperada.Para mim as melhores,porque nada está programado,deixamo-nos ir ao sabor do tempo...e da vontade.
Eram amigos, de longa data e outros não tanto,mas o importante,é que todos vivemos uma noite com há muito eu não via,de uma cumplicidade,e alegria...estrondosas.Onde não importa de onde vens,quem és e o que fazes,para onde vais?estás connosco,junta-te á festa!!!
Hajam sorrisos e garagalhadas...
Bastou que nos juntassemos logo após a oração de taize...e pronto Lisboa aqui vamos nós.
Talvez em jeito de despedida...para o Hugo.
E mais internacional,era impossivel...ora vamos lá apresentar os amigos novos,e o que andamos a fazer pela cidade das luzes...ontem á noite!


Este é o Jonathan,e foi o primeiro a aparecer...na oração de taizé,vinha meio timido,mas logo se criou uma empaitia enorme,entre ele e todo o grupo.Não se fica nunca indiferente á boa disposição de um Espanhol.E ele é expemplo disso,sorriso aberto,sempre pronto a ajudar e a bailar...olé!Com ele a risada é certa...Praticante de surf...e a estagiar em aeronáutica...está para ficar 6 meses.E sei que muitos serão os bons momentos entre todos nós.

Esta é a Theresa,e vem da Alemanha,está cá também a fazer um estágio.Ela apareceu com o jonathan,e acabou por ficar.Está a adorar lisboa,pois não vivesse ela em pleno bairro alto,na rua da Rosa imagine-se!E não tem nada a ver com a maioria dos alemães,bem disposta,marota,sempre pronta para a brincadeira.E com um cabelo muito próprio,que só me faz lembrar a minha Tani.hihihihih=)

E esta menina,com sorriso perfeito,é a Alicia,e vem da Áustria,ela sim a viver um verdadeiro erasmus,e a viver na mesma casa da Theresa,no bairro alto.Canta muito bem e é de uma doçura incrivel...ainda não apareceu no grupo,mas está para breve.Adora fado e vinho do porto...e já sabe falar alguma coisa de Português.

Mais sobre ela,ainda tenho que descobrir.

E estes dispensam apresentações,o Aires e o Hugo...também,animados como sempre,neste jantar no escondidinho da curva...onde tudo é tipicamente português!E os sabores são regados de sangria,sobremesas caseiras...

Assim depois de muita conversa,aulas de Português,e gargalhadas,seguimos para os "meninos do rio",em Santos...onde se esteve com o cheiro a tejo,misturado com mar...onde dei uns passos de dança malucos.

Foram tantas as partilhas...as conversas livres,e os brilhos.,.acabámos a noite no Berro,um bar pequenino,onde ouvimos ao vivo,Fado,e aquelas musicas de há tanto tempo,que sabe bem rever...

(Aqui podemos ver as Alicia e a Theresa a ouvir fado e a vibrar com o momento...ora bem!)

Já não me ria tanto numa noite fazia tempo,já não sentia eta liberdade de ir não sei bem para onde...de não se programar nada,sem hora...mas cair nas luzes,nos luagrejos,e hoje poder dizer que cheiro a Lisboa,cheiro a voces...a risos,ao que é nosso.

Sem dúvida,que não esquecerei esta noite,a última do Hugo,e a primeira de muitas que tenciono partilhar!

"Ai lisboa,estendida sobre o rio,ai Lisboa de mil amores perdidos,só de quem quiser sentir que há um mar em ti escondido..."

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

World Press Fhoto...no CCB.


O que podia ser a mão de um velho,não o é.
Mas é sim, a mão de uma criança.
Impressionante,o que esta imagem nos diz.Quer pelo olhar da mãe,quer pela mão do seu filho,que procura um beijo,ou apenas a quer calar...são muitas as interpretações...
Mas sem dúvida que esta pequena e frágil mão,nos diz muito,sobre tudo o que temos,e nunca nos faltou,sobre o que eles nunca tiveram e não vão ter.
Mas o que mais em choca,ainda é esta mãe,nunca chegar talvez a saber,que o seu rosto e a mão do seu filho, andam pelo mundo,e que as pessoas pagam para o ir ver...
Será que esse mérito,que lhe foi atribuído pela sua miséria...não lhe podeira trazer uma ajuda?Dá que pensar...





