quarta-feira, 10 de março de 2010



Algarve num dia de sol...tanto sol.









Este dia, foi um autêntico renascer.Como todos estes dias pelo sul.
Aquilo que tinha sido previsto como um fim de semana...prolongou-se e bem.
Depois de dias a fio, com  chuva e céu nublado, o sol brilhou em força...veio entrando por todas as portas e janelas, por todos os corações e olhares.A primavera não tarda.
E no dia em que ia partir para Lisboa, convencem-me a ficar mais um dia e a aproveitar este sol e calor Algarvios, o que me deliciou e aqueceu até á alma.
Desde o azul do mar que brilhava, á alegria pura de se querer estar mais e mais tempo com as pessoas de quem se gosta, ao amor puro dos "Avós" que conheci, amam-se incondicionalmente há 56 anos!
As sombras na parede branca que oscilam como a própria vida.O peixe grelhado e o vinho verde na praia...
O Simão e o Duarte dos quais ainda não sei os rostos, mas que são esperados por todos com muito amor,nas barrigas mais lindas do mundo!
Os campos cheios de água e verdes...o ar leve e puro, o céu desenhado em constelações e as rãs a coaxar.Recantos que retive no olhar.
Sonhos a serem construídos.
Agora sei que afinal não me fui despedir...apenas dizer mais um olá e levar todos comigo.
Partir com a força que recebi de todos é ainda mais especial.
Tenho sentido que esta escolha, é a minha, mas desejada também por muitos dos que me conhecem.
Chegar a Lisboa...depois de me rir tanto, de abraçar tanto, de viver momentos assim é sempre silencioso.


E agora já não quero silêncio.

terça-feira, 9 de março de 2010

Esta é só uma noite para recordar...




Que bom, jantarmos juntos...conhecer-mo-nos há tantos anos e eu vir despedir-me, por 6 meses, e encontrar fotografias minhas pela casa...de antes.
A Rita de Antes, e a Rita de agora.Mais corajosa, aventureira, decidida, feliz.Apesar de tudo.

É essa que agora reconhecem em mim...
E eu continuo a reconhecer nos amigos, as suas qualidades...e as suas maravilhas, defeitos também...mas que importa isso?
A vida vai continuar e esta família que escolhemos também.
Sabemos bem a natureza de cada um...e respeita-mo-nos nisso.
Vou ter Saudades.Muitas, mas levo a força que todos me deram e a vontade de cada um em partir também.
Fico á espera.
Porque os sonhos não têm limites.E eu nunca vou parar de acreditar nas minhas pequenas utopias.

Amanhã de regresso a Lisboa...

segunda-feira, 8 de março de 2010



http://blogdelacoesdoego.wordpress.com/blog/



Feito por um amigo.
Diz que sou, força da natureza...

Pareço Africana eu sei, e tenho rugas...mas tá GIRO!

Obrigado Campus!

domingo, 7 de março de 2010

Um "frase" que me fez e faz pensar:





Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, ...segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.



Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...


Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.


Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.


Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.


Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.


Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.


Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.


Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.


Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida.
 
 
M.R.P
 
 
 
E o teu coração, está aqui no meio?
É daquelas coisas que aparecem assim e nos deixam um sabor.
Ainda pelo Algarve.

sábado, 6 de março de 2010

 A Primavera não deve tardar...







