Deixo os melhores momentos de uma bela Jornada!
Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Roma TZ






Foi um grande encontro.
Foi um confiar, desde que deixei Lisboa.
Correu melhor do que podia imaginar.Para mim foi um voltar, um reencontrar.Tantas pessoas, alguns lugares, mas sobretudo,uma partilha intensa, dos dias, das pequenas coisas.Ganhei uma mama Iltaliana.
Voltei ao lado a lado com o Duende.
Rezei, plenamente, com toda a minha alma.Bebi do sol de Dezembro...ao lado de 3 pessoas lindas, mais 40.000!
Tanto havia para dizer, deste encontro.Aqui voltarei, depois desta partida para Londres repentina, mas esperada.
Assim que assentar, escrevo um pouco mais.
Obrigado a todos, os que guardo.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Natal 2012










Esta quadra de Luz e calor, foi maravilhosa.Fui vivendo um pouco da mesma, com diversos amigos muito queridos.
Apesar de todas as incertezas que por vezes nos assolam, tudo correu bem, tudo se encaminhou e me levou ao local mais quentinho, que podia haver.A estes primos,tios,que amo.
Ao meu Pai, ali presente de alma.
Sei dizer, que eram 00h40, ainda nem as prendas estavam abertas pois estava tudo ocupado a rir e a aproveitar a companhia do outro...e foi bem mais tarde, que nos dedicamos a essa troca de mimos simples, mas sobretudo aos afectos...que nos dizem, que o importante,sempre vai ser, estarmos juntos!Uma boa energia gigante toma conta de todos!
E acho que mesmo antes do Natal, data oficial, eu o vivi aqui e ali, como um modo de vida.
A quadra ainda segue, desta vez em Roma para a passagem de ano...no encontro de TZ!
De 27 a 10 de Janeiro, ando por ali.
Depois os dias seguem numa aventura meio sem destino...por onde houver terra para correr.Eu e o Duarte mais uma vez.Confiando em cada dia...
E quando regressar a Portugal,2013 reserva-me surpresas que eu mesma lutei para ter.
Entre Angola e Londres, fiz uma escolha.
E assim irei eu.Uma vez mais.Desenhar o meu caminho.Feliz,sobretudo pelo que a vida me deu e continua a dar oportunidade de viver.
O ano que passou, foi cheio,agitado e na minha Lichinga,nos meus Konguitos!Melhor podia sempre ser, mas eu contornei tudo e atingi com grande pinta,todos, mas todos os objectivos.O ano que vem vai ser ainda melhor!
Bom ano a todos...com muita luz,magia e sonhos para cumprir!
E muito naturalmente a vida nos revela aquilo que nos faz falta e sobretudo quem...
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O que vai ser,é.
Os dias, sucederam-se num encadeamento natural...desde que cheguei.
Coloquei esforços, infindáveis para que tudo acontecesse num certo sentido...no que toca á minha vida e ao meu futuro.
Nunca controlamos tudo, mas há uma parte da nossa vontade, desejo ou mesmo intuição que podemos e devemos controlar.
Na minha vida tem sido sempre assim, há um curto período de tempo, que me sinto um tanto ou nada, á deriva, porque me detenho a pensar e a repensar, qual o caminho a seguir.
Viver não nos dá nenhum passaporte para passagens automáticas de uma cena para a outra, quase como que por magia.
O arranque de uma á outra cena, de uma á outra realidade, leva tempo...tira-nos energia, desgasta-nos.Faz-nos permanecer algum tempo, num limbo de emoções no que toca ao futuro.Nunca ao que somos,porque isso para mim, está mais do que certo.
A verdade é que quando atinjo o auge desse momento, em que muitas vezes um certo desespero se apodera de mim, a vida acaba por me responder, muito claramente...de uma forma que não posso ignorar o que me está a dizer, que devia ter confiado mais, desesperado menos.
E eis que mais uma vez comprovo, que a fé move montanhas e que quem espera sempre alcança de certa forma o que procura.
Quando pus os pezinhos em Portugal, tinha uma ideia esboçada de para onde gostaria de ir e o que fazer.Depois do esboço, veio um desenho mais sólido e consistente e quando finalmente estava quase tudo colorido...por uma bonita mescla de cores, abrem-se tantos outros caminhos, igualmente cheios de objectivos e desafios...interessantes.
Cá para mim, penso que África continua a chamar por mim, mesmo que para outro ponto.A porta abriu-se ao meu simples toque.
