sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Um autocarro muito Especial...



É 3 dias de viajem em autocarro, não é tarefa fácil...é duro, mas também muito divertido, e pode ser até um grande momento de partilha, onde se constroem amizades...e não só!

O nosso autocarro, foi assim, como uma casa, nestes dias, o ambiente era do melhor...a alegria reinava, na grande maioria das pessoas.
Principalmente nos nossos dois organizadores, o Johny e a Sandra...os melhores do mundo, nunca tive uma organização assim.Foi tudo perfeito.





Depois de muitas estações de serviço, e portagens sem fim, estradas, sol e nevoeiro...

Depois de sermos acordados pelo motorista, personagem única, a perguntar se preferiamos parar 45 min ou 3 quartos de hora...

Depois de um jogo com 40 perguntas...que nunca mais terminava e onde o meu grupo acertou apenas 12 BAH!!!

Depois de nos perdermos em Veneza e deixarmos 60 pessoas a espera...25 minutos...e ainda receber um sorriso de todos...

Os momentos de oração, de bailarico, de sono, de ter a policia a ver os nossos B.i, e sentirmo-nos meio intrusos, nas fronteiras...

Por tantas gargalhadas, tantos filmes na televisão onde todos batiam coma cabeça...

Não esquecendo um PUTO GRANDE chamado Guedes, que não fez sorrir, só quem não sabe ser criança...que quando acordávamos a meio da noite, estava a brincar com o ernesto, e punha toda a gente a rir...

Por tudo isto e muito mais...que quem lá estava sabe, sentiu e viveu...e o guardará como eu...




Fica um muito Obrigado, a quem sai de casa e deixa a familia, para conduzir 63 jovens, aturá-los...e garantir que a sua vida está em boas mãos, nessas estradas.

Fica o muito obrigado a quem nos conduziu por dentro...como o Johny e a Sandra...












PARA O ANO QUERO IR COM VOCÊS Á SUIÇA!!!!
Mónaco...

palco de um dia de LUZ!



Depois de deixar a Eslovénia, atravessar a itália e de mais uma noite mal dormida no autocarro, estávamos por fim no Mónaco.
Esse lugar á beira mar plantado...de riquezas sem fim, não só naturais mas também materiais.




Essa riqueza material passou-me completamente ao lado, por vezes via algumas pessoas fascinadas com os ferraris...e a tirar fotografias.~

O meu olhar estava preso nas montanhas que se erguiam lá em cima imponentes, nas encostas verdes a descer até ao mar, esse mar azul tão azul como nunca vi nenhum.

A luz desse dia, dificilmente se apagará da minha memória, era de tal forma intensa e quente...que nos fez esquecer por momentos, toda a neve que tinhamos visto dias antes...todas as camadas de roupa, era um dia de primavera, o segundo do ano de 2007.

Foi talvez esse sol, que me abriu e aqueceu de tal forma o coração...e me fez não dar pelo tempo a passar...assistir ao pôr do sol de uma varanda que quis que fosse minha, tua e do mundo.Pois quantos já não fizeram ali o mesmo?O local é propicio para isso, parece ter sido ali colocado com essa intenção.




Ali em pleno mediterrâneo, respira-se imensidão...e o próprio ar abre o apetite.

O almoço nas arcadas, junto de um pequeno mercado de flores, onde as rosas são ao preço do ouro...comemos pizza e cantamos sem fim o YUPI AI AI YUPI AI...

Ali tudo está meticulosamente cuidado, os jardins,os canteiros,as flores, os bancos, as árvores...não se vê lixo no chão...ou paredes sujas, tudo tem um certo requinte e os dourados predominam, nas portas, nas cafetarias, nas lojas de antiguidades, as decorações de natal ainda por lá se erguem, pinheiros nórdicos na praça...a catedral cheia de vida de fachada branca iluminada pelo sol, a bela casa da justiça que não se pode visitar por dentro,as ruelas, que também as há, de casas cor de rosa, com a devida placa a indicar o nome da ilustre família que ali habita.




