quinta-feira, 27 de setembro de 2007



Luz...






(Coimbra, 9 de Setembro 2007, numa qualquer esplanada...)
Como uma criança atravesso ruas e avenidas

Os olhos pousam e voam rasando o mundo...

Em todos os lugares que quero levar comigo
Entrego-me à vida com a doçura de quem não sabe mais...

E nada mais sei do que existir, sentindo o que me toca

Sei que não deveria dar-me assim sem medo

Dizem-me os conselhos que não se deve seguir em frente

Como se toda a gente se cruzasse nos caminhos

Com bandeiras brancas e olhos brilhantes de ternura

Sigo assim desprotegida dos que se escondem

Atrás de mágoas e intenções guerreiras de ferir

A brancura permanece intacta nos que sobrevivem

A fragilidade dos que não se protegem, enche os dias de luz.





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