Aquele continente arrebatou-me a alma para sempre.É sabido.
E depois existe o mundo Ocidental, que me parece tão frio, distante, apesar de estar mais perto geograficamente é cada vez mais vazio de sentido.E não sei como explicar este sentimento...quando sei que foi este o meu primeiro destino, quando projetei uma mudança para mim, novamente.
As coisas podem mudar ao segundo, no simples instante de uma palavra...de um piscar de olhos, de um gesto que nunca sabemos o quanto pode repercutir-se na nossa vida.
Se por um lado, rebento de uma certa alegria, por muito facilmente se abrirem portas diante de mim, por outro sinto que estou prestes a entrar num mundo vazio...onde nada se identifica comigo e onde tudo o que resulta, apazigua e consegue agir, é o que eu sempre usei...implacávelmente, contra todas as coisas que nos parecem impossiveis.
O AMOR.
E onde ele entra e actua, há efeitos nunca antes vistos.
Orgulhosa do que já fui capaz...em tão pouco tempo...mas ainda não chega.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Natal...já?
Dezembro.
Esta esta semana, seria suposto fazer a árvore de Natal?
Ainda não fiz nada, relativo ao Natal.
Isto ainda me soa a estranho,na minha cabeça, devia estar calor e as coisas deviam ser celebradas sem enfeites e afins.Mas agora estou por cá e terei que me habituar.Afinal eu pertenço aqui.
Já se sente uma certa agitação.Luzes que se acendem, cores que marcam...e consumismo que sempre se instala.
A minha ligação com o Natal não é propriamente, a que era há uns anos atrás.Vi coisas tão simples, por aí.Talvez este ano, devido a esta crise, as pessoas comecem finalmente a simplificar e percebam de uma vez, que o essencial não reside nas coisas, reside nas pessoas e nos afectos.
Os últimos Natais têm
sido progressivamente mais tristes, sem o meu Pai.
Confesso, que há 3 anos que o meu natal, não passa por normalidade.
Na Turquia, vesti-me de palhaça e fui dar vida aos putos no hospital.Passei o dia aos pulos e a cantar.Nem eles percebiam porque estava ainda mais tresloucada, naquele dia.Eles que não celebram o natal.A ceia foi numa casa Turca, com uma família muçulmana.Também já o passei na rua, a dar sopa quente aos sem abrigo...e dormi muito melhor, nessa noite, mais do que se tivesse estado sentada a uma mesa a comer, quentinha e confortável, com as conversas de sempre e a abrir presentes pelas 00h...MEDO!
E fugir á regra, dá-me um prazer enorme.Porque o natal não está na regra, mas dentro de mim.
Acho que as pessoas, na sua maioria, ainda não percebeu isto.O Natal, acontece dentro.O que se vai vendo por fora, é apenas fantasia, que tarde ou cedo, morrerá.
Onde aqueles que o conheciam ainda me podem levar a senti-lo mais de perto.É para ali que me puxa o coração.
Apesar de reencontrar uma família onde me sinto muito bem e da qual gosto muito, temo que o Natal, nunca mais volte a ser o que era.Esta é talvez a visão de adulta...que viu o Natal, em diferentes perspectivas.
Venham de lá as luzinhas, pela cidade fora, as músicas e os sabores da época e pode ser que eu me decida e ainda faça a árvore de natal.
E este ano, em vez de
chorar a distância do que vivi, as saudades ou a cambalhota que fui obrigada a dar por perder um Pai que era no fundo o coração de tudo, posso
agradecer a oportunidade tão avassaladora de mudar de vida, de
ter conseguido realizar-me como ser humano.
E eu acho que, à falta de Thanksgiving,
é para isto que serve o Natal: não para chorar ou lamentar o que se perdeu pelo caminho, mas sim abraçarmo-nos todos e agradecer as mudanças,as aventuras vividas, os
amigos, a família,aquela que nunca desiste de nós e os bebés que já não são
bebés mas que nunca deixarão de o ser.
E é claro que a nossa vida não é
perfeita, tão longe está disso, mas o que temos foi conquistado por nós e
esse presente de Natal não se pode comprar.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Tenho um sismógrafo,no lugar do coração.

"Acho que não devia fazer electrocardiogramas eu, devia fazer escalas de Richter porque me parece que em lugar de coração tenho um sismógrafo cuja agulha assinala o menor estremeço interior ou exterior com uma amplitude imensa: basta-me viver para a agulha não parar e que cordilheiras de tinta os meus dias. Se me perguntam:
- Como vais?
só tenho a mostrar riscos enormes, capazes de fazerem cair todos os prédios da cidade e espanta-me que Lisboa permaneça intacta e o chão nem oscile."
