domingo, 13 de maio de 2007


Fátima...




Tinhamos chegado por fim...a entrada no santuário, foi-nos barrada.Não havia espaço para mais ninguém.
Lá dentro amigos compunham a multidão...que com velas acesas iluminava a noite.
Cá fora, aquilo que ninguém vê...o trabalho dos bombeiros que socorrem, dos escuteiros que orientam, do policias que zelam para que tudo corra bem, dos voluntários que apanham o lixo...e oragnizam o espaço.
Permanecemos juntos, em silêncio.
Pouco tempo depois, entramos dentro do recinto, e a imagem que tenho diante de mim é grandiosa.
Não só o numero de pessoas, não só as luzes intermináveis, mas a energia que vem de tantas preces de tantos corações juntos...ali.
Juntei-me a eles, e a minha prece também a lancei nas mãos da mãe.


Assim como eu, muitos em silêncio, deixavam que o seu coração se abrisse ali...
Podia ver gente de todas as idades e condições sociais...cada um tocado de forma diferente.









Depois foi a vez de descansar o corpo e o espirito, depois de uma noite de emoções fortes e de muito andar a pé, para chegar ao carro...

Na casa de uma amiga, que não estando, nos colocou a chave na mão...e disse:"É como se fosse vossa..."

Obrigado Margarida...foi bom estar entre o teu mundo belo, colorido, acolhedor.

Pelo sofá, pelo chão ou até na rede...houve espaço para todos...visto que as camas foram prioritáriamente cedidas a quem caminhou a pé para Fátima e estava a precisar de uma boa noite de sono.

Claro que estar com amigos, que não se vêm todos os dias, deixa aquela vontade de ficar a falar e a falar, mas desta vez não consegui...fui para ao pé da Carina que já estava quase a dormir.

.

De manhã, acordamos cedo, para ir á celebração da missa...deixamos tudo arrumado, e seguimos para um pequeno almoço em comunidade já em Fátima

Lá dentro, o tempo parecia que tinha parado...lá fora gente e mais gente não parava de passar...em todas as direcções...Por todos os lados havia uma tenda, havia gente a dormir nos carros, havia um permanecer.

Apressamo-nos para o santuário, assistimos á missa...por ali sentados no chão, vimos uma criança que ainda não sabe bem o porquê de tanta gente junta, tal como eu me perguntava?Sem sentir...

Mas hoje sinto...e sei o que provoca em mim e força que me dá.

Também jornalistas procuram respostas para tudo...respostas vindas do coração, dadas pelo Felipe...enquanto guardava para si as suas garatujas, belas e suas tão suas.

Para mim uma das surpresas deste fim de semana, foi a minha mana CARINA, que 30 minutos antes de partirmos disse, eu vou!!E que bom foi ter-te perto.

Encontramos a Cristina, aquela menina com sorriso aberto e olhar doce com ar de boneca e a Amélia, companheias de outros caminhos, como Taizé...

Ás vezes penso em como pessoas que não lidamos sempre, podem fazer-nos sentir em familia...quando surgem.

Houve ainda tempo para comtemplar a multidão a acenar á mãe...e para perceber todo o sentido de uma peregrinação a Fátima, seja ela a pé...ou de coração.Tempo para reconhecer que muitas vezes, somos nós que temos de dar sentido aos passos que damos, mesmo que os outros não o façam...e perceber que as dores do caminho nos levam mais longe...e acabarão por fazer nascer sorrisos.Houve tempo para beber do sol...que ia e vinha, mas que brilha sempre.

Tempo, tempo...o tempo não me diz nada...viva ao espaço que me fica pela frente e não me deixa duvidar, sem paredes, sem ter portas nem janelas nem muros para derrubar...

Fátima ficará para sempre no coração daqueles que por lá passarem, naqueles que para lá caminharem, naqueles que lá deixam a sua prece, e agradecem da forma que sabem a vida.

Eu agradeci a vida...

Agradeço esta amizade que pinta de tantas cores a minha vida.Agradeço os olhares que se cruzaram com o meu, e me fizeram perceber uma mesma fé...e um mesmo Deus que nos guia, em cada passo, bem ou mal dado.

O regresso a casa fez-se com raios de sol que queriam romper, também com chuva...mas com uma luz boa, que descia sobre mim.

