sábado, 22 de agosto de 2009


Ao Sul.



























































Os dias seguem tranquilos por aqui.Hoje foi um dia mais calmo, o calor era abrasador.Desde que cheguei ainda não usei o pijama.
Em Lagoa tudo é calmo...e solarengo.
Fomos visitar a FATACIL, jantámos por lá ao som de música bem Portuguesa.
Ementa:Migas, abanicos, sangria, farinheira, e mais para o fim da noite, espetadas de fruta cobertas de chocolate.
Um pouco de tudo...mar de gente, de cultura,de cores de sabores.
Vou sabendo que pelo Algarve estão outros amigos...em busca do mesmo sol.Banhamo-nos no mesmo mar, e nem sabemos.
O regresso a casa, está previsto para Domingo.E será também, como sempre, o regresso á realidade e ao trabalho...
Tenho saudades do Telhal, dos meus doentes, das minhas rotinas com o meu pai, mas precisava tanto deste tempo e está a fazer-me muito bem, tenho aprendido muito, a muitos níveis.
Por agora, estou aqui.
=)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Monchique









Depois da manhã na praia do carvalho, e dos mergulhos no azul, a tarde foi para subir á serra de Monchique e visitar as caldas.
Beber da água que sabe mal, mas faz bem, sentir o sossego que se respira por ali.
Depois do almoço, um dos elementos desta comunidade foi embora, e ficamos reduzidos a cinco.Mas o trabalho chama.
As compras para o jantar, couberam-me a mim, e é giro estar num super mercado, repleto de "bifes", com escaldões...que passeiam em fato de banho e chinelos por ali.E viva o verão!
Foi sardinha assada, espargos com ovos e salada com milho, com bom pão do Algoz...regado com a nossa sangria da casa, única e secreta.Deliciosa.
O jantar prolongou-se pela noite dentro em conversas amenas no terraço, daquelas que fazem pensar, que desafiam.
Antes de dormir, brincadeiras, com a "gata pintas", uma gata bebé que tem feito as minhas delicias...e agora daqui para o meu quarto.
Amanhã é outro dia, para sorrir.
Respiro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Hoje, andei por aqui!




(Praia do Carvalho, Lagoa)



(Carvoeiro)

Praias pequeninas, de acesso limitado para muitos, pacíficas.O azul é de encher os olhos da alma...o cheiro a maresia inebriante e o sol brilha quente beijando-nos a pele.

Rever amigos de há muito, essencial!Descobrir novos amigos, caminhar com outros tantos aqui dentro, que fazem também a minha história.

Há risos, brincadeiras, mergulhos, partilha, uma sesta pela hora do calor, banhos de mangueira no terraço, grelhados e o melhor de tudo, não temos horários ou obrigações, porque de facto, aqui pouco importam as regras...deixamo-nos ir ao sabor do dia.Ou não seriam férias.

Mais do que isso, sinto-me em casa.

Pela noite as ruas do Carvoeiro enchem-se de gente, turistas que bebem cerveja como se não houvesse amanhã e nós que passeamos de gelado na mão,apreciando as diferentes culturas e brilhos que por ali há, depois há quem dance na praça e o som do mar embala o resto.

Eu fico-me pelo terraço com o céu como fundo e o fresco que corre, penso no meu pai e no que eu gostava que ele pudesse viver ainda por mais tempo, e beber a vida, como me ensinou a fazer.

Assim vou dormir, com as palavras, que chegaram ali de Manta Rota, a uns bons Km daqui pelo Duarte, mas que são de Fernando Pessoa.

