segunda-feira, 21 de maio de 2007



Rosas Silvestres...!









O riso é o meu estado mais comum. Não me refiro a expressões faciais mas a uma natureza risonha.
Tenho na alma a fonte de um bálsamo qualquer que me lembra as rosas silvestres nos muros, tanto na cor tenra como no aroma forte mas gentil.
O meu coração parece aumentar de volume quando olho para as coisas que prezo e salta doidamente, sempre que lhes toco.
Raramente se contrai ou endurece, e isso, só perante a injustiça ou quando sinto medo.
Mesmo quando me sinto infeliz, o meu choro é fluido e natural como o meu riso. Tem como essência essas mesmas rosas silvestres que crescem nos muros, e o coração mantém-se enorme e a saltar como doido... apenas se magoa nos espinhos.

Depois há os dias...em que a voz se projecta até ao infinito. Mas só o silêncio me leva ao lugar onde me aconchego quieta, no teu olhar.







Sem comentários: