sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quadro de fim de tarde







Hoje, ainda não houve tempo para mim, a não ser um banho prolongado e quente depois de deixar o vento lá fora, mas em contrapartida alguns dias foram bem melhores e a força aos poucos regressa.Vejo todos os dias o pôr do sol pela janela do autocarro.Hoje enquanto o admirava, recebi o telefonema de alguém que o via também de uma praia...esta sintonia, fez-me bem, aconchegou-me, podia ouvir o mar. O vento só não está demasiado frio porque estamos recém saídos do mês de Agosto - sente-se que o Outono está impaciente por chegar.


No caminho para casa, vejo no jardim pessoas que não correm, apenas caminham por ali, conversando calmamente. Um senhor com ancas de senhora ensaia os primeiros passos antes de atacar a corrida. Um ou dois casais de namorados resistem ainda à barreira das sete da tarde.


E as folhas prestes a sucumbirem à passagem das estações enchem o jardim de uma outonal melancolia.




(às vezes o mundo explode, o meu interior encolhe-se, fecha-se sobre si mesmo. às vezes sou toda agressão e as palavras falham-me. Falha-me também a doçura no coração, escapam-se-me os vocábulos da ternura e é tudo amargo por dentro.Tento imaginar até quando vou viver com o coração na boca, até quando serei onda de fúria irracional mas não consigo prever-lhe o fim.É uma experiência fora-de-corpo, a língua querendo furar a muralha de silêncio que também me imponho.


Mas, noutros dias, compreendo como tudo o que me foi dado é a maior das bençãos e que o que vejo de fora chama-se mesmo amor.)






quarta-feira, 16 de setembro de 2009


All the People, many people...










A verdade é que, debaixo deste sorriso que sempre desencanto e destes sonhos todos, se esconde alguém que oscila cada vez mais nos sentimentos em relação às pessoas. Acho que nesta matéria chego a ser muito criteriosa, tais são as variações entre os dois pólos das minhas relações com os outros.As pessoas, eu sempre acreditei nas pessoas como seres humanos capazes de proezas simples...mas a verdade é que são capazes de proezas maléficas.

Por um lado, consigo sempre de alguma forma deslumbrar-me com a generosidade e princípios de algumas pessoas, com a genuína vontade de fazer bem sem esperar nada em troca. Mas por outro, e garanto que estes últimos dias não têm sido nada fáceis, há muito que sinto que a maioria das pessoas não merece a importância que me vejo obrigada a dar-lhes: as pessoas que não mexem uma palha para conseguirem o que lhes faz falta, as pessoas que cruzam os braços à menor dificuldade, as pessoas que desistem ao primeiro contratempo, as pessoas que arranjam subterfúgios e bodes expiatórios para fugirem às suas responsabilidades, as pessoas que nos descartam quando se fartam de nós ou quando já não lhes fazemos falta, as pessoas que usam outras e abusam da sua ingenuidade, as pessoas que nos tossem para cima literalmente e por fim as pessoas que julgam que o seu pequeno mundo é o único existente e válido.

Eu respiro fundo, juro que respiro, mas não tem sido fácil nestes últimos dias. Não é fácil impingir rectidão a quem não tem espinha e é impossível pedir a alguém que respeite os princípios em que não acredita. Felizmente, ainda não me conseguiram acabar com o optimismo e com a ideia de que há pessoas genuinamente boas, dificilmente corrompíveis, empenhadas em fazer deste um mundo melhor. Eu já VI estas pessoas. Falo com algumas todos os dias e sei que são muito mais do que apenas ingénuas. Mas estas pessoas são muitas vezes como as pedras naqueles jardins orientais: submersas, escondidas pelas águas paradas mas firmes na sua ligação ao outro lado. Eu batalho para estar também deste lado das trincheiras e tentar ser um exemplo de cidadania. Mesmo que me digam que o mundo é dos espertos.
Eu sei que é muito mais dos sensivéis e inteligentes,pois o mundo por eles respira.

sábado, 12 de setembro de 2009

Respiro fundo e lembro-me da força!












E chegado o fim de semana, é tempo de fazer um resumo do que foram estes dias.
De como eu estou e me sinto.


Esta semana, a Renata, voltou para Timor, e amanhã de lá também, chega a Flor.


Foi a semana em que percebi que há dias muito maus, e em que confirmei que eu não nasci para viver numa cidade o resto da vida, nem isto me diz coisa alguma, este stress constante, de apanhar transportes, de picar o ponto, de passar á frente dos outros em tudo, de tratar mal seja quem for, por um lugar no autocarro.