Lobo Antunes
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O dia em que deixamos algo para trás.

É um dia igual aos outros.
De manhã o sol nasce e à noite põe-se e fica escuro outra vez.
Os donos passeiam os cães de manhã, os pais deixam os filhos na escola, as pessoas esperam pelo autocarro e a manteiga está dura de estar no frigorífico, como sempre.Pessoas partem e chegam a diversos pontos, enquanto eu desejo e vou vivendo e pensando em tudo isto.Amando o mundo, desta forma que me aquece.
Mas não é um dia igual aos outros, cá dentro não é.O dia em que se parte ou de deixa algo para trás.
O mundo que continua a girar com a mesma velocidade e as mesmas rotações por minuto parece que está envolvido numa espécie de celofane, ou que saímos de casa, com aquelas borrachas para o barulho ainda nos ouvidos. A vida continua, mas parece que só lá ao fundo, quase irreal, como as imagens que passam nas salas de espera das urgências e a quem ninguém liga. O dia em que as coisas acabam, tem 24 horas como os outros mas é uma espécie de maratona interminável. É o dia do nosso adeus com um sabor meio desastroso, um adeus,que sabe bem pior do que ter negativa na escola ou perder uma corrida, ou queimar o jantar com convidados à mesa, porque é um adeus, que vem de dentro, que vemos só como nosso, mesmo quando é pouco justo, impor esse peso.
Porque apenas eu sei o que vivi e não o posso explicar.E isto funciona como uma bolha.
É o dia em que queremos que falem connosco e nos façam esquecer este aperto no peito, ou então que fiquem calados, porque dói se disserem coisas tristes, e dói se disserem coisas felizes. É o dia em que sentimos que estamos a deixar tanto para trás mesmo quando as pernas andam para a frente, e como somos humanos, não conseguimos evitar ficar ainda mais, um bocadinho mais tristes. Dizem-nos que é o primeiro dia das nossas vidas,quando deixamos algo, mas enquanto acontece parece só um grande, enorme,Adeus.
E depois permanecemos num limbo, que mais tarde ou mais cedo termina, porque tudo o que queremos, acaba por acontecer.
E depois, hei-de escrever sobre o dia em que inicio algo, de novo e da felicidade que isso me faz sentir.Eu sei,eu sei que vai ser assim.Mas ainda não chegou o dia.
E viver, como eu escolhi, passa por tudo isto, a euforia da partida, em que não se vê mais nada, apenas, o ir.
E nesse dia somos os maiores.E podemos ate deixar algumas coisas para trás porque elas não interessam naquele momento.Mas elas não deixam de existir.
Depois a alegria da chegada e dos reencontros, que nos dizem o quanto somos amados.O nosso espaço, as nossas coisas...os sabores, cheiros de sempre.
Logo a seguir, vem a apatia da estadia,(a fase em que e encontro neste preciso momento...) para quem como eu nunca parava quieta e encontra um Portugal pior do que nunca.Embora lute diariamente pelo futuro e tenha planos bem definidos do que quero a seguir.
Mais tarde volta-se a uma montanha de emoções, porque algo surpreendente nos espera e acorda em nós o espírito de aventura e entrega, perto ou longe.
Mas a reconfortar-nos temos as recordações, e aquilo em que nos tornamos e que já ninguém nos tira.
A riqueza infindável que nos habita.
A vida, toda ela, uma montanha russa.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
31.









Passam trinta e um anos desde que nasci.
Sei que fui uma bebé muito amada, com um crescimento normal,mas tenho a sensação que fui sempre meio rebelde e, como
não sinto pena nenhuma disso, sei que ainda hoje o sou.Caracteristica que me tem levado a conquistar os sonhos.Os que mais queria, os que me fizeram discutir...porque seriam bons para mim, ou não.
Cumpri-os.E ainda faltam tantos.
Foi um aniversário diferente: passado em
casa,perto da família que existe aqui, dos amigos mais queridos e com toda a alma com outros tantos espalhados pelo mundo que se lembraram de mim.Existem laços que parecem ser de sangue e os chegam a substituir e a anular.E eu sei porque o digo.