O júri internacional do 49.º concurso anual da World Press Photo elegeu uma fotografia a cores do fotógrafo canadiano Finbarr O Reilly, da Agência Reuters, como a imagem World Press Photo do ano 2005.

A fotografia foi tirada em Tahoua, no noroeste do Níger, em 1 de Agosto de 2005.
O presidente do júri, James Colton, descreve assim a imagem vencedora: "Esta fotografia persegue-me desde que a vi pela primeira vez. Permaneceu na minha cabeça, constantemente, mesmo após ter visto os milhares de outras fotografias a concurso. Esta imagem tem tudo – beleza, horror e desespero. É simples, elegante e comovente."

Vale a pena visitar...eu lá irei,assim que puder,afastar essa cortina que por vezes temos entre a nossa realidade e uma outra bem diferente e dura,que corre pelo mundo fora...
já é Hábito nunca faltar,a esta chamada de antenção,que através da fotografia...nos desperta,para o mundo que temos e fazemos.

Para visitar,esta exposição, está patente ao público de 29 de Setembro a 22 de Outubro de 2006.De terça a domingo, das 10:00 às 19:00. Última entrada às 18:15 Galeria 2/ Piso 1 do Centro de Exposições do centro cultural de Belém.

*Adultos – 3€
*Cartão de Estudante – 13 aos 25 anos; Cartão Professor CCB – maiores de 65 anos – 1,50€
*Crianças até 12 anos – 0,50€

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

A nossa História,contada com as nossas sombras.


A primeira vez que me chamaste...
Como podia esquecer...

Foste chegando devagarinho,quase sem que me apercebesse disso...estavas perto,mas não dentro de mim.


Depois tocaste-me pela primeira vez...e aí,já nada ficou no seu lugar.

E eu,também devagar,olhei para ti,e descobri-te...dei-me a descobrir.

E foi então que aconteceu...esse toque,feito da minha e da tua vontade,que muda,dá vida e cor aos dias,que nos permite sonhar...


E agora é sempre assim,perdemo-nos a olhar um para o outro...em toques,e sorrisos,em pequenas magias...que nos permitem,não possuir,mas um simples ESTAR,tão bom de sentir.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Aqui...ainda se respira sonho.

Saimos para um café habitual...com muita vontade de conversar e partilhar histórias,experiências...confidências!
Local escolhido e eleito...Chapitô,na encosta do castelo.
Imagens de luz...e cheiro a Tejo.
Um noite serena,sem frio...e com algumas estrelas no céu.




Esse local mágico,onde se respira Lisboa,ao longe no rio,nas luzes que brilham na outra margem...ou pelas casas com flores na janela,que espreitam para o pátio.

Essa escola de janelinhas com luz

vermelha,onde se aprende isso mesmo,a magia,a fantasia,onde não se deixa morrer o sonho...

Sinto-me bem ali...uma espécie de aldeia dos sonhos,dentro de uma grande cidade.
Porque apesar de tudo, Lisboa é um lugar onde ainda se vive mais ou menos bem e se está em paz. E com Sol.Porque ali naquele pátio ainda me sinto feliz,junto a essa casa de paredes brancas com trepadeiras a escalar até ao telhado, mesmo à frente do Tejo.
E a companhia também ajudou...é bom rirmos das coisas simples.
Há pessoas que ganham a nossa confiança logo desde o primeiro instante.
Reencontrar caras conhecidas...foi bom,de Milão,de Taizé...as marcas vão ficando em nós.


Sabe bem,sair assim...acabámos a na merendeira,a comer arroz doce=)

Lisboa,cheia de luzes de cores...está diferente.

Voltei a casa,com a sensação de que haverá sempre mais por descobrir...enquanto quisermos,e o sonho existir.

E depois...devagar,entrei no reino mágico dos sonhos e adormeci.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

A casa do Duende...