Sim, depois de uma semana em casa e a organizar coisas e mais coisas, que já não posso ver á frente, porque parecem que não acabam nunca mais...posso dizer que sim, que preciso sair daqui, urgente.
É doloroso, ter nas mãos tantas memórias, que antes estavam ali e eram o que eram, sempre estiveram ali, mas agora sem o meu pai aqui ganham um novo sentido e significado que eu ainda não sei decifrar.
E ás tantas nem sei o que hei-de fazer com algumas delas.Sei que se ficam ali, para sempre me vão recordar e talvez seja o melhor, mas também é preciso renovar e mudar.Ou talvez não.
Acreditem ou não, o dilema, pode andar á volta de coisas, mas é também interior.Como é óbvio.
Parar sobre tudo isto tem sido doloroso.Um dia vai deixar de ser.Eu sei.
Por isso, este fim de semana vou até ao Algarve.Vou abraçar a minha "   família "   de Silves.
Tenho saudades deles, muitas e sei que nos próximos meses, não os vou ver.Por isso mais uma vez faço a mala e aproveito o tempo aqui, da forma que sinto ser a melhor.Talvez isto faça mesmo parte do processo de renovação e aceitação.O renascer das cinzas que esta quaresma tanto procuro.
Pelo caminho posso contemplar os fiels of gold, que tanto me lembram o meu Pai e perder-me nos pensamentos.E á chegada, aquele abraço, aqueles sorrisos.
É bom, quando se tem família por todo o lado.
Família daquela que se cria...que se faz acontecer e perdura.

Até domingo.


quinta-feira, 4 de março de 2010

The sky...







Sabem aquela sensação de olharem para o céu e sentirem que alguém vos está a ver?
Tenho sentido isso de forma muito especial.
Olho para o céu muitas vezes, quando vou na rua, ou páro nos sinais e passadeiras, já levei umas apitadelas valentes.Ando dentro da minha bolha.
Hoje o sol regressou e soube-me pela vida.O céu estava tão bonito, com algumas nuvens fofinhas onde imagino agora o meu pai sentado a descansar e a ver-me.
Gosto de olhar para o céu, faz-me feliz, gosto de sentir que ele está bem e num descanso merecido.
É este o gosto de se perder uma pessoa que amamos, é esta a cor que fica depois disso, quando se começa a cicatrizar a ferida.A marca fica sempre, o vazio fica sempre, tenho é que aprender a viver com ele.Com o vazio e com a saudade.
Mas haverá coisa mais bonita, que onde quer que esteja, olhar para o céu e sentir que olho para ele e ele para mim?O seu olhar sobre mim é paz, é meigo, é confiança mas ainda é... saudade que dói.
Agora sim, apesar de gostar muito de viver e ainda querer fazer muitas coisas na terra, anseio pelo dia em nos reencontraremos e ele me vai abraçar, como eu fazia, sempre que chegava a pé dele no hospital.Nunca desejei tanto conhecer o céu.
Eu não o posso ouvir, mas sei que ele me ouve e por isso, deixo-lhe todos os dias, uma mensagem que apenas o meu coração conhece.E ele de uma forma ou de outra tem respondido com sinais muito concretos na minha vida.
Todos temos um anjo da guarda, mas agora eu tenho um anjo mais do que especial, uma anjo-Pai, que ainda protege mais, ainda cuida mais, ainda aconchega mais.
Esta casa, a minha família, a minha história e vida, não serão a mesma coisa sem ele.É verdade.
Mas será aquilo que eu fizer dela...será os sonhos que eu sonhar para mim, pelos outros também.
A morte do meu pai,é um marco na minha vida, porque daqui para a frente nada será como antes e começa um novo capítulo nesta breve história da minha existência.
Ando assim, a olhar para o céu e a aprender a lidar com a saudade incontrolável...a preparar o futuro, com muita garra.
Ando assim... e o céu é tão belo.


Hoje nos ouvidos...




MusicPlaylistRingtones





Ouvi hoje em modo repeat.
Soube muito bem, começo aos poucos a querer sons que me façam mexer por dentro.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ecos




