sábado, 12 de fevereiro de 2011


Novembro 2010






...Fevereiro 2011





O que mudou?

Eu sei.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ulus, the end of this city for YOU.












Hoje foi assim.
Uma nova parte da cidade, mais velha, mais degradada, mas interessante.
Tive que a descobrir, pois a igreja que onde queria ir ficava situada nesse local.
Ruas sempre cheias de gente, mas nesta zona gente mais envelhecida, gente mais pobre também.
Estávamos em plena encosta do castelo, que se erguia numa colina, mas rodeado de casas velhas e ainda com neve nos telhados.
Acho que começo a perceber a geografia desta cidade gigantesca.
Por fim, depois de passar o papel com a morada de mão em mão, lá demos com a antiga embaixada de França, que tem uma capela lá dentro.
Um amável senhor, deixou-nos entrar e colocou-nos á vontade.
Sentei-me por fim, depois de tanto andar e sempre a subir.Respirei por fim.Posso entrar nas mesquitas que entrar, e sentir essa presença do Divino, mas os sinais que encontro numa igreja, falam-me.Cresci com eles, reconheço-os, sei o que significam e assim que entrei, a minha alma descansou.Ali estive a conversar não sei se com Deus, se com o meu Pai.Era um PAI que me escutava, isso importa.Agora falo com os 2.
Senti-me em casa.Acendi uma vela, olhei as imagens que me observavam.O silêncio é de ouro.
Passado meia hora, saímos.Andei tudo aquilo, procurei tantos autocarros para rezar meia hora.
E por ti faria Km, á volta do mundo...não é o facto de ser meia hora e rezar podemos fazê-lo em qualquer lado, é a fé que move os meus passos até ti, num local onde posso sossegar e sentir-te.
Regressei a casa, com um frio de rachar e a procurar o autocarro certo...luzes acenderam-se e gente e mais gente movia-se por todo o lado.No céu uma estrela a brilhar para mim.
Não foi um dia triste.Foi um dia de caminho.

Soon love soon...father!


Images & Song... from Larissa Min on Vimeo.
1 ANO






São 3 da manhã na Turquia, em Ankara, no meu quarto.
Parece que foi ontem, que te vi pela última vez, que reconheci o teu corpo, que te beijei frio, que te vi entrar na terra para sempre.
O que queria era poder abraçá-lo,neste instante e imagino o que iria dizer, que estou bem,queria ver se está bem,ouvir a sua voz, gargalhada, sentir o cheiro a Pai, que não posso esquecer, nem que durasse um segundo.Queria.
Mas depois penso que ele sabe tudo e vê tudo.Eu é que não.
A pessoa que me ensinou tudo o que sei, a andar, a comer, a sentir, a decidir, bem ou mal, ele fez o seu melhor.E só agora á distância de algum tempo, posso ver o trabalho que fez.Impressionante.Ou eu não seria capaz de ser nada do que sou.E o que sou tem o seu valor na vida de tanta gente.Ás vezes pergunto-me porquê, como?
Tem sido assim todos os dias 10, perco-me me pensamentos, sobre cada detalhe, cada memória, cada momento desse filme.Como uma película, as cenas vão passando diante dos olhos e delas emamam sorrisos ou lágrimas que muitas vezes nem chegam a cair.
Foram 28 anos em que recebi o melhor dos exemplos, tive um PAI que o soube ser na medida certa.
Mesmo que ele não o tenha recebido, ele soube dar.E isso é maravilhoso.
Mentem aqueles que dizem que passado algum tempo se aceita melhor a morte de quem se ama.
Nunca se vai aceitar, a saudade passa a ter um real sentido e a fazer doer, como a fazer sorrir suavemente.
É certo que um ano, é tempo, é certo que num ano eu mudei a minha vida, e a chocalhei de tal forma que muita coisa mudou e porque assim quis, num ano fui mais longe, num ano cumpri o que prometi a mim mesma e a ti também.
Agora mais do que na Roménia, em que saltei literalmente da minha realidade para a outra e as emoções de estar longe não me deram espaço a viver a dor.Agora, com mais calma, neste País que me conquistou, eu páro mais e penso mais, em tudo o que passou, o que tem acontecido e no que desejo para o futuro.

Uma das coisas que me ensinaste foi a lutar sempre pelos meus sonhos e direitos, até ao fim.Como tu mesmo fizeste e com a maior dignidade deste mundo.
Nas últimas palavras que trocámos dizias-me:

" Ajuda sempre os outros, isso é o melhor que tu podes fazer.Eu fico muito contente e tenho muito orgulho naquilo que és e no que fazes pelos outros."

