terça-feira, 23 de março de 2010


News about Romenia

Nos últimos dias, houve revelações e descobertas.
Conheço melhor o trabalho que vou fazer.Sei que possivelmente um dos dias da minha semana, irei a uma escola trabalhar com crianças, na área da arte através de materiais de lixo e recicláveis.Podemos fazer coisas muito interessantes e é sobretudo nos mais novos que temos que cultivar este cuidar do nosso mundo.Fiquei muito contente.
Já conheço um dos meus companheiros de aventura, que é de Sevilha, e vai apanhar o mesmo avião comigo desde Madrid, onde faço escala.Pelos menos nas 3h30 seguintes não vou apanhar seca e terei com quem conversar.Á chegada teremos alguns voluntários á nossa espera.
Ele estuda fotografia e está em estágio no diário de Sevilha, cidade que tanto gostei.Também é guitarrista, e onde há quem toque, sempre há quem cante e há alegria!
As mesmas dúvidas e receios, são agora partilhados nas nossas conversas virtuais...mas também as nossas expectativas e sonhos para aquele projecto.
E ainda nos rimos muito com algumas coisas que vamos imaginando.Ele tem feito uma coisa muito bonita, está a apontar num bloco, todas as frases dos livros que leu e o marcaram até hoje e este bloco vai levar com ele para Bucareste, para lhe dar força e o inspirar nas suas fotografias.
Deixo aqui a página onde tem publicadas algumas delas, muito boas.Espreitem.

http://www.flickr.com/photos/lorka/

Também já vos posso mostrar alguns recantos da nossa casa em Bucareste,partilhada por muitos voluntários que passaram antes de nós e virão ainda a passar, agora é a nossa vez.
E acredito que também uma casa, toma cor, vida e diferentes ambientes, conforme as pessoas que a habitam.Cada grupo é um grupo.







Ando á volta com as malas agora, o que levar ou não levar, se cabe ou não cabe?
E digo-vos, é uma experiência que todos deviam ter a de tentar resumir-se ao essencial, para 6 meses longe de casa.
Não é simples, porque queremos levar imensas coisas que podem fazer falta.
Bom pelo menos a máquina fotográfica está resolvido.
Este fim de semana, é a formação pré-partida.
Mas antes disso, vou ter direito a uma visita relâmpago da Gnoma.Quinta e sexta.Até lá, o tempo parece já estar todo preenchido com marcações, aqui e ali, para um simples abraço.E acreditem estes abraços, assim, vão dar-me força para muito tempo.
Aos poucos tudo se vai tornando mais concreto.E eu caminho mais confiante.
Embora olhe para tudo o que esta casa me faz lembrar, já com alguma saudade.Parece que vou embora para sempre.O que não é de todo impossivel.Não para sempre no verdadeiro sentido da palavra, porque dia 30 de Setembro aí estou eu, mas como se estes 6 meses fossem apenas o início de um caminho ao qual não posso, nem quero fugir, porque é o meu.
Faltam 2 semanas e 1 dia.

=)



E saudades do meu Pai, aumentam pelos dias, mas de uma forma mais macia.

domingo, 21 de março de 2010

A Primavera Chegou hoje!









Ontem preparei a chegada da primavera...e hoje recebi-a de braços abertos.
Há semanas que esperava por um raio de sol mais quente, capaz de deixar ir todo o frio deste inverno embora.Um longo e difícil Inverno, onde me despedi do meu Pai.
Ontem depois de um jantar maravilhoso na Póvoa, preparado com muito carinho para mim,regado com vinho verde daquele que se abre em ocasiões especiais, guardado para momentos únicos e este era.
Uma noite intensa em que rolaram algumas lágrimas, mas se ouviram ainda mais gargalhadas,de muita conversa, daquela que entra pela noite dentro acompanhada de vinho do Porto, chocolates, olhos atentos e recordações de pequenas grandes missões que tivemos e teremos na vida!
Corações missionários, não têm tempo, nem ,lugar, são sempre uma porta aberta.E é isto que me faz sentir Amada de verdade.Pequenos gestos que nos marcam para o resto da vida.Mas pequenos mesmo, como uma recordação simples, de Taizé ou Lourdes, que esperava por mim há meses, guardada...e me vai acompanhar para onde for.
Pela manhã, o sol entra pela janela e saltamos da cama, desejosos de viver um novo dia...um pequeno almoço de rir e chorar por mais, delicioso.
O SOL a bater-me na cara e no coração...abraços que vão partir comigo...e ajudar-me a caminhar nos próximos meses.E eu já recolhi tantos do Norte ao Algarve...para reserva talvez das saudades que vou ter.
Muito pouco me prende aqui, mas vou ter muitas saudades de 2 coisas, dos Amigos e do Telhal.
Mas quando voltar, sei que ambos estarão no mesmo local...e pela vida fora.E essa segurança faz-me respirar e sentir-me a renascer a cada dia, para o eterno milagre que é a minha vida, que já esteve por um fio.E se a ganhei, não a vou perder.
Tal como este dia, em que algo renasce em nós, só porque sim e é Primavera...e tudo ganha novo ânimo!
E o dia ainda não acabou...á tarde, Telhal, o local onde me sinto em casa.Contando que para mim não é dificil sentir-me em casa em qualquer lugar, desde que possa Amar!
Então atrevo-me a dizer, que o Mundo será a minha casa, para sempre.E aqueles que encontrar, a minha família para sempre.
E esta entrega tem tanto de loucura como de real.E cada vez tenho mais certezas.
É isto.
É por aqui.
E agora deixo o sol brilhar...

