sábado, 5 de dezembro de 2009




Há noites geladas.
Hoje foi uma delas. 
 



 





Lembro-me de estar hoje, em pleno Rossio, cheio de luz, e gente, depois da oração de Taizé.Lembro-me de sentir-me apenas um pontinho insignificante no meio de tanta gente, e agitação.

Lembro-me que cheguei a casa e quis escrever, mas não podia dizer tudo de uma vez.

Amanhã depois do teatro,"O feiticeiro de Oz" com a pequena Mariana e a Isabel, no Politeama, vou passar a tarde toda com o meu pai.Matar saudades.Levo o portátil e vou ESTAR.

Tenho que me mascarar até ao tutano.Máscaras, batas, luvas, tocas...para o proteger de infecções.
Não tem defesas.Está no isolamento.
E nada melhor do que ir e isolar-me com ele, também.

No domingo, reunião de preparação para a Polónia.Espero que corra tudo bem.Aqui começam os passos, para uma longa caminhada.



Só espero conseguir descansar também e deitar fora esta dor de costas que me acompanha.Hoje, foram comprimidos e emplastros adesivos.E nada.Não passa.Falta a massagem...vamos ver.


E segunda feira, recomeçamos.



Bom fim de semana!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dia quase perfeito e inesperado...





Se vos contasse como começou o meu dia, nunca iam acreditar, que terminaria assim.Tão calmo e feliz.
Acordei muito para lá da hora normal, mas mesmo assim, cheguei mais cedo ao colégio do que o habitual.Não sei explicar, este facto.Saltei da cama e em 15 minutos estava na rua.Pensei que o dia me ia correr mal, porque por norma quando acordo assim, em sobressalto, o dia nunca chega a acordar.
Mas desta vez, acordou.
Entre enfeites de natal, cenários para a festa, e os meus bebés, houve tempo para rir, abraçar, e compreender acima de tudo, algumas atitudes.Partilhar também.
Quando saí do trabalho, apanhei o autocarro para a baixa e embrenhei-me em multidão, no fim do dia e no fumo das castanhas...

Era isso que me aptecia, acompanhada pelas luzes de natal que iluminam Lisboa e a tormam mais bonita.
Desci a avenida da Liberdade, a pé, ( eu...sim!), levei 25 minutos, porque fui com muita calma, mãos nos bolsos, música nos ouvidos e pensamentos a fluir.Nada melhor, podia ter feito hoje.Vi tantas coisas, tantas expressões, realidades.Desde mendigos que dormem nos multibancos, ao luxo exuberante dos hotéis da avenida, onde as mesas escrupolosamente postas com velas, esperam os clientes.E eu passava e ia pensando em mim, na minha família, no Natal, que se aproxima a passos largos e em tanta coisa que me enche a cabeça neste momento.

Sinais vermelhos, embaixadas, manifestação, taxistas em espera e á conversa.
Ao fundo da Avenida,olho para trás e vejo a árvore gigante a brilhar.Está bonita.As árvores com brilhos que escorrem como água.E no céu uma lua cheia, prometida, que admirei sozinha e me fez companhia.

Chego ao Rossio, penso jantar e depois dar uma saltada na Fnac, para ver os Monte Lunai que actuavam hoje.
E é aqui que tudo muda, quando á minha frente, salta a Ana a sorrir.Ela ia comer sozinha por ali e eu também.Jantámos juntas...com conversa da boa.
Percebi, que a seguir era a peça para a qual já me tinham convidado e eu recusei...e ia encontrar alguns amigos por lá.Resolvi ir e foi a melhor escolha.
Apesar da surpresa por quem não me esperava, foi bom estarmos juntos.
Acabei por me juntar a eles para ver o monólogo “O ano do pensamento mágico” que marca  o regresso de Eunice Muñoz ao palco do Teatro Nacional D. Maria II, de onde estava afastada desde há nove anos. 











Com a sala completamente cheia, Eunice Muñoz, foi aplaudida de pé durante vários minutos no final da peça, onde os meus olhos retiam lágrimas e me faziam ver tudo a tremer.