E é inspirada por estas palavras por ti proferidas com emoção, que tenho pautado a minha vida e o meu caminho, as minhas escolhas.
E foi por ti que parti, foi por ti que arrisquei e saí por aí em dias de sol, chuva e neve, sozinha ou acompanhada, cumprindo a minha missão que também te pertence.
Ajudo, transformo lágrimas em sorrisos, acalmo as dores, trago cor e encho o coração de sentimentos doces e macios, para te fazerem companhia.
Só queria dizer-te como estou feliz, porque sei usar esse AMOR, que tu me deste, da melhor forma que pudeste e conseguiste.Como podia eu guardá-lo só para mim e não o espalhar...?
E quem tem um tesouro, não pense que o guarda melhor, fechando-o a 7 chaves, mas só quando o partilha, o faz valer.
E eu quero sempre fazer valer o meu tesouro.É isto que eu quero para sempre.
E ter-te perdido, também me fez ver caminhos e descobrir estradas pelas quais não receio entrar.
Que me guias sei eu.Obrigado por todos os sinais de ti,que me vão fazendo sorrir suavemente e sentir que ainda aí estás.
Cedo demais, partiste tu.Cedo demais.
Quantos sonhos não tinhas ainda?Por isso hei-de cumprir todos os que tenho.
E vejo-os a cumprirem-se a cada dia, vejo-o por mim, vejo-o pelos outros, pelo mundo que me rodeia e que descubro.
Tu sabes, que sempre fui uma miuda feliz.Mesmo na doença eu rejubilava por ver um raio de sol...ou um pedaço de céu azul ou por te ver chegar perto de mim.
Cedo aprendi a dádiva que é a nossa vida.E sabes, que eu a vou viver sempre assim, intensamente e como eu quero.Nunca como os outros querem.
Dizer-te, Obrigado não chega, mas dizer-te que vives em mim...que é de ti que eu dou também, alegria, cor, energia...
Que continuas no mundo, porque eu estou aqui, e sou um pedaço de ti.Um dia vou dizer, que partiste há muitos anos, mas agora digo, que foi ontem, parece que foi ontem.E já nada foi, é,pu será a mesma coisa.
Que orgulho, que honra, que nobreza sinto por ser tua.A tua Ritinha.

Esta noite adormeço assim, vem e abraça-me...como ontem, hoje e sei que para sempre.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

New Look










Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Hei-de habituar-me.São os sinais de uma longa e bonita mudança.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

World Cancer day








Hoje é o dia Mundial do Cancro.
Tenho em mente, tantas pessoas.Não importa só as que me eram e são próximas, não importa só aquelas que se cruzaram e cruzam comigo, mas todas as que não conheço.
Passamos a pertencer a uma mesma família a partilhar um mesmo sentimento.Só quem vive de perto pode saber o que significa.
Eu tenho orgulho naqueles que lutam contra o cancro, porque acredito que mesmo que não sobrevivam, se tornam melhores pessoas durante todo esse processo.O sofrimento amacia as pessoas, torna-as mais sensivéis e atentas aos outros.Deixam de olhar para o seu umbigo somente e passam a olhar muito mais para as vidas ao lado e preocupar-se com elas, a envolver-se nelas e muitas vezes a dar a vida por elas.
Ás vezes basta ter alguém próximo que tenha lutado com uma doença,
Hoje o meu pensamento vai para todas essas pessoas e é claro os meus meninos no hospital e o meu Pai.
Eu estou viva,(por enquanto), tive a sorte de o vencer, não foi nada fácil,mas eu tinha que viver o que vivi ou então não tocaria uma quantidade de coisas que agora toco.
Agora é só lutar com eles e por eles.Sempre.
Esta é uma das minhas grandes causas.

ELOGIO AO AMOR PURO

Este texto saiu há alguns anos atrás no jornal Expresso e encerra em si mesmo a melhor definição de amor dos últimos anos…



O dia de hoje merece isso, porque também ele celebra o amor.





“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.


O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.


Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.


Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?


O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.


O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.


O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”






Miguel Esteves Cardoso in Expresso





quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Faces and my heart in Hospital
