sábado, 20 de março de 2010

Feito!




Depois de uma manhã inteira a apanhar Lixo, onde me diverti muito e apanhei chuva como se não houvesse amanhã...o que quero é almoçar e um banho, que são 14h30 da tarde e trago uma valente dor de costas, mas isso agora não interessa nada.
Foi uma manhã surpreendente...em todos os níveis.
No entanto, não sinto que andei a apanhar Lixo, andei no meio da floresta,respirei fundo e pareciamos uma verdadeira equipa, com pessoas muito simpáticas e disponiveis e diverti-me imenso.Até encontrei alguns vizinhos e foi cómico.É verdade que as pessoas deitam tudo onde menos se espera e seria mais bonito, se respeitassem a natureza.
O sentimento de ver o lixo a aumentar dentro de sacos e os sacos a aumentar e a deixarmos para trás tudo limpo é muito boa!
Depois havia os "gorilas" como lhes chamámos, que carregavam com máquinas de lavar e pneus...e armários jogados ao acaso...eu limitei-me ás latas, embalagens...e até encontrei uma carta de amor escrita por uma criança!
Muitos ainda continuam pela tarde fora, outros acabavam de chegar vindos do ponto de encontro, onde os coordenadores os enviavam para onde fosse preciso.
A tarde é para ir ver o meu Dani Silva o bebé mais fofinho que conheço e lanchar com sua famíla.Porque há laços que perduram e nos deixam um sorriso!
Logo mais vou jantar á Póvoa e abraçar os amigos e as despedidas vão ficando feitas.

Bom fim de Semana!
EU VOU limpar Portugal

Lembramos todos os voluntários que a organização deste movimento foi preparada ao longo dos últimos meses com o esforço, dedicação, trabalho e tempo de outros voluntários, que se juntaram à causa há já algum tempo e que dessa forma prepararam o que o voluntário do dia "L" irá encontrar.

Por muito bem organizados que sejam estes movimentos, e é o caso do Limpar Portugal no concelho de Lisboa, um dos maiores e dos mais bem organizados grupos do movimento a nível nacional, existem factos imponderáveis. Nomeadamente o NÚMERO DE VOLUNTÁRIOS que irá aparecer no dia "L", assim como a CADÊNCIA DE CHEGADA dos voluntários.

Os voluntários deverão dirigir-se ao ponto de encontro da sua preferência. Todos os pontos de encontro dispõem de pequenas equipas de 3 Coordenadores, que irão entre si e juntamente com os chefes de equipa já seleccionados, tentar dar resposta às solicitações de todos os que quiserem participar na limpeza. Tentámos antecipar tudo o que era passível de o ser. Ainda assim NENHUMA ORGANIZAÇÃO É INFALÍVEL, e nenhuma poderá dar uma resposta consentânea, se não tiver da parte dos voluntários a necessária BOA VONTADE e PACIÊNCIA.

Sabemos que esperam de nós CAPACIDADE DE RESPOSTA, sabem agora o que esperamos de todos.

Vamos fazer deste dia um marco na história de Portugal e da Humanidade. 


