Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Há palavras que nos beijam como se tivessem boca...
"Este ombro está aqui para te encostares,
Os ouvidos para te ouvirem
Os braços para te abraçarem
Os olhos para te falarem no silêncio e para contigo chorarem
A boca para te sorrir
As mãos para apertarem as tuas
A alma para ti!
Confia em mim."
=)
Que bom acordar e ler isto.
Está sol.É inverno e o amor acontece.
Obrigado.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Os primeiros raios de sol dessa manhã iluminavam toda a gente, e a agitação já se sentia.
As ruas, apertadas, cheias de 1001 lojas diferentes, de tudo o que possamos imaginar.E gente, gente que é e não é dali...mas que descobre, que vagueia...como eu o fazia naquele momento.
E se há sítio onde a industria do sexo está presente é aqui.Porta sim porta não, em certas zonas, as lojas são de uma variedade enorme, como podem verificar.
A coisa choca mais, quando na montra em vez de manequins, se encontram mulheres verdadeiras.Esse é o bairro vermelho, que me deixou sem palavras.
A meio da tarde decidimos que queriamos ver coisas diferentes e 2 a 2, apanhámos o mesmo autocarro, mas saimos em paragens diferentes.

Foi pesado, mas senti o que foi o Holocausto, que não aconteceu só nos livros e nos jornais...
Amesterdão tem inumeros cafés, acolhedores, que convidam a entrar e a aquecer um pouco, com um chocolate quente, que foi dos melhores que já provei...E ali retemperámos forças e ficámos á conversa.


Cansados de um dia sempre a andar e muito frio, sentámo-nos para jantar mais um Kebbab!Para variar...


Sim, fomos a uma coffeshop, e passámos um bom bocado todos juntos...fazendo tempo, para retornar á nossa casa, o autocarro, na manhã seguinte, estariamos em Bruxelas, para o encontro...

Voltar a Paris,é sempre encantador.O que não foi encantador este ano, foi o friooooooo.
Era a minha 3º vez, e nunca senti um frio tão duro e impossivel de suportar.Estavam -2º.Tudo em gelo.
Lembro-me que entrámos em tantos cafés quantos podiamos, para aquecer.Comemos o tradicional crepe ou Gauffre com chocolate quente.
A caminhada até ao Louvre, pelo jardim já escuro, onde outrora eu vi o sol descer entre as árvores.E aí, quisemos mudar de rumo, deixar a grande massa, e vaguear, por aquelas ruas que quase ninguém conhece.
Em busca do bairro de estudantes fomos nós.Éramos 3.
Lá chegámos por fim, depois de apanhar não sei quantos metros e perguntar a mais umas 500 pessoas.
O bairro dos estudantes, ou universitário, é de uma diversidade incrivel.
Adorei.As ruas cheias de gente, de luz, de festa, de culturas, restaurantes de todos os Países do mundo, cheiros e músicas á mistura,ali paredes meias.Ritmos, olhares, pressa, ou deambular.
Um espécie de bairro alto francês, mas sem subidas, sempre a direito.Ruas e mais ruas, sempre agitadas, gente que dança na rua, que canta.E nós também dançámos.
Por ali jantámos o famoso Kebbab...e continuámos a jornada até ao Notre Dame, gelados e acenando ás pessoas que passavam nos barcos do Sena iluminado, jantando, quentes e felizes por nos verem na ponte.
Era Natal para mim, assim,ainda e sempre.
Havia alegria nos rostos, esperança...e o mundo tinha acabado de celebrar o seu nascimento.Havia dentro de mim, razões para celebrar.
Talvez o voltar ali, o recordar, talvez o estar a caminho de uma peregrinação de confiança sobre a terra, talvez o partilharmos tudo, decisões, frio, ruas, refeições...rumos, destinos.Deus.
Á beira do Sena caminhámos, para encontrar uma exposição, que valeu bem a pena...arte comtemporânea, interessante.Sons,imagens e sempre frio.
Depois a torre Eiffel, sempre majestosa, a receber-nos, este ano de Azul e com as estrelas da união europeia...ali dançámos novamente a dança da torre Eiffel e ensinámos ao Samuel que não sabia.
Deitámo-nos num banco, mesmo por baixo da torre e ali ficámos a ver aquela estrutura que nos espanta.O burburinho ali é sempre o mesmo, quando ela pisca e acende as 1001 luzinhas, o "aaaaahhh!!", quando apaga o "ooooooohhh..."
Procurámos uma igreja para nos aquecermos, por dentro e por fora, mas estavam todas fechadas.Acabámos a noite sentados na porta de uma Loja cara, de nome, como 3 mendigos , com uma manta e a comer bolachas, esperando pela hora de regressar ao nosso autocarro, a nossa casa ambulante por 3 dias.E foi uma experiência, única, pois nunca tinha sentido o que pode sofrer um sem abrigo, na rua.O frio era de morte, e o medo que alguém nos faça mal, não nos deixa repousar.Ali fizémos uma partilha do dia...que foi tão bonito com vocês.E comemos mais bolachas.
E nós de novo ali, em Paris.Onde tudo fazia muito mais sentido.Onde os caminhos eram conhecidos e onde os carrocéis estavam no mesmo sitío, com a mesma música.E tanta coisa acontece na nossa vida entretanto.
E Paris no mesmo lugar.Grande, luminoso, com pessoas diferentes, longe e de lá.
Com o Sena silencioso.
O regresso ao autocarro foi feito com satisfação.Todos estavam agitados, principalmente aqueles que nunca tinham estado em Paris.Foi bom ouvir cada um, com um brilho nos olhos.
Depois toca a aquecer e a dormir, esticada no chão, só acordei na Holanda...ás portas de Amesterdão.Dormi que nem uma pedra,quente e só acordava para me virar no exíguo espaço, que me pareceu uma cama confortável.Já estou tão habituada...que consigo dizer que gosto, de olhar e ver 3 ou 4 pés por cima de mim, e botas espalhadas pelo chão, mapas e lanternas, garrafas de água...uma confusão humana, mas feliz.Mas o coração arrumado e sabendo bem por onde ir.E como.
Até amanhã.
Aaaaahhh Paris!