Aos poucos vou recebendo reacções dos que me são mais próximos, acerca da minha partida.Eu sei que passou pouco tempo sobre a morte do meu pai e que talvez fosse bom ficar mais algum tempo por aqui.Mas ao mesmo tempo, penso, a fazer o quê?A pensar mais e mais no que se viveu?
Já sei algumas coisas sobre as condições do projecto,Sei que irei no dia 7 de Abril e que no fim de semana de 27 a 29 tenho uma formação, na pousada da Juventude de Almada, com outros jovens Portugueses que vão partir, pelo SVE, para outros países, outros projectos.
A intenção é que nos possamos conhecer, partilhar experiências e tirar dúvidas.
Com tudo isto, posso dizer que a minha mãe reagiu muito bem, como se já soubesse o inadiável, e curiosamente, começou a lavar e a passar a minha roupa de verão e a arranjar (adaptando) os pijamas do meu pai, para que possam ficar para mim.
A família no geral, fica contente e sabe que essa é a minha natureza.
Contudo algumas reacções transmitiram-me que Bucareste era uma cidade muito feia e pobre e que eu devia ter muito cuidado por causa dos ciganos romenos.
Este é o tipo de coisas que eu mais preciso ouvir agora de facto ou que nunca se diz?
Mas, se Bucareste fosse um destino de férias ou turismo para mim, eu não escolhia ficar 6 meses a trabalhar como voluntária, e se fosse uma cidade rica, eu também não faria tanta falta por lá.Quem parte em voluntariado, não olha ao local e entrega-se por inteiro a uma causa,que abraça como sua.
Os amigos estão felizes, por me ver entusiasmada, na verdade foi tudo muito rápido e inesperado e talvez seja melhor assim, porque se pensar muito começo a pensar em tudo o que gosto e que deixo ficar.O que mais me povoa o pensamento, são os meus utentes do Telhal.Vou ter saudades, muitas saudades da magia que se vive ali dentro.
Hoje em conversa com a minha médica, ela aprovou por inteiro, acha que me vai fazer muito bem e acha que eu devo sempre aproveitar o tempo da minha vida, para fazer o que realmente sinto vontade.Afinal, ela e eu travámos uma luta contra uma doença dificil, mas que nos faz ver a vida de outro prisma, que nos faz por exemplo saber exactamente o que fazer com este tempo que nos é dado.
 O relatório médico em Inglês, vai ser feito por ela, para que tudo corra bem.No fim recebi como é habitual um grande e forte abraço e deixei ficar uma caneta permanente que ela tanto gosta, com tinta roxa.Estes 5 anos, tornaram-nos mais do que paciente e médica.Temos uma ligação mais forte e uma confiança que vai além.Marcámos consulta para Setembro, mesmo no mês de regresso.
Sentir esta força por parte de todos, é bom.
Por estes dias, tenho muito a fazer.
Mas no próximo fim de semana,Talvez vá até ao Algarve, despedir-me da minha afilhada, que vai ser mãe em Maio, eu não estarei cá, para ver o Simão vir ao mundo, com o nome que eu mesma escolhi.É uma honra.Espero que venha a ser uma grande pessoa.
Os pensamentos são muitos por estes dias e pela rua, as pessoas ainda continuam a dar-me os sentimentos e a perguntar como estou.Sinto-me um bocado observada.Mas sei que gostavam muito do meu Pai.
De forma alguma ando a fugir ou a tentar apagar o que aconteceu.
Só não preciso que me lembrem todos os dias, porque eu lembro-me sozinha.

Passaram 22 dias, desde que ele partiu.22 dias plenos de emoções, de mudanças e resoluções.As lágrimas cairam, mas os sorrisos foram tantos e partilhados.
E o futuro é uma promessa.
Obrigado Pai.

terça-feira, 2 de março de 2010

S.O.S

 
 
Caros amigos,
 
A Rosalina é uma jovem timorense a terminar o curso de Informática em Díli, Timor Leste. Numa troca de emails, disse-me que para poder realizar um dos últimos trabalhos do curso precisa de um livro que não consegue encontrar em Timor: "Access 2007 e HTML"
Se algum de vocês o tiver e não precise, souber de alguém que tenha esse livro usado, ou até mesmo as fotocópias do mesmo, e estiver na disposição de o oferecer (ou as fotocópias) à Rosalina, fico muito grata e aguardo o vosso contacto.
 
Sem mais,
 
Alexandra



Alguém?

Os sons de hoje...