Luz que fica...

sábado, 12 de maio de 2007

Uma delas serei eu...






Hoje, todos os caminhos vão dar a Fátima...
Sim, uma de meio milhão de luzinhas, serei eu...
Não, não vou prometer nada, apenas vou agradecer a vida, e isso faz-se com a simples presença.
Aos que vão a pé, aos que estão por lá a trabalhar, logo, logo vos abraço...
Sim, rezo por ti...por todos nós.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Galiza em Lisboa...








Ai amigos, semana Galega em Lisboa...
Tou lá...
Alguém me acompanha?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Cercal...uma casa onde a porta nunca se fecha…



Percorrer alguns km, para estar presente numa oração de Taizé, é algo que faço frequentemente, e me faz sentir, que quando parto, estou a levar um pouco de Taizé aqueles que nunca lá foram…
Sinto até que é para Taizé que vou. Apenas o sítio não é igual, mas o espírito, a alegria entre as pessoas, a forma de receber e chegar…tudo isso me traz á lembrança, o que está tão vivo em nós.
Este fim-de-semana foi de muita luz…e muita paz.



Pela estrada podia ver bastantes peregrinos…perto de Fátima. Por um caminho que também eu já palmilhei.
A chegada ao Cercal é sempre um momento de festa onde o amigo Firmino nos espera sempre com grande ansiedade…

E ao chegar há logo algo para fazer, uns tratam do caldo verde, outros de pôr a carne nas brasas, cortar o belo do chouriço…pôr a mesa e a conversa em dia.
Há crianças naquela casa, e por isso há também uma vida muito própria…porque onde elas vivem há sempre cor, agitação…magia.

Antes do jantar, há uma volta pela aldeia, com os seus tons verdes e amarelos pelos campos, e cada um com o seu garrafão caminha para a fonte…visita a uma pequena igreja, onde se respira calma…
Contacto com os animais, sol suave de fim de tarde…

O jantar está na mesa, uma oração, e a conversa flúi, os risos também…
De Lisboa, ligam mais alguns amigos que estão a caminho.Vêm para ficar.
Batem as 21h, e tudo caminha para a oração.
Na porta a agitação do grupo de jovens, é notada, uns distribuem as velas, outros o esquema da oração, outros que recebem a sorrir.
Na igreja tudo preparado, velas acesas, bancos iguais aos de Taizé, espalhados pelo chão…calor.
Ensaiam-se os Cânticos…decide-se um ou outro detalhe.

Começamos por fim, á minha volta posso ver gente de todas as idades…é maravilhoso estar ali, numa aldeia que fica tão longe de Taizé, mas perceber que aquelas pessoas, sem nunca terem lá estado, ajudam a continuar esse projecto lindo que cresceu pelas mãos do nosso Irmão Roger.
Entre cânticos, partilhas…e silêncio interior, a oração terminou com um chá e uns bolinhos, para ajudar ao convívio…os jovens trataram de tudo, de arrumar a sala, de limpar.
Á saída uma lua amarela no céu a dizer-nos que o dia que se seguia seria quente…e a encher de encanto aquele céu repleto de estrelas.

Ao chegar a casa, concentrados na cozinha, demos corda á alma, e falamos de tudo…rimos sem fim, recordamos, e não há conversa melhor que estas, tardias e profundas…que tocam tantos temas, quantos quisermos.
Tocou-me especialmente ouvir o Abílio, e a sua história de vida…e perceber a força que ele nos dá…
Tenho um grande privilégio, de ter á minha volta pessoas que têm aquela luzinha…e são em tudo muito muito especiais.

Á medida que a noite avança, ficam apenas os resistentes…mas o sono vence.
Na sala há colchões no chão e sacos cama…há acolhimento.
Deito-me por fim. E a noite não me leva para dormir, leva-me para o reino mágico dos sonhos, aqueles que temos de olhos abertos…e que nos marcam para sempre.
“E eis que uma nova luz a noite rasgou…”
O dia começa a rasgar, enquanto meio mundo dorme, menos nós…aproximamo-nos da janela e os tons violeta da madrugada pintam tudo, há uma bruma fria que respiramos, mas não apaga o calor que nos incendeia a alma.
Perco-me em ti. Partilho de ti…e só então, adormeço em paz.
O dia já vai alto, é Domingo…saímos para rua e bebemos o sol...deito-me na relva de braços abertos ainda em pijama, deixo-me ficar, pois sei que aquele sol é alimento.