“O ano do pensamento mágico”, de Joan Didion, conhecida escritora e argumentista norte-americana,a peça inspira-se na experiência pessoal da dramaturga e surge no palco do TNDMII numa encenação de Diogo Infante.
Foi assim, que depois saí do teatro com a alma larga e uma sensação extraodinária de libertação, de diversos sentimentos, por tudo o que estou a viver com o meu Pai e reconheci em cada palavra.

Aquilo que podia ter sido muito pesado, tornou-se numa enorme partilha.Como se a Eunice, tivesse dito tudo aquilo que eu já sei, senti e sinto, e me fizesse uma festa na face, lá do palco onde ela estava, para o meu lugar no escuro, onde nem sabe que eu existo ou a história que tenho.
Esta senhora de 81 anos, continua uma Diva do palco, e prende-nos a atenção depertando em nós tantas emoções, sem sair do lugar.Apenas o seu olhar, expressão, sorriso, lágrimas e atitude.

De facto cada um se revê de forma diferente naquilo que encontra.
Ao chegar a casa, uma conversa virtual com a Alexandra.Das nossas.

Uma boa forma de acabar o dia, que foi assim um dia quase  "  perfeito"   e com muito inesperado pelo meio.
Para ser perfeito, teria que ter visto e estado com o meu Pai.





 (Apesar da dor nas costas que me acompanha há 3 dias e teima em não passar com analgésicos.)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Breve suspiro meu

Tenho saudades do meu Pai.
Muitas.


Noite quentinha...em família.









Obrigado Márcia.
Queria só dizer isto.Ontem foste luz.
Partilhando o teu mundo...deste cor e calor ao meu. 
Há dias assim em que a chuva não é só lá fora, mas também dentro de nós.


Abraço forte.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ólafur Arnalds - Ljósið (Official Music Video) from Erased Tapes on Vimeo.



Cor.Tudo o que preciso é de Cor.

O meu coração, bate com Cor.

De Taizé!

"Caros amigos

Espero que estejam bem !

Eu estou bem. Ainda estou em Taizé: estive apenas duas semanas em Poznan
depois do Verão e agora só lá volto em meados de Dezembro.
As notícias de Poznan têm sido bastante animadoras:
há muitos jovens cheios
de entusiasmo a preparar o Encontro em cada paróquia.
Penso que todos osparticipantes serão acolhidos em famílias,
como já vem sendo tradição nos Encontros Europeus na Polónia.
Venham preparados para se separarem, pois haverá imensas famílias,
que só acolherão duas pessoas! E algumas só uma...
Mas num mesmo prédio, haverá provavelmente várias famílias a acolher.
O Parque de Exposições (enorme!) é no centro da cidade, mesmo em frente à
estação central de comboios: tem todas as condições para termos um belo
Encontro.
Mas acho que será importante irmos preparados para o frio: os
irmãos que lá estão dizem que há igrejas que não são aquecidas...
No entanto, os polacos gostam de dizer que no ano passado, no fim do ano,
estava mais frio em Bruxelas do que em Poznan!

Em anexo, envio também uma fotografia da decoração,
para o Tempo do Advento
que pusemos na Igreja da Reconciliação em Taizé.








Neste tempo de preparação para o Natal,
preparamo-nos também para, tal como os Reis Magos há dois mil
anos, ir a uma terra distante para adorar o Menino.
E as quatro velas podem marcar o ritmo destas quatro semanas,
em que gostaríamos de aprender a esperar com a confiança de Maria.

Convosco, nesta peregrinação de confiança,




Ir.David



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

The sience of Sleep





Se os sonhos têm ciência?

Não sei.

Gostei do filme.Bom serão de Domingo á noite.

Diferente.

Afinal é tão dificil de encontrar quem sonhe como nós...assim.