O que vestir?
Chapéu (se fizer sol).
Impermeável (se chover).
Roupa confortável.
Calçado confortável e adequado à actividade a desempenhar (no caso das lixeiras é aconselhável o uso de botas ou calçado com sola grossa e resistente).
Que material levar?
O grupo de Lisboa conseguiu apoios que contribuíram com algum material. No entanto, como o número de voluntários no dia L poderá ser superior às expectativas, agradecemos que, sempre que seja possível, levem:
1) luvas (de preferência anti-perfurantes)
2) máscara (importante para as lixeiras)
3) colete reflector
4) pás e/ou enxadas (só para as lixeiras)
Alimentação – o que devo levar?
Água.
Merenda (caso o voluntário tencione participar por um período prolongado).
Vacinação.
É da máxima importância ter a vacina contra o tétano em dia, para evitar situações graves de saúde.



Amanhã lá estarei, 9.00h no ponto de encontro, luvas, galochas, impermiável e vontade de ajudar.
 Acredito nestas iniciativas e tinha vergonha de ficar em casa a dormir, quando há ideias brilhantes como estas! 
Não se queixem que no nosso país não acontece nada que possa melhorar o meio onde vivemos!

Vamos lá!!!

Lisa Mitchell - Clean White Love



  
Sometimes...this is my time!







Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. 
Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a Deus que nos dê força e serenidade. 
Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. 
No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. 
Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.


Mas eu,não vou esquecer.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Today








Hoje foi mais assim.
Sem grandes palavras ou sorrisos.
E na Lua, longe, longe daqui.
Só hoje.


São 4.36h da manhã e eu estou acordada.

O mesmo pássaro que me acorda todos os dias ás 4h da manhã, voltou a cantar.Já não aguento mais.Agora é como na música, do passarinho cantou, não?

Dou voltas e mais voltas e hoje não consigo dormir.

Lá fora chove e faz uma ventania.

Alguém me diz o que se passa comigo?


Oh God.
Pai.








Hoje é dia do Pai.
Feliz dia do Pai para todos.
Esta imagem, lembra-me as noites em que adormecia no Sofá da sala...é a cópia perfeita.Meu querido Gordano.


O meu Pai é capaz de manter a calma, quando,todo o mundo ao redor já a tem perdido e ás vezes ainda o culpa.
Ele é capaz de crer em mim quando todos duvidam e para esses no entanto ele acha sempre uma desculpa.
Só ele é capaz de esperar sem se desesperar e aguenta tudo e todos de qualquer jeito.
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio se esquiva e responde com paz.
Ele pensa muito - sem deixar nunca de sonhar - mas sem fazer dos sonhos os seus senhores, pois não pode voar.Vejo nos seus olhos, tudo o que ainda não cumpriu.
Muitas vezes, sorri, mas eu sei que o que deseja é chorar.
Nunca vi ninguém capaz de sofrer a dor deste jeito e de ver mudadas,em armadilhas as verdades que diz e ainda assim respirar fundo.Tem uma grande paciência.
E viu muitas vezes as coisas, por que deu a vida estilhaçadas, mas decidido a refazê-las com o bem pouco que lhe restava, lá recomeçava.
Ele é capaz de arriscar por nós,tudo quanto ganhou em toda a sua vida.
Inclusivé dar a vida, como fez por mim.
É capaz de perder a razão, sem nunca dizer nada e resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar o coração, nervos, músculos, tudo,a dar seja o que for que neles ainda exista, para viver.Ele quer viver.
E a persistir assim, quando, exausto contudo,resta-lhe a vontade, que ainda lhe ordena: Persiste!
Ele é capaz de, entre os demais, não se corromper e não perder a naturalidade.
O meu Pai será capaz de dar, segundo por segundo,ao minuto fatal todo o valor e brilho depois desta luta.Aprendo tanto contigo, mesmo deitado nessa cama.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo e - o que ainda é muito mais - és um Homem sem igual,Pai


(Escrito numa tarde,em que passei algumas horas sentada junto á sua cama no hospital...ele dormitava e eu escrevia,descobri-o há uns dias no meu caderno Africano na mala e quis publicá-lo hoje...
Tenho muitas saudades...e ver a palavra Pai escrita por todo o lado, podia deixar-me triste, mas não deixa...faz-me senti-lo ainda mais vivo em mim.
Só gostava de poder abraçá-lo hoje, mal acordasse e chamá-lo:"Gordano"...e ele ia rir-se e eu ia fazer-lhe cócegas e ele ia dizer: "está quietinha...gordana!"
E provavelmente ao chegar a casa, teria um jantar especial preparado por ele e uma deliciosa sobremesa...mas não vai ser assim.
Terei eu que ser como ele para os que vou encontrar, para que um dia se lembrem de mim, como eu me lembro dele.
Como um ser humano único e que se destinguiu pela sua doçura.
E foi nessa doçura que me impeliu a querer mais e ir mais além e assim ele mudou o mundo.
E eu também vou mudar.)