Amigos mais que lindos, vão á aldeia vizinha comprar croissaints quentinhos…uma delicia…partilhada ao pequeno almoço, com a Inês, que nos deixou ainda a oração ia a meio, para ir fazer noite no hospital, e voltou pela manhã para estar connosco mais um pouco, e porque sabia que não havia lugar para um no carro…Isto é entrega.
Mas sabendo que o regresso a Lisboa se aproximava, ainda fizemos figura de lagartos ao sol…e deitamo-nos na parte da frente da casa, a conversar e a receber calor…antes de voltar ao frio que sempre caracteriza uma cidade…

Partimos, pela janela do carro fico a ver o Firmino de braço no ar…já com saudades e vontade que a próxima vez chegue depressa…
A viagem é feita com sono, mas a cantar, a conversar…e a saber que viver é um dom enorme e ainda o é mais se o partilharmos com alguém.
Entro em casa, pouso a mala, e vou direita ao quarto, mergulho no meu mundo e conto-lhe que agora está maior e mais belo…






sábado, 5 de maio de 2007

Starry Starry Night




Vincent Van Gogh...sempre me pintou o olhar e a alma...

Acho que se algum dia pintasse, seria assim como ele, com a mesma cor, a mesma expressão e brilho...

De todos é para mim o eleito.



Pequenas Missões...









Pudessem estas minhas mãos resolver tudo o que está por resolver e acalmar a tempestade...mas elas não têm poderes mágicos, apenas concretizam o que o coração sonha e manda.





Programa para o fim de semana:

Sem horários...e apenas com um desejo, Respirar.

Mas se possivel...




Partir.Muitas curvas no caminho.Aldeia de nome Cercal .Acolhimento.


Verde ,uma pequena caminhada.Escalada (para quem pode).


Amigos, reencontros, Taizé, oração, partilha, cantar, ouvir, escutar, estar.Compreender!!!




Voltar, MÃE...domingo.


Respostas, recomeço.


Sorriso, paz no coração.




Até breve...


sexta-feira, 4 de maio de 2007



Futuro...















Meu duende...
Quantos fins de tarde...nos esperam?
Tantos quantos quisermos.







Sempre contigo.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Este silêncio que mata...




Sem vergonhas eu digo, que este silêncio me mata.
Tenho uma dor no peito.
Há amigos de costas voltadas.
Isto é triste.
Disseram-se palavras feias, que não acreditamos na verdade...mas estão ditas e o orgulho começa agora a apoderar-se de rostos, olhares e corações que não sabem viver separados.
Pergunto-me até quando este silêncio?
Não será até eu querer, porque eu nunca o quis.
Porque é que as pessoas complicam?Porque por coisas pequenas, geram dores como esta?
Nunca vou deixar de dizer o que penso, mas há formas de o dizer.
Talvez não tenha usado as palavras certas, mas o que disse, voltaria a dizê-lo hoje mesmo, agora, aqui.
E aquilo que nunca disse, nego até ao fim.Porque posso não dizer tudo da melhor forma, mas o que digo é sempre verdadeiro e sentido.Representar nunca foi o meu forte...
Afinal, alguém diz que eu disse...o diz que disse, que afinal não disse...perceberam?Eu também não.
E assim se gerou uma bola de neve, que rola montanha abaixo e parece não querer parar.E quem a podia parar não o faz, porque já lavou as suas mãos.
Resta esperar pelo calor do verão, na esperança de a ver derreter.
Não quero mais receber de ninguém, o cada um por si, o salve-se quem puder...não quero mais, faltas de coragem...quero receber antes, o um por todos e todos por um, o ou salvamo-nos todos ou afundamo-nos juntos, quero antes FRONTALIDADE...
Será pedir muito?
Mas isto passará, e ajudar-nos-á a crescer.Espero eu.
Amem-se.Por favor.
Eu cá vos amo...tanto.Com todos e quaisquer defeitos.
Queria ainda dizer, a todos os olhares que se cruzaram com o meu por estes dias,e me diziam sem falar, "Estás longe de nós, agora parece que tens amigos novos..."
Tenho, tenho amigos novos, mas os de sempre sabem bem, que o vosso lugar é cativo em mim, e os que se perderam pelo caminho, estão sempre em tempo de entrar...porque eu não encerro portas.
(Este desabafo, pode suar um pouco ao lavar de roupa suja, mas não foi essa a intenção, mas quando se tem á volta não sei quantos ouvidos fechados, este é o grito possivel...)
De Paris chegou...








