terça-feira, 17 de abril de 2007

As refeições...
Quem não conhece os famosos cous-cous, de taizé...prato maravilhoso, e as lentilhas?
Pois é, em Taizé ninguém passa fome, e quando regressamos a casa, até sentimos saudades da comida...seja ela boa ou má.







Uma refeição em Taizé, alimenta-me muito mais a alma, do que o corpo.
Comer muitas vezes ao lado de quem não se conhece...estabelecer uma ligação com esse grupo ou pessoa, vai fazer nascer um sorriso, que jamais se esquece...e que muitas vezes dá origem a grandes amizades...que todos os anos se reencontram,mesmo que não seja em Taizé.















Há hora das refeições, há gente por todo o lado, gente de senha na mão, á água a correr nas torneiras, há jogos com taças vermelhas...há canções...há risos, e todos nos servem com um bom apetite, e um enorme sorriso=).
Umas vezes na tenda outras ao sol, ou ainda na sala do silêncio, com música clássica, eu experimentei um pouco de tudo...de tabuleiro na mão, já andei por toda a parte e comi com tanta gente.


















Gosto de comer em Taizé.De esperar na fila, de rasgar a senha e ver qual o desenho desse dia...e não gosto de ver as senhas a desaparecer conforme avançam os dias.

Mas também há sempre a opção do reforço, que se traz de casa e que dura as semana toda, para partilhar e para aconchegar o estômago antes de ir para a cama...depois de horas esquecidas na igreja em oração.Cai sempre bem uma bolachinha, um leitinho com chocolate, e até há quem leve atum, salsichas, e até chouriços para assar...
Adoro ficar na conversa na camarata e ir petiscando...












Nem, a comida mais requintada do mundo, me deixará tão cheia como esta.








sexta-feira, 13 de abril de 2007

Grupos De reflexão...



Este ano tive um grupo de reflexão, maravilhoso.
Era um grupo muito variado,a nivel de nacionalidades e culturas.
Haviam jovens desde a Alemanha, á Irlanda, Portuguesas eram 3 raparigas, eu e a Clarinha incluídas.

Havia um padre maravilhoso do Uganda, (sim que me ensinou a famosa música do "JESUS NUMBER ONE, NUMBER ONE IS JESUS, JESUS NUMBER ONE..."), que era simplesmente contagiante, recordo a sua forma de falar, de se exprimir, que marcou muito todo o grupo.


Este homem tinha um brilho no olhar, um sorriso, uma energia que vinha do fundo de si, que mexia comigo...tanto que me pôs a dançar no meio de Taizé...



Já para não falar que quer que eu vá até ao Uganda...visitá-lo.
Ficámos verdadeiros amigos.Ainda que longe...a amizade não tem fronteiras.




Haviam pessoas de Calcutá, que estavam em Taizé para passar 3 meses...(que sorte!!!), e que eram muito amáveis.E pintavam de cor as ruas de Taizé com o seu sorriso, vestidos nos seus saris corloridos.
Em Taizé, haverá sempre espaço para todas as culturas...e religiões.











Mas de entre eles havia uma mulher, Sr.Kiran, que me marcou pela forma sofrida como falava das coisas, mas também pela doçura que ao mesmo tempo esbanjava quando nos tocava.Agarrando-nos nas mãos, ou dando-nos alguma oferta que trouxe da Índia, como uma pluseira azul céu de 1000 pedrinhas que me enfiou no braço no dia de páscoa...

Tinha sempre aquele perfume de rosas, a lembrar a Índia.
E olhava-nos prolongadamente nos olhos...sorrindo.
























Esta diversidade, permitiu uma troca de experiências tão interessantes, embora diferentes, mas tão comuns...
Afinal realidades bem distintas...mas um mesmo Deus, uma mesma vontade de AMAR e sentimentos que não se apagam nunca mais.
Só tenho a agradecer tudo o que aprendi...



quarta-feira, 11 de abril de 2007

O trabalho...
Pois é, este ano, calhou-me um trabalho novo, o meu 4º trabalho em Taizé...
Fiquei na recolha de lixo.E posso dizer-vos que foi, LINDO.
Contei com a ajuda de muita gente ao longo da semana, era ´só ir buscar um avental e umas luvas, e vamos embora.
Em Taizé o lixo é devidamente separado, e eu também fazia essa separação...
E depois era meter tudo no tractor...e a Kristine, a nossa "chefe", levava tudo, para o "compactor"...o Jorge ainda andou lá pendurado no tractor.



Eis a equipa do 1º dia de trabalho...Jorge, Sara, eu, Clarinha...
Seja o que for que se faça em Taizé, se faz com alegria e um enorme sorriso.Pude perceber que ao inicio as pessoas torcem o nariz e se recusam, mas entrando no espirito, e vendo que tudo se pode tornar momento de aprendizagem e crescimento.
Tive conversas importantes enquanto andava ao lixo.É verdade.
Conheci muitas pessoas...que dificilmente esquecerei.




Esta equipa também funcionou muito bem, num dia de FRIOOO, a valer, eles apareceram para ajudar, os meninos de Aveiras, e depois do trabalho houve um chá, e bolo de mel, e conversa da boa...










