
Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Por um lado, consigo sempre de alguma forma deslumbrar-me com a generosidade e princípios de algumas pessoas, com a genuína vontade de fazer bem sem esperar nada em troca. Mas por outro, e garanto que estes últimos dias não têm sido nada fáceis, há muito que sinto que a maioria das pessoas não merece a importância que me vejo obrigada a dar-lhes: as pessoas que não mexem uma palha para conseguirem o que lhes faz falta, as pessoas que cruzam os braços à menor dificuldade, as pessoas que desistem ao primeiro contratempo, as pessoas que arranjam subterfúgios e bodes expiatórios para fugirem às suas responsabilidades, as pessoas que nos descartam quando se fartam de nós ou quando já não lhes fazemos falta, as pessoas que usam outras e abusam da sua ingenuidade, as pessoas que nos tossem para cima literalmente e por fim as pessoas que julgam que o seu pequeno mundo é o único existente e válido.
Eu respiro fundo, juro que respiro, mas não tem sido fácil nestes últimos dias. Não é fácil impingir rectidão a quem não tem espinha e é impossível pedir a alguém que respeite os princípios em que não acredita. Felizmente, ainda não me conseguiram acabar com o optimismo e com a ideia de que há pessoas genuinamente boas, dificilmente corrompíveis, empenhadas em fazer deste um mundo melhor. Eu já VI estas pessoas. Falo com algumas todos os dias e sei que são muito mais do que apenas ingénuas. Mas estas pessoas são muitas vezes como as pedras naqueles jardins orientais: submersas, escondidas pelas águas paradas mas firmes na sua ligação ao outro lado. Eu batalho para estar também deste lado das trincheiras e tentar ser um exemplo de cidadania. Mesmo que me digam que o mundo é dos espertos.
Eu sei que é muito mais dos sensivéis e inteligentes,pois o mundo por eles respira.
sábado, 12 de setembro de 2009

E chegado o fim de semana, é tempo de fazer um resumo do que foram estes dias.
De como eu estou e me sinto.
Esta semana, a Renata, voltou para Timor, e amanhã de lá também, chega a Flor.
Foi a semana em que percebi que há dias muito maus, e em que confirmei que eu não nasci para viver numa cidade o resto da vida, nem isto me diz coisa alguma, este stress constante, de apanhar transportes, de picar o ponto, de passar á frente dos outros em tudo, de tratar mal seja quem for, por um lugar no autocarro.
As pessoas estão descontroladas, perderam as estribeiras e não olham a meios para atingir os fins.
O pior dia da minha semana, foi 3a feira, quando saí de casa e apanhei logo uma molha, debaixo de uma trovoada imensa.Só se viam pessoas a fugir,ainda de sandálias e roupa de verão.A primeira chuva de Setembro, veio brindar-nos forte e feio.Eu encharcada lá segui o meu percurso.No regresso a casa, depois de um dia cheio, os autocarros não passaram durante 2h, devido a um acidente.E quando vieram, fui obrigada a assistir a uma discussão sem nexo, e mais tarde a violência entre algumas pessoas, que apenas estavam cansadas e sob pressão.Foi horrível...no pára arranca, a noite a cair e eu dentro de um autocarro, em plena zona industrial, a ouvir uma pequena guerra.Isto é tudo o que não quero, isto é tudo o que não vou aguentar muito mais tempo, isto não faz parte do meu projecto de vida e vou lutar para mudar isto, dentro em breve.Por agora tem de ser assim...porque tenho que me manter perto de casa e da minha família.
Mas neste mesmo dia, confirmei, que de facto ando ao contrário do mundo, das massas e da maré.E que bom é, ser assim, sentir assim, viver assim.
Saber que o menos procurado é o melhor, que o menos visto e falado, é no fundo a melhor escolha.
Não sinto que seja minha opção,não ter tempo para ler um livro, porque estou cansada e que chegar a casa, tomar banho, jantar e dormir seja também uma forma saudável de viver.Eu que sempre dei valor ao lado mais humano e ao tocar e ser tocada pelas vidas dos que amo.
Vejo os amigos de semana a semana, e alguns não vejo há 2 semanas.E aguento-me sim, pois que remédio, mas isso não impede que me queixe e reclame á vontade.
Este mesmo blog, a quem visitava todos os dias, como um bálsamo regenerador, agora visito 1 x por semana, ao fim de semana, porque só aí tenho tempo e vontade para escrever algo com cabeça...e coração.
Mas apenas para dizer, que os olhos da alma, continuam abertos e a funcionar, a captar o mundo e a senti-lo de forma intensa e profunda, só que a paisagem mudou um pouco ou um bom bocado e eu não posso transmitir nunca aquilo que não vejo.
Os olhos são afinal um espelho do que somos...e é através deles,que eu "vomito" o mundo, esta cidade, esta realidade e condição...neste momento.
E acreditem que isto não é nada bom de sentir, traz desconforto e ansiedade...aquela que me acorda antes do despertador tocar todos os dias e me faz suspirar enquanto espero o autocarro, ou olhar pelo vidro em andamento e perder-me em pensamentos, acompanhada pela banda sonora da minha vida.
É que o mundo é tão grande e vasto e há tantas pessoas a quem gostava de dar o meu abraço e alegria, pois precisam deles e depois, viver entre aquelas que não o conhecem e não sabem o que significa dar mas apenas ter, nunca poderão compreender isto, é no mínimo castrador.
Este não está a ser o melhor ano decididamente,é que ninguém me preparou para a quantidade de imprevistos e desvios que tive pela frente, mas o ano ainda não acabou...e o futuro é um segredo iluminado.Creio.
domingo, 6 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009