domingo, 29 de novembro de 2009

Saudade













Haverá melhor sitio para se estar, do que aqui, quando chove lá fora e o frio começa a apertar?
Talvez, respondesse em casa, se a minha casa neste momento não estivesse tão vazia...e o domingo não fosse agora, um lugar melancólico, em que me perco em recordações felizes e ainda bem que as tenho.
Hoje foi um desses dias, em que o pensamento deu voltas e mais voltas, sobre o que de facto está a acontecer.Há a realidade e há aquilo que gostaríamos que fosse a realidade.Mas o tempo não espera...e por mais duro que seja tudo isto, há que enfrentar.O meu pai recebe apenas uma visita por dia.Recebendo uma visita, não sobe mais ninguém.São as regras, de prevenção contra a gripe A.Eu até entendo que o façam, mas ter que andar a fazer escalas, para ver quem o pode ver, hoje, amanhã e depois, parece.me ridículo tendo em conta o estado em que se encontra.Olho para aquele hospital neste momento como se fosse uma prisão.Onde não consigo chegar.
Talvez esteja a atingir a um ponto de cansaço...em que o arrastar das coisas, me faz ter vontade de dar um grito e ao calar-me que tudo se tenha resolvido.Mas não é assim que funciona.Em nada.Não posso mudar o que quer que seja, posso apenas amenizar e cuidar.
Por isso, deixei-me ficar a ouvir a chuva, lá fora, pus um bolo no forno e fiz um chá para mim, que deixou a casa toda a cheirar bem.Vesti um pijama quentinho e preparo-me neste momento para ver um filme, "A ciência dos sonhos", uma prenda dos meus patrões, pelo meu aniversário.
E quando o sono chegar, lá vou eu, preparar-me também para sonhar e acordar numa real e parece-me que, chuvosa segunda feira.
O espírito natalício por incrível que pareça já se alojou no meu coração, mas isso não tem nada a ver com as luzes que se acendem pouco a pouco lá fora,ou com a azáfama das compras, mas sim com o que tenho vivido de entrega aos outros e pelo que me vão fazendo sentir.
Apenas e só.

Boa semana.

O Brincador









Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for. Quando for grande, quero ser um brincador. Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor. Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador... A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: "é assim a vida". Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar. A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser um brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabear mesmo depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever: Aqui jaz um brincador.


Álvaro Magalhães

sábado, 28 de novembro de 2009

Pai.


O meu Pai, voltou ontem ao Hospital.
Por mais que lute, acaba sempre por ter que voltar, e é lá que os cuidados se adequam ao seu estado.
Mas nunca deixa de me custar, o silêncio que deixa para trás aqui em casa.A falta que faz a sua presença...mesmo que seja a respiração ao dormir.
Volto a sair do trabalho e a ir a correr para o Hospital, para o conseguir ver e a andar duplamente cansada, de todas as formas e feitios e sem grande humor.
Esta situação, arrasta-se há uns meses, e é como se já nos tivéssemos habituado a ela.Deixa-nos tristes e sempre com medo e assustados, mas sabemos que mais tarde ou mais cedo, termina.
E isso desponta em mim dois sentimentos, ambíguos.Um a dor de pensar que o vou perder.E outro de alívio, por ver o seu sofrimento chegar ao fim...e o nosso também.
E quando me perguntam pelo meu pai, como é que ele está, eu já nem sei o que dizer.Bem não está.E quando digo a verdade, as pessoas ficam sem saberem bem o que dizer ou fazer,embaraçadas, porque poucos são aqueles que já aprenderam a lidar com o sofrimento desta forma.



Bom fim de semana.




quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Telhal, 20 a 22 de Novembro.

Os meus meninos em SERVIÇO!





Foram dias de entrega...e as imagens falam por si.



































TU, tens que dar um pouco mais do que tens...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Uma noite para comemorar!


Foi no Saudade em Sintra...









Foi dos aniversários mais simples, que tive.
Eram as pessoas essenciais.Ainda faltavam algumas, mas mesmo do outro lado do mundo...estiveram por ali.A conversa estava boa e todos aqueles rostos e sorrisos fizeram a noite apetecer...estava frio lá fora e lá dentro, sempre que chegava alguém...eu sorria e o Deodato gritava de contente.Foi uma surpresa tê-lo comigo, preparada pelo Alberto.Obrigado.Não cabia em mim de contente, quando o vi.Abrilhantou a noite, com a sua graça, simplicidade e inocência...e agora todos o conhecem, porque já tinham ouvido falar dele, certamente.
Foi tão bom, estar com OS amigos.Soube a pouco, mas era uma 2a feira igual a tantas outras e a noite acabou na correnteza em Sintra, a partir o bolo e soprar as velas debaixo de um céu limpo, estrelado e com o palácio de Sintra como fundo, bastantes gargalhadas e intimidade.
Fica um sabor bom, de noites assim.Abraços e reencontros que me encheram de energia positiva.Foi uma noite bonita a chegar aos 28...
A verdade é que os anos passam e estes rostos, que comigo estiveram, continuam lá e vão continuar e esse é o melhor presente que alguém pode ter.
Nesta noite deitei-me com uma paz diferente, apesar de ser tarde.