É linda não é?
Apresento-vos a casa do Duende...e porque não a casa dos meus sonhos?
A casa do duende,porque acredito neles,e sei que vivem assim nas florestas.
Há quem pense,que é meio básica,sem condições...tosca,e isolada.Não precisaria de mais para viver feliz.
Esse isolamento,para mim é paz.E sempre que quisesse,descia á terra,para tudo o resto.
Mas lá dentro,ah,lá dentro,um mundo,criado por mim...feito de coisas belas,e nossas.
Lá dentro o ar quente,no frio do inverno,uma lareira acesa,um bom vinho,e uma música que eu mesma canto,e danço,á medida que vagueio pela casa descalça,embrulhada num chaile de lã verde relva.
No fogão,a chaleira para o chá...e no forno,aqueles biscoitos,prontos a sair...um incenso a queimar,algo divino que se respira.
As minhas coisas,espalhadas,como é hábito,mas por isso ficam bem assim...ao encontro das tuas.
As prateleiras,cheias de fotografias dos amigos,daqueles momentos guardados para sempre,que vivemos pelo mundo...livros e flores,muitas flores frescas a perfumar a casa.
No sotão,as minhas recordações mais queridas,mas cuidadas,sem pó,sem abandono.
Na casa do Duende,há lá dentro também,um cantinho de Taizé,um recanto de silêncio,para todos os dias,e de partilha sempre que se quiser.Muitas velas,e aquela saudade.
Receber os amigos,num fim de tarde de domingo,e ficar até tarde,falando de tudo e de nada,rindo,sentindo esse calor...que só nós fazemos nascer.
Sair para uma caminhada de manhã cedo,bebendo o orvalho,respirando o verde,parece que o sinto...e regressar ao pôr do sol,para um banho quente,no nosso refúgio.E aquela sopa quente,que nos repõe as energias.
Adormecer com os grilos a cantar,e o riacho a correr,e o teu braço pousado em mim,a dizer-me está tudo bem!
Cá fora,uma rede,para vermos o céu e as estrelas no verão,muita lenha,para a lareira...bancos,para estar em comunhão com o mundo,ali onde é mais puro...e fazer aquelas guitarradas com os amigos,em noites quentes.
Simplicidade,é aquilo que desejo.
Jamais um palácio cor de rosa,esse, só existe cá dentro,para guardar o mais belo.
E são tantos os sentimentos e sonhos que me desperta olhar para a casa do Duende,que ficaria o resto da tarde,a escrever...é que esta noite sonhei com ela.
Descrevo-a com palvras simples,porque toda ela é pincelada da cor dos meus sonhos...mas lá dentro,ah lá dentro...

...imaginem vocês,como seria?


Porque afinal esta, é também a vossa casa.

E porque o inverno não tarda...aqui fica Winter,by Tori Amos...LINDO!
http://www.youtube.com/watch?v=tDU_WYTEje0


segunda-feira, 25 de setembro de 2006

EVERYDAY





Everyday...
É impressionante o sorriso que me deixa ver este clip,e a energia que possui,chego ao fim, com um big smile...e é em vocês que pensO.E por isso faço questão de vos abraçar todos os dias.
Um dia poderei não ter nada...mas amor,ACHO QUE TEREI SEMPRE.
Aqui fica...para ver e ouvir.


http://www.youtube.com/watch?v=aMBgSfQI49E&mode=related&search=
Porque hoje, também preciso de sorrir...e de um ABRAÇO=)

(a foto é com um amigo peruano,que conheci no encontro europeu de Milão,e foi dos abraços mais espontâneos que recebi!)


Esta Luz boa...que chega devagar.

O outono,chegou.Entra em casa aquela luz suave,morna,uma chuva de verão...ainda.Sabe-me bem ficar quieta,assim,contigo em mim.Corres-me no sangue.E quase que te respiro.

E eu remexo no baú,daquilo que ficou...que eu guardei,e cuido.Porque assim faço com tudo na vida.Guardo o mais pequeno gesto,sorriso,palavra.Pego nas cartas,nos postais,naquilo que vivemos lá longe,nessa aldeia...

És invariavelmente mais importante hoje do que foste ontem.

Transportas-me para um mundo de fantasia, e eu sinto que já não tenho os pés assentes na terra nem estou ancorada em porto seguro. Mas és um risco que vale a pena correr.Agora, todos os dias são dias de sol e de riso, trago os bolsos cheios de cerejas e sonhos que gosto de partilhar contigo.