Afinal a minha máquina estava viva!




Bom, não posso deixar de partilhar com vocês, a demanda que eu e o Luís, (meu querido Amigo muito paciente), tivemos em pleno colombo, por causa da minha máquina fotográfica.
Pensava eu, que estava estragada, e pensando já comprar outra a bom preço,mas muito inferior.
Lá saímos para um café, no Café di Roma, depois de muita conversa,lá começamos a mirar as máquinas nas lojas...começamos pela Vobis.Lá mostrei a minha máquina antiga, uma cybershot da Sony, 7.2 megas, nada má, comprada há 4 anos por uns módicos 500 euros, na Madeira.
A máquina viajou muito, captou muitos momentos, olhando para ela, está cheia de marcas é verdade, mas tira umas fotografias belissimas, com uma defenição incrivel, como podem comprovar pelas fotos acima, tiradas ao calhas.
Na Vobis, nada podiam fazer, não havia carregadores, nem baterias para a minha máquina e o problema devia ser de uma dessas coisas.Mas também não foram muito disponivéis, eram 22h e aquela hora qualquer mortal, pensa em ir para casa, tomar um banho e jantar e não aturar miudas que acreditam que podem ressuscitar máquinas do século passado, como eu!
Dali fomos á Worten, dirigimo-nos á fotografia e uma rapariga muito simpática, disse-me logo que era uma óptima máquina com uma lente muito boa, Carl Zeiss, já não fabricam para a Sony.E ainda me disse que tinha uma igualzinha á minha, há 3 anos e que funcionava lindamente.Ainda mais esperançada fiquei.Mas também não tinha o carregador ou bateria disponivéis para tirarmos a prova dos 9.Aconselhou-me a ir á Sony, uns metros á frente.
Lá passámos de novo no mesmo corredor, em direcção á Sony e ia cheia de esperança.Afinal a marca é a marca!Entramos e pela 3a vez...contei a história da minha máquina.O senhor tira um carregador da gaveta igual ao meu, e nada, nem sinal de vida.Disse-me logo, para esquecer, que não havia nada a fazer, a máquina estava MORTA!!Fiquei tão triste, porque para além de ter que ir gastar uns bons euros numa nova, aquela era a minha e nenhuma outra me parecia tão perfeita.Queria a todo o custo, recuperá-la.O senhor ainda me tentou vender uma de 229 euros, dizia ele, muito superior á minha.
Lá saí da loja, direita á Worten para comprar uma qualquer máquina que me ajudasse a registar os momentos da minha existência.
Entrei na Worten, ainda a pensar que de alguma forma a máquina tinha que ter uma solução.
Mas embrenhei-me a ver preços, megas, zoom, etc...quando a rapariga da fotografia me chamou, pediu-me a bateria, para carregar, num carregador que andou a procurar, mesmo sem saber que eu ia voltar.E fui dar uma volta.Já quase decidida a comprar uma Sony...fui ter com ela, e assim que colocamos a bateria, a máquina liga-se e a lente saí para fora!Fiquei tão feliz, afinal o problema era o carregador.
Só tinha que comprar um daqueles por 40 eur!
Fomos logo testar a máquina, e a primeira foto, foi ao Luís que estava ao meu lado estupefacto com a minha presistência e com a disponibilidade daquela pessoa, que sabe afinal muito bem, o que é ajudar um cliente, sem querer apenas vender.
Depois disparei até gastar a bateria toda...e o meu sorriso fala por si.
Tantas voltas que demos, e no fim porque alguém teve a paciência e cuidado de perder algum do seu tempo, resolveu a questão, a máquina funciona lindamente.Era uma míuda mais nova do que eu, e deve ter ficado tão contente como eu, por ver a máquina a funcionar...e ainda me disse, se tivesse algum problema para ir ter com ela, que ela via o que podia fazer.Fantástico.Ainda há pessoas assim e eu cruzo-me com elas todos os dias!
Bom, agora já não me falta nada, nem máquina, nem Trolley.
São coisas, bens materiais eu sei, mas ajudam a tornar esta aventura mais real.
Tenho uns amigos que me aturam e têm uma paciência de santos, mas que se riem muito comigo...destas e de outras peripécias.
Eu acredito sempre, que tudo tem solução.
E no fim, até tem.Esperem pelas imagens em breve.
Estou contente.

