quinta-feira, 13 de março de 2014

Metade inteira, chora de felicidade.




























Às vezes são absolutamente necessárias as pausas na velocidade dos dias para voltar a eles com mais afinco e vontade de empurrar a vida para a frente. Saber o que se quer fazer da vida ajuda a descomplicar. E não entendo porque levamos tanto tempo a chegar a certas conclusões, se sabemos por onde é o caminho, e que passos dar? Insistimos.
Acreditamos de coração que conseguimos certas coisas, mesmo que elas nos façam doer.E no momento que nos libertamos delas, ou por nossa escolha, ou porque assim teve que ser...tudo muda.Passamos a ver o que já nem víamos.
Dizer Não.De uma vez por todas.
Delinear um plano e não baixar os braços até o concretizar, define quem somos, com que fibra encaramos a vida e com que atitude damos a volta aos dias ªassim-assimª.
Simplificar as tarefas do dia-a-dia, organizar mais e melhor, relativizar, acreditar que as coisas acontecem por uma razão certa, ainda que não a consigamos encontrar (dentro de nós) no momento exacto em que nos muda a vida e os planos, e não perder muito tempo a ignorar certezas, são tudo pequenas coisas que nos ajudam (deviam obrigar) a aproveitar, a saborear e a valorizar o tanto que a vida nos dá.

Regra: não desistir (nunca) de acrescentar doçura aos meus dias.Cor.Luz.Alegria.Amor.E ser do mundo, de toda a gente e de todos os lugares onde possa sorrir.
E agora...
Serenar o coração. Continuar a sentir espanto e maravilha pelas pequenas coisas. Acreditar no tempo. Cuidar de mim.Dos que mais amo e me enchem sempre e cada vez mais de luz, uma luz linda e inesgotável.

Porque é feita de verdade.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Fuck you


Isso mesmo...!!

Desculpem-me as mentes mais sensíveis, mas nunca me soube tão bem gritar e dizer...FUCK YOU!

Ahahahah!E este sol não podia ter vindo em melhor altura!

E agora voltar aos lugares e pessoas de sempre, livre,livre,livre, feliz como sempre!

Ninguém tem soluções para a nossa vida. Ninguém tem pós mágicos para dar. Nem coelhos. O coelho somos nós e somos nós o coelho que tem de saltar.

Salta. Para fora de um emprego. Para fora de um casamento. Para fora de uma cabeça. Para fora de um país. Saltemos. Não custa nada. Ou custa tudo. Custa tirar o primeiro pé da cartola sem tombarmos. Mas, uma vez que se salte, não se volta mais.
O desapego pode ser confundido com ingratidão por parte dos que não estão dentro da nossa cartola. Mas é isso mesmo, ninguém lá vive além de nós. Por isso, se temos pernas, vamos a isso. Falta o trampolim. Pois é. Talvez não falte. Vira a cartola do avesso e ousa esmagá-la com o peso dos pés acoplado aos quilos do corpo. E salta.
Saltar cria molas... e permite-nos voar.

[dedicado a todos os que têm uma cartola complexa e difícil de se moldar...e pior resistem a mudar para melhor...
A vida é muito simples, basta sair daquilo onde não se está bem...e acreditar que virá sempre algo melhor do que acabou de terminar.] 



sábado, 8 de março de 2014

Ainda não foi hoje que me despedi de Lisboa...porque Lisboa nunca acaba.







Ao longo do caminho, uma pessoa descobre-se (e surpreende-se) mais versátil do que supunha ser. E mais forte e impermeável (qb) a muita coisa. Trabalhar o equilíbrio entre querer ser sempre melhor (pessoa, acima de tudo) e nunca esquecer que até as maiores e mais robustas árvores da floresta nascem do chão. Interiorizar que a humildade é uma característica dos fortes. E a resiliência também. Manter o foco, por mais difícil que pareça. E há dias que parece missão impossível. Há demasiado ruído. Não permitir que os dias (e as pessoas) cinzentos apaguem a certeza de que são, a paixão e o entusiasmo as atitudes que movem montanhas, mudam opiniões, criam sonhos, devolvem esperança, renovam fé.

