domingo, 15 de julho de 2007

Feira Medieval de Óbidos...
Duendes, seus rostos e sorrisos...




















E em noite Medieval, Óbidos foi invadido por Duendes...muitos.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sim...






Fui para a feira medieval de Óbidos...volto domingo.
E hoje, foi para mim sexta feira 13...a valer!
Venha a noite e os sorrisos.
Mas Tu não.

segunda-feira, 9 de julho de 2007


E hoje grito...





Em todos os mistérios sinto um norte, na escuridão janelas por abrir.

Não é pois de espantar que me fascinem os enigmas e que não tema o escuro, já que os pontos cardeais são de um concreto puro, feito de abstractos como estigmas.

E o breu... o breu é subjectivo!...

Contém a exiguidade e o imenso é leve como o nada ou muito denso. Na imaginação sereno ou aflitivo.

Sonho frequentemente com grandes mistérios em plena escuridão, coisas que assustam tanta gente sem razão, e sigo o meu caminho de temente e sinto-me segura até mais não!

domingo, 8 de julho de 2007





Penajóia














Penajóia

Localização Geográfica:



Penajóia é uma freguesia do concelho de Lamego, situada na sua parte norte. Mais precisamente a 11,4 km...

Confina a norte com o Rio Douro, a nascente com as freguesias de Cambres e Samodães, a sul com a de Avões e Barrô (monte), a poente com a mesma freguesia de Barrô.

Estendendo-se pela encosta, desde o rio até ao monte das Meadas, tem na mesma encosta a riqueza da sua agricultura da cerejeira, vinha, oliveira e agora, outras árvores de fruta.

O rio, que foi lugar de pesca e transporte de passageiros, hoje é um lago artificial criado pela barragem que vai de Bagaúste (Régua) ao Carrapatelo (Cinfães).

Continua com um habitat disperso, fenómeno humano que se verifica desde Cambres até ao Porto e se estende por todo o Minho.

Assim se contavam uns 50 lugares ou povoações, desde o Moledo a S. Tiago, de S. Geão a Valclaro.

Alguns destes lugares são minúsculos, mas guardam o seu nome como relíquia que o tempo não conseguiu nem conseguirá destruir.

A construção actual mantém o mesmo "ritmo" de dispersão.

A sua área é grande e a sua população não vai acima das 1.600 pessoas.









Ora é esta terra, que me espera...durante 10 dias!

É aqui, que eu mais 15 jovens, (aos quais fiquei a conhecer o rosto este fim de semana) vamos estender os braços á missão...e servir um povo.

Pelo que sabemos, dormiremos na escola primária, teremos apenas um chuveiro de água fria...e muitas subidas pela frente...e ainda,banhos no rio, visita a aldeias vizinhas,contacto directo com a população local, animação, muitas actividades, como peddy paper...como caminhadas, como orações... uma vista mágnifica...e Deus para sentir em tudo isso e muito mais.

Estou anciosa por pôr a mochila ás costas e ir por aí espalhar amor e sorrisos...mal posso esperar para embarcar naquela que tem tudo para ser uma das melhores semanas missionárias de sempre!!!

Aqui vamos nós Penajóia!!!

E eu de volta á missão...


Parabéns Manas...




Já foram tantos momentos bons...tantos, que lhes perco a conta.
E o valor que eles têm...em mim, em nós.
Mas porque são duas, e pessoas distintas, aqui ficam os Parabéns ás duas e a cada uma.
Porque cada uma é...sinal do Amor de Deus na minha vida, á sua maneira.
























Parabéns Madalena...









Parabéns Carina...










(Não pude partilhar este dia com vocês...e isso não deixará nunca de ser para mim motivo de tristeza...mas a vida está á nossa espera...)

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Escolhas...




Este fim de semana, debato-me com uma escolha.

Ás vezes, queremos estar em dois sitios ao mesmo tempo, e isso ainda não é possivel aos humanos.

Ainda que, deposite no local onde não estou, todo o meu pensamento e coração, não chega.

E far-me-á falta, a vossa companhia, alegria, cumplicidade...sacos cama, partilhas, risos...

Mas sei também que a minha alegria e juventude, vai alimentar outros tantos rostos e vidas, lá longe...para onde me preparo para partir e servir.

Porque sim, porque quero...porque faz todo o sentido, dar o meu tempo...gratuitamente a quem mais necessita.

Ainda assim, páro diante dos caminhos, dos dois, e sorrio...estou sempre onde mais quero estar, e acabo por me surpreender.Sempre...ainda e sempre.

Bom fim de semana...pois o sol brilhará muito!

quinta-feira, 5 de julho de 2007


Eu Velhinha...












Queria um dia ser muito velha. Ter rugas bonitas, sulcos das expressões traçadas na minha vida, marcas dela em mim; e cabelos muito brancos, longos como a minha existência e lisos como a fluidez de plenamente a ter vivido, inocente e cheia de silêncios acertados.