As nossas manhãs no hospital tornam-se cada vez mais habituais para os que lá têm que viver e sobreviver.
Alguns já nos esperam e sabem que é dia de os visitarmos.
Assim como se torna um ritual interessante pintarmos a cara de manhã e a facilidade com que o fazemos, ás vezes parece que o fizemos a vida toda e que aquela é a nossa profissão.
Se esta profissão se chama Amar, então sim, orgulho-me de a ter escolhido ou de ela me ter escolhido a mim.
Pelas ruas os sorrisos sucedem-se ou então as caras que não ousam mover-se.Aos mais novos é um respirar e aos que estão fechados num quarto dias, meses, anos é ainda mais revigorante.
Deixá-los com um sorriso e com outra disposição é ter o dia ganho.Alguns levaram semanas a abrir um sorriso,mas quando o fizeram...valeu a pena.
Leio no rosto de alguns o tempo escasso de vida que têm.Leio literalmente.O cancro é algo tão familiar para mim.
Esta semana houve uma situação urgente, de repente todos os enfermeiros e médicos começaram a correr para um quarto com imensas coisas na mão e a gritar.Do quarto vinha um choro intenso de uma criança que tínhamos acabado de visitar á minutos.Algo parou, algo correu mal, mas ela estava bem.
Encostar-me á parede foi a única reacção que tive e voltei a gelar como á muito não acontecia.Aquela situação paralizou-me por momentos e fiquei aflita.Foi ali que realizei para mim mesma, que há coisas que nunca se apagam dentro de nós.
O medo.
Nesse dia, mal almocei.Fiquei com um nó e pensativa sobre tudo o que as pessoas têm que sofrer para se curar ou então ficar a meio do caminho.
Eu tive muita sorte e esta bênção que é a minha vida,que vou celebrar até ao meu último suspiro.
Está escrito.
A LONG week.

 

 























A semana do seminário de 17 a 21, foi uma das mais duras para nós.
Receber 30 pessoas de 15 países diferentes, preparar tudo o que nos pediram, sair de casa ás 8h e chegar para lá das 23h...foi estafante.
Mas a nossa missão foi cumprida e muito bem desempenhada, todos nos disseram que adoraram a nossa apresentação e pela primeira vez sentimos o nosso trabalho reconhecido o que ás vezes também dá motivação.Não que seja para isso que o fazemos, mas porque muitas vezes quem escreve projectos não pensa no que aqueles que os concretizam no terreno vão sentir.
Este seminário apesar de cansativo, foi uma lufada de ar fresco.Acho que depois do que vi, era capaz de organizar um evento destes com uma perna ás costas e acho que me ia sair muito bem.
De qualquer forma, trabalhar no escritório horas a fio, nem que seja 1 dia por semana, é algo que não foi feito para mim, eu preciso da luz do sol, das ruas cheias de gente, dos gritos das crianças, das partilhas com elas, na escola ou no hospital.Enchem-se de vida e eu também!
Nesta semana, descobri também que muitas pessoas quando têm poder na sua mão, não sabem o que fazer com ele e só conseguem magoar e encher de tiros, paredes, pessoas, lugares.E eu não pretendo nunca ser assim.
Semana cansativa, positiva, cheia, mas de profunda aprendizagem sem dúvida.Porque com os erros dos outros, aprendemos imenso, para além dos nossos.
Afinal lido bem com situações de stress e no meio de situações em que todos perdem o norte, o meu sorriso mantém-se,porque sei onde quero chegar e como.PLIM!*
Mas depois da tempestade, vem o sol...e sabe ainda melhor, senti-lo na pele e respirar.


Ps.A última foto, são as coisas da minha colega de quarto que foi de férias um mês, para a sua cidade, tal como todos os estudantes...Ankara está mais vazia.E eu sinto a falta dela a falar em Turco e eu em Inglês!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Happiness





"... Evidente que, desde que me entendo por gente, faço o que gostaria de fazer. (...) Entrei por caminhos que, se hoje pudesse voltar atrás, talvez tivesse evitado, mas alguma coisa sempre me empurrava para a frente, e com toda certeza não... era a busca da felicidade.
O que me interessa na vida é a curiosidade, os desafios, o bom combate com as suas vitórias e derrotas. Carrego muitas cicatrizes, mas também carrego momentos que jamais teriam acontecido se eu não tivesse ousado além dos meus limites. Enfrento os meus pavores e os meus momentos de solidão, e penso que uma pessoa feliz jamais passa por isso.

‎Conclusão: é melhor esquecer esta idéia de buscar a felicidade a todo custo, e ir em busca de coisas mais interessantes, como os mares desconhecidos, as pessoas estranhas, os pensamentos provocadores, as experiências arriscadas. Só dessa ...maneira estaremos vivendo inteiramente nossa condição humana, contribuindo para uma civilização mais harmoniosa e mais em paz com as outras culturas.
Claro, tudo tem um preço, mas vale a pena pagar."


Paulo Coelho
 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


I've learn that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget what you made them feel.