As pessoas estão descontroladas, perderam as estribeiras e não olham a meios para atingir os fins.


O pior dia da minha semana, foi 3a feira, quando saí de casa e apanhei logo uma molha, debaixo de uma trovoada imensa.Só se viam pessoas a fugir,ainda de sandálias e roupa de verão.A primeira chuva de Setembro, veio brindar-nos forte e feio.Eu encharcada lá segui o meu percurso.No regresso a casa, depois de um dia cheio, os autocarros não passaram durante 2h, devido a um acidente.E quando vieram, fui obrigada a assistir a uma discussão sem nexo, e mais tarde a violência entre algumas pessoas, que apenas estavam cansadas e sob pressão.Foi horrível...no pára arranca, a noite a cair e eu dentro de um autocarro, em plena zona industrial, a ouvir uma pequena guerra.Isto é tudo o que não quero, isto é tudo o que não vou aguentar muito mais tempo, isto não faz parte do meu projecto de vida e vou lutar para mudar isto, dentro em breve.Por agora tem de ser assim...porque tenho que me manter perto de casa e da minha família.


Mas neste mesmo dia, confirmei, que de facto ando ao contrário do mundo, das massas e da maré.E que bom é, ser assim, sentir assim, viver assim.


Saber que o menos procurado é o melhor, que o menos visto e falado, é no fundo a melhor escolha.
Ontem foi noite de sair do trabalho e ir directamente para casa da Lu e jantar uns legumes divinais feitos no WOK, e depois conversa no saudade, aquele lugar que me vai conhecendo também.Soube-me a pouco mas foi relaxante.Acabei por constatar, que não me sinto parte desta sociedade tal como ela é...mas sim de uma sociedade remota, que desconheço e que vive num ritmo bem mais lento e harmonioso, com pessoas mais simples .Chamem-lhe utopia, o que quiserem,mas sei que existe e que me espera.Essa é a minha certeza.E que pode inclusive, resgatar-me para toda a vida...como quem arrebata um coração eternamente.



Não sinto que seja minha opção,não ter tempo para ler um livro, porque estou cansada e que chegar a casa, tomar banho, jantar e dormir seja também uma forma saudável de viver.Eu que sempre dei valor ao lado mais humano e ao tocar e ser tocada pelas vidas dos que amo.


Vejo os amigos de semana a semana, e alguns não vejo há 2 semanas.E aguento-me sim, pois que remédio, mas isso não impede que me queixe e reclame á vontade.


Este mesmo blog, a quem visitava todos os dias, como um bálsamo regenerador, agora visito 1 x por semana, ao fim de semana, porque só aí tenho tempo e vontade para escrever algo com cabeça...e coração.


Mas apenas para dizer, que os olhos da alma, continuam abertos e a funcionar, a captar o mundo e a senti-lo de forma intensa e profunda, só que a paisagem mudou um pouco ou um bom bocado e eu não posso transmitir nunca aquilo que não vejo.


Os olhos são afinal um espelho do que somos...e é através deles,que eu "vomito" o mundo, esta cidade, esta realidade e condição...neste momento.


E acreditem que isto não é nada bom de sentir, traz desconforto e ansiedade...aquela que me acorda antes do despertador tocar todos os dias e me faz suspirar enquanto espero o autocarro, ou olhar pelo vidro em andamento e perder-me em pensamentos, acompanhada pela banda sonora da minha vida.


É que o mundo é tão grande e vasto e há tantas pessoas a quem gostava de dar o meu abraço e alegria, pois precisam deles e depois, viver entre aquelas que não o conhecem e não sabem o que significa dar mas apenas ter, nunca poderão compreender isto, é no mínimo castrador.


Este não está a ser o melhor ano decididamente,é que ninguém me preparou para a quantidade de imprevistos e desvios que tive pela frente, mas o ano ainda não acabou...e o futuro é um segredo iluminado.Creio.






domingo, 6 de setembro de 2009


Evolução, constatação.







Não é impressão, é mesmo verdade, o tempo para escrever tem sido escasso...já a vontade muita, como é habitual.Com os dias mais ocupados agora e a chegar a casa sempre depois das 19h30...posso dar-me como feliz e sortuda, mas nada é perfeito.A minha necessidade de escrever diariamente é a mesma, e por isso mesmo os dias têm parecido mais vazios.Mas o sono é tanto, que já nem me debato com o computador.

Há acontecimentos únicos, acerca do meu pai.Ele está em casa, e continua a fundo com a fisioterapia, o facto de ter emagrecido muito, fere a vista, mas ajuda a que o levantar e o andar sejam mais simples.