Mesmo que tropecemos umas quantas vezes na vida, e o normal é tropeçarmos, é na queda que percebemos a consistência da nossa força, o limite da nossa resistência, a capacidade de perdoar (e de nos perdoarmos), e como a vida pode ser deliciosamente surpreendente quando simplificamos, relativizamos e nos tornamos impermeáveis (qb) a tudo o resto.
Hoje, tudo o que quis foi absorver esta luz de Lisboa, banhada por um bafo de Primavera a dizer-me se hei-de ir ou ficar?A balançar-me entre a razão e o coração...
Porque afinal...







quarta-feira, 5 de março de 2014

Dilema da Entrega







Uma das eternas questões nisto dos amores é aquela dúvida: 'até que ponto nos devemos entregar?'Há quem defenda que devemos ter limites, que deve haver uma espécie de lei da compensação, quase uma balança: hoje dou um bocado, e agora espero que ele dê também, e por ai adiante, passo a passo, calculoso.. Não percebo. Outros defendem que, pelo contrário, nunca devemos dar tudo, para não 'habituar' mal. Ou seja, apenas por estratégia, não vamos ser tudo já, para termos algo para dar mais tarde.. não percebo. Há ainda quem dê, para simplesmente poder cobrar no momento a seguir: dei-te tanto, agora quero que me retribuas tudo!!.. também não percebo.


Para mim, o dilema da entrega é simplesmente uma não questão. Porque quando se quer, quando se gosta, dá-se e pronto. Tendo apenas o cuidado da gestão do 'não sufoco', não há cá que ter meios termos, ou calculismos, ou mariquices de balanças. dá-se! E dá-se tudo o que se tem agora! Porque se for a sério, descansem que todos os dias vão ter algo novo, maior, melhor, mais intenso para dar. Porque quando é a sério, todos os dias cresce mais qualquer coisa: um tique novo, um ponto da pele que afinal também é sensível, uma palavra que ganha novo significado, um riso tonto que se descobre no momento mais íntimo, ou apenas uma música antiga, que de repente passou a ter significado. Ou todas as musicas novas, que vão ficar para sempre marcadas entre nós os dois..


Eu voto pela entrega total, de corpo e alma. Sem medos, sem orgulhos parvos, sem receios de dar sem receber. Assim, tenho sempre duas certezas: que quem vive comigo tem o melhor de mim, e, que nunca vou, um dia, pensar que podia ter dado mais. E isso, saber que se deu tudo, é um alívio. O mais tonto nisto, é que só quando se entrega tudo é que se cresce como pessoa. Ou seja, quem vive nesse dilema, só perde enquanto não avança. Hoje, por ter-me entregue loucamente, sei que sou maior, mais humana, mais amiga, mais companheira de quem me recebe.



'Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio: um pilar da ponte de tédio, que vai de mim para o outro'. Os momentos mais difíceis da vida são os intermédios. Aqueles momentos em que mudamos qualquer coisa, em que deixamos para trás um lado da ponte e atravessamos para o outro. O intermédio é aquele ponto em que ainda não se tem o que se quer, mas que já não se tem o que se tinha. A cabeça enche-se de dúvidas, de incertezas se é mesmo por ali. Porque sabemos que estamos a ganhar um mundo melhor, mas a perder o que já tínhamos. O que já era nosso. e por isso, por ter tanto de nós, mesmo que não nos fizesse feliz, pertencia-nos. Conquistaram-nos e conquistamos.


A travessia é ainda mais penosa quando a mudança não é do mau para o bom, nem da chuva para o sol. Porque às vezes apenas queremos mudar porque deixou de fazer sentido. Não porque se vive mal, mas porque não se vive completo. Porque gosta-se, mas não se ama. Porque quere-se, mas não se vibra. Porque toca-se, mas não se deseja. E fica sempre um misto de frustração porque também fomos causa do fim. Porque a dança é sempre de dois. E ali, tropeçamos juntos. Mas é também ali que sabemos que - por nós - temos de avançar, temos de ser um pouco egoístas e olhar o outro lado da ponte, onde nos sentimos mais quentes, mais felizes, mais completos em todos os pequenos campos da nossa vida. Sabemos que ainda está longe, mas é já tão mais gratificante. Sabemos que ainda incompleto, mas é já tão mais único e intenso.


...é no intermédio que o amor se testa, se prova, se agiganta. O amor de quem atravessa a ponte, que tem de carregar uma vida, os laços de uma família, de uma terra, que se leva nos ombros, devagar, passo a passo. Ponte dura de passar, cheia de cordas que prendem atrás. Mas cheia de esperanças que nos ligam ao futuro. E aqui, é a certeza do que se quer, a certeza do que nos faz verdadeiramente feliz, que nos dá força. e é aqui que se prova ao outro lado tudo o que se quer. a prova mais imensa: quando alguém está disposto a mudar uma vida por amor.é no intermédio que o amor se testa, se agiganta - também muito o amor de quem está do outro lado da ponte, a puxar, a gritar, a chorar, a sorrir. A dar o peito a todas as facas, a segurar todas as cordas ainda presas. A pedir: deixa-me trazer-te ao colo, a ti e a a todas as tuas malas. A pedir: deixa-me ser o braço que sempre achaste que não precisavas. Mas por respeito, a não impor. Mas por respeito, a não sobrepor. Apenas a dar a mão. Apenas a amar. Apenas a vibrar. Apenas a desejar. Apenas a querer ser tudo. Já...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Missão Alcoutim.Fevereiro.








