Lembro-me dos 23 ano, no hospital, depois de ser operada, ainda com dores e meio sem saber o que ia acontecer.Lembro-me de querer sair dali, mas pensar que tinha o maior presente de todos, a vida.
Lembro-me dos vinte e
cinco anos e uma festa de arromba com 50 pessoas.Metade dessas pessoas desapareceu.Ficaram 4 ou 5, e que amo muito.
Lembro os 27 em plena aventura, rumo a Escócia, primeiro um avião e depois um comboio, para reencontrar o Duarte, sem um sítio para
dormir com espaço e a partilhar tudo, as palavras desenfreadas pela saudade,com neve na janela, e frio, muito frio, mas um calor que ate hoje perdura.Ou lembro os vinte e nove na Turquia com uma família Turca, que me acolheu como filha.E tive um lindo bolo e um anel de princesa.
Mas
desta vez houve surpresas que não esperava.Foi tudo tão natural, aconteceu...e eu deixei que estes dias fossem indo e me contagiassem com uma alegria extrema e profunda gratidão pelas pessoas maravilhosas que me rodeiam.
Mas tive saudades.Saudades do meu sol e dos meus rostos de Moçambique.Um bocadinho só.
Pelo menos tive uma data de crianças lindas a cantar-me os Parabéns e
roubar-me o protagonismo no momento de soprar as velas e por isso dou-me
por satisfeita...pois para eles aquele momento tem magia.Com ou sem os Konguitos, senti essa cor.
Tinha uma foto perdida, do meu Pai, nas malas ainda por desfazer, que guardo como garantia do cheiro de Moçambique, e quando me chegou às
mãos, foi como se fosse um sinal.
Eu sei que muitas
coisas são difíceis, como esta crise, como o facto de já não o ter aqui, mas, se parar para pensar, há algumas que só
precisam de mim mesma para acontecer. E por isso gostava de continuar a adoptar isto como o
meu lema nos próximos anos: nada é impossível! (Tendo em conta tudo o que já aconteceu na minha vida)
E assim sendo há umas
coisas a que me proponho no futuro: perder mais peso (para ajudar ao peso perdido), continuar a viver pelo Mundo (embora me tenha
afeiçoado a alguns locais que me marcam, quero ver e tocar mais este planeta!) e agora o desejo de sempre,escrever um livro. Infelizmente, para este
último desejo, falta-me muito, inclusivamente perceber como se faz. Mas
ninguém paga por tentar!E a mim não me falta o que contar.
Gostava de encontrar de vez o meu príncipe desencantado (que sei ser irreal,ahahah!) e ter uma família, ter um filho.Amar.Lutar por esse amor diariamente.
E prometo tentar viver com menos ansiedade, aceitar os ensinamentos que
os momentos mais vulgares nos trazem todas as vezes que lhes damos atenção, ser menos colérica e
impulsiva, duvidar menos do meu desempenho como ser humano,pois está mais do que provado que surte bons efeitos.
Nada mau, para
apenas mais um ano de vida e para os 31 que passaram.
E hei-de continuar acreditar tanto em mim como a minha mãe e o meu pai, quando eu nasci e era ainda promessa de vida. Eles sabem
bem o que fizeram. E criaram uma miúda que vive como louca a vida que ganhou, e mesmo que não muito
normal,ela vive feliz.
No final de contas, os Parabéns não são todos para mim, mas para os meus pais, que me puseram no mundo e para os que me encontrando, me fizeram assim.
Todos, todos,todos os que se cruzaram comigo, (mesmo que por pouco tempo).
:)
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Os rostos e os lugares dos reencontros
Lisboa
O reencontro com a minha cidade...foi calmo e demorado.A sua beleza fala-me.Senti que me recebia...de certa maneira com a sua luz e charme.Eu habituada a terra vermelha e largos campos...onde corria a liberdade nua e crua.Troco tudo isso, por luzes intensas, correrias, movimento.
Ainda em Lisboa, foi das primeiras pessoas a reencontrar...a Analu, sempre igual a ela mesma.Preparamos um jantar a duas para conversar sem limites, dar conta das mudanças e novidades.E gosto tanto quando o fazemos juntas, pois sinto que ela me puxa há terra...eu que sou sonhadora e utópica.Ainda assim muita da minha utopia, se tem tornado em realidade.
Porto
Chegada ao Porto,visitei a Ir.Beta, que bem procurou a mataquenha no meu pezinho, mas ela resolveu fugir.
Uma forca de missão, que me inspirou em muito com o seu testemunho de vida.