"A vida é breve, a alma é vasta: Ter é tardar."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Algarve









O ano foi atribulado, cheio de emoções fortes e dificeis, mas que me fizeram perceber e amar muita coisa.
Acho que um tempo para mim, me fará bem.Mais do que nunca é agora que preciso dele.
O sol será companheiro e o azul do mar saberá dizer-me tudo o que ainda não sei, talvez.E se eu lhe contar de mim, ele vai abraçar-me.
A amizade essa, não podia faltar, sem ela não faria sentido.
Agora sim, férias.
Até breve.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De volta






















Tudo o que preciso agora é de desncasar.
Foi muito especial.Mas com sempre, há tanto para digerir...
Agora, que tudo se silenciou e à mesa já não somos 31, agora que já não chamo ao fundo das escadas para descerem, ou abro as portas para ver se já dormem, agora que na praia já o meu olhar não percorre todos os seus movimentos dentro de água para que não perca nenhum de vista.
Sim, agora, que eles existem para mim, de uma forma tão especial...já nunca mais serei a mesma.
Comprovo, mais uma vez, o Amor tudo suporta.




Até amanhã.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009



Um Olá!


Ficam algumas impressões da residência artística...campo de férias.
Apenas uma pontinha.
Muitas descobertas, emoções e cansaço também.Mas daquele que vale a pena sentir.
Há rostos e vidas pelas quais já me apaixonei, há histórias duras, há um passado em cada um, que aqui não é lembrado...mas antes olhamos todos juntos para o futuro.
Há momentos, que ninguém vai esquecer...e há conquistas que ao inicio parecem ser impossíveis, mas de facto não o são.
Sujamos as nossas mãos, erguemos esculturas, dançamos na rua, vemos estrelas cadentes e olhamos os planetas...de perto, caminhamos, molhamos os pés no mar...ás vezes desesperamos, mas tudo volta ao normal.
E mais uma semana de campo se aproxima com novas aventuras, pela Arte e por dentro de cada um!
























































































































Fico á espera do que aí vem!





domingo, 2 de agosto de 2009



Boas Férias!









Queridos Amigos;

Este blog vai a banhos.Tenho as malas feitas, o coração aberto.
Por agora, estarei em modo campo de férias,algo que gosto muito de fazer, por toda a vivência de comunidade e partilha.
Com jeito, depois do dia 15, passo no Porto a ver a Gnoma, estou com a Renata, dou um salto ao Algarve com a Lu e a Porto Covo ao acampamento.

Em Setembro, espero pela Auto caravana do Frank, e finalmente vou poder viajar numa e mostrar-lhe os tesouros deste cantinho.
A emissão segue dentro de momentos ... lá para meio de Agosto, por aí ...
Vou sentir saudades de escrever, mas acompanha-me sempre, um bloco e uma caneta.

Tenham umas boas férias, e se não as tiverem, pelo menos sejam criativos e respirem!

Um abraço da Alma...

Celebra la vida



Celebra la vida; axel - More related videos from Asterpix

sábado, 1 de agosto de 2009

Hoje em Belém...







Rita Redshoes!






James Morrison!






No âmbito do festival dos oceanos.
Ao vivo e entrada livre!
Eu vou...afinal 1 de Agosto é sempre o inicio de dias mágicos.

Se os nossos sonhos são assim...








Without fear, i will.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quase a partir!











Não tenho o peso de achar que, se pudesse, mudaria o meu passado.Nada, mas mesmo nada mudaria, porque com tudo isso, eu cheguei aqui.

Nem que sejam pequeninas coisas, há sempre aquelas que lamentamos, consequentes ou inconsequentes, pela acção ou pela consequência.

Mesmo sem isolar momentos, olhando para trás, dou-me conta de que sempre vivi com atenção. Fui sempre muito observadora, mas também um pouco distraída, dispersa.O que até era bom.Fi-lo inconscientemente, na loucura adolescente de querer experimentar tudo. Nunca deixava de parar, para dizer a mim mesma que era bom, bonito, mau ou doloroso.Ainda hoje o faço.É por isso frequente conseguir associar a determinada sensação, a consistência de uma imagem, de uma mensagem, de um pedaço de informação, de um sabor ou de um cheiro.

E é muito bom recordar determinada vivência como boa, fazendo-lhe corresponder aquilo que, então, lhe imprimiu o “sabor” a bom.