Os Km feitos, já faziam sentido para mim.
Mas nunca umas brasas me souberam tão bem e fizeram tanto sentido.
Nunca uma boca sem dentes me pareceu tão bela.Nunca umas rugas me levaram para caminhos de vida, vividos e sofridos, repletas de histórias para contar.
Como semear alhos, favas e afins,nunca foi um ensinamento tão importante, como agora.
Como temperar azeitonas, fazer pão ou matar um porco, dá agora pano para mangas.Escutamos com a atenção real, de quem precisa desses ensinamentos para viver.
Remontamos aos tempos da guerra civil Espanhola...ao contrabando vindo do outro lado do rio, em que um mês em Espanha alimentava bocas deste lado, durante 6 meses.
Ouvimos o que parece nunca ter sido dito.Amparamos as saudades, dos netos, filhos e de um tempo em que os seus mundos, eram  mais autónomos, longe da "boa" prisão de um lar, de onde alias podem ver a casa, onde viveram e nasceram...e o banquinho onde se sentavam tardes inteiras ao sol,agora vazio.
E como se acalma esta saudade?Como se explica que ali estão melhor?Com todos os cuidados, em segurança? Na verdade sabemos que estão.Mas quem os ouve e olha dentro dos olhos, sabe que não estão, pois ali lhes falta a liberdade, que o corpo ou a cabeça lhes roubou.
E agora olham de longe pela janela a sua casa, a sua rua, o seu mundo, como se de um quadro imóvel se tratasse. Abraçamos. Partimos.
Num outro monte, há mais histórias á espera de quem as oiça.
O sol queima, as cores são vivas, os cheiros apurados, uma laranja sabe a mel e Lisboa, por ali, parece uma miragem...tudo o que nos prende, fica para trás. 
Um sentimento familiar que se instala nos abraços de cada reencontro.Porque é mesmo assim que nos recebem, como netos queridos...a quem desejam o melhor do mundo. Dão-nos o melhor que têm.
E quem bom que é poder viver no coração destas pessoas simples e fieis nas pequenas coisas...e elas no nosso.
Para nos ensinarem o Amor.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dos Km que se fazem por Amor.

















Dar importância apenas ao que tem fundamento e deixar de lado o que não acrescenta nada ou que não faz bem. 
Investir neste exercício diário. Interiorizar que o silêncio é de ouro - e continua a ser a melhor resposta para pessoas de má fé. Ir sempre até onde a força permitir, e perceber que há em nós um bocadinho mais de uma força que nem sonhávamos existir. Está lá sempre. Gostar e amar sem pedir nada em troca, perceber como isso é reconfortante. Ter mais paciência, tolerância e perdoar os erros (os nossos e os dos outros). Obedecer ao que manda o coração, mas não esquecer de manter, pelo menos, um pé no chão.
Saber que é tão bom encontrarmos o nosso caminho, mas aceitar que não tem nada de errado se às vezes nos perdermos. Manter um sorriso na cara e não deixar de acreditar, mesmo quando a vida fecha uma porta (ou várias, é a vida a testar os nossos limites, a nossa força e persistência).
Perceber que não conseguimos abraçar o mundo inteiro, mas que é sempre possível abraçar algumas pessoas e fazer toda a diferença.
E valeu tanto a pena, fazer estes Km, com chuva, vento, frio...para ficar assim, quentinha no coração.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Raízes Alentejanas.

































Foi uma passagem rápida.Ir num dia e vir no outro.
Tempo suficiente para respirar o ar puro e o sol de Inverno do meu querido Alentejo, na melhor companhia.As amendoeiras já estão em flor...os campos verdinhos. E assim que se entra pela planície dentro, começamos lentamente a relaxar.Tudo corre com outra calma.
Regressar é sempre quente e um sem fim de memórias, que me reportam á infância e claro está ao meu Pai.
E os primos queridos, que sempre me recebem tão bem.Eles foi ensopado de cação, foi chocolate quente improvisado, foi um lume delicioso ao serão e para adormecer.Foi gargalhadas...e histórias do arco da velha, foi o clima de festa, que só por eles serem como são, já o conseguem fazer sentir.Estes primos são o melhor sinal de cumplicidade: quando estamos juntos o tempo passa a voar, as horas passam sem darmos por elas, as conversas colam-se umas nas outras, não existe qualquer vestígio de cerimónia.
É mesmo assim, aos sítios onde vale realmente a pena ir na vida não se pode chegar por atalhos.
Vamos directos e confiantes de que aquele, será sempre o nosso recanto.