domingo, 30 de agosto de 2009

Feijoada de Marisco, para uma convidada especial.
Cá em casa, é dia de almoçar com a Renata.
Os últimos dias, têm sido para aproveitar a sua companhia, antes de partir para Timor.
Passámos pela taverna dos trovadores em Sintra, com a Ana Lu, e ao som de música bem portuguesa, bebemos um copo, o que me soube muito bem depois de um dia passado entre centro de saúde para actualizar as vacinas, finanças, segurança social e loja do cidadão...a noite não podia ser melhor, para descontrair.
E o que nos temos rido juntas ao recordar velhos tempos.Voltamos aos lugares de sempre, descobrimos outros tantos...
Que bom ter uma mana assim, sempre presente, mesmo quando está do outro lado do mundo!
Hoje gozo o meu último dia de férias oficial, embora os fins de semana ainda reservem algumas aventuras para breve.
Hoje,dá-se também o regresso ao meu Telhal, aos meus doentes, que saudades...mais logo em Cascais Rui Veloso embala a noite, nas festas do mar e eu vou ouvi-lo!
Bom domingo!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O Regresso, passo a passo.





O regresso tem sido feito, aos poucos.
domingo, 23 de agosto de 2009
Leonardo...
Amanhã, é dia de partir.
sábado, 22 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009


quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Hoje, andei por aqui!


Praias pequeninas, de acesso limitado para muitos, pacíficas.O azul é de encher os olhos da alma...o cheiro a maresia inebriante e o sol brilha quente beijando-nos a pele.
Rever amigos de há muito, essencial!Descobrir novos amigos, caminhar com outros tantos aqui dentro, que fazem também a minha história.
Há risos, brincadeiras, mergulhos, partilha, uma sesta pela hora do calor, banhos de mangueira no terraço, grelhados e o melhor de tudo, não temos horários ou obrigações, porque de facto, aqui pouco importam as regras...deixamo-nos ir ao sabor do dia.Ou não seriam férias.
Mais do que isso, sinto-me em casa.
Pela noite as ruas do Carvoeiro enchem-se de gente, turistas que bebem cerveja como se não houvesse amanhã e nós que passeamos de gelado na mão,apreciando as diferentes culturas e brilhos que por ali há, depois há quem dance na praça e o som do mar embala o resto.
Eu fico-me pelo terraço com o céu como fundo e o fresco que corre, penso no meu pai e no que eu gostava que ele pudesse viver ainda por mais tempo, e beber a vida, como me ensinou a fazer.
Assim vou dormir, com as palavras, que chegaram ali de Manta Rota, a uns bons Km daqui pelo Duarte, mas que são de Fernando Pessoa.
"A vida é breve, a alma é vasta: Ter é tardar."
segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Tudo o que preciso agora é de desncasar.
Foi muito especial.Mas com sempre, há tanto para digerir...
Agora, que tudo se silenciou e à mesa já não somos 31, agora que já não chamo ao fundo das escadas para descerem, ou abro as portas para ver se já dormem, agora que na praia já o meu olhar não percorre todos os seus movimentos dentro de água para que não perca nenhum de vista.
Sim, agora, que eles existem para mim, de uma forma tão especial...já nunca mais serei a mesma.
Comprovo, mais uma vez, o Amor tudo suporta.
Até amanhã.


