quarta-feira, 17 de abril de 2013

(500) days of summer...





As minhas merecidas 2 semanas de descanso, estão a terminar.Tempo para rever quem amo e ler os meus livros ao sol,provar os nossos sabores, não faltou...e ver filmes do passado, mas que continuam a fazer sentido. Se eu tivesse visto este filme há um ano atrás, teria certamente sido uma noite daquelas: acabaria de ver o filme e, depois de lamentar estar sozinha, enfiava-me debaixo dos cobertores e ficava indecisa entre desesperar ou ser mais forte que isso.Afinal estava longe...num outro continente.
 Mas a verdade é que este filme está cheio destas verdades e desencantos de que também é feito o amor. A reciprocidade é uma cabra e às vezes penso nas probabilidades de encontrarmos uma pessoa que queira exatamente o mesmo que nós, também exatamente no mesmo espaço de tempo. E bem, se não fosse eu ter sido agraciada com essa possibilidade, é de loucos. Mas eu acredito em tudo o que vi neste filme: as noites psicóticas sem certezas, as indefinições dos primeiros tempos, a vontade de abraçarmos uma pessoa controlada pelo nosso medo de nos magoarmos. E acredito na música e em sítios especiais, em alinhamentos de planetas, nos defeitos que se adoram, no apesar de tudo...que se contorna, se assim se quiser. E até pode ser coisa de filme mas quem é que nos disse que uma tarde de sol, não estamos numa rua,numa praça de touros,num jardim,num comboio,numa igreja,num instante... e olhando para o lado, senta-se mesmo ali a pessoa da nossa vida? Acreditar é a única coisa que nos mantém vivos.
Até que ela finalmente chega e acaba-se a ansiedade toda.Toda.




Ou não.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Que perfeito coração no meu peito bateria...

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[...] Quem te dera teres-lhe este amor. Quem te dera que ele pudesse ser o homem que imaginaste sempre que não conseguias dormir – sempre. Ele é bom e é bom para ti mas, quando pensas nele, há sempre um mas. Só que ele agarra-te pela cintura e fala-te de estrelas e diz que és uma cidade com muitos corações a baterem dentro de ti, que as ruas ensolaradas de Lisboa são como os caminhos do teu afeto, que os teus cabelos negros são as amarras invisíveis que o prendem aqui, que tens nos olhos todo o encanto das tardes de Verão passadas na beira deste rio [...]



Cansada de me importar e cuidar.
Hoje,por estes dias, quero todo o sol que não tive em outros momentos.
Preciso desta luz a fazer-me respirar, de dançar com o pensamento, de suar o que me faz mal, de me aperceber de todo o amor que pelo mundo corre.
Acontece que me canso, como dizia o poeta.
Hoje,fez sol.
Acontece que os dias não são todos iguais e tenho dentro uma revolução em curso, tenho coisas para dizer mas não ouso dizê-las, sinto-me vacilar. Preciso de mais desta luz, de me esquecer do que sinto, de me afogar em esquecimento. Divido-me entre o racional e o emocional, ensaio os passos junto à parede, preparo-me para sacudir as coisas belas. Sinto-me urgente, envenenada pela minha própria vontade, traída pela minha absurda capacidade de acreditar. Quero a cabeça cheia de ruído e o coração arrumado.

Sabia que me ias fugir, que eu ia querer que fugisses. Nunca ficas muito tempo, apenas o suficiente para me poderes marcar outra vez e desaparecer.É tudo demasiado rápido contigo, mas eu lembro-me em câmara lenta para preencher os espaços. Porque, na minha cabeça, cada uma é sempre a última vez.
E ainda bem, que estou quase de partida, novamente.
Oxalá seja uma partida, em que o retorno não traga o mesmo sentimento...se a vida o permitir.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Por LIsboa...









O rio Tejo, calmo como um gigantesco lençol azul que se estendeu um dia entre margens. Casais que vão juntos ver o rio. Os primeiros sinais de Primavera. As esplanadas da rua Augusta, com os seus preços inflacionados e clientes sem pressa. O Bairro Alto antes da meia noite.Por onde ando eu e como me sabe bem parar por Lisboa, ainda que por breves dias.



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre a pela que há em mim, tu não sabes nada...




