quinta-feira, 21 de julho de 2011

É hoje.

A caminho de Moçambique...
Até já.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Vou retirar-me se me permitem...








Uns dias antes de partir, vou retirar-me.
Vou andar pelo Baleal, e pela feira medieval de Óbidos e muito bem acompanhada pela Carina.
São dias para acordar literalmente em frente ao mar e respirar.Dias para dar corda aos pensamentos.
Acho que me vai fazer bem e nada melhor, do que descansar, antes de enfrentar o grande desafio que vai ser Moçambique.Não vai ser fácil, mas se fosse eu também não iria.
Gosto de desafios.Que me ponham á prova.
Mas também vou gostar de me isolar do mundo, por momentos e respirar o sal.
Olhar o azul.Ouvir as ondas.Ouvir-me a mim.
Até Segunda.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Amizade.




















Há muita gente, que entra na nossa vida, passa simplesmente e por fim sai.Nunca mais voltam.É mesmo assim.
Todas me ensinaram.Bem ou mal.

E depois há os amigos, que me fazem sentir o que é permanecer.E ensinam de forma única.
Gosto tanto de ti.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tori Amos.Cooling.


Tori Amos - Cooling from M. on Vimeo.

Sol interior.





A vida não tem de ser chata, nem deprimente, nem difícil, nem pesada, nem tortuosa. Haja amigos por perto e coisas para fazer e tudo se torna tão mais doce e macio. Não tem o mundo de mudar por inteiro até se encaixar na nossa personalidade. Não têm de acabar as guerras, a inveja, a crueldade, para que a seguir possamos ser felizes, eles fazem parte da vida e se eles não existissem não teriamos capacidade de luta. Haja prazer no altruísmo e procurar combater as coisas más, em si, traz serenidade e rumo. Não temos de enriquecer nem transbordar de prestígio e títulos. Não é preciso que todos gostem de nós, nem que, ao compararmo-nos com os outros, julguemos ter inteligência ou beleza acima da média.Afinal um dia o tempo, vai consumir toda essa beleza e fica apenas um coração que viveu e amou incansávelmente. Não é essencial ter uma ocupação ou interesses fora do comum nem ser original. Tudo passa pela nossa engenharia emocional. somos bichos MARAVILHOSOS mas poderosos e estranhos: temos a capacidade de ser intensamente infelizes sem que nos falte nada de essencial. Emancipámo-nos do impulso da sobrevivência: não basta que esta esteja assegurada para garantir prosperidade e realização. Há que sobreviver às emoções negativas, venenos de produção caseira, há que escapar da, tantas vezes eminente, auto-destruição.
Por vezes, quase necessitamos de renascer, como quem vem à tona, fugindo ao afogamento num pântano. Outras vezes é só erguer os olhos, ou sintonizar melhor a audição, ou adormecer deixando a mente repousar em sonhos.
Não precisamos de muito.
Da pele para dentro, está tudo o que é precioso, todas as ferramentas para que não seja o ego a medida de tudo. Tão sociais que desejamos ser ás vezes que produzimos sociopatas, vivemos este paradoxo de a felicidade ser alimentada pela felicidade dos outros e ter os alicerces no nosso ser interior. Nada de tão bizarro assim.
É preciso um pouco de silêncio para podermos apreciar a música.
A música da vida...e do Amor.
Caso contrário estamos condenados a perder a nossa vez...por aqui.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Carta...




Não tenho jeito para te falar ao coração.Falo a muitos corações, mas não ao teu.
A ti.Apenas a ti, e provavelmente nem tu terás jeito para o ouvir. [ já o sabemos não é?]

A realidade é que tu a curtos passos construíste em mim aquela vontade de estar apaixonada outra vez..aquela vontade que pensei que ia ficar no passado, no mesmo sitio em que se enterram as lembranças e as pessoas que passam na nossa vida.Isso não tem que ser necessariamente mau ou desconfortável.É como que encaixar um sentimento numa forma que não é a sua.Leva tempo.

E sabes?

Não sei falar de sentimentos contigo, na realidade eu sempre que escrevi melhor do que falei e nunca foi forte meu falar apenas sobre o coração, mas sim escrever com ele, falar com ele, agir com ele.Sem pensar muito sobre isso.
E eu pergunto-me ás vezes onde está o teu coração?

Escrevo-te para te dizer que me cativas todos os dias, mesmo quando a distância nos afasta e mesmo com todos os acontecimentos recentes. Escrevo-te porque mesmo que não me leias nunca, eu ficarei sempre com a certeza de que te fiz sentir os meus batimentos cardíacos quando olhava para ti.Ou quando admirava o que tu és e te fazia querer acreditar nisso, vendo tantas coisas boas que tu nem sabias que tinhas.Fez-nos bem a nossa presença e proximidade.

Acima de tudo, escrevo-te para te dizer que gostava de ter trazido o teu coração comigo quando tocaste o meu.
Mas não o roubaste.Não chegou.Não foi suficiente.
E esse teu coração não encaixava aqui.Desculpa.

Agora só me resta ir e deixar-me levar na vida pelos meus ideais e sonhos, vou guardar comigo o sentimento que não tem cabeça nem pés...só para poder sorrir, ao olhar para ele.

Um dia quem sabe, olhes para trás com esta leve mas positiva saudade...como eu.
Mas é apenas isso uma leve saudade que nos ensina a viver com ela e muito bem e até a descobrir outro caminho.
Um abraço dos nossos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

De Moçambique...

A escola...











Os meninos...














































O transporte para casa...













A nossa casa em Lichinga...









