Foi uma noite e um dia, muito bem passados, num ambiente de muita, mas mesmo muita alegria e partilha.
Começamos por jantar na tasquinha de Alcoentre, onde não haviam pipis...por isso fomos para a paelha...que estava óptima.
Alguns como eu aqueceram logo ao jantar...
E depois viam na rua, o José Mourinho...o André Sardet...enfim, só personalidades.
Caras conhecidas, surgiam de entre a multidão...sorrisos, abraços...festa.
As ruas todas cobertas de areia...as traves de madeira deixavam a salvo os populares menos atrevidos, que como eu...esperavam ver os touros passar...mas vi apenas os campinos...á velocidade da luz!
Ora ir á Azambuja e não ver touros, é como ir a Roma e não ver o Papa...
Mas a festa prosseguiu, com amigos que vieram tarde, mas a tempo de se juntar a nós.Ao passo que uns chegavam outros tinham que partir...
Paramos no pelourinho...junto á igreja, e o que senti foi que tinha recuado no tempo, e imaginei a Azambuja nesta noite...á alguns anos atrás!
Na verdade o que respirei naquelas ruas, foi uma grande tradição Portuguesa, todas as janelas estavam enfeitadas, com mantas coloridas, flores, cabaças...tudo o que lembra o campo...
Haviam crianças trajadas a rigor...que sentem no sangue o sabor desta tradição...secular!
(Haviam até irmãos peregrinos de Santiago...que não se fizeram passar despercebidos...é inevitável não reparar na seta amarela!)
O Cabrita sempre encontrou um palco, mas por ser muito alto e ele já não ter força nas pernas, ficou pela praça com muita pena...a dançar, outras músicas...
A alegria foi uma constante...havia vontade de dançar, até o sol nascer...por todo o lado gente á porta de sua casa, e em cada canto uma tertúlia, um fado...uma festa pequena, inserida numa grande festa!
O fim da noite...estava longe...e sabia bem passear pelas ruas...como numa praia á beira rio plantada!Naquela noite...
Fez-se silêncio, para acordar no outro dia...ao som de fado pelas ruas, e fazer os encantos da Margarida.
