Respiro, deixo um obrigado aos que estiveram, aos que não puderam ir, mas sei que estão comigo.
Celebro a vida, assim, todos os dias.



domingo, 22 de novembro de 2009

Já conto 28.









Parabéns a.......VOCÊS, porque me fazem, a mim.
Parabéns a quem pinta a minha vida, com as cores mais bonitas.
Eu nasci, e cruzei-me com pessoas e lugares, com experiências e sentimentos...e sei hoje, que estar viva, é uma dádiva, que não tenciono desperdiçar.
Obrigado a quem me faz assim e por isso hoje, Parabéns, é aos que Amo.
E quem me dera, poder continuar por mais 28 anos, a retirar da vida o melhor,e a dar também o melhor.
Uma coisa eu sei, aquele tempo que me foi concedido, esse, já o aproveitei muito, muito bem, intensamente...e isso só por si, já é um enorme presente.


Espero o sol...neste dia.




Telhal.Tocando a hospitalidade.










Tenho sabor a Outono, ás cores das árvores do Telhal, amareladas e castanhas,tenho nos olhos o céu á noite visto da varanda, e o burburinho dos míudos dentro de casa, a chuva a escorrer dos vidros...e o calor humano, mesmo dentro dos tunéis frios.
Guardo, um cobertor no chão para nos sentarmos e eles a pedirem que contasse uma história...e o seu silêncio atento, enquanto a contava, deitados com as cabeçças uns nos outros,sentindo já o frio do inverno.
Os sorrisos aquecem e disso nunca tive dúvidas.Os abraços muito mais.E recebendo tanto amor, como posso eu não o querer dar?
Tenho ainda em mente as suas palavras, escolhidas e explicadas com profundidade e verdade. Acabo por descobrir sempre e cada vez mais, com o tempo, que o Telhal, é um campo de missão, tão grande, como o continente Africano.Ali há tanto a fazer como lá.Embora as necessidades sejam diferentes.
E é em missão que me sinto...desta vez a missão aconteceu com 27 pessoas, que sei que saíram
dali tocadas e diferentes, mesmo que não o descubram já.É que estas coisas e nestas idades,levam o seu tempo a dar frutos e a desabrochar.
Mas é este trabalho de semear, que me move, de ver um dia mais tarde, nascer mais e mais hospitalidade.Porque ser hospitaleiro, é sê-lo sempre, para lá dos muros do Telhal.
Pela casa, havia música, havia agitação (ás vezes demais e fora de horas!), mas havia sobretudo, vontade de ali estar e de dar.E isso é o mais importante.
Ainda recebi a visita da Márcia e esperei por outras que não chegaram.
Os objectivos foram atingidos e senti, que tocar a vida dos outros com a nossa vida é algo tão simples, que esta foi a melhor prenda de aniversário que podia receber, antecipadamente. E o dia e a semana vão saber bem melhor, pelo que se viveu e partilhou.Sem dúvida.
São estes momentos que nos vão preenchendo e afagando, outros mais dolorosos que possam existir e existem mesmo.

E sabem o que é melhor nisto tudo, é que posso sempre voltar a casa,(Telhal) e sentir-me assim. Lá dentro, estão vidas, demasiado preciosas.E cá fora...sabemos bem como são as coisas. Cabe-nos a nós mudá-las, mas nem sempre se consegue.Embora nunca se desista.



Boa semana e obrigado.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vou estar por Aqui.








A fazer a mala, para mais uma actividade.
Amanhã começa, mais uma viagem ao centro de mim e de cada um dos que vou conduzir.
Espero que descubram tal como eu, tesouros que ficam para sempre.
Descontracção,sorriso e confiança.Afinal ali, estou em casa.

