segunda-feira, 28 de maio de 2007




Aiiiiii...Azambuja!
Aqueles que lá estiveram, sabem bem que são dispensadas quaisquer palavras...

Foi uma noite e um dia, muito bem passados, num ambiente de muita, mas mesmo muita alegria e partilha.

Começamos por jantar na tasquinha de Alcoentre, onde não haviam pipis...por isso fomos para a paelha...que estava óptima.

Alguns como eu aqueceram logo ao jantar...













E depois viam na rua, o José Mourinho...o André Sardet...enfim, só personalidades.

Caras conhecidas, surgiam de entre a multidão...sorrisos, abraços...festa.

As ruas todas cobertas de areia...as traves de madeira deixavam a salvo os populares menos atrevidos, que como eu...esperavam ver os touros passar...mas vi apenas os campinos...á velocidade da luz!

Ora ir á Azambuja e não ver touros, é como ir a Roma e não ver o Papa...

Mas a festa prosseguiu, com amigos que vieram tarde, mas a tempo de se juntar a nós.Ao passo que uns chegavam outros tinham que partir...























Paramos no pelourinho...junto á igreja, e o que senti foi que tinha recuado no tempo, e imaginei a Azambuja nesta noite...á alguns anos atrás!










Na verdade o que respirei naquelas ruas, foi uma grande tradição Portuguesa, todas as janelas estavam enfeitadas, com mantas coloridas, flores, cabaças...tudo o que lembra o campo...



Haviam crianças trajadas a rigor...que sentem no sangue o sabor desta tradição...secular!


(Haviam até irmãos peregrinos de Santiago...que não se fizeram passar despercebidos...é inevitável não reparar na seta amarela!)














O Cabrita sempre encontrou um palco, mas por ser muito alto e ele já não ter força nas pernas, ficou pela praça com muita pena...a dançar, outras músicas...


















A alegria foi uma constante...havia vontade de dançar, até o sol nascer...por todo o lado gente á porta de sua casa, e em cada canto uma tertúlia, um fado...uma festa pequena, inserida numa grande festa!










O fim da noite...estava longe...e sabia bem passear pelas ruas...como numa praia á beira rio plantada!Naquela noite...



























Por fim o cansaço tomava conta de alguns, afinal havia para trás um longa viagem para uns, um dia de trabalho para todos, e muita festa em comum...



Caminhamos para a "nossa" Tertúlia, de nome Lusitana!...para mim será sempre a melhor de todas...

Ora um tertúlia, é um espaço onde amigos do dono da casa e não só, podem ir, um espaço aberto onde se come, bebe, canta, e conversa noite e dia, durante a festa...onde não há portas fechadas e elitismos, onde todos são bem vindos...e onde apetece ficar.E se fica mesmo.

Foi tempo, de conhecer o Sr.Presidente...que nos acolheu no seu sotão...que viemos a descobrir era uma antiga igreja!

Um homem extraodinário...que recebe bem...que tem um coração humano, e que nos convida sempre a ficar e a voltar!



















Foi tempo de passar a mão nos cavalos, de brincar com os cães...com o bezerro que deu cornadas no Hugo e lhe pregou um grande susto...ahahahahhaha!(Viste a tua vidaa andar para trás...)








A noite terminava por fim na varanda com rasgos de sol...a querer nascer...e o frio da madrugada a mandar-me para o saco cama.Adormeci rodeada de amigos...
Fez-se silêncio, para acordar no outro dia...ao som de fado pelas ruas, e fazer os encantos da Margarida.

(Eu tive um cavalo russo...lá lá lá)










sexta-feira, 25 de maio de 2007


Fim de semana...








É apesar do mau tempo...lá vou eu para a festa brava, do Ribatejo, Azambuja aqui vamos nós.
Com direito a sardinhas , febras, sangria e vinho,Tertúlias, fado, muita festa e animação...cavalos, passeio de charrete pelas ruas ás 3h da manhã...touros( vou fugir deles, não sei como?)...tradicão.Nossa.
Com direito a uma noite no sotão do Presidente...com vista para os cavalos, e rodeada dos amigos mais lindos...

Sábado segue-se o jantar de Taizé...para reunir memórias e vivências.

Domingo desvendamos Sintra...faça chuva ou faça sol!?


Na vida há que festejar...
Que assim seja.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

E já já para a semana...
Já que estamos numa de festivais, este é completamente grátis...e tem tudo o que se quer, campo, verde, moinhos...enfim.

Parece que temos de fazer um kit de sobrebvivência para levar, pois promete ser não só um festival...pelo que dizem no site...espreitem!!

http://www.ananil.com/

E do sitio onde se estaciona até ao recinto, são 1 a 2 km...por isso andar será ponto assente, mas com aquela vista...alentejana, a lembrar as minhas raizes...