Porque não queres. Fazemos parte de constelações tão diferentes, desalinhadas na sua essência, porém capazes de se cruzarem em pleno trânsito astral. De vez em quando, pedes-me que me mantenha na tua órbita, num movimento estudado do qual já conheces o fim, porque foi assim que o planeaste sempre. E eu, de vez em quando, esqueço-me de ti, arrumo-te a um canto, declaro-te oficialmente erradicado de todos os momentos que antecedem o meu sono. Deixo de pensar nos teus lábios, nas perguntas que nunca chegaram a aparecer, nas perguntas que me atrevi a verbalizar,mas para as quais não temos resposta,penso no depois. Sobre a pele que há em mim tu não sabes nada. E eu, que sempre te quis entender, que um dia pensei que talvez tivesse chegado a hora, que te dou sempre segundas e terceiras e quartas oportunidades, hei-de aceitar que estou a anos-luz de quem tu queres. Nesse dia, mesmo a tua pele (o teu cheiro a efémero sobre o meu rosto) deixará de contar, os teus olhos deixarão de me procurar quando estás de saída, as minhas mãos deixarão de escrever sobre ti. Mas continuarás sem saber nada sobre a minha pele.
Mas saberás para sempre, sobre a minha alma.E isso vale tanto.


A certeza que me faz feliz...






Depois de 1 mês que parecia 1 ano...uma semana em paz. Ou melhor duas.
Caminhos abertos para ir descansar onde quiser.Reencontrar os que amo.Por agora tenho estado em casa, reorganizando as minhas coisas, ou num banco de jardim ao sol, com sabor a café e vou ignorando a onda de transformação gigantesca que se vai abater sobre mim. 
Detenho-me nos detalhes mais banais do quotidiano.
Sobre mim também, desejo somente e apenas prenúncios de felicidade, da silenciosa certeza que lentamente me aperta o coração que bate por estes dias, descompassado. 
A tristeza que não adivinhei poder sentir debaixo deste Sol de Abril, vem certamente de um sítio escondido como a tranquilidade que comecei a sentir debaixo deste mesmo céu. Perdemos umas, ganhamos outras. E este Sol lembra-me que, apesar de tudo, sou uma pessoa cheia de sorte e com objetivos definidos.E bastante mais feliz...porque serei sempre livre.

terça-feira, 26 de março de 2013

Partiu a Ir.Ferreira...





Há hoje no Céu de Lichinga uma ESTRELA que brilha mais.
Sempre tive medo que este dia...chegasse.Era eminente.Mas ao mesmo tempo, ela levava tudo com tanta coragem, que nos fazia esquecer que estava muito doente.Uma leucemia...de muitos anos.
O que a mantinha viva, era o projeto...eram os meninos e a machamba.Dizia.No dia em que parasse...morria.

Relembro o cantinho da Solidariedade, a sua Machamba,e loja, que alimentava mais de 150 famílias, que dava emprego a muita gente.Uma obra maravilhosa, que eu tive o prazer de ver, participar e sentir...um dia voltarei, quem sabe para fazer o que ainda falta...
Na porta da escola os meninos gritavam Ir.Ferreira...Ir.Ferreira...!!!

Conduzia a sua carrinha velha, pela cidade, para trás e para a frente.Era comum, carregar crianças, velhotes que lhe pediam boleia...galinhas,legumes...da sua machamba...e no seu jeito atarefado ia colmatando as necessidades de muitos.
O carro por dentro era um mundo, listas... pedaços de coisas...e vontade.Vontade de ajudar, quem nada tinha.
Era um prazer girar com ela, pela cidade e sentir a vida que ela tinha.
Mesmo doente...ia indo.E mesmo que eu temesse um dia a sua partida...esse dia era distante.6 meses depois de deixar a minha Lichinga, ela partiu.Hoje.

Ela era o rosto de Cristo...na terra.Aquela cidade nunca mais foi a mesma.Viveu 44 anos em Moçambique.Disse, quero morrer e ficar aqui.Assim se cumpriu.
Descansa em paz...querida Mana.
Obrigado por tudo o que me ensinaste...



domingo, 24 de março de 2013

By the moment...Luanda-Lisbon

















Algumas vezes pensei se não seria loucura da minha parte meter-me num avião para o outro lado do mundo nestas condições. Ainda hoje penso que foi loucura da minha parte ter-me metido no avião nestas condições. Mas nunca dei parte de fraca, isso teria sido a morte dos meus sonhos, sobretudo se tivesse vacilado perante a mim mesma, que nunca tive medo das oportunidades... Só falei dos meus medos aos meus melhores amigos (sim, meus queridos amigos), que me responderam simplesmente, que onde quer que fosse eu seria feliz!E pronto, com esta me fui, lá fiz das tripas coração, arregacei as mangas e fiz-me ao caminho.