As horas com ela parecem não passar.E depois resta apenas abrir o coração...
Ri e chorei.Recordei e temi, libertei...sai leve e a sorrir.
A viagem para o Porto, era um momento esperado, reencontrei uma família que ali se mantém de braços abertos para mim, sempre.O meu Juca, que já anda e tem uma vontade muito sua...o meu Gil e a minha Clara, que me povoam o pensamento quando estou longe.
Ajudar nos preparativos do casamento, foi um momento forte, em que me deliciei com a sua forma simples e original de fazer as coisas, de organizar, de pensar e sentir.
Foi dos casamentos mais bonitos em que pude estar e sentir que o AMOR existe.Realiza-se dia a dia no que vai sendo mais duro e por isso se torna belo.
Apesar dos dias chuvosos e frios, o maior calor, reside ali quando nos abraçamos de novo.Na chegada ou na partida... eles os 3 são,o meu "Porto".
Braga
Do Porto, segui para Braga, para abraçar outra família.Mais um sobrinho emprestado.
A minha Marcia mudou-se para esta linda cidade faz quase um ano e fui com ela descobrir todos os recantos que fazia tempo não mergulhava neles.Uma cidade onde se vive e ainda se respira.Cheia de historia, de luz e arte.Perdi-me pelo labirinto das ruelas e olhei Portugal de perto.Voltei ao sabor de um café e dois dedos de conversa.Ora chuva, ora sol...assim iam os dias.
O rebento Gustavo levou uma banhoca dada por mim, dançou, reclamou, riu-se...e as conversas foram noite dentro...ao redor da lareira.A vida muda, os lugares por onde andamos mudam, mas nos não.Na barriguinha uma menina vem a caminho...e vai ser linda como o pai e a mãe.
Pude acompanhar de perto a sua rotina.E sentir muitas saudades do tempo em que o tempo era todo nosso.
Lisboa
Voltei a Lisboa, e fui visitar o casal mais recente, a Erika e o Paulo.Infelizmente não pude ir ao casamento, mas o convite chegou a Moçambique.Meu companheiro da primeira ida a Taizé.Cheguei a visitar o barco da marinha onde estava...em terra ou no mar, sempre nos comunicamos.Partilhamos um jantar por ele preparado, deliciosamente saudável e um vinho alentejano.Depois foi ver as fotos maravilhosas do casamento.E senti como se sente o começo de uma vida a dois, num compromisso para toda a vida.
Alentejo
O meu doce Alentejo, onde me reencontro com boa parte da família e com as origens.Aquelas que me dizem mais.
A família de sangue, ali se mantém.
Voltar ali será sempre, abraçar o meu Pai.E isso nunca posso deixar de fazer.O meu coração há-de sempre levar-me a esta terra que amo.
O branco das casas, o azul do céu em dia de sol...e o verde dos campos,um quadro que guardo.
O tocar do sino...e todas as memorias da infância.O calor de um lume lutando com o ar gélido da noite.
Os sabores aos quais tento resistir...mas não consigo.
E as surpresas que sempre me reserva esta terra, em dias de festa.
Uma calmaria que não tem igual...só eu sei porque, sinto tanto prazer caminhar devagarinho e olhar os olhos de casa um, rua acima, rumo ao castelo.
Na despedida a promessa de voltar em breve...agora pelo Natal.
Lisboa

E de volta a Lisboa novamente, um encontro que não podia esperar mais, o meu Paulinho.Aquela figura mítica da minha vida.Assim que o vi, pensei, há coisa que não mudam e ainda bem.Parece que nos vimos ontem, começamos logo a gozar um com o outro e a rir.Factor alias que aconteceu com todas estas pessoas.E quando isto acontece...a amizade vale uma vida inteira.
O gosto pela musica, a fotografia, o surf, a aventura dos sentidos continua a fazer dele um ser único e que admiro, que me despertou em muito para tantas coisas.
Agora a morar longe, desta cidade onde crescemos, vemo-nos pouco...mas há coisas que jamais morrem.
Sabe-me bem este regresso.Ainda com o panorama negro do nosso Portugal, eu pertenço aqui.E como me faz bem ver os que amo, a evoluir e a mudar as suas vidas para melhor...enquanto eu, vou indo pelo mundo e dando aso aso meus sonhos.
Resta agora saber, nesta onda de reencontros...quem será o próximo?
Seja quem for, será muito bem vindo a este coração...saudoso de quem o sabe ver com olhos de ver.
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