Verdadeiramente, vivi muitos desses momentos. Passei por eles, conscientemente e já focada na busca seguinte.Não há tempo a perder.

O que à partida poderia não ter qualquer importância, assumiu-se agora (à luz de uma tardia tomada de consciência) como uma prioridade.


Hoje, sorvo cada instante e arregalo os olhos a todos os pormenores, delicio-me com aromas, passeio-me em quadros e paisagens, digiro cada conversa em que participo e cada linha que leio.Se, até agora, olhava para a minha vida como um filme amputado, hoje, esse filme passou a ser a cores, tem banda sonora diversificada e é visto três dimensões.


Por isso, dou por mim a fazer coisas ou a reparar em pormenores deliciosos.

Habituei-me por exemplo a dizer “olá, bom dia” ao Senhor que inevitavelmente varre a minha Rua por volta das 8:30 da manhã, ao que ele já me responde com um “olá bom dia, já viu este tempo?...então até amanhã”.

Noutros tempos, seria apenas uma vassoura incógnita no meu caminho.

Habituei-me a olhar para o céu, limpo, azul, para o sol, para o mar, e a agradecer por isso...só por existirem e eu os poder sentir, assim.Noutros tempos seriam coisas normais.

Não haveria eu de olhar para as pessoas, e admirá-las, senti-las, querer-lhes bem e observar quem são e o que encerram em si.

Habituei-me a olhar para um doente mental, da mesma forma que olho para um amigo.Porque é isso que ele é.Um amigo, tão ou mais valioso que qualquer outro.Noutros tempos, seriam pessoas distantes da minha vida, admira-los-ia na mesma,mas certamente não os amava assim, deste jeito.

Começo a habituar-me a agarrar missões, a acreditar nelas e a dar-lhes forma, cor, rostos.

Qualquer missão é boa e válida para mim, desde que possa Amar.

E é isso que me preparo para fazer, dentro de 2 dias.É isso que muitos dos meus amigos se preparam para fazer, neste início de Agosto.Partir, ter férias úteis, que visem o Outro, alguém, dar-lhe tempo e atenção.
Ficamos unidos...embora distantes em Km.


Lavo os pés, calço as sandálias e preparo-me para o caminho!
É também isso, isto de Amar.





Aos amigos que partem amanhã, para lá.




(Taizé, 2005)



Com o tempo, passámos a ser feitos de momentos lembrados com uma nostalgia doce que não queremos largar.
Não é só o que sobra, é sobretudo o "entretanto" em que persistimos sem conclusão...e permanente.

Pintamos frequentemente os dias com uma cumplicidade assumida em silêncio.Não exigimos mais, mas também não prescindimos desses instantes implicitamente nossos.
Sabemos que temos entre nós o indizível que nos une e é nesse inconfessável que nos estreitamos, para logo nos separarmos em tudo o resto.
Aproximámo-nos, entrelaçámo-nos!

Agora que a distância nos traz de novo, queria que soubesses que te guardo para nunca mais te esquecer, Taizé.
Sei que vou no melhor lugar, no vosso coração.
E estou onde mais faço falta, neste momento.
Até breve.

A change is gonna come!


SEAL - A CHANGE IS GONNA COME (NEW 2008)


E como eu o posso sentir...faz tempo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tapada de Mafra