=)


quinta-feira, 18 de março de 2010

New sounds!











Entre arrumações e muita bagunça vou ouvindo a minha playlist e sabe-me tão bem.Uma bagunça de mudança...
Deixa-me logo a viajar!
 Hitórias que inspiram...





Aos 19 anos, um grave acidente quase encerrou sua vida, mas deu início à sua carreira artística. Foi atropelada por um automóvel quando voltava de bicicleta para casa. Resultado: múltiplas fracturas na região pélvica, cervical e da cabeça. Para recuperar algumas das suas antigas habilidades cognitivas, o médico recomendou que fizesse o uso da música como terapia.
Foi presa a uma cama que ela compôs e gravou as canções do álbum intitulado “Some Lessons: The Bedroom Sessions”, vendido pela internet, que chamou a atenção de uma rádio local.
Hoje, aos 23 anos, ela continua a lutar contra as sequelas do acidente que a obriga a usar constantemente óculos escuros (hipersensibilidade à luz e ruídos), bengala para se apoiar e um dispositivo preso à cintura que estimula a produção de endorfina no seu organismo, tornando as dores mais suportáveis.

Melody Gardot, é uma verdadeira inspiração. De vida. 
"Baby I'm a fool" toca aqui ao lado e é linda.
 
 

terça-feira, 16 de março de 2010

Recordando...






Ando assim, saudosista e a querer relembrar momentos passados.
Este sindrome Pré-partida, ainda tem que se lhe diga.
Fica o album de Taizé em 2006...que saudades.




Fui visitar os meninos do Lobite no Algarve, em Silves.
É uma escola linda linda no meio do campo...rodeada de imensas laranjeiras.É uma escola que não tem tudo, mas tem o essencial.E eles são felizes ali.Ainda me lembro da chuva a pingar nas janelas e do que me soube bem, entrar num mundo tão fantástico, como o deles.
Era dia da mulher, e eles fizeram uma flor para nos agradecer a visita.
Contei uma história sobre o Pai...andam a preparar o dia 19 e ensinei a música do Dragão e houve muitos sorrisos.
A Andreia, faz um excelente trabalho com eles e com os recursos que tem, que nem sempre são os melhores.
Mas haja garra e imaginação!
E ela tem e muita!


 

 

 

Eu tenho muitos amigos pequeninos e são os maiores que conheço!


Ai Lisboa...










Lisboa...hoje voltei a ela.
A essa baixa, que relembra tempos antigos (meus e de outros...)
Já disse muitas vezes nestes dias,em que me preparo para partir, que não gosto de Lisboa.Que quero ir embora daqui.
Menti.E minto se o disser.Uma coisa são as regras sociais e pessoas que as fazem, os subúrbios e frieza que cresce neles, outra é a essência pura de uma cidade.E Lisboa ainda a guarda muito bem.
A minha cidade, onde nasci e que tantas vezes percorri, é linda.Tem encanto, tem luz, tem algo que mais nenhuma cidade da Europa onde passei, me transmitiu.Não por ser minha, mas por ter um estilo tão seu.
Lisboa ao anoitecer...é de encantar.Lisboa pela noite dentro, esbanja luz e vida, Lisboa ao amanhecer é tirada de um filme envolta em neblina, Lisboa com sol ou chuva, é sempre bela.
Lisboa canta o fado pelas pedras da calçada e tem aquilo que ninguém mais tem, aquilo que os que não nasceram cá, nunca saberão reconhecer.Podem admirar ou até odiar, mas Lisboa, para quem a conhece, sabe o seu sabor a sardinha assada, escuta o seu fado...pelas ruas, sobe as suas colinas e enche os olhos com o azul do rio, sempre a espreitar.
Hoje andei por lá, em jeito de despedida...e a melhor companhia do mundo para o fazer...
Começamos por percorrer a Av.5 de Outubro a pé até ao Saldanha.Fomos ao Instituto Franco Português, ver um filme surreal e do mais Francês que pode haver...só rir.
Saímos e a noite tinha uma brisa agradável, jantamos por ali...conversámos, apanhámos o metro, onde dançámos valsas e tangos por nós inventadas, como se ninguém estivesse a ver e num ápice estavamos na baixa...fomos a S.Nicolau, á celebração das 22h, saímos e a noite ainda aptecia mais.
A Rua Augusta, onde já andámos descalços á noite em pleno verão, com o chão ainda quente...agora amena.Já se sente uma brisa diferente no ar.As montras dos moínhos de café arrumadas e cheias de aromas e cores.
O elevador de S.Justa, iluminado e estreito...o Rossio e a água a correr...e por fim uma paragem na república da cerveja, junto á estação...ali onde os nossos caminhos sempre se separam.As janelas iluminadas nas águas furtadas...o céu limpo, a cidade que não pára, mas em nós a quietude daquele recanto.
Os sonhos colocados em cima da mesa...outros tantos relembrados.
Eu vou ter muitas saudades desta Lisboa. 
De ti.
Subo as escadas rolantes faltam 6 minutos para as 00h e marcamos encontro em Bucareste.Falámos até não nos vermos mais...os outros não importam. 
Até lá?