De momento, a minha vida gira em torno de duas cidades...e vou dividir-me entre elas...nos próximos meses.
Podem entrar ainda outras cidades, neste vai e vem, mas para já  Luanda e Lisboa (Cascais).
As 8h que separam estas duas cidades, dão-me tempo para pensar...e organizar ideias.Para sonhar o futuro e os planos que entretanto foram nascendo dentro de mim.Eles vão acontecer.
Enquanto isso não chega existe um caminho...a trilhar.
Os últimos meses não tenho parado.
O mundo, é o palco onde me movo.


Em Luanda... 

Ando de motorista para todo o lado.E minha segurança  essa não a sinto em risco em momento algum.

Já criei alguns laços ainda que muito ténues, os que comigo convivem diariamente...e que aos poucos me foram mostrando, como tudo funciona.São eles que me fazem sorrir todos os dias e com quem partilho tudo.

 tive a oportunidade de constatar a disparidade social...que se afirma de forma exuberante.E isto é o que mais me custa.Luanda cresce a olhos vistos.

 senti um calor de morte...e apanhei uma grande molha de uma chuva tropical.

 fui picada por um mosquito no pé  mas que felizmente não tinha paludismo.

 ouvi historias da guerra e de amor...de gente forte que sobreviveu e lutou.Gente cansada e humilde que me dá o exemplo.

 senti o cheiro e o sabor de um continente que amo, novamente.Aprendi a comer a comida Angolana.

Tenho 2 quartos, onde repousar a km e km,um do outro...e vou cada vez menos ao meu verdadeiro quarto.Talvez seja o tempo de o deixar de vez.

Ouvi os meninos dizer tata, caminhei por um mercado de rua...e encontrei uma linda menina jogada no meio de sapatos velhos, que como um sinal me encheu de esperança...pelo que ainda tenho a fazer.

Senti que de facto estou na cidade mais cara do mundo, onde uma alface custa 7 euros, 4 iogurtes, 12,50 euros e uma garrafa de água pequena, 10 euros.
Mas eu por ali, pouco gasto e vou fintar esta crise, com uma grande pinta.

Entre tantas coisas que os meus olhos captaram e sentiram...uma me fica...que a quantidade de experiencias,realidades, percursos de vida e diferentes culturas que tenho adquirido, um dia vão dar um livro.
Mas as saudades...da vida simples e de entrega...essas nunca se calam e esse será um dia, o meu fim.

E não me adianta continuar a falar desta dor no peito, discutir se a dor é física ou psicológica, que eu sei bem que a sinto, que me dói como há muito tempo não sentia dor nenhuma e não me interessa mais nada. Não adianta de nada dizer que ainda não acredito que vivi um amor impossível, ou falar da vontade de acreditar que talvez ele não seja impossível, do medo de que afinal seja mesmo, do horror que me causa a perspectiva de nunca mais poder voltar, das borboletas no estômago, do desejo permanente de regressar ao fim do mundo...Lichinga, Niassa, Moçambique.








terça-feira, 5 de março de 2013

Angola






Depois de muitos dias de espera, pelo visto de entrada em Angola, depois de passar 1 mês que deixei Londres...eis que tenho, mais que decidido o que quero.
Nada como o tempo.
Aqui vou eu,pronta a enfrentar novos desafios.Por um futuro melhor.
Pode parecer fácil, isto de nos deslocarmos a toda a hora, para outras realidades.Eu gosto,apaixona-me,mas ninguém disse que era simples.Implica uma boa dose de coragem e leveza.O nunca estar cá e lá  faz-nos sentir que vamos perdendo certas coisas, ao passo que ganhamos outras.Mas eu tenho uns amigos de ouro,que me fazem sentir que nunca estive longe...e que estamos juntos todos os dias.
Custa-me sempre, deixar os que amo...o meu cantinho,aqui plantado á beira mar...este sol de inverno, estes sabores.
Mas a vida segue...e com ela a mudança, mudar faz bem.
Na cabeça fica a missão e os dias de entrega...que não muito longe estão, de voltar a acontecer.
Projetos e ideias não me faltam...estou a fervilhar de sonhos.E estou no caminho certo para o conseguir.
Agora fecho os olhos, passo a noite a voar pelos céus e amanhã, é um novo dia.E a mesma Rita.
Até breve.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sobre o Amor que se deixa, antes de partir...