Trouxeste-me a mais um lugar onde é possível ser feliz...Mesmo que seja simplesmente a sonhar, porque os sonhos não se pagam, ninguém pode impedir ninguém de sonhar, e pelo menos enquanto o sonho dura, eu sou feliz. Mesmo que depois, logo a seguir, se destrua. Contigo eu não me importo de viver na ilusão, não me incomoda o facto de me teres transportado a um mundo de fantasia, onde o arco-íris habita o céu sem cessar e os limões sabem a festas no cabelo.

Nunca me imaginei capaz de pensar as coisas desta forma nem acreditei ser possível ajudar a enganar-me a mim própria...Mas a verdade é que gosto! Até me vou entretendo a achar que és um príncipe encantado daqueles dos contos,talvez ingenuidade!A perfeição é impossível ao ser humano, mas há quem se dedique a caminhar para ela...E eu, caminho para tantas coisas...para ti. De braços e coração abertos. Contra o tempo e contra o que é racionalmente concebível. Cegamente... Será este o meu maior erro, mas de que me serve pensar nisso agora se estou tão feliz assim?

É o problema de se viver em constante sintonia com o coração!Mas sabes... Há dias de sol que queremos que sejam de chuva, e risos que queremos transformar em lágrimas, para que não seja sempre igual!Mas eu procuro sempre o contrário,por isso deixa-me transformar tudo o que te dói,em alegria. Há dias em que acordamos sem sonhos e sem esperanças, e o branco transforma-se em preto!Mas eu transformo em laranja,rosa,amarelo... A certeza das manhãs calmas é abalada por um pensamento doente e o que era perfeito provoca o caos.Mas estarei ao teu lado para reconstruir.

Portanto, meu amor,vou tentar regressar à terra para pensar em nós de forma racional.

Eu levo as cerejas e os sonhos nos bolsos, prometo.

Confia em mim...que eu...confio em ti.

domingo, 24 de setembro de 2006

Penso em ti...


-Vamos para onde? - Longe.
-E onde é que isso fica?
-Perto.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Águas Calmas...onde me possa espelhar.



Lírios brancos. Pés descalços. Erva fresca.
E de repente, tu... Somos sempre fracos demais para olhar de frente para o que se sente, por isso, preferi não tocar em mais nada e arriscar-me assim a perder-te no infinito da minha viagem.
É muito mais fácil, esconder palavras nos bolsos e esquecer olhares que nos comprometem. É preverível isso a ter que sentir as mãos a tremer, as palavras a fluir, a tensão a aumentar... Foi por isso que me mantive quieta, quando te vi aproximar. Cobardia!
Preferi a quietude dos dias, o branco dos lírios, a tua ausência sempre presente, para que não voltasse a querer-te tanto como te quis um dia...e ainda quero.TANTO.
Se me queres,terás que vir até mim...porque eu... já ai estou faz tempo.Não me vês?
Penso que a nossa história dificilmente terá um ponto final. Tem muitas vírgulas, muitos ponto-e-vírgula, mas pronto final não.
Tu aproximaste-te, e eu nem fugi, depois eu aproximo-me e tu não sabes se ficas se foges... Somos demasiado cobardes ou demasiado orgulhosos (demasiado ignorantes, talvez?) para nos relacionarmos e resolvermos questões.
No fim de tudo, eu recordo o teu sorriso, a tua boca certa,o teu toque no meu rosto que me faz sorrir, as tuas mãos fechadas em concha com o meu coração lá dentro.
Pode ser que um dia eu tenha coragem de to pedir definitivamente.

Porque não é justo, guardares algo que não te pertence, dessa maneira!

Nuvens não são más...=)

Aqui fica o meu pedido de desculpas,ás nuvens.As nuvens não são más.Mesmo quando se juntam e ficam apertadas no céu,e caem sobre nós...nem aí,elas são más.
São belas,tornam o céu azul mais completo,são mágicas,fofinhas,de algodão doce,e das 1001 formas que lhes quisermos dar.
A culpa não foi da nuvem má,não foi de ninguém.
A todas as nuvens do céu...um sopro de alegria!

Um novo dia...