Ananil fica a 1h30 de lx, coisa pouca...e em Montemor -o- novo...

Bem já sabem fico á espera de interessados...

Festival de Músicas do Mundo













Pois é meus amigos, vai acontecer, entre 20 e 28 de Julho de 2007, em Sines e Porto Covo, a nona edição do Festival Músicas do Mundo que traz ao Litoral Alentejano 32 concertos com artistas dos cinco continentes.


E o melhor de tudo, é que os preços são um mimo, e a zona mágnifica...











Repartido por quatro palcos, um na aldeia de Porto Covo (junto ao Porto de Pesca) e três na cidade de Sines (Castelo, Avenida da Praia e Centro de Artes), o FMM 2007 será uma das maiores festas da diversidade da música alguma vez realizadas no nosso país.





Alojamento

Campismo FMM


Em 2007, não será aberta a zona de acampamento ocasional no parque de merendas da cidade. Em contrapartida, serão criadas condições especiais de utilização do Parque de Campismo de Sines, com tarifas reduzidas para os espectadores do FMM.





















Preço dos bilhetes

Concertos em Porto Covo: 5 euros / dia

Concertos no Centro de Artes: Entrada livre (*)

Concertos no Castelo: 10 euros / dia

Concertos na Av. Praia: Entrada livre

Iniciativas paralelas: Entrada livre



(*) A entrada nos concertos do Centro de Artes é livre, mas devido à pequena lotação do espaço, é necessário reservar ingresso antecipadamente.



Para aceder ao programa:


http://www.fmm.com.pt/programa/index.htm
















Eu quero ir, pelo menos um fim de semana...

E depois é só descobrir novas vozes e sons vindos de longe...novas cores, luzes, aromas e viajar.
Quem quiser vir, que se manifeste...

=)


Como me pediste...








...numa almofada de veludo azul.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

As cores são para quem ousa Amar.






Hoje vesti vemelho.Acordei com ele na ideia...
Quando me sinto viva assim, tudo parece mais simples.
Sou feliz nas pequenas coisas, descubro que antes de amar tudo e cada um, as cores, eram apenas sombras aborrecidas do que é ser feliz.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Maddie








Hoje 22h...

Está prevista uma oração NACIONAL, ou para quem preferir, alguns momentos de silêncio...não em sua memória, porque sei que ainda irei ver a Sorrir...cheia de cor.
A quem se lembrar...
Afinal a união faz a força...e eu acredito.






segunda-feira, 21 de maio de 2007

Silêncio...também fala.
(Mafra, 2003)



Hoje...

Vieram inesperadas horas de silêncio, que passei aconchegada em mim a ouvir o pensamento murmurar as coisas caladas que eu sinto.

Acalmaram-se as mãos, quietas no colo ou num afago á pequena vida adormecida que comtemplo nos meus braços...que de vez em quando suspirava, feliz.
Pensar. Sentir. Coisas que se confundem de tão parecidas que se tornam em horas assim, de alimento tomado pelos olhos e pelos ouvidos.

Mas pelos olhos e pelos ouvidos de dentro, e pelos interstícios que são os poros desse lado - o dentro.

Não há qualquer rigidez nessa quietude absoluta e lassa, de uma lassidão inversa ao sono ou à preguiça, porque o corpo é como se não fosse ou não estivesse.

Não há fome, não há cansaço, não há tempo, não há coisa alguma que permita ao vazio que se anuncie e instale. Apenas a plenitude de ser. Dentro.

Passaram alguns instantes hoje, em que estive assim, mas na minha vida inteira passaram horas. Na verdade, passaram noites inteiras, que vivi como instantes eternos.

Na manhã os sons da vida devolvem-me ao lado de fora, às solicitações, aos deveres.

Levanto-me ao mesmo tempo que a pequena vida acorda, nos meus braços, surpreendido por dar consigo assim desperto do seu sono... - oposto à minha vigília, e volto a estar presente.

Sei do sorriso um nadinha forçado com que volto a focar-me no visível, a inteirar-me e pergunto a mim mesma:


- Estou bem?

- Sim, melhor.


Respiro.

E guardo para mim que não, que não posso temer, guardo que andei pelos meus lugares amados e que alguns deles me assustam tanto e se calhar é desses que mais gosto.










(Sim, se eu soubesse ser eu, sem me pensar, era tão mais líquida.

Mas não sei. Sou densa, e encerro em mim 1000 caminhos.Mas há quem saiba qual o mais belo, para chegar onde quer...

Persisto nesta forma de ser, sinto perfeitamente a trajectória do meu sangue decidido que me faz estar sempre presente num silêncio que ás vezes magoa... e inebrio-me mesmo um pouco, em mim, dormente, mas sabendo para onde vou.