Por algum tempo acreditei que as pessoas nunca se iam esquecer do que dizemos ou do que fazemos por elas.
Mas passado algum tempo e especialmente no último ano da minha vida em que tudo mudou abruptamente, segundo a minha vontade, descubro que afinal, o que elas nunca esquecem é aquilo que as fizemos sentir.
Fechando os olhos e pensando em determinada pessoa, é claro o que esta nos faz sentir.Muito claro.Quase que o posso definir numa palavra, som, sabor...para cada uma delas.
Não importa se foram muitas as palavras, bonitas, menos docéis, se o que fizemos implicou um grande esforço ou foi pura obrigação.
Aquilo que fica no fim é somente aquilo que as fizemos sentir.Bom e mau.
É quando por exemplo alguém sente o cheiro a mar e se lembra de mim, é quando alguém tem o gosto do café na boca e me diz, hoje lembrei-me de ti, quando alguém ouve uma certa música e se lembra do que sentimos, da forma como rimos juntos...olhámos o céu ou dançámos até ser dia.
E isso é tão valioso e a forma como chegam até mim todos os dias mensagens de amizade, de pedaços de vidas que me tocaram e eu toquei.De bebés que nascem, de casamentos que acontecem, de viagens que se fazem, de decisões que se tomam para sempre e nas quais eu me sinto dentro.
Vejo o mundo girar e faço por girar com ele.É tão bom este sentimento de não ser de ninguém...e de decidir livremente qual o próximo passo.É um dos maiores tesouros que possuo e do qual não tenciono abrir mão.
Nunca sabemos o quanto vamos marcar alguém ou como e de que forma alguém nos marcou.Muitas vezes não imediatamente, mas á luz de alguns meses, anos...encontramos afinal um sentido forte e um lugar para colocar certas pessoas, que foram essenciais e ás vezes com uma palavra apenas.
Por isso é que quando eu tomo lugar na vida de alguém e alguém na minha, faço por lhe demonstrar tudo o que sinto,sempre, sem medos e da forma mais clara possível.E as únicas regras de relacionamento que conheço, são estas.E são as minhas.
A verdade, sem esperas, sem adiamentos, sem porquês, sem reticências.
E tudo isto, porque aprendi a viver o aqui e o agora, como um momento único e que vai passar dentro em breve.E não vejo mal algum nisso nem sequer falta de respeito pelo o outro.
A verdade é que chego agora a uma fase da minha vida, em que muitas coisas que sinto quando penso em tantos amigos, que são mais do que irmãos, quando penso nas palavras sábias do meu Pai e tantas outras pessoas iluminadas com quem me vou cruzando, páro e penso em como todos eles foram, são e serão sempre tão importantes e decisivos para mim, mas peço desculpa, não nas minhas escolhas.
As escolhas essas são minhas, inspiradas naquilo que também eles são como pessoas e amigos.
Mas devemos escutar-nos a nós.Nenhum coração é tão certo e tão verdadeiro como o nosso.
E o meu apesar de magoado ás vezes, continua a saber muito bem, para onde vai, onde quer chegar e como.E a bater desalmadamente...cheio de sonhos e planos que é o mais importante.
E já o repeti aqui, como um filme vejo a minha vida a crescer e a tornar-se em algo tão bonito, cheio de cores diferentes, sabores, sons, sentimentos, pessoas, mas o que ficará, eu sei bem o que é, apenas o que tudo isto me fez sentir e que trará é memória vezes sem conta imagens como quadros vivos.E num ano, mudaram reacções, gestos, formas de agir, de estar, de sentir e desejar.
E só isso conta, o que tu me fazes e farás sentir.
Acredito.

(Os outros são os outros, deixem-nos falar...)

domingo, 23 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Visit to Beypazari




Beypazari, é uma cidade pequena, cravada numa zona rochosa, mas muito bonita, a 2h de distância de Ankara.Foi um dia, cansativo, mas em que pudemos ver mais sobre a zona da Anatólia onde Ankara fica localizada.
Ainda não tinha saído do autocarro, já estava estérica com as roupas das mulheres daquela cidade, umas calças de aladino, magnificas, que acabei por comprar para mim.Hiper,mega,largas e coloridas.Todas as mulheres andam assim e é muito prático para trabalhar.Mal posso esperar pelo verão.
Sei que vou ter muitas saudades da Turquia, isto senão voltar para ficar.É impressionante como este País me cativou.
Depois do almoço visitámos uma fábrica de água mineral e depois o tempo foi para andar pelas ruas, ver o comércio, os produtos, que vão da pimenta aos sabonetes naturais.Tudo muito mais barato que em Ankara.
Tempo para um chá e um café em busca de uma casa de banho Europeia...ou seja sem ser um buraco no chão.
Foi um dia divertido em que o sol brilhou e soube muito bem, passá-lo na companhia de boa gente Portuguesa...e de tantas outras nacionalidades.Há sempre uma forte troca de experiências e ideias, útil, bonita, que nunca nos deixa da mesma forma.O projecto está neste momento no seu auge.Aguardamos a chegada de mais 3 voluntárias, da Alemanha, Hungria e Lituânia.
O final do dia, foi no hotel, onde após algum trabalho, regressámos a casa, numa noite gelada,que foi tão importante para mim, pela certeza que me trouxe.
Depois de um banho quente, adormeci como um anjo que caí em cima de uma nuvem cansada mas em paz com o meu coração!

Sim estou apaixonada.E é tão bom.