E sem falhar uma visita ao casino...belissimo edificio, virado para o mar...com jardins de sonho.

Lojas de renome...e muita mas muita riqueza exuberante.

Barcos atracados sem fim...iates de luxo, um mundo á parte que só desejo mesmo visitar de passagem e guardar na memória.

Era incapz de ali viver.Mesmo que tivesse muito dinheiro.

É belo, mas confuso...e demasiado glamour para alguém que como eu quer viver no campo...junto a um riacho, campos verdes e pinheiros.

No entanto, guardo do Mónaco a luz que se acendeu dentro de mim e que parece aumentar a cada dia que passa.A luz desse dia, foi como uma luz de boas vindas ao novo ano...aos novos amigos, uma luz de agradecimento ao que se viveu.

Pelo menos assim a entendi e recebi.Se fechar os olhos sinto o sol quente a bater-me na cara, vejo o azul intenso do mar, so barquinhos devidamente alinhados, mas vejo bem mais que isso...

...vejo-te a ti, vejo-me a mim.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Ljubljana

A viagem não ficou por Zagreb...em vez de irmos direitinhos a casa, ainda nos esperavam algumas aventuras,muitos sorrisos...e luz!

Foi assim que ao chegar á Eslovénia 2h30 depois de deixar Zagreb...com os corações apertados, pelo que lá deixamos e vivemos...fomos inundados por uma luz azul que estava em todo o lado,e como foi lindo descobrir a capital mais pequena da europa.

Havia um brilho no chão dado pela chuva,o que permitia ver as luzes a dobrar...

As ruas em jeito de vila, a subir até ao castelo.Que bem se passeava junto ao rio...

E como lhe confiei o meu coração...a essa luz, a essa corrente, a essa noite!

Esta cidade guarda para sempre em si...momentos felizes e de uma pureza como há muito tempo não via.

Os tugas claro está, onde chegam, fazem a festa,e havia concerto de música eslovena, no centro,aquilo é que foi dançar!!




Mas a viagem ainda não tinha terminado...





No aconchego do sol...segui eu...

Hoje…





Hoje viro o meu pensamento, para todos os caminhos que não percorri.
Para todos os sorrisos que, por alguma razão, tive de guardar.
Há sempre alguém que os recebe…não se estragam, muito menos se perdem.
São doces como o açúcar, e como ele ás vezes parecem pedras, mas logo se derretem se deitados em leite quente.
Assim funcionam todos os sorrisos que guardei.
Esperam. Mas vão-se soltando.
Ou são ainda atraídos como imanes, para quem os quer receber…
Hoje vejo imagens que alguém viu, á parte de mim…vividas por mim, como se ao passar por ali, deixasse ainda o rasto de si…o cheiro, minutos antes.
Como andar á procura de alguém…e virar uma esquina, no momento em que esse alguém aparece…assim perto, mas nunca vendo quem se quer.
Hoje, troquei um eléctrico azul apinhado de gente que sorria, cantava e dançava, sabendo para onde ia e o que queria, por um comboio vermelho, cheio de gente com olhar triste, sem saber bem para onde vai. Para esse caminho de todos os dias a que chamam rotina…
Que bom é, não fazer sempre o mesmo caminho na vida…e percorrer vários e diversos caminhos, com várias e diversas pessoas…não podemos estagnar num só trilho e numa só pessoa.
O meu comboio passou, entrou quem entrou, eu parei nessas estações todas…será que falhei alguma? Não creio, fiz questão de parar e esperar que entrassem.
A viagem prossegue sem pena…sem remorsos, sem culpas.
Segue pelo mundo, que está repleto de olhares mais vivos, e sedentos de entrar nessa viagem, sem medos sem reservas, sem impasses…
Hoje dia de pequenas nostalgias, mas que aconchegam o coração…
Hoje meu mundo de sons, cores, abraços e amores….

Hoje…

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

ZAGREB…E O QUE FICOU.