Suspeito-me hoje, solitária e altaneira...mas na verdade dizem-me que sou, como presença humilde, que não vai embora e permanece sorrindo.

Ás vezes, não permito que o fogo guardado no meu peito crepite livremente. Porquê... porquê...?)


Rosas Silvestres...!









O riso é o meu estado mais comum. Não me refiro a expressões faciais mas a uma natureza risonha.
Tenho na alma a fonte de um bálsamo qualquer que me lembra as rosas silvestres nos muros, tanto na cor tenra como no aroma forte mas gentil.
O meu coração parece aumentar de volume quando olho para as coisas que prezo e salta doidamente, sempre que lhes toco.
Raramente se contrai ou endurece, e isso, só perante a injustiça ou quando sinto medo.
Mesmo quando me sinto infeliz, o meu choro é fluido e natural como o meu riso. Tem como essência essas mesmas rosas silvestres que crescem nos muros, e o coração mantém-se enorme e a saltar como doido... apenas se magoa nos espinhos.

Depois há os dias...em que a voz se projecta até ao infinito. Mas só o silêncio me leva ao lugar onde me aconchego quieta, no teu olhar.







domingo, 20 de maio de 2007

Les Choristes.

Les choristes...a não perder!

Domingo...





Hoje, demorei-me sobre as minhas coisas.
Tratei cada uma, com a devida atenção...
Abri os olhos e o meu primeiro pensamento foi longe...
Era tarde... e ouvi o remexer da loiça na cozinha...horas de almoço.Apresso-me num banho, e visto algo para ficar por casa.
Gosto do sabor a Domingo e do cheiro a bolo quente que invade a casa depois do almoço, adivinhando já o lanche, como se esperassemos sempre alguém...apenas porque é domingo.
Já á algum tempo que não passava um domingo em casa...e sabe-me bem.
Tempo, tempo para pegar em cada coisa e perceber porque está ali...porque me povoa o pensamento?
Tempo para me aninhar no meu canto, e ler e reler tanta coisa, escrever também e sentir essa calma, que só a nossa casa nos pode dar e que não se sente em lado nenhum.
São as nossas memórias que nos rodeiam, são as fotografias, são os livros que lemos, os pequenos gestos, representados por pequenas coisas que guardamos com cuidado.
Hoje voltei a pegar nalgumas delas, e resolvi que as iria guardar numa caixa, e repor outras, porque faz todo o sentido que assim seja...
Há coisas que temos que arrumar, e outras que temos de lhes dar vida novamente...porque foram força e ainda são.
Hoje quis demorar-me sobre isto, ainda que me tivesse deixado com uma certa nostalgia...não á mau estar nostálgico pelas coisas boas, muito boas que vivemos.
Ontem á noite, apercebi-me de que há caminhos que só fazem sentido, se não os seguirmos...
E aquele já o segui...um dia, mas não mais.E estar perto dele, é confirmar isso.
Esse caminho faz sentido ainda, mas porque não o percorro e o vejo de fora, porque gosto de ver quem por lá passa sorrir e crescer, porque me fez crescer a mim também e sorrir então...não tenho a conta.
Fico assim, como que sentada no alto de um monte ao longe, a ver passar os viajantes...e desejo-lhes uma boa jornada.
Olho ligeiramente para o lado e levanto-me, começo a andar, agora sim, no caminho que escolhi...
E como sou feliz...Apenas porque é Domingo!
=)
Os anos passaram...mas o olhar é o mesmo!






( Com 5 anos)





(com 16 anos)








(hoje...)







Uma mulher que vive no fio entre a magia e a realidade e o exterioriza de uma forma belissima...



Basta olhar...no seu olhar.

Está tudo dito.

Também quero manter sempre esse brilho...pela vida fora.Faço por isso...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Raio de sol...













Se soubesses como, e de que jeito a imensidão daquele mar que quisemos buscar em rasto do sol, me fez vislumbrar tanta da beleza e força que somos...

Esqueço tudo o resto.

O mundo pára.

Lanço um sorriso no horizonte e descanso a alma.












Fica o abrir os braços e respirar fundo e sentir Deus entrar em nós...

Fica a liberdade de descalço se percorrer uma praia vazia, só para nós...e sentir a areia húmida entre os dedos...molhar os pés numa água gelada e pura...

Fica o sabor de uma maçã sumarenta...que partilhamos.























Ficam as pegadas na areia do caminho que se faz...dos trilhos que ficam marcados, que o mar leva, mas não esquece...

Fica uma luz serena...que acalma, amacia a pele e o olhar...e o cheiro intenso a azul, a sal, a ti...

Fica um espelho aos pés...a mostrar-nos quem somos...e talvez para onde vamos?






