Foi na sexta feira e eu vi, levantou-se agarrado ao andarilho e deu 4 passos até á cómoda, e voltou para trás.

Esta é uma grande vitória, ver o meu pai novamente em pé.E quem sabe daqui a umas semanas a andar muito lentamente, e com ajuda, mas a andar.

Ainda se sente tonto e se cansa ao minímo movimento.Mas sempre a acompanhá-lo e a encorajá-lo, estamos nós.Eu,a minha Mãe e o meu tio.

As sessões são muito caras,em 7 sessões,já lá vão 400 euros, (há quem ache um exagero, e apenas venha a casa para criticar esse valor,mas quando se compra um tapete de 150 euros nas ruas de Marrocos, só porque sim, também se dá uma ajuda ao Pai para os tratamentos...é mais do que justo).É claro que não compensa a presença que não houve e não há, a atenção e acompanhamento...mas é sempre uma ajuda.Ainda que todo o dinheiro do mundo não pague nunca o amor que não se deu.

Neste momento em que escrevo o meu pai come sentado na cama, e a liberdade que perdeu de movimentos, é subtilmente conquistada.

Isto é de uma felicidade imensa para mim, apesar de saber que o seu estado não é animador, mas estável, não sabemos por quanto tempo.Pelo menos está em casa, longe da pandemia da gripe A, e dos hospitais.E eu só espero não apanhar gripe A, com os meus bebés, o que será quase certo, porque não poderei vir para casa, ou irei contagiar o meu pai, que está enfraquecido.

A gripe em si, não me assusta, cura-se com benuron e 7 dias de cama.

Posto isto, resta-nos viver cada dia na confiança de que tudo correrá bem e se não correr, é dar a volta por cima o mais rápido possível.

Afinal estamos todos no mesmo barco e o bem que fizermos hoje, colheremos um dia...ajudar nunca será demais.



You

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Guerreira??








Em tempos diziam-me e eu sentia, que tinha uma alma de guerreira.
As coisas passavam por mim, e eu combatia o bom combate, a maior parte das vezes, com um sorriso na cara ou porque não, entre uma lágrima e outra, á qual também tinha direito.
Hoje mais do que nunca, sei que essa alma existe...mas ás vezes, procuro-a porque não a encontro com outrora de imediato á flor de mim.
Hoje, senti o mundo a acordar de umas férias, o trânsito, as multidões, o regresso á rotina diária, que nos mantém completos, vivos, realizados.Mas senti também a pouca vontade com que todos o faziam...as criticas que traziam dentro...a insatisfação eterna, de uma sociedade que não sabe bem para onde caminha, nem como o faz.
E porque hoje, eu fiz parte dessa massa, e me misturei nela, fui inevitavelmente assolada repentinamente por um sentimento de solidão , embora saiba bem para onde ir e como ir, mas ainda há caminho a percorrer.Um caminho nem sempre fácil, doloroso, com algumas perdas ás vezes essenciais, cansativo, com que me deparo, mas também, fortalecedor, repleto de surpresas e único porque é o meu caminho.Traçado a pensar em mim...
E hoje apenas, regressei a casa a precisar de um abraço, de um colo de mãe e de pai, como aquele que eu dou aqueles que ajudo a crescer.
Hoje, a caminho de casa, sentia-me tudo, menos uma guerreira, primeiro porque duvidava de mim, segundo porque o cansaço se apoderava do meu corpo e terceiro porque só me apetecia chorar.(Entendo-o como uma depressão pós férias...)
Ser humana tem destas coisas...tem interrogações pelo caminho e tem também um sabor a vitória, quando chegamos ao fim e olhamos atrás com a sensação de ter cumprido a nossa missão, seja ela qual for no momento presente...onde é preciso.
Certamente, este ano lectivo, reserva-me algumas missões que agora julgo não ser capaz de abarcar...e me fazem confusão só de pensar nelas,mas nada que uma noite de sono não resolva e um "gosto de ti" vindo deste ou daquele amigo, não repare e me faça perceber ou relembrar que o valor de cada pessoa é imenso...apesar de tudo.
Guerreira ou não,vou até... onde Deus me levar.

domingo, 30 de agosto de 2009

Já cheira...







Feijoada de Marisco, para uma convidada especial.

Cá em casa, é dia de almoçar com a Renata.

Os últimos dias, têm sido para aproveitar a sua companhia, antes de partir para Timor.

Passámos pela taverna dos trovadores em Sintra, com a Ana Lu, e ao som de música bem portuguesa, bebemos um copo, o que me soube muito bem depois de um dia passado entre centro de saúde para actualizar as vacinas, finanças, segurança social e loja do cidadão...a noite não podia ser melhor, para descontrair.