Queria que os meus olhos, com o passar do tempo, se tornassem candeias, muito claros; ou então negros como a transparência que se esconde no fundo de um poço que sacia quem por lá passa.


Os braços, meigos de abraçar, longos e fortes de ternos e os ombros, pouso das aves cantoras, dia e noite.


O peito, um leito doce de encantos confortáveis, ao ritmo compassado de uma respiração lenta e sábia de experiências, e o coração, leve como um canto, enorme como os vulcões sossegados.


O sorriso, finalmente verdadeiro, largo como uma planície onde eu pudesse avistar todos os meus desejos, consumados ou não; e o regaço... sempre guardado para abrigo do Amor Maior, pois nele é que se verteriam todos esses dons que eu sonharia ter, se ousasse tanto, e se conseguisse um dia ser tão velha.


Todo o sangrar de mim se concentraria inevitavelmente nos pés de bailarina com muitas danças por cumprir; mas creio que o restante haveria de impedir que até mesmo eu pensasse nessas danças mais vezes do que... um imenso quase nunca.






Caminho...e descanso.















Todos os dias hei-de pensar nessas horas sem horas.

Sentir como sou feita delas

e que já não existo porque elas passaram;

sentir como elas ficam para sempre dentro de mim e eu delas,

renovada, outra, inteira-de-bocados-soltos,

transformada num sopro-eu etéreo - verdadeiramente viva.

Olho o silêncio.

Acordo os sentidos,

estou ausente

do exíguo que ocupo

e é apenas um utensílio(uma caneta de tinta difícil de escorrer).

Vou ao fundo de mim

ao alto de mim

ao longe do ser

buscar tudo o que me grita inteira

e ver-me onde sou borrão,não de tinta,mas de sangue vivo.

Ouço a música de mim...

descubro-a feita de vozes

violinos

harpas

segredos

e vento da floresta.

Assim que a sinto

percebo que não sou daqui

e que não sei voltar a casa.

E há uns olhos profundos

que vão revelando

os motivos que me trouxeram.

E há ainda o sorriso com que me acomodo na estalagem

contente

tão contente de ter, por quem doer.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Parabéns MANA...





Pequenina...


Sorrindo...


Com o seu Biju...
Comigo em algumas ruas e becos da vida...
E em TAIZÉ...



Olhando o Horizonte...


E tocando para mim...

De alma descansada...



Haverá algo mais forte que os LAÇOS DE SANGUE...para te dizer, PARABÉNS...!!!!!

BESUGA...EMBRE...Coca...aiaiaiaiaii!

E estes só nós percebemos, hihihiihihihihi!






Mãe mundo...filho arco-íris!












Algumas regras, muito do que o mundo dá...assim se criam, com amor e intuição.
Ás vezes pergunto-me, será preciso tanto cuidado...ou apenas Liberdade?
E por ser "dona" desses cuidados precisos...penso, que os meus filhos vão crescer a saber que chegou uma estação, pelas folhas secas do quintal, pelas cores do campos, pelo caudal do rio...ou pela neve no pico das montanhas...
Vão reconhecer os cheiros da chuva, do calor e da lareira acesa que os esperará sempre...
Subirão á casa da árvore e terão esconderijos na floresta.
Vão sonhar e embrenhar-se no mundo...sem fim.
E eu ali, com eles e para eles...vida fora.
=)
Retorno ao Mar...
(Madeira Agosto 2005)


Estava um fim de tarde e começo de noite enevoada e meio fria, de lua cheia, velada.
Assim que saiu do café, onde o ar abafado e os vidros ressoados a tinham feito sentir-se oprimida, decidiu dar um passeio em vez de ir para casa.
O silêncio pesado do mar estava a atraí-la. Chamava-a. Ela respondeu ao apelo mudo, devagarinho, como se fosse ao encontro de aguém muito querido.
Lá estava ele, negro, quase parado sob a camada de nevoeiro, que era mais densa sobre a água. A sua voz soava como um suave marulhar junto aos penedos e suspirava baixinho na areia, onde ela se foi sentar, descalça. Ah aquele som...a ir e a vir, constantemente.
Ficou a olhar para a orla das ondas que lhe aflorava os pés. Era uma carícia terna, como se a água gelada a acordasse e relembrasse de todos os caminhos demorados e custosos, onde cada passo lhe tinha doído tanto, mas a tinha feito chegar até ali, firme e decidida, feliz!
Parecia não ter fim... tanta distância... tudo tão árido!
Ao passo que tudo estava já consumado e perfeitamente alinhado, para viver.
Os outros caminhantes iam na direcção oposta e olhavam para ela, era hora de recolher, tudo parecia estar a ficar ventoso e pouco acolhedor.
Mas tinha a certeza de não estar enganada. Bem, na verdade, algumas vezes duvidara. Momentos em que se sentara, desolada; outros de estranhos desvios onde houvera sorrisos e doçuras... Chegara mesmo a dar meia volta. Mas nunca dera um único passo para lá da meia volta.
Algo dentro de si, como uma bússola, lhe mostrava que o seu caminho estava certo e retomava-o sempre, mesmo sendo estranho e assustador, oh, e era mesmo impercéptivel!
Deu uma pequena risada deixando-se cair de costas na areia, o mar a molhar-lhe as roupas e os cabelos.
Sentia-o como se, tomando conta dela, a recebesse, ali.
Estendeu as mãos e mergulhou-as na água.
Naquele momento soube que não havia bússola.
Eram os pássaros da noite, a lua e as constelações que a levavam como guardiães, ou como irmãos.
Tinham-na levado até ele, ao mar.
Percebia isso ao recordar o primeiro olhar trocado e aquele abraço longo, repleto de murmúrios; e quando ele a puxara para si, não sentira qualquer medo. Mas uma enorme e inabalável paz.
Ela desejava que ele a absorvesse, inteira, já conhecia as suas profundezas, sabia que estava lá, desde sempre, e nele havia de se encontrar, no mar, só no mar. Bem fundo....