E por fim o dia começa a despedir-se, sabendo nós que ele nasce naquele instante, noutro lugar...para dar vida e aquecer quem por lá sonha, espera, deseja...e assim no sol vão os nossos desejos também...mesmo aqueles mais secretos, que ao mundo pertencem e de silêncio são feitos...




















Fica um corrida de força, de liberdade...que eu vi.

Uma corrida de um, mas feita por dois, que não deixou apenas um coração a bater de cansaço, mas dois.
Fica uma oração.






















Olho para o sol...olho para ti.Olho á minha volta e penso que não haveria melhor sitio para estar NO MUNDO INTEIRO, senão ali.

Redescubro que de nada mais preciso para ser feliz, do que uma mão cheia de areia...e sorrisos sinceros, de sonhos feitos com pouco, mas que chegam longe...por isso mesmo.








O caminho levou-nos de volta ao mundo, para uma oração junto dos amigos...mas parte de mim não regressou...e ainda percorre essa praia...se eu á praia não voltar.











(Por mais palavras que tenha dentro de mim, para descrever momentos como este, nunca serão suficientes...Simplesmente porque há coisas que se sentem e não são para descrever.
Ainda assim...fica tanto para dizer, é que não posso deixar de lhe beber a magia.)



terça-feira, 15 de maio de 2007

O Amigo da pequenada…


No convento onde trabalho, estão agora em curso, umas obras…começou por ser o arranjo do muro, mas depois umas coisas foram dando origem ás outras e agora tudo está a ser arranjado, uma vez que estavam com a mão na massa.

Muito pó, que entra, muito barulho o dia todo, mas ainda assim, a paz dentro do Palatium, sente-se.

Alguns piropos todos os dias de manhã…alguns olhares indiscretos, que ignoro, mas que são ponto assente com trabalhadores das obras, não sei explicar este fenómeno, talvez por estarem empoleirados num andaime e verem tudo de cima para baixo, ou isso o faça mais viris.

O que é certo, é que nem todos são assim, e de entre muitos há um senhor…já com uma certa idade, talvez 60 e poucos que me parece ser Guineense, que é o único, mas mesmo a excepção…que não diz nada provocador, não olha de soslaio, e tem um sorriso franco, tão franco, que todas as crianças o adoram e lhe sorriem e correm para ele.


É, mais do que sabido, que as crianças sentem as pessoas, de um forma muito especial.




Pois todos os outros que aqui trabalham, sorriem para os bebés, mas eles nada fazem…não reagem, e ao verem passar o “Amigo” como lhe chamamos, gritam, pulam, batem palmas e rasgam a face com um sorriso aberto, e procuram-no com o olhar.

Ele passa pelas janelas, ora a suar, em dias de calor, ora á chuva meio a correr, e eles seguem os seus movimentos com a cabeça e o olhar, na esperança de uma atenção vinda da janela. Enquanto almoçam, ele faz caretas no vidro para que comam tudo…e eles riem…enquanto dorme, zela para que não se faça barulho…para não acordar os amiguinhos.

Assim que chego de manhã já está a acenar-me, e o bom dia que trocamos é mesmo isso, um desejo de um bom dia.

E melhor que isso, é que graças a este senhor, que desconheço o nome, mas que comecei por chamar de amigo, o Gabriel de 18 meses, disse pela primeira vez a palavra AMIGO.

Ao ouvir, fiquei feliz, pois ele a dirá muitas vezes na sua vida, e não sabe ainda o seu significado, forte e decisivo em nós.

E agora sempre que chega ao berçário, a primeira coisa que diz e procura é o amigo, que o espera com os baldes de cimento na mão…mas com um sorriso tão franco e luminoso que deixa qualquer pessoa bem disposta, com os seu Bom dia cheio, com uma paciência e rigor naquilo que faz. Trabalha mais que todos os outros, e sempre com um olhar de Paz.



Ai se não aprendo tanto com os meus meninos a cada dia.

Ai se gosto de pessoas assim.

Para eles não há distinção de raças, ou condições sociais, de mãos sujas de pó e tinta ou de mãos suaves e cuidadas (como a minha por exemplo, ahahaha), desde que essas mãos se estendam e os acarinhem.

Talvez por essa confiança, que uma criança tem de qualquer mão que se estenda, a pequena Madeleine está desaparecida, quem sabe?


Mas confiar é preciso, ensinar a amar todos e cada um muito mais.

Este senhor vai ainda continuar a trabalhar aqui algum tempo, e sei que quando se for embora, eu e eles, vamos sentir falta de ouvir bater no vidro e ouvir aquele BOM DIA…

Ainda pensei que pudesse passar a ser nosso segurança, mas ai estaria parado o dia todo…e ele precisa de movimento.

Incrível como pessoas vindas do nada, nos podem transformar o dia, e marcar para sempre.





segunda-feira, 14 de maio de 2007