Mas trabalhar apenas um dia com o jorge, foi fantástico, rimos tanto, do lixo que com as mãos tinhamos de separar...foi um momento feliz...percorrer a zona das tendas, em busca de lixo...
Mas o horizonte que se entendia dava-nos uma luz de fim de tarde, que nos aconchegava e lembrava, a cada instante, que afinal estavamos a limpar a nossa casa.







Seja no lixo, seja na cozinha, seja nas casas de banho, na igreja, na olinda...no oiak...ou no silêncio,trabalhar ali é e será sempre um enorme prazer, e porque não uma verdadeira entrega? E transportar essa entrega para o nosso trabalho do dia á dia, torna tudo bem mais fácil.
A forma como trabalhei lá, com um sorriso, é a minha forma de fazer as coisas, não conheço outra...









Mas há quem trabalhe em Taizé a tempo inteiro...não uma, não duas semanas, mas um ano, de entrega.
A Dulce, que está em Taizé desde Novembro, e que tem um brilho no olhar inconfundivél bem como o sorriso mais feliz que já vi.
Ali ela faz de tudo, mas também vive a tempo inteiro, o que de maravilhoso tem Taizé.
E se uma semana provoca em nós transformações tão grandes, o que não acontecerá num ano...
Foi bom etar com ela e ouvir o seu testemunho...de quem correu atrás do seu chamamento.

Taizé a gerar vida...a gerar força e uma vontade de viver ainda mais, de fazermos juntos esse sonho que me sinto capaz de realizar...cada vez mais.

AMANDO.


O Silêncio, a paz, o verde...o sol que nos beijou.



O dia amanhece em Taizé, e eu depois da oração e dos afazeres diários, corro para o lago do silêncio.
É isso que busco.
Silêncio.





Acabo por encontrar quem busca o mesmo, e a alegria de um simples olhar nos transforma e deixa tão felizes.


Foi assim que encontramos taizé, uma primavera de sentimentos...








Pelo lago podiamos respirar essa paz...E havia tempo para escutar, para encher o olhar com céu azul, e verde a não terminar nunca.

No meu pensamento tantas pessoas, tantas experiências e recordações.
Tantos sonhos ainda, continuando a ser o meu maior sonho, VIVER.














Ao sol do lago, também eu caí em sono profundo...um sono tranquilo, como nenhum outro local me oferece.




Houve até uma aula de yoga em silêncio, para os mais atrevidos.





O irmão Roger, costumava passear muitas vezes pelo lago...em silêncio.Fazia-lhe bem, segundo ele, deixava-lhe a alma a brilhar e podia escutar-se.
Pude sentir tudo isso, bem como a sua presença, em cada recanto...








A chegada a Casa...

A aldeia surge por fim aos meus olhos...essas casas de pedra.
Penso para comigo, que é tempo de deixar tudo aquilo que ultimamente me tem aprisinado, e então olho para ela, sem muros, sem arames farpados...mas florida, como fiz questão de me sentir, durante toda a quaresma...A florir.








A confusão começa aqui, este 1º dia em Taizé, onde se decide tudo, onde tudo anda ainda a meio gás...e onde aqueles que nunca lá foram, desesperam um pouco e pensam estar num campo de concentração...e não num paraiso...
Tive logo 2 reuniões seguidas...onde os rostos conhecidos de outras semanas por ali, saltavam á vista...








Na igreja a confusão...o acolhimneto, a escolha do trabalho, da reflexão para o resto da semana...o Paiva rodeado de gente, não teve mãos a medir, eu bem me ofereci para ajudar...
Apesar de tanta espera todos tiveram direito a camarata e a um trabalho...




A primeira refeição desta semana...
Que saudades do Puré de batata...e do queijo e do pão, e dos bolinhos...e da água fresca...e do burburinho que por ali há ás refeições...






Ali estava eu, tinha chegado o 1º dia desta aventura neste doce mundo, onde ninguém é diferente de ninguém...
Encontrei até um menino que fazia covinhas como eu, mas as dele, eram de chocolate...








A noite não tardou em chegar...tomei um banho morno, percorri o corredor das camaratas, olhando para o céu, onde estava pintada a LUA de Taizé, cheia de luz.
Senti o silêncio da noite.







Um novo dia me esperava...
Adormeci por fim, com aquele sorriso...
Estou em casa.




A Viagem...



Partimos, por fim numa manhã há tanto desejada.

Éramos 120 jovens..divididos por 2 autocarros.Muitos partiram sem saber o que os esperava.

Afinal partir para casa, para o local onde se pertence, é motivo de grande alegria...

A viagem começou animada, cânticos, expectativas, rostos familiares...pressa de chegar.












Tempo para desenhar o que nos vai na alma, para longas conversas...para estender o olhar para lá do horizonte que se vê...pela janela.













A noite chegou.

Depois da paragem para jantar, vimos o habitual filme, e como crianças, adormecemos até de manhã...havia gente a dormir por todo o lado...como sempre.

E Taizé estava, cada vez mais perto.














O cansaço, era visivél. mas nada que não se aguente...nada que não nos cloque logo de seguida um sorriso, só de pensar que este cansaço se transformará em alegria, da mais pura que existe...



(A renata como sempre, dorme ferrada, para inveja de todos, e não acorda por nada...)
















Dentro de mim, havia uma enorme festa.Para além de ter junto a mim grande parte dos que amava, esperavam-me outros tantos...
Esperava-me Deus...e quanto esperei este momento.
Os campos verdes que se avistavam lá fora...sim, perto, muito perto...