Chegou hoje um postal de Paris...despontou-me um sorriso, mal entrei no quarto...e o vi em cima da secretária.
A minha familia Croata, anda de passeio, e lembrou-se de mim...
Soube bem...perceber que há laços assim.
Obrigado Marija e Josipha.
Já comecei a responder...mas o que tenho para dizer, é tanto, que um postal não chega.
Abraço-vos.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Flutuo...


Nine Million Bicycles
By Katie Melua
Best Video Codes
Looking back...


E foi assim que numa manhã de feriado, tu me vieste acordar, entraste no meu mundo...e como já fazias parte dele, deixaste-te ficar...e até levaste um bocadinho dele.
Quando foste embora, fiquei eu assim...dançando...e cantando...a tua energia em mim.
Obrigado.




Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed it could be over
I never wanted to say goodbye
Looking back over my shoulder
With an aching deep in my heart
I wish that we were starting over
Oh instead of drifting so far apart
Everybody told me you were leaving
Funny I should be the last to know
Baby please tell me that I'm dreaming
I just never want to let you go
Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
Turning my heart over and over
I never wanted to say goodbye
I don't mind everybody laughing
But it's enough to make a grown man cry
Cos I can feel you slipping through my fingers
I don't even know the reason why
Every day it's a losing battle
Just to smile and hold my head up high
Could it be that we belong together
Baby won't you give me one more try
One more try
Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed it could be over
I never wanted to say goodbye
Looking back over my shoulder
Oh with an aching feeling inside
Cutting me up, deeper and deeper
Fills me with a sadness that I can't hide
Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed no no it could be over
I never wanted to say goodbye
Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye...
para ouvir...aqui:





Reencontros, cores e sabores...

Um amigo que vio de Faro, uma amiga que veio do Porto.

Muitos amigos que se juntaram, num sábado á noite para estar, essencialmente.
Sabores exóticos...misturados em cores e mais cores.






Um grupo comprido, onde não cheguei a toda a gente...não por serem muitos, mas porque á medida que caminho há portas que se fecham atrás de mim, e só eu poderei voltar a abri-las se assim sentir.

Mas aquelas que agora se abrem, trazem tanta luz.E há portas que nunca se fecham...








A noite seguiu animada, entre conversas, trocas de lugar, olhares aqui e ali, e uma chamada perdida, que me deixou longe de algo esta noite...
Não importa...Não pude esconder o desânimo por isso.
Mas a noite prosseguiu.
A Rute, um anjo da Guarda.
Um anjo que cada vez descobrimos mais, e gostamos de descobrir.








E o que não valem sorrisos como estes.

Ah força que são.



Entre uma e outra chamada perdida...lá fiquei eu.


A convite da Rute, dormimos em casa dela, e a noite terminou no sofá da sala ás 5h da manhã a ver um dvd do Ir.Roger...e saudosistas por ver Taizé...com um chá de menta na mão.

Ser acolhido por alguém, assim próximo, perto de casa, fez-me sentir, num constante encontro europeu, numa continuação bonita de Taizé.

Podia ter dormido em casa, mas o querer estarmos juntos...saborear o que vivemos e o que ainda está para vir.

Fomos surpreendidas com o pequeno almoço na cama, com todo o carinho, com direito a duas rosas...alguma vez se esquecem gestos assim?






Mas melhor que isso foi o sorriso constante...que nos pintava o rosto e a alma.

Uma manhã que se prolongou, calma, sonolenta, banho aqui banho ali, almoço tardio, e saudável, em casa de vegetariana, sem pressas, conversa boa...bom feeling.






O fim da tarde ficou marcado pelo encontro com outros amigos...num rencanto habitual, Irish coffe!
E soube tudo isto a Paz...






Paz.Aquela que os amigos nos dão, como nenhuma outra.




Um doce perguiçar sobre a despedida...

E o ultimo abraço, o apito do comboio...

Voltaremos



=)