Afinal há tanta coisa que fala por si, lá dentro.
Eles vão concerteza descobrir.Rodeada de Amigos, é como vou estar.
Quanto a mim, sei que saio sempre de alma cheia e a brilhar, depois de uma semana difícil.
Quando acabar este fim de semana, eu entro de cabeça nos 28 anos, será numa 2a feira feita de regressos ás rotinas diárias, mas pintada com as cores que mais gosto, pela chegada da noite. Vou concerteza fazer na minha cabeça, vezes sem conta e rodeada pelo verde que vou contemplar á minha volta, um apanhado em jeito de agradecimento destes 28 anos, sobre a terra.









Aiaiaiai, a Rita está a ficar velhota, mas cada vez a gostar mais de Viver! Até lá...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


Dia difícil.









Silêncio.
Há demasiado ruído á minha volta, demasiado barulho e confusão.
Shhhhiiiuuu!Calem-se por uns instantes apenas.Preciso de me ouvir.
São felizes assim, no meio dessa barafunda?
Ás vezes pergunto-me, o que valerá mais a pena, a nossa paz a tempo inteiro, ou uma constante luta contra o mundo, que nos faz perdê-la...tantas e tantas vezes.
Quem não luta, e quem não perde a paz de vez em quando, não sabe o que é a verdadeira paz, porque nunca esteve em guerra.Há que saber lutar e conquistar o nosso espaço e convicções.
Isso é difícil, mas não é impossível.Tira-nos a paz, é certo.Deixa marcas.
Mas só em Deus, descansa a minha alma.
Cansada, de tanto vos ouvir.
Sim a vocês, que não sabem metade do significado daquilo que dizem ou sequer do que sentem, se é que sabem o que querem, ou porque estão no mundo?
Pequenez.É a única coisa que eu encontro, quando vos olho.
Sim, hoje estou zangada e com vontade de gritar e pôr um ponto final nesta história.
Mas talvez amanhã me lembre, das vírgulas, e das reticências...

Suspiro.
Não esqueço.
E por fim...Adormeço.


Amanhã é uma promessa?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eu, não quero ser ilha!







Para segunda feira cinzenta e chuvosa, até nem correu mal.As cores do fim de semana ainda moram em mim. Lembro-me de estar a adormecer e a pensar no dia que se avizinhava e dar voltas na cama, meio a dormir, meio acordada."Síndroma pré.segunda feira"???
Nada paga, o entrar na sala de manhã e ver aquelas carinhas doces a olhar para mim e a pedir colo, ou uma gracinha.E depois vem o sorriso.
Eles são anjos...a crescer.E ali, inspiram-me e acolhem-me, como ninguém.
Hoje pensei, que há pessoas que são ilhas,autênticas ilhas.
São muito bonitas, desejáveis, paradisíacas, cheias de surpresas nem sempre boas...mas só de olhar, dão vontade de conhecer,mas estão isoladas.Chegar a elas pode ser complicado e perigoso.E isso não quero para mim.Quero antes construir pontes, onde elas faltam e ser península, para que todos os que desejem, cheguem até mim...sem correrem o risco de se afogarem.Foi apenas uma reflexão...ligeira.




O fim de semana no Telhal, está no forno e vai sair a cheirar bem! Espero conseguir passar hospitalidade aos 19 jovens que se inscreveram. Seremos 3 a levar este barco.
Vou andar a preparar tudo, e na 2a feira, chegam os 28 anos, e uma visita ao Ipo, para a inspecção habitual.É sempre bom lembrar-me que a vida é rara e uma dádiva.



A semana prossegue, dentro de momentos...

domingo, 15 de novembro de 2009

Saudades.









Já passou um mês, desde que a Catarina Partiu.
Timor, conta agora com a sua presença e alegria.
Aqui, sinto uma enorme vontade de lhe contar diariamente os acontecimentos da minha vida e a forma como os encaro.Apesar da distância, ser enorme, sinto que continuamos a caminhar juntas.Há sempre uma mensagem...um pensamento,e uma certeza que a missão que Deus confiou a cada uma neste momento é a nossa e a melhor que podiamos ter em mãos.



As suas palavras:

"Já me senti impressionada com o sofrimento e fé de alguns, já chorei a rir em momentos muito bem passados, já me senti cansada e pensei que não conseguia mais andar… Já subi ao Maubere para telefonar, já me senti livre no vento, já caminhei outra hora e meia para dizer “olá” á família, já andei numa Anguna … Já lavei roupa no rio.
Aqui não há muitas das coisas supérfluas que temos no nosso dia-a-dia. Não há aquelas coisas que julgamos serem essenciais. Mas aqui percebo o que é essencial, percebo que essas coisas todas não passam de meros acessórios. Sem os quais, imaginem só, me encontro a viver bem. Aqui há uma coisa essencial: o AMOR."