Quando entrou na sala estava encharcada e a tremer.
Música suave, tocava, e o cheiro a comida era intenso...luz fraca, direccionada para ele.
Ele ergueu os olhos do livro e, por um momento, ficou a mirá-la...sorrindo.
Ela sorriu, aconchegando-se no abraço quente e perplexo que o deixou igualmente ensopado.

-Que aconteceu?

- Acabou por não acontecer nada... - respondeu-lhe ela.

-Tu és fundo e os teus silêncios são tão repletos... O mar é como tu, e eu confundi-vos.
Foi o frio que me chamou à realidade. O mar é muito frio, senão...
Esta afirmação suspensa fê-la morder os lábios.
Acabava de sentir, de forma explícita, que ele, se parecia verdadeiramente com a imensidão de um mar calmo... às vezes muito frio.





(Mas esse não era o seu mar...quente e dourado.)
O passado...

(Castelo de Porto de Mós, Agosto de 2006)

Houve tempos em que me habitavas, sentia-te a presença nos corredores dos meus pensamentos mais secretos.


Pensava e era como se te falasse.


Calava-me e tu continuavas a beijar-me a alma sem eu perceber como.


Encontrava-te nos meus cantos interiores mais recônditos e profundos, na minha recordação mais doce e também no meu momento mais feliz, ambos de um tempo em que te conhecia; no meu riso aberto e solto para ti - e no entanto quando te viraste de costas eu deixei de rir tão largamente.


Tirei esse véu. Usava-o para esconder uma natureza contemplativa, alguns sentimentos que não queria revelar e me vinham aos olhos, e o riso semicerrava-os.


Era um pequeno truque, chamava a atenção para longe do ponto onde estava a verdade, como fazem os ilusionistas!Mas não te iludi.


Permanecias fiel ao olhar e esgueiravas-te entre as frestas dos meus olhos rasgados pelo riso, descobriste-me, um a um, os traços da alma.


Claro que interpretaste alguns erradamente.


Mas foi assim que me amaste como mais ninguém soube fazê-lo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007


Longe, perto. Dentro, aqui. Nunca. Já.
Impossível de antever.
Eu corro, a floresta é imensa e jamais me foi
madrasta...!
PARABÉNS AO LUÍS...


É o nosso Luís fez, 24 anos no dia 24, de Junho...
Mas como ninguém estava cá...hoje foi dia de celebrar com ele...
Foi em frente a mar...
Com calma...
Com direito a um bolo e velas, ali mesmo...de jeito simples, é como nos satisfaz mais.




Uma tarde muito bem passada, com cheiro a maresia...e claro sempre recordações, principalmente da noite anterior em que o Jorge disse...P..........iiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!Vocês sabem...a lógica não nos larga.




Surpreendê-lo passou por escrever na areia com os nossos pés...uma mensagem, para ele!Que dizia em letras gigantes:

PARABÉNS LUÍS!

Um gesto...que fica para quem o fez, para quem o recebeu e até para quem viu!



E eu digo, Parabéns Luís por tudo o que tens conseguido, pela etapa que estás a viver, de avanços na tua vida...e que bom, fazermos parte deles.

Aquele abraço.

(Escritores da areia...)

domingo, 1 de julho de 2007

Noite de Fados...


A sala quase encheu.

Rostos, muitos rostos conhecidos...por lá, para ajudar, interessados em ver tudo e participar.

Obrigado, aos que apareceram, e permaneceram, e até mesmo aos que estiveram de passagem, e ainda deixaram a sua cor!E ainda aqueles que não gostam de fado, mas lá estavam pela causa...


Para quem não esteve...ficam imagens.




Tunas...
















Guitarradas...


Canções...nossas...










Amigos...que se juntam para ajudar, não só uma causa, mas até mesas e cadeiras!






A missão ficou a ganhar...

Quem parte, parte também connosco...com cada um.

Colors