Em 2012 tive saudades de ser assídua na escrita. Mudei de continente e de vida. Tive chatices e alegrias. Vi pobreza e riqueza, lado a lado. Fui livre. Ouvi tocar e cantar como nunca antes.Dancei pelos dias, sorrindo.Amei o quanto pude dos meus Konguitos. Fiz centenas de amigos e de quilômetros em autocarros e comboios e milhas em aviões. Fortaleci laços que não eram de sangue e os de sangue vi-os enfraquecer. Lutei. Consegui.Vi resultados.Vivi.
E agora?Agora preparo-me para fazer o que seria inevitável. Partir. Voltar ao continente Africano, aquele que me chama, aquele onde me sinto em casa.
Em 2013, já respirei o sol de Roma,senti o frio de Londres, amei Portugal,senti a minha casa.Tive tempo para me ocidentalizar.Vi quem não esperava encontrar,já me senti perto e longe de tantas pessoas.
Pensei e repensei a minha escolha e sigo adiante...fazendo o que sempre fiz.Confiar. Contra todas as opiniões, ideias seguras...e afins.
Nem tudo vai ser perfeito...mas eu encontrarei a beleza seja onde for.
Quem diz não sentir medo, mente .Mas quem o enfrenta, vive.

E só amando, se chega onde nunca se pensou chegar.
E no coração levo tudo isto...
 







quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

My Valentine...




Foto: 43/365




A proposito do dia de S.Valentim e para todos os que como eu, não lhe dão nenhum valor e estão fartos de ver corações e promoções mais parvas,para fazer a dois... aqui vai:

Dia dos namorados???Mas que fantochada vem a ser esta?Eternos namorados poucos conseguem ser todos os dias.Tem que se namorar nas dificuldades, como nas horas felizes.Todos os dias são bons para surpreender, para amar...principalmente quando o cansaço vem e torna tudo mais duro.
Uma segunda feira ao fim do dia, perfeita para ir espairecer e surpreender.Uma sexta ao fim do dia arrancar sem dizer qual o destino, apenas fazer as malas e ir.Mas tudo tem que ser neste dia?
Ter alguém para dizer, que se tem alguém, porque não se pode estar sozinho, acaba por ser um teatro que muitas vezes termina mal.
Eu respiro por ser livre, ir, estar, fazer o que quero e conseguir amar. Não tenho vergonha de estar sozinha...porque no fundo eu amo tantas pessoas ao mesmo tempo, de forma livre,bela e profunda e maior amor que a amizade, ainda não conheço.
E quando amar, que seja um amor diário, constante,fiel...sem este glamour cor de rosa em que teimam pintar o amor.O amor nunca foi cor de rosa.Pelo contrario, o amor acaba por ser mais cinzento mas mais verdadeiro.
Os amores mais belos, que conheci, fugiam sempre deste brilho.
Amar todos os dias, a toda a hora, o mais difícil de tudo.
Amar um só dia, isso e muito fugaz.
Querem-se amores para toda a vida e não por uma noite.
S.Valentim, não previa nada disto.Acho que lhe saiu o controle das mãos.
Amem-se verdadeiramente, sem esperas, ao minuto, porque a vida urge.
E o amor, reside em coisas bem pequeninas...quase invisíveis.Ou coisas tão grandes, como dar a vida pelos outros.E esse amor vivi-o eu.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Londres





Acabo de chegar.
Foram 3 semanas em Londres.
Duas de trabalho, em que os dias foram pintados de neve e muito frio, brincadeira e descoberta.
Uma semana, para reencontros, com os rostos mais improváveis e amigos.Desde a Roménia, a Moçambique  abracei amizades que perduram pelo tempo...e pelo mundo.
Não há distancias que nos separem dos nos amam.
Reencontros também com os locais míticos que me trouxeram uma certeza.Eu sei quais os meus lugares.Eu sei onde poderia ou não ficar.Isso sente-se muito claramente.
Londres, deixa-nos marcada uma interculturalidade impressionante.Deixa-nos apesar da falta de sol...a grandiosidade dos monumentos e daquele rio que abarca nas suas margens o moderno e o antigo.
Foi bom, poder parar e confirmar mais uma vez, onde podemos ou não, vir a pertencer.
Nada melhor do que caminhar com os nossos pés, sentir os locais e depois decidir com o coração.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Roma TZ



Deixo os melhores momentos de uma bela Jornada!