O horizonte...























Imagens que me chegam do local onde estarei em menos de 10 dias.
Muitas coisas me passam pela cabeça e sobretudo pelo coração.
Estou serena, mais do que seria de esperar.
É como se sempre soubesse que ia parar ali.O meu coração sabia-o há muito tempo.Mas como tudo na vida em um tempo certo, aprendi a esperar.
De repente entram pelo meu mundo adentro, as imagens de uma realidade futura, já muito próxima e ainda mais desejada.
Fomentam-se os desejos de cumprir um bom trabalho, ainda mais, mas como até aqui, em qualquer projecto que coloque as mãos, consigo atingir todos os objectivos e ainda aquilo que não se previa.Porque acredito, luto e me deixo contagiar.
É ali que eu quero estar, ao lado daqueles que têm muito pouco ou quase nada.Mas têm a humildade e beleza de alma que me alimenta.
As malas já começaram a ser arrumadas, as medicações tomadas, o olhar de nostalgia que acabamos sempre por ter quando nos despedimos dos amigos, também já se instalou.
Mas o sorriso é maior.É por isto que esperei, lutei, aprendi.Fazer a minha e tantas outras vidas valer a pena.
Chegou mais uma vez a hora de me fazer á estrada e desta vez uma estrada bem diferente,mais dura e arriscada.
Estou consciente disso mas não tenho medo.
Mas mais uma vez aguardo a capacidade que a vida e as experiências têm de me surpreender.

Cá dentro, onde tudo se ameniza e completa, há uma voz que me diz: continua, a tua vida é por esse caminho.

Um dia sabemos...um dia sabemos.

Adiante.Além, onde mora o Amor.



Ela acreditava nos sonhos e na vida,
Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível.
Acreditava e por isso costumava andar em busca deles, sorrindo.
E acomodava os sonhos por entre os seus cabelos escuros.
Suas tranças e sua pele clara.
Seus olhos de estrelas e brilho de esperança
Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho...ou muito alto!Quando a vida lhe mudava o caminho tirando-lhe alguém.
Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado.
Mas seguia adiante.. sempre seguiu.
E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos, vida e sonhos.Além, onde mora o Amor.
Ela continua a acreditar.
E mais uma vez, ela se entrega.

A verdade é que nos acomodamos.



"Fiquei a pensar precisamente no prejuízo que é para nós tanto conforto que vamos acumulando na vida. De facto a vida parece mais agradável na poesia, na ficção, desde que não tenhamos que passar pela turbulência das contrariedades. Mas no final, esta tranquilidade, este comodismo acaba por se voltar contra nós, mostrando-nos uma vida sem sentido, vazia, sem condimentos. Vemos cada vez mais pessoas com imensas possibilidades económicas a fugir dos ares condicionados e dos confortáveis sofás das suas casas para experimentar a pobreza e a aventura em países do último mundo, onde todos os dias são diferentes e em todos os dias se experimenta a surpresa, mas também onde a vida se mostra mais natural e genuína. Não foi por acaso que recebemos o desafio do Mestre "O Filho do homem não tem onde recostar a cabeça". A sua vida foi tudo menos inútil e a monotonia nunca o atingiu. De facto precisamos de fazer da vida uma aventura e perder aquela agonia que nos assiste todos os dias pela segurança, como se as coisas fossem sempre acontecer como nós queremos ou como se, quando não acontecem como queremos, houvesse sempre uma solução à mão para resolver o problema. O mais bonito da vida está na aventura do imprevisto e na capacidade de dar a voltas para responder com grandeza de alma. O comodismo está a fazer-nos mal, muito mal, porque está a tirar aventura à vida."

Muito bem dito.
Não podia concordar mais e cada vez tenho mais a certeza de que é este o caminho.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Porto e os melhores momentos.

Dias únicos...

































































Saudades e laços eternos de verdadeiro Amor.
Tenho muitas saudades do Porto.De acordar com os gritinhos do Juca, ou da música que se espalhava por toda a casa gentilmente.Há um sentimento de que o tempo passa devagar, quando estou por lá.Ali todas as dores se esvaem, todas as memórias boas se avivam e terminam num abraço de irmã que enche, que me conhece e aceita como muito poucos abraços.
Perdi a conta aos mimos que dei e recebi e ás vezes que o Juca adormeceu no meu regaço e em que pude admirar cada detalhe do seu puro ser.
Nada fica igual depois deste regresso.Ficam momentos de riso sem fim, expressões que são nossas e eternizam instantes.Fica o toque na realidade social á qual nenhum de nós fecha os olhos ou medo de tocar.Gosto de pessoas que me façam sentir do mundo e se envolvam e me levem até ele, tal como ele é.E a Clara e o Gil possuem esse dom.De fazerem missão cá dentro, de uma forma única.Porque afinal onde estamos temos tanto a fazer.E o mundo é um local melhor porque eles existem.
O regresso custou, por não saber quando nos voltamos a ver.Por saber que em prol dos sonhos e realização pessoal, vou perder algumas fases deste ser maravilhoso que me conquistou de forma incrível.
Parto para muito longe, em menos de 10 dias e parto muito melhor, apenas porque os abracei, porque estivemos simplesmente uns com os outros, sem grandes obrigações, deixando os dias e as noites sempre longas fluir.Afinal quando se ama, sabe-se estar.Sem ser preciso forçar nada.E isso tem um sabor que me acompanha.
Á Clara minha irmã, ao Gil e ao pequenino Juca,um obrigado, pela partilha de alma e pelo calor.


Até breve.