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Nuvem má...=(

É...há dias assim.Parece que uma nuvem nos persegue...mesmo no mais radioso dos dias,ao lado da pessoa que tem a magia de nos fazer sentir bem,seja onde for.
Acordo,apressada,salto da cama,e visto a primeira coisa que aparece.Saio para a rua,e está a chover,não me importo com isso,gosto da chuva,sempre gostei.
Apresso-me porque adormeci,e tenho coisas marcadas para as 10h30,nessa 2a casa,onde passei algum tempo da minha vida...e onde tenho sempre que voltar.
Chego a horas...mas sempre com a sensação que não acordei,mesmo tendo a chuva a beijar-me fria o rosto...
Espero,e volto a esperar,é sempre assim,quando entro lá,há uma espera mais do que fisica,marcada para aquele dia...há uma espera interior,que nos diz,volto,ou não volto a morar aqui?
Mas longe estava eu.Pensava na hora de almoço,que se aproximava,tinha marcado,almoçar,nessa cidade que é a minha...
E apesar de um dia cinzento e humido,havia um bom feeling...yeahhhhh,yeahhh,e eu até tinha a janela do sorriso aberta=)
Um encontro informal,local escolhido,jardim zoológico,verde,espaço,sons de pássaros exóticos...por todo o lado.
Tu esperavas por mim,liguei para dizer que estava a ai a rebentar...e foi a ultima vez que vi o meu telemóvel...neste dia.Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!
Estavas tu...na porta,com o teu jeito terno,abracei-te...como se não te visse á anos.Vagueamos um pouco,entre um café,e um olhar,procurei pelo telemóvel,não estava mais na mala.Fiquei sem chão,mesmo estando ao pé de ti...coisa rara de acontecer.
A partir daí veio alojar-se em mim,bem por cima da minha cabeça,uma nuvem...cinzenta,que não quis ir embora.Mas tu estavas ali,e o sol por mais que eu não visse,brilhava,pareciamos crianças,vagueando,por entre recantos e diversões...o som da água.
Vontade de te dizer tudo e não esconder nada.Coragem não há.
Afinal hoje chovia,em cima da minha cabeça,ou seria também no coração?
Despeço-me de ti com um beijo,forte,nosso.
Chego a casa,ligo o computador,tenho um Virús.Que mais podia acontecer?
Respiro fundo.Penso para comigo,ESTOU VIVA.
CALMA.Um telemóvel é apenas algo material.E um virús limpa-se.
Mas como tu,só existes tu...e é a ti que eu quero.
Teria sido bem pior o meu dia,sem ti.
Desculpa se não fui grande companhia.
A culpa é da nuvem má.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Pudesse eu escolher um final feliz...

Há a altura em que se conhece e se cria uma empatia.
Depois, gosta-se. E começa-se a gostar cada vez mais, aos pouquinhos.
A cada dia se nota a diferença. Um dia percebe-se que já não se vê a pessoa da mesma maneira. É paixão.
E a paixão aguça os sentidos. E os sentidos ganham vida própria e buscam incessantemente a satisfação dos seus desejos.
E o tempo passa... E gosta-se cada vez mais.
Já não chega saciar os sentidos. Agora o coração bate ainda mais depressa, vêm as saudades, sonha-se com o futuro. Lado a lado.
É então que se descobre o inevitável: o amor, ama-se alguém! Irreversivelmente.
Final 1: Depois, para grande mágoa, vem o fogo e lavra tudo o que foi construído até ao momento.
Final 2: Um dia, adormece-se e acorda-se junto à outra pessoa, e isto torna-se habitual, dia após dia após dia... Até ao fim dos tempos...mas durante esses tempos é assim que eu sonho viver:
Ela dançava por entre os laços da alegria. Ele olhava-a do alto do seu baloiço de corda. Ela sorria para ele e salpicava-o de desejo. Ele enterrava as suas mãos nos cabelos dela enquanto a puxava para si. Ela tinha a boca suja de chocolate. Ele usava as pontas dos dedos para escrever na janela embaciada. Ela pedia para ele lhe segurar a cintura. Ele pedia para ela lhe cantar ao ouvido. Ela pintava retratos. Ele cozinhava. Ela cobria-o de beijos. Ele cobria-a de beijos.
Eles eram felizes.