Roma TZ



 

 









 





Foi um grande encontro.
Foi um confiar, desde que deixei Lisboa.
Correu melhor do que podia imaginar.Para mim foi um voltar, um reencontrar.Tantas pessoas, alguns lugares, mas sobretudo,uma partilha intensa, dos dias, das pequenas coisas.Ganhei uma mama Iltaliana.
Voltei ao lado a lado com o Duende.
Rezei, plenamente, com toda a minha alma.Bebi do sol de Dezembro...ao lado de 3 pessoas lindas, mais 40.000! 
Tanto havia para dizer, deste encontro.Aqui voltarei, depois desta partida para Londres repentina, mas esperada.
Assim que assentar, escrevo um pouco mais.
Obrigado a todos, os que guardo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natal 2012

 












 

 





Esta quadra de Luz e calor, foi maravilhosa.Fui vivendo um pouco da mesma, com diversos amigos muito queridos.
Apesar de todas as incertezas que por vezes nos assolam, tudo correu bem, tudo se encaminhou e me levou ao local mais quentinho, que podia haver.A estes primos,tios,que amo.
Ao meu Pai, ali presente de alma.
Sei dizer, que eram 00h40, ainda nem as prendas estavam abertas pois estava tudo ocupado a rir e a aproveitar a companhia do outro...e foi bem mais tarde, que nos dedicamos a essa troca de mimos simples, mas sobretudo aos afectos...que nos dizem, que o importante,sempre vai ser, estarmos juntos!Uma boa energia gigante toma conta de todos! 
E acho que mesmo antes do Natal, data oficial, eu o vivi aqui e ali, como um modo de vida.

A quadra ainda segue, desta vez em Roma para a passagem de ano...no encontro de TZ!
De 27 a 10 de Janeiro, ando por ali.
Depois os dias seguem numa aventura meio sem destino...por onde houver terra para correr.Eu e o Duarte mais uma vez.Confiando em cada dia...
E quando regressar a Portugal,2013 reserva-me surpresas que eu mesma lutei para ter.
Entre Angola e Londres, fiz uma escolha.
E assim irei eu.Uma vez mais.Desenhar o meu caminho.Feliz,sobretudo pelo que a vida me deu e continua a dar oportunidade de viver.
O ano que passou, foi cheio,agitado e na minha Lichinga,nos meus Konguitos!Melhor podia sempre ser, mas eu contornei tudo e atingi com grande pinta,todos, mas todos os objectivos.O ano que vem vai ser ainda melhor!
Bom ano a todos...com muita luz,magia e sonhos para cumprir!



E muito naturalmente a vida nos revela aquilo que nos faz falta e sobretudo quem...


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que vai ser,é.

 





Os dias, sucederam-se num encadeamento natural...desde que cheguei.
Coloquei esforços, infindáveis para que tudo acontecesse num certo sentido...no que toca á minha vida e ao meu futuro.
Nunca controlamos tudo, mas há uma parte da nossa vontade, desejo ou mesmo intuição que podemos e devemos controlar.
Na minha vida tem sido sempre assim, há um curto período de tempo, que me sinto um tanto ou nada, á deriva, porque me detenho a pensar e a repensar, qual o caminho a seguir.
Viver não nos dá nenhum passaporte para passagens automáticas de uma cena para a outra, quase como que por magia.
O arranque de uma á outra cena, de uma á outra realidade, leva tempo...tira-nos energia, desgasta-nos.Faz-nos permanecer algum tempo, num limbo de emoções no que toca ao futuro.Nunca ao que somos,porque isso para mim, está mais do que certo.
A verdade é que quando atinjo o auge desse momento, em que muitas vezes um certo desespero se apodera de mim, a vida acaba por me responder, muito claramente...de uma forma que não posso ignorar o que me está a dizer, que devia ter confiado mais, desesperado menos.
E eis que mais uma vez comprovo, que a fé move montanhas e que quem espera sempre alcança de certa forma o que procura.
Quando pus os pezinhos em Portugal, tinha uma ideia esboçada de para onde gostaria de ir e o que fazer.Depois do esboço, veio um desenho mais sólido e consistente e quando finalmente estava quase tudo colorido...por uma bonita mescla de cores, abrem-se tantos outros caminhos, igualmente cheios de objectivos e desafios...interessantes.
Cá para mim, penso que África continua a chamar por mim, mesmo que para outro ponto.A porta abriu-se ao meu simples toque. 
Aquele continente arrebatou-me a alma para sempre.É sabido.
E depois existe o mundo Ocidental, que me parece tão frio, distante, apesar de estar mais perto geograficamente é cada vez mais vazio de sentido.E não sei como explicar este sentimento...quando sei que foi este o meu primeiro destino, quando projetei uma mudança para mim, novamente.
As coisas podem mudar ao segundo, no simples instante de uma palavra...de um piscar de olhos, de um gesto que nunca sabemos o quanto pode repercutir-se na nossa vida.
Se por um lado, rebento de uma certa alegria, por muito facilmente se abrirem portas diante de mim, por outro sinto que estou prestes a entrar num mundo vazio...onde nada se identifica comigo e onde tudo o que resulta, apazigua e consegue agir, é o que eu sempre usei...implacávelmente, contra todas as coisas que nos parecem impossiveis.
O AMOR.