Os dias ainda não me sabem bem a realidade.
Há imagens que me estão constantemente a aparecer…onde quer que vá.
Rostos, sons, vozes, avenidas...as cores do eléctrico, as cores dos gorros…das mochilas…o som do autocarro a trabalhar pela noite dentro, enquanto procurava dormir.
Mas sobretudo, a partilha que foram estes dias. O eco dos cânticos de Taizé.
Éramos cerca de 40.000, dos quais 400 Portugueses.
Vinham de todos os cantos do mundo…de longe e de perto, com a mesma vontade e desejo de juntos sentir esse amor imenso que Deus tem por nós.
Encontrei em Zagreb, um povo nada frio…mas sim acolhedor, nada sofrido, mas sim recuperado e pronto para a vida.





Nos mais velhos talvez se note ainda efeitos da guerra, que culminou apenas em 1995.Nota-se-lhes no olhar, na expressão meio desconfiada e séria.
No entanto Zagreb não foi muito atingido pela guerra.
Hoje ali, respira-se alegria, positivismo, gosto pela vida, e por tudo o que ela contém.
Quem desce ao centro da cidade, pode deliciar-se com um bom vinho quente…adocicado, e umas salsichas no pão com um sabor a chouriço e ervas aromáticas, assim do céu.
Toda a gente bebe vinho quente, para além de aquecer, é delicioso.







No centro há mil luzinhas acesas, e muito movimento. E por estes dias então, com Zagreb cheio de jovens de diversas nacionalidades…aquelas praças, ruas e igrejas…estavam a apinhar de gente, em busca de postais, lembranças, pois a kuna, é uma moeda de baixo valor (1 euro = 7 kunas), já não sabia onde havia de gastar kunas…para me livrar delas.
O meio de transporte mais utilizado é o eléctrico, há tantos, surgem de todas as direcções, azuis, amarelos…antigos, mas aquecidos por dentro, o metro não existe, e um ou outro autocarro.
As viagens de eléctrico foram então transformadas em autênticas festas a “bordo”. Quem chegava cantava ou tocava, quem saía, ia a sorrir, e quem entrava logo se juntava a nós e depois, depois éramos muitos, alegres e contentes, por estarmos ali, partilhando de um espírito que se deveria aplicar em todas as atitudes da nossa vida, mas tantas vezes estamos a vivê-lo e não olhamos para o lado. É pena.
Esquecermo-nos de alguém, que dizemos ser nosso amigo é algo tão grave, como não assumir essa amizade…em Milão o ano passado, não o senti em por um momento.
E obrigado a esse grupo fantástico, que me marcou tanto.
Este encontro em Zagreb, senti-me algumas vezes sozinha e perdida no meio da multidão, não era um sentimento que um mapa pudesse resolver…facilmente. Mas um abraço talvez ou um simples caminhar ao meu lado, pacientemente.
Sabia que não estava só…mas que senti, senti.





No entanto, para mim fica sobretudo o acolhimento na paróquia, e a minha família de acolhimento…que me marcou tanto, mais do que em Milão.
Talvez seja um erro comparar, pois cada encontro é diferente. Uns marcam mais nuns aspectos, outros noutros.
Esta Família, era constituída pela Marija de 20 anos, a Josipa de 22, e o Dado de 19,mais a Mama mia, que dava uns abraços assim cheios de amor. Senti-me em casa, um espaço acolhedor, e onde fui muito mas muito feliz, eu e a Rute.




O que não valia chegar a casa á noite, tomar um banho quente, e estar á conversa de pijama, a beber um leite ou um chá, ou ainda uma sopinha de letras…rir de palavras Croatas que não conseguia perceber, muito menos dizer…mas aprendi algumas, e também ensinei.
Das minhas preferidas, ficam, o SUTRA OPROSTITE, que significa, amanhã desculpa lá.
Um simples OLÁ = BOK.
Na minha paróquia estavam cerca de 160 jovens, mas na verdade nunca cheguei a ver todos. Mas os que vi, e pude conhecer eram maravilhosos.