E o que nos temos rido juntas ao recordar velhos tempos.Voltamos aos lugares de sempre, descobrimos outros tantos...

Que bom ter uma mana assim, sempre presente, mesmo quando está do outro lado do mundo!

Hoje gozo o meu último dia de férias oficial, embora os fins de semana ainda reservem algumas aventuras para breve.

Hoje,dá-se também o regresso ao meu Telhal, aos meus doentes, que saudades...mais logo em Cascais Rui Veloso embala a noite, nas festas do mar e eu vou ouvi-lo!

Bom domingo!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Moby - Pale horses


O Regresso, passo a passo.





















O regresso tem sido feito, aos poucos.
A minha realidade, mudou um pouco...aqui por casa, cruzo-me com um fisioterapeuta, mais do que habituado ao meu pai e o meu pai a ele.Já se senta na cama, agarrado ao andarilho.Fiquei estupefacta, mas se o seu tempo de vida, for com alguma qualidade, não há dinheiro no mundo que pague essa evolução.Por cada sessão, de 1h aqui em casa, são 50 euros.A intenção é colocar o meu pai a andar de novo, agarrado ao andarilho.O que vai levar meses, na opinião do fisioterapeuta.O meu pai, estabilizou, come bem, toma carradas de medicação e continua fraquito, mas com vontade de dar a volta a algo que ele sabe que é possível, contra todas as sentenças que já foram ditas...que ele não ouviu, mas se apercebe.Ainda assim, vejo a sua alma de guerreiro a surgir...como se andar, fosse a última coisa que gostaria de voltar a fazer.
Não pensamos nisso, que existe e evolui, e é mais do que verdade, mas sim, celebramos cada pequena vitória do dia á dia.
Volto aos locais de sempre, aos meus recantos e amigos.
Já na próxima 2a feira,faz-se o regresso ao trabalho e á normalidade de uma rotina, dando assim prioridade á minha família e a mim, nesta realidade...neste tempo.
Tudo com muita calma, e nunca esquecendo que nascemos para ser felizes...e ainda mais se pusermos a render os nossos dons naturais, é nesses que confio.
Guardo num entanto, todos os sonhos, que dormem aqui dentro, para o dia em que poderão voar, e assim só terão mais tempo de crescer e ficarem ainda mais belos.
As férias foram boas, com um pouco de tudo...mas agora mal posso esperar por ter nos braços, vidas tão pequeninas a rebentar para o mundo.E eu com elas.
Bom regresso a todos.


domingo, 23 de agosto de 2009

Último dia no Algarve!




Leonardo...





Madalena...




Praia Grande em Ferragudo...pela noite...



























Amanhã, é dia de partir.
Já sinto saudades desta casa cheia, da areia por todo o lado, dos chinelos, das toalhas aqui e ali, do cheiro a grelhados do terraço, da sangria única que aqui nasceu, da partilha de tudo...
Hoje o dia foi para visitar, os mais pequenos, abraçar quem já não via, fazia tempo, e andei todo o dia ás voltas.
O fim da tarde, foi na praia do Carvalho,aquela praia que já me ficou no coração.
Depois de ver partir mais 4 membros desta nossa "comunidade de verão",(incluíndo a gata pintas...) ficamos eu e a Ana, que nos acolheu tão bem, e fez da sua a nossa casa.
E numa noite mais livre, fui até á calmaria de Ferragudo, que até no verão é pacífico.Ali onde o rio Arade se mistura no mar.
Ficámos á conversa cá fora, num sofá que pedia sono, e nos embalava os sentidos, com Portimão como vista de fundo, do outro lado do Rio...e uma música suave que ia entrando.Velas aqui e ali, cravadas nas rocha, davam aquele toque de magia.Os pés descalços e o calor, fizeram o resto.
Há nomes que na minha boca se repetem, há histórias que são sempre recontadas e me fazem bater o coração, de as lembrar, pela força que a Amizade tem.
Agora é tempo de deixar o Algarve e agradecer os dias mágnificos que vivi, com pessoas igualmente fantásticas e simples.
Amanhã depois de um mergulho matinal de despedida, nestas águas quentes e calmas, está previsto arrancar para Lisboa ao começo da tarde, em boa companhia, que a estrada é longa, mas com o peito cheio de boas recordações...o que pode haver de melhor?
Até muito breve.




sábado, 22 de agosto de 2009


Ao Sul.



























