E onde ele entra e actua, há efeitos nunca antes vistos.
Orgulhosa do que já fui capaz...em tão pouco tempo...mas ainda não chega.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Natal...já?


 

 
 
Dezembro.
Esta esta semana, seria suposto fazer a árvore de Natal?
Ainda não fiz nada, relativo ao Natal.
Isto ainda me soa a estranho,na minha cabeça, devia estar calor e as coisas deviam ser celebradas sem enfeites e afins.Mas agora estou por cá e terei que me habituar.Afinal eu pertenço aqui.
Já se sente uma certa agitação.Luzes que se acendem, cores que marcam...e consumismo que sempre se instala.

A minha ligação com o Natal não é propriamente, a que era há uns anos atrás.Vi coisas tão simples, por aí.Talvez este ano, devido a esta crise, as pessoas comecem finalmente a simplificar e percebam de uma vez, que o essencial não reside nas coisas, reside nas pessoas e nos afectos.
 
Os últimos Natais têm sido progressivamente mais tristes, sem o meu Pai.
Confesso, que há 3 anos que o meu natal, não passa por normalidade.
Na Turquia, vesti-me de palhaça e fui dar vida aos putos no hospital.Passei o dia aos pulos e a cantar.Nem eles percebiam porque estava ainda mais tresloucada, naquele dia.Eles que não celebram o natal.A ceia foi numa casa Turca, com uma família muçulmana.Também já o passei na rua, a dar sopa quente aos sem abrigo...e dormi muito melhor, nessa noite, mais do que se tivesse estado sentada a uma mesa a comer, quentinha e confortável, com as conversas de sempre e a abrir presentes pelas 00h...MEDO!
E fugir á regra, dá-me um prazer enorme.Porque o natal não está na regra, mas dentro de mim.
Acho que as pessoas, na sua maioria, ainda não percebeu isto.O Natal, acontece dentro.O que se vai vendo por fora, é apenas fantasia, que tarde ou cedo, morrerá.

Mas este ano vai ser um voltar ás origens.Vou passar o Natal, no Alentejo, onde o meu Pai nasceu, cresceu...e onde descansa.Vou estar onde encontro o riso das crianças...e onde a tradição ainda vai sendo o que era.Onde o frio aperta, mas há um fogo aceso capaz de o combater.
Onde aqueles que o conheciam ainda me podem levar a senti-lo mais de perto.É para ali que me puxa o coração.

Apesar de reencontrar uma família onde me sinto muito bem e da qual gosto muito, temo que o Natal, nunca mais volte a ser o que era.Esta é talvez a visão de adulta...que viu o Natal, em diferentes perspectivas.
Venham de lá as luzinhas, pela cidade fora, as músicas e os sabores da época e pode ser que eu me decida e ainda faça a árvore de natal.
 
E este ano, em vez de chorar a distância do que vivi, as saudades ou a cambalhota que fui obrigada a dar por perder um Pai que era no fundo o coração de tudo, posso agradecer a oportunidade tão avassaladora de mudar de vida, de ter conseguido realizar-me como ser humano.
E eu acho que, à falta de Thanksgiving, é para isto que serve o Natal: não para chorar ou lamentar o que se perdeu pelo caminho, mas sim abraçarmo-nos todos e agradecer as mudanças,as aventuras vividas, os amigos, a família,aquela que nunca desiste de nós e os bebés que já não são bebés mas que nunca deixarão de o ser. 
E é claro que a nossa vida não é perfeita, tão longe está disso, mas o que temos foi conquistado por nós e esse presente de Natal não se pode comprar.