Recordo com muita saudade o grupo que organizou na paróquia, fez-me recordar a organização do encontro em Lisboa, no qual participei e onde tudo começou…eu e Taizé.
Foi a partir daí que decidi que iria a Taizé…e até agora este amor não tem parado de crescer.
Este grupo ficou muito próximo dos Portugueses, não sabemos explicar, houve ali uma empatia…enorme, e até as montanhas nos levaram para brincarmos na neve…deram-nos o melhor que tinham. A felicidade deles ao acolher e a nossa por sermos acolhidos, era a mesma.
E isso traduziu-se em cânticos de gratidão, em gestos nunca iguais de amor ao próximo, que guardo, que me fazem sorrir em silêncio.
Á noite estávamos juntos no bar junto á paróquia, onde se cantava e festejava o ano a ir embora e o novo a chegar. Assim que regressava a casa, passava sempre no bar e sentia que lá estavam os meus amigos á minha espera. E estavam mesmo. Amigos que vivem agora em mim e que vou reencontrar, esta Páscoa, em Taizé ou este verão aqui em Lisboa.


Pelas manhãs com um sorriso, mas muito sono, rezávamos juntos na nossa igreja…alta e luminosa, depois seguíamos para o almoço nos pavilhões, este ano voltou a repetir-se, a festa e a algazarra das filas de espera para a refeição. Era contagiante, se eu começasse a cantar aqui, daí a nada, 500 ou 600 á minha volta cantavam o mesmo e a alegria é daqueles sentimentos que eu vejo que se espalha tão depressa, e que mais gosto de espalhar.
A oração da noite era o reconforto do espírito junto de rostos conhecidos dos caminhos de Taizé. Bastava olhar em redor e as feições eram as mesmas. Então aí o que se multiplicavam eram os abraços, os sorrisos e as saudades morriam ali mesmo.




O frio não se fez sentir em demasia, só á noite no regresso a casa…um vapor constante saia da minha boca.
A festa das nações, aquele ponto alto, em que cada país representado mostra um pouco da sua cultura…e se dança pela noite dentro, este ano brindaram-nos com sangria feita pelos Croatas. Até que não se saíram nada mal.
Muitos episódios haveriam para contar de tão engraçados e aventuras…risadas, reencontros que me massajaram o coração.
Coração que trouxe pendurado ao peito…e dentro dele, o símbolo de Zagreb.
Zagreb, marcou pelo quanto me surpreendeu…e me apanhou desprevenida. Pelo que me deu a conhecer outras pessoas e não ficar dependente das que já conheço e amo.


Voar sempre mais…mesmo que baixinho.

Voar com as asas que se tem…mesmo que o voo nos assuste.
Ai reside o desafio. Desafio que acabo de aceitar como meu.


domingo, 7 de janeiro de 2007

Veneza dos meus encantos...


E foi assim,7 anos depois, o regresso.
Uma noite fria...tão fria que gelava tudo.
Uma Veneza deserta,e cheia de nevoeiro,recebeu-nos por ruas,canais,e becos escuros,mas cheios de magia e encanto,únicos,como só Veneza nos oferece.






As máscaras,brotavam magia,na noite...e havia bonecos a sorrir para mim nas montras,articulados,saidos de um sonho.

Há ali,algo que não se explica...o som suave das águas,em mil canais...

Um par de mãos aqui e ali,respirando a noite.

Eu,tu e os outros perdidos por mil ruas,e canais,sem nos sabermos perto...




Subimos a ponte de Rialto,sentido o peso dos anos.

Essa famosa ponte...que estava iluminada.

Olhei em todos os espelhos,e pedi muitos desejos...

Jantamos pizza,e um bom vinho,terminamos com um cappucino...delicioso e quente.

Regateamos uma rosa...para mim,e conseguimos.

As Gondolas,paradas,tinham outro encanto...

Uma música chamou por mim,em plena praça de S.Marcos,um som de piano...uma melodia adequada,aquela noite,fria de nevoeiro.