Os dias seguem tranquilos por aqui.Hoje foi um dia mais calmo, o calor era abrasador.Desde que cheguei ainda não usei o pijama.
Em Lagoa tudo é calmo...e solarengo.
Fomos visitar a FATACIL, jantámos por lá ao som de música bem Portuguesa.
Ementa:Migas, abanicos, sangria, farinheira, e mais para o fim da noite, espetadas de fruta cobertas de chocolate.
Um pouco de tudo...mar de gente, de cultura,de cores de sabores.
Vou sabendo que pelo Algarve estão outros amigos...em busca do mesmo sol.Banhamo-nos no mesmo mar, e nem sabemos.
O regresso a casa, está previsto para Domingo.E será também, como sempre, o regresso á realidade e ao trabalho...
Tenho saudades do Telhal, dos meus doentes, das minhas rotinas com o meu pai, mas precisava tanto deste tempo e está a fazer-me muito bem, tenho aprendido muito, a muitos níveis.
Por agora, estou aqui.
=)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Monchique









Depois da manhã na praia do carvalho, e dos mergulhos no azul, a tarde foi para subir á serra de Monchique e visitar as caldas.
Beber da água que sabe mal, mas faz bem, sentir o sossego que se respira por ali.
Depois do almoço, um dos elementos desta comunidade foi embora, e ficamos reduzidos a cinco.Mas o trabalho chama.
As compras para o jantar, couberam-me a mim, e é giro estar num super mercado, repleto de "bifes", com escaldões...que passeiam em fato de banho e chinelos por ali.E viva o verão!
Foi sardinha assada, espargos com ovos e salada com milho, com bom pão do Algoz...regado com a nossa sangria da casa, única e secreta.Deliciosa.
O jantar prolongou-se pela noite dentro em conversas amenas no terraço, daquelas que fazem pensar, que desafiam.
Antes de dormir, brincadeiras, com a "gata pintas", uma gata bebé que tem feito as minhas delicias...e agora daqui para o meu quarto.
Amanhã é outro dia, para sorrir.
Respiro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Hoje, andei por aqui!




(Praia do Carvalho, Lagoa)



(Carvoeiro)

Praias pequeninas, de acesso limitado para muitos, pacíficas.O azul é de encher os olhos da alma...o cheiro a maresia inebriante e o sol brilha quente beijando-nos a pele.

Rever amigos de há muito, essencial!Descobrir novos amigos, caminhar com outros tantos aqui dentro, que fazem também a minha história.

Há risos, brincadeiras, mergulhos, partilha, uma sesta pela hora do calor, banhos de mangueira no terraço, grelhados e o melhor de tudo, não temos horários ou obrigações, porque de facto, aqui pouco importam as regras...deixamo-nos ir ao sabor do dia.Ou não seriam férias.

Mais do que isso, sinto-me em casa.

Pela noite as ruas do Carvoeiro enchem-se de gente, turistas que bebem cerveja como se não houvesse amanhã e nós que passeamos de gelado na mão,apreciando as diferentes culturas e brilhos que por ali há, depois há quem dance na praça e o som do mar embala o resto.

Eu fico-me pelo terraço com o céu como fundo e o fresco que corre, penso no meu pai e no que eu gostava que ele pudesse viver ainda por mais tempo, e beber a vida, como me ensinou a fazer.

Assim vou dormir, com as palavras, que chegaram ali de Manta Rota, a uns bons Km daqui pelo Duarte, mas que são de Fernando Pessoa.

"A vida é breve, a alma é vasta: Ter é tardar."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Algarve









O ano foi atribulado, cheio de emoções fortes e dificeis, mas que me fizeram perceber e amar muita coisa.
Acho que um tempo para mim, me fará bem.Mais do que nunca é agora que preciso dele.
O sol será companheiro e o azul do mar saberá dizer-me tudo o que ainda não sei, talvez.E se eu lhe contar de mim, ele vai abraçar-me.
A amizade essa, não podia faltar, sem ela não faria sentido.
Agora sim, férias.
Até breve.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De volta






















Tudo o que preciso agora é de desncasar.
Foi muito especial.Mas com sempre, há tanto para digerir...
Agora, que tudo se silenciou e à mesa já não somos 31, agora que já não chamo ao fundo das escadas para descerem, ou abro as portas para ver se já dormem, agora que na praia já o meu olhar não percorre todos os seus movimentos dentro de água para que não perca nenhum de vista.
Sim, agora, que eles existem para mim, de uma forma tão especial...já nunca mais serei a mesma.
Comprovo, mais uma vez, o Amor tudo suporta.




Até amanhã.