E para trás não deixei ficar nenhum sapato...mas isso não quer dizer, que esta não seja também uma história de encantar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Amigos, 
Ando em preparação, para a partida.
Reparei que ainda não tenho tudo.
Estou prestes a comprar, esta semana, duas coisas, que me faltam, a primeira, uma mala de viagem Trolley, onde caibam 23kg de bagagem.
A segunda, uma máquina fotográfica, para registar todos os  sentimentos na minha aventura, porque a minha está estragada =(

Se alguém tiver uma destas coisas ou ambas, em 2a mão,ou de sobra e quiser negociar, é só dizer!
I am open to negociate!
 

Fica a música que marca o Filme...



domingo, 14 de março de 2010

Visto do céu...






Hoje é dia de CINEMA!

Eu, perdi alguém recentemente.
Este filme foi sem dúvida inspirador, porque me confirmou mais uma vez, que aqueles que amamos, quando partem, olham por nós e lutam para chegar a um lugar bem melhor que este.Talvez não cheguem imediatamente, mas chegam.Há coisas que nos prendem, que não nos deixam partir por vezes, há gente muito má e inocentes que morreram sem saberem porquê, deixando sonhos por cumprir.
Esta questão da vida e da morte, tem estado presente muitas vezes, agora mais do que nunca.Fiquei o filme todo, agarrada ao banco e com o coração pequenino mas ao mesmo tempo leve e seguro do que quero fazer e naquilo em que acredito.
No escuro daquela sala, cheia de anónimos, eu viajei muito para além do que se possa imaginar.
Ia com uma ideia do filme, vim com outra...e um sorriso.
Um dia...um dia conhecerei esse lugar de luz e reencontros.
Até lá vivo, o melhor que sei e posso.
Do it.


É Domingo e quero acordar assim...



sábado, 13 de março de 2010

Ela








"Tem uma cara perfeita, uma boca desenhada para sorrir devagarinho, com atenção, olhos profundos, perturbadores e misteriosos, um ar vagamente triste e a distância de quem, de tanto se concentrar no essencial, parece um pouco distraída. O silêncio que se desprende da sua imagem frágil e doce acentua o mistério e a cerimónia com que olhamos para ela. É ainda mais bonita do que na fotografia onde parece uma musa, um ser divino e inspirador. O ar naturalmente sedutor de quem se perdeu e se encontrou, de quem riu e chorou, de quem sabe, porque sente, que nada na vida acontece por acaso.Hipnotizada pelos gestos mas, também pela tranquilidade da sua figura, sento-me de frente para ela. Para aqueles olhos que nos olham de uma maneira diferente e perscrutante. Intrigante também, pois sentimo-nos ao mesmo tempo confortáveis e expostos. Como se pelo olhar nos medisse a alma. Na realidade é isso que faz, trespassa-nos com aqueles seus olhos que ouvem, e no fim, deixa-nos com a certeza (e o estranho alivio) de que ficou a conhecer-nos melhor por dentro do que por fora. A sua primeira presença é forte mas não intimidante. A sua capacidade de acreditar na vida, de sonhar e cumprir todos e cada um dos seus sonhos é notável e deixa-nos com uma profunda sensação de desperdício por todas as horas e minutos que vivemos distraídos."





Obrigado L.A.
Ninguém saberia descrever melhor.