Aproximei-me,sorri,e sem pagar,ouvi as melodias que lhe pedi...e dancei nas belas arcadas dessa praça...




Ouvimos juntos a mais bela Avé maria,cantada,em plena rua,cantamos o fado...enquanto esperamos o Vaporetto...e corremos sem fim para chegar ao autocarro...que não aparecia...

Partimos frios,por fora,mas com o coração cheio de imagens para recordar...para o resto da vida.

Sorrisos rasgados.Olhos brilhantes.


Veneza dos meus encantos...

Nice...a primeira paragem,e o acolhimento!



Em Nice foi a primeira paragem depois de sairmos dia 25 de lisboa!
Paragem a sério,para esticar as pernas,comer,e descansar.
Mas português,não se quer preso,e foi ao centro histórico,jogar futebol humano eram 2h da manhã.Ora veio de lá a policia...aquilo é que foi,conforme subimos assim descemos,ruas abaixo em direcção á paróquia,para dormir...e seguir viagem,depois da oração com os franceses,que se juntaram a nós e seguiram também para Zagreb.










Lá descobrimos pinheiros branquinhos,debaixo de um frio...aterrador.Lá comemos o que nos prepararam,e fomos felizes,vagueando pelas ruas,descobrindo caminhos,ruelas,e luzes...

Lá dormimos todos no chão,no meio de malas,e botas...acordamos os rapazes na sala ao lado com tachos,e panelas,ao som do cantarei ao senhor...

Eis as equipas de futebol humano...

Lá só havia uma casa de banho,sem chuveiros,mas isso não importa nada...a fila era o mais divertido!!



Lá tomamos o pequeno almoço,rezamos juntos e partimos...

Deixamos como símbolo a cruz,aqueles jovens que eram poucos mas tudo nos deram...


Foi uma aventura...esta paragem.

Obrigado,a todos,os que receberam e comigo permaneceram.

Cenas dignas de um filme.

sábado, 6 de janeiro de 2007

ZAGREB...NO MEU CORAÇÃO.




Sabor a vida...sabor ao que é ter uma família em todos os cantos do mundo.Saber que estamos juntos.Saber que quero viver ainda mais.

Foi tão bom...

domingo, 24 de dezembro de 2006


Zagreb


Os dias passaram,e o dia da partida é já amanhã.
Gosto de estar de partida,gosto desta espera,que me faz preparar tudo cuidadosamente.
O meu natal tem sem dúvida outro sentido...e partir dia 25,dia de natal,será muito especial.
Partiremos como uma familia,tendo-nos uns aos outros,deixando para trás muitos dos que amamos nesse dia,as nossas comodidades e pequenos luxos,para viajar 3 dias por essas estradas fora,descobrindo amando,quem encontrarmos e sempre com Deus bem ao nosso lado.
É por ele que vamos (pelo menos eu),é com ele que vamos,é ele que nos guia e nos mostra o quanto é bom viver e partilhar momentos assim.
Recordo o ultimo encontro europeu em Milão,e o quanto me aproximou de mim mesma e daquilo que procuro.
Vou de mãos abertas...e pouco me importa se irei dormir no chão,comer enlatados a semana toda,passar 2 ou 3 dias sem tomar banho,estou com os que amo,e vou descobrir outros tantos,e só isso é tanto,que o resto fica reduzido a nada.
Também não sou exigente ao ponto,de ir á espera de uma familia,para ser acolhida,uma cama para dormir.Acho tão divertido quando partilhamos o mesmo espaço para dormir e a confusão que isso dá.
O ano passado ia preparada para isso mesmo,para dormir no chão e não ter familia.Mas afinal Deus brindou-me com uma familia linda,magnífica,com quem ainda mantenho o contacto.
Era uma casa acolhedora,recheada de crianças.A mais nova de 2 anos e o mais velho de 7 .
Foi o melhor presente que podia ter recebido,chegar todos os dias a casa e encontrá-los no sofá á minha espera,já quase a dormir,e assim que entrava,(até tinha a chave!),corriam para mim e tentava contar-lhes como tinha sido o meu dia por Milão,o porquê de estar ali.E como a familia deles,muitas familias acolheram amigos meus,pois eramos tantos,que se não fosse assim,não tinhamos onde ficar.
Eles compreendiam e ficavam contentes.Eram lindos.
Tenho saudades dessa casa,que também foi o meu lar,durante 4 dias,onde passei parte do 1º dia do ano de 2006,um ano em que só tenho a agradecer.
Este ano que se aproxima espero-o com tanta alegria...
Com tantos sonhos, para variar.Se não for assim,não vale a pena viver.Se a cada recomeço,não tivermos a alegre esperança de que tudo vai ser melhor e uma mão cheia de sonhos para repartir.