Isso revela uma confiança enorme e que nos ajuda, a ela lá, e a mim aqui a fazer o nosso percurso.E que bom, que nos cruzámos e ás nossas vidas.
As saudades existem, mas o sabor da sua liberdade e do seu sonho são para mim motivo de força.
Um ano pode parecer muito tempo...mas na verdade não o é, se soubermos seguir neste sentimento de amizade que nos une.
Catarina caso, passes por aqui, deixo-te um até breve...

Fim de semana.Chuva.Brilhos.Sons.Aromas.










O fim de semana, adivinhava-se chuvoso...ainda assim, pelos intervalos da chuva, consegui fazer tudo o que queria...e mais o inesperado.
Isso incluiu também andar um pouco á chuva, o que sabe sempre bem e nos traz aquele sabor a Liberdade.
O inverno á quase oficial e este ano nem senti o verão de S.Martinho.Mas cá em casa, fiz as castanhas de todas as formas, assadas e cozidas com erva doce e um pau de canela, regadas com licor de poejo.Foi uma noite quentinha e o meu Pai adorou.Um dia não são dias e ele deliciou-se.
Mas este chegar devagarinho ao Outono/Inverno, sabe-me muito bem.
Na sexta á noite, voltei ao aconchego do chá de Caneças, ali estamos em casa, e os sabores diversos do chá fazem-nos viajar.Desta vez , Bosque encantado, para dois,um strudel de maçã e ainda, cheesecake, depois são muitas as iguarias e bolos que nos enchem os olhos ao entrar.
A conversa estava tão boa, que tiveram que nos vir entregar a conta á mesa, quase a dizer, têm que ir embora, passava já da 1h da manhã.Ao sair, senti um pingo de chuva na cara, como que a acordar-me, quando fechei a porta do carro e entrei, começa a chover de verdade e isso foi o mote, para mais conversa.Gosto de noites de chuva, combinam bem com jazz, chá, conversa e um bom amigo.
No sábado depois da manhã merecida, a tarde, foi para tratar de mim, olhar para mim.
Andei pela minha cidade, o que não fazia há muito, muito tempo.Ás vezes é preciso.A semana acaba por ser a correr, e há pequenas coisas para as quais nem olhamos.Isso acontece-me com frequência.Mas contra vontade.
Tomei um café rápido com um amigo e depois lá fui eu.Descubro, novos locais, abriu algo novo nesta ou naquela rua, há coisas que gosto, outras que se mantêm com o passar dos anos e eu passo por elas e penso, estou a uma semana de fazer 28 anos.Á lembrança vêm todos os momentos...e sorrio levemente, como também me emociono ao pensar noutros.A verdade é que todos juntos, fazem a Rita.
A noite, ficou reservada para um concerto do Monte Lunai, em plena gare do Oriente, um lugar de partidas e chegadas.Estava cheio.E de repente, havia pessoas a dançar por todo o lado...em rodas e a sorrir.A chuva caiu forte, mas ali havia sem dúvida uma foco de calor humano.Sons europeus, que recriam outros tempos e nos fizeram encher a alma de boa energia.(Ver vídeo)













A noite terminou no Tuareg, num ambiente que nos consegue fazer esquecer o mundo lá fora,as cores, os aromas...e entre risos e conversas soltas...chegámos a domingo.









Hoje, soube bem estar por aqui.O que há de melhor que a nossa casa, em dia de chuva?
E uma nova semana está á porta.Não se adivinha fácil, sem a minha companheira de sala, que tirou uma merecida semana de férias.Mas tudo farei para que corra pelo melhor.
Bom e a chuva não se quer ir embora...e amanhã já conto com a molha a caminho do trabalho.
Esta semana estarei a preparar o próximo fim de semana no Telhal,que vou animar, para quem quiser conhecer aquela realidade e a
jh.Sintam-se convidados a aparecer.

Boa semana.

sábado, 14 de novembro de 2009