MusicPlaylistRingtones








Hoje deixo ficar a voz de Cassandra Wilson, que me acompanhou estes dias estrada fora, enquanto a chuva batia nos vidros.É divinal esta voz.
Enjoy.


segunda-feira, 1 de março de 2010

Bucarest/ Romania








É oficial.
Falta precisamente 1 mês, para me entregar a esta cidade e a este povo.O regresso está previsto para Setembro.
O meu coração entrou em contagem decrescente.
Está mais do que certo.Mais do que decidido.
Tenho muitas coisas a tratar e a resolver por aqui.Há coisas a "demolir", para iniciar a reconstrução.
E sim, estou muito feliz, por fazer da minha vida, exactamente aquilo que quero.Dá-la aos outros, aos que precisam e Amor, não me falta.
Não vou fazer o que os outros acham melhor ou mais seguro.Mas o que eu desejo, gosto e sei que é o meu caminho.
Não podia mais adiar.Na vida, há caminhos que escolhemos e caminhos que nos escolhem.
É um começar tudo de novo.
É sobretudo uma certeza.
O projecto chama-se, Globe in the mirror e aborda a educação sustentável, com jovens, crianças e população em geral.Comigo, seremos 6 voluntários,de diferentes países, a trabalhar com uma associação.
Vamos partilhar uma casa e muito mais do que isso, um ideal e um objectivo, de tornar este mundo, um pouco melhor.
Sinto-o como uma missão, apesar de ser voluntariado, embora dentro de mim eu não possa nunca dissociar esse Deus que me envia e me toca constantemente.Sabendo que ele me habita,vou mesmo assim, com os olhos abertos, para o ver e sentir em tudo.E estou certa que o vou encontrar muitas e muitas vezes.
Desejem-me sorte e mantenham-se onde estão. No meu coração.

=)
Home sweet Home.






Desde que cheguei a casa, ainda não parei.
A viagem no Alfa, fez-me pensar sobre tudo o que vivi e senti estes dias.Sobre o futuro principalmente.As viagens de comboio têm esse poder.
Trouxe comigo uma energia que não quero perder.
Abri a porta do prédio, subi as escadas, abri a porta de casa e por fim, home sweet home.
Foi mais fácil do que esperava.Respirei fundo e senti o silêncio.Pus música, acendi alguns incensos aqui e ali.
Sim ainda há coisas que estão no mesmo local, onde o meu pai as guardava, outras já eu mesma me encarreguei de me desfazer delas, dar ou deitar fora.Só parei quando eram 23h30.Foi sempre a andar.Arregacei as mangas e pus mãos á obra.Espaços que eram dele, passam agora a ser nossos.O lugar da roupa no roupeiro, muita dela, vai para o Telhal.E ficarei muito feliz, se vir um dos meus utentes, com alguma coisa que era do meu pai.Mais vontade de os abraçar terei.
A gaveta da casa de banho, os produtos da barba, as colónias...custa deitar fora.Guardei uma que usava nestes últimos tempos,saber que aquilo era tudo do meu Pai,sim do meu Pai.
Mas isto é algo que tem de ser feito.E sinto que a minha mãe não é capaz ainda.Em pouco mexeu.
A ela custa-lhe bem mais.São 31 anos de casamento.São muitas histórias, vivências.
Como sempre, revisto-me de uma força, que não me pertence só por si e faço o que há a fazer.
Quando partir, quero deixar tudo no seu lugar...como deve de ser.Dentro e fora de mim.
Hoje passei no Ikea, e substitui algumas coisas aqui em casa.Pequenas coisas, que trazem nova cor e novo ambiente.Talvez seja cedo ainda, mas se sinto necessidade de o fazer agora...porquê esperar?
Depois, para além de tudo isto, hoje foi dia de conversas sérias.De comunicar decisões e avançar, respirando fundo para o dia de amanhã.Na minha rua, os vizinhos vêm-me passar, alguns ainda me dão os sentimentos...e dizem que não me têm visto, eu sorrio suavemente e digo que está tudo bem.
Tenho saudades do Porto e da Gnoma.
Sinto-me leve e acompanhada pelo meu Pai.
Sempre.
Sinto um orgulho imenso dele.
E daquilo que fez de mim.