Em Zagreb,ainda não sei bem o que vou encontrar?
Friiio,neve,isso é certo.Mas acabo por nem sentir,tal é o tamanho do calor que geramos entre nós.
É esse calor que me move,é essa dúvida de nunca saber o que vou encontrar pelo caminho,que me faz querer ir,com uma certeza apenas,a de querer DAR.
O que sei é que já não me imagino a passar estes dias de outra forma.Também me custa deixar os meus PAIS,numa época tão especial,afinal este ano parto dia de natal.
E estes dias a seguir ao natal,sabem tão bem em casa.
Mas a verdade é que eu cresci,e comecei a descobrir qual o meu caminho,o que realmente me faz feliz e me aproxima de Deus,dos outros,do que desejo para a minha vida.E vou fazendo os meus voos,livre pelo céu.
E este espirito que nos traz Taizé,é aquele que eu escolhi,para viver,nem sempre consigo,mas todos os dias me lembro que sim,que quero,que ele mora em mim.Quem está a minha volta vive-o também...
É com vocês que parto,com o vosso sorriso,o vosso olhar...a vossa mão.
Recordo em especial,um rosto,um olhar,um sorriso que é inconfundivél e se destaca de todos os outros,que eu tive o previlégio de ser tocada por ele.
IR.ROGER.
Foi ele,que com toda a força do seu coração,arrastou multidões e continua hoje a arrastar.
Esse rosto,está e vai sempre comigo,e com mais 50.000 jovens que estarão em Zagreb.
Comigo vão também,os rostos e as vidas dos amigos que ficam.Mas sabem bem,que o meu coração não tem lotação,e lá irão.

Em Zagreb,tenho para encontrar,rostos de outros caminhos,que me esperam e eu a eles.Amigos de taizé,de Milão,do caminho de santiago e de tantos caminhos percorridos.
Este não é apenas mais um caminho que se faz.Mas um caminho que continua nunca vai terminar,pelo menos para mim.
Lembro-me exactamente onde o comecei e sei exactamente onde quero chegar.
Comecei-o no dia em que nasci,e quero chegar á alegria plena de viver,até onde Deus me levar...
....Eu vou,e vou a sorrir.

Abrirei os braços,no dia em que o menino Jesus,veio ao mundo e com ele no meu colo,partirei=)

sábado, 23 de dezembro de 2006

NATAAAAAL!!!!!





Diz-se que quando um homem quiser pode ser natal.
Por esta razão e outras sobre as quais não vale a pena divagar,apetece-me deixar uma prenda a todos os amigos que aqui passam,desejando de todo o coração,365 dias de natal,multiplicados muitas vezes por eles mesmos,com muito Amor,hoje, amanhã,depois de amanhã e durante todos os anos que espreitam no horizonte...

Amem muito nas coisas simples da vida.

Eu levo todos comigo no meu coração.

Feliz Natal

Aqui ficam os votos de um FELIZ NATAL...para todos aqueles que já fazem parte do PALATIUM...e também para os que hão-de vir.

Um bom ano de 2007...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006





(Zagreb...)



Em preparativos, não tempo

para escrever...

mas sempre

para o sentir.
(Veneza)