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fazer missão, é bem mais do que ir, do que ficar lá e animar, ajudar, estar.É bem mais do que isso, embora tudo isto seja importante.Há mais, bem mais.
E é aqui que se começa a preparar a terra, a semear, muitas vezes para ver resultados no prazo de 4 a 5 anos,pelos quais fomos responsáveis numa infima parte.Mas fomos.
Somos apenas parte desse processo, não vamos nós, salvar o mundo, sozinhos como heróis, seremos sim, pequenas gotinhas de um enorme e vasto oceano, mas que bom que é fazer parte de uma corrente que arrasta, que muda, que renova, que quer ir.
Antes de nós há já feito, um grande e precioso trabalho.Saibamos nós dar-lhe continuidade e não o parar ou estragar.Saibamos nós acrescentar-lhe valor.
Não vamos para prestar assistência, mas para atacar as causas desde a raíz, aquelas que provocam o mal.Se formos apenas para assistir, naquele instante concreto, então não fizemos nada, porque quando regressarmos ao nosso mundo confortável, as razões dos problemas,lá onde fomos ser heróis não sei de quê,voltam a atacar e tudo fica na mesma.
Não quero dar o peixe.Mas quero ensinar a pescar, como estes dias aprendi.E depois poderei eu ensinar.E é este efeito multiplicador que pode ajudar e ser missão.
Mãos á obra.
sábado, 10 de janeiro de 2009
O frio aperta...mas hoje bebi do sol de Lisboa, do seu, tão seu, céu azul, limpo.
Tive um reencontro que me deixou muito feliz, o Domingos, da Consolata.Estivemos um pouco á conversa.Como não poderia eu reconhecer aquele rosto no meio das ruas da cidade, saltou-me á vista.Alguém que deixou em mim o bichinho da missão e me marcou muito.Alguém que continua a mudar o mundo, á sua passagem.
Desci calmamente contigo, até ao cais das colunas, que voltou a ser o que era. Gaivotas planavam por todo o lado, fazendo alarido...livres como elas só.A cada barco que saía, imaginavas como seria, se tu tivesses um e eu navegasse contigo pelo mundo.E eu pergunto-te, se já não o fazemos?Sinto que sim, que estamos no mesmo barco...
E ali a luz tocou-nos como nenhuma outra neste dia.
Amanhã começa o fim de semana de formação missionária em Fátima, regresso Domingo, um bocadinho mais perto daquilo que ainda não sei, mas quero tanto aprender.
Bom fim de semana e agasalhem-se bem, que está agreste.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
New years day, and our Family, Frank's House!
O nosso dia de Ano novo, foi passado em família.Com aquela que nos calhou, neste dia, neste encontro.
Foi um dia calmo, frio, mas de paragem, depois de dias sempre a andar e a cumprir o programa, hoje era tempo de olhar para o novo ano que começava...de forma mais calma.
Depois da missa na parte da manhã, foi tempo de ir para casa e ajudar o Frank, a preparar o almoço para 10 pessoas!
Brindámos á vida, e eu em segredo á amizade, á união entre os povos, a todos os desejos no meu coração.
O André, encantado...
Uma imagem que nos transmitiu tanta paz...estes dias.Sobretudo neste dia.
E das duas uma, ou ele nos queria por a dormir, ou alegres, pois não parava de nos servir vinhos e licores que gentilmente tinhamos que aceitar...e que nos fez ficar moles, e com vontade de dormir.Alguns dormiram uma pequena sesta, pois o cansaço acomulado fazia-se sentir, outros como eu, deixaram-se ficar, pois dormir, para mim seria perder tempo, palavras, as horas deste primeiro dia...do ano de 2009, em tão boa companhia.
Os resistentes!
Foram estes rostos, que sabem tão bem como eu, como foi importante esta experiência...
O dia escurecia e a oração e o jantar na Expo, com os 40.000 esperava-nos a última do encontro...e mais uma vez, nos fizemos ao caminho juntamente com a multidão.
Cores...em mim.