Estou estafada.é certo.
Mas foi revigorante.O verde, o fresco, até mesmo o calor, o sol da manhã...a beijar-nos.
A mão deles na minha ao caminhar.O sentido de grupo, passos lentos e calmos, sem pressas, em união.Todos se ajudam e preocupam com o outro.Todos.
Mesmo como eu gostava que fosse sempre e deveria ser em qualquer caminho da nossa vida, fosse ao lado de quem fosse.Saboreia-se melhor as coisas.
O silêncio por vezes, divino.Apenas o som dos nossos passos.E de repente um animal espreita, disfarçado até então, pelas cores da natureza envolvente.O céu azul de um azul tão intenso.
Os olhares dos animais cruzando-se com os nossos.Esse contacto puro que sempre fascina.
Fomos mais longe,os Gamos (nas últimas imagens) eram tão amigáveis que vinham comer nas nossas mãos...lambendo as migalhas.Até iam comendo a banana de um doente, que se descuidou...foi rir!Puxaram a banana pelo plástico que a envolvia e uma vez no chão, iam trincá-la, mas foi travado a tempo!
Mas o seu lado selvagem não os deixava serem tocados.Um espécie de espaço vital e divino que preservam.
Já os Javalis, são mais distantes, mas engraçados...caminham por ali, observando-nos atentos...vão e voltam muitas vezes, fazendo o mesmo percurso, sempre em busca de comida.
Junto ao parque de merendas, na hora de almoço, é vê-los a chegar, de todos os cantos.
Acho mesmo que já se habituaram ao burburinho das crianças que inundam a tapada.Em vez de passearem em centros comerciais, ao fim de semana, vão até lá que vale muito a pena.Respira-se.
O Deodato, passou a caminhada toda pendurado em mim, levei o meu peso e o dele, hoje sim sou uma coxa convicta e mais visível.Todos se portaram muito bem, e cada vez me orgulho mais dos meus meninos grandes, que me ensinam tanto.
Fica o sabor de um dia que terminou na Natália em S.Pedro de Sintra, com a Lu, entre um cheesecake e uma groselha, a conversa em dia e depois perdidas pelas terrinhas ao redor de cascais para fugir ao trânsito, ao qual acabámos por não fugir.
Agora dormir, que amanhã é dia de preparar o campo de férias.
Reuniões e escolhas, nem sempre fáceis, mas precisas.
Até á minha próxima paragem, por aqui.

P.s O meu pai, está "bem", calmo, aqui pertinho de mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Amanhã vou caminhar.


E hoje tanto caminhei.













O dia foi longo hoje!
Podia descrevê-lo apenas como longo, mas foi mais do que isso.
Ando a 1000 á hora.Mas gosto de andar assim.
Ontem dormi no Telhal, porque hoje, tinha ás 7h15 de acompanhar um doente ao hospital, pois o voluntariado é bem mais do que cantar umas músicas e dar de comer á boca.No meu entender.
É nestas coisas que também se vê o espírito de cada um.
Conheci outros voluntários, que como eu se apaixonaram pela casa, pelos doentes e há muitos anos ali fazem serviço.Um serviço digno de ser ver e sentir.Estou ainda a começar a caminhar.
E numa carrinha branca, lá partimos nós, sendo distribuídos por esses hospitais.
Eu fui logo a 1a, com um doente muito querido, que pedia cigarros a toda a gente, bolos e cafés.Reparava nas mulheres grávidas e dizia que "estavam felizes, ui, ui"...falava com toda a gente e ouvia o seu rádio no máximo, sem se importar se os outros queriam ouvir ou não e foi muito bom acompanhá-lo.Ver, como as pessoas reagem á diferença, muitas reagem tão bem, outras olham de lado e outras ignoram.O médico recebeu-o bem, perguntou-me se era família, disse que era voluntária, (mas tive vontade de dizer, sim sou família porque quero ser!) ao que ele respondeu ao doente que estava cheio de sorte.
Lá viemos da consulta, com tudo marcado e organizado.E ele sempre a absorver o mundo á sua volta com olhos despertos e perguntas directas.Foi um desafio.
Depois de ter feito a estrada de belas, umas quantas vezes, eram 14h30, estava no Hospital, para ver o meu pai.Surpreendido, de me ver tão cedo, disse-me logo que ia ter alta.A médica apareceu logo de seguida, e falou claramente.
Ele tem que vir a casa, porque não pode estar assim tanto tempo no hospital.A infecção regrediu um pouco, mas assim que sentir febre, tem de voltar.Ela diz que é bom que passe uns dias aqui.
Eu nem penso se muitos ou poucos, tê-lo aqui é tão bom.Vê-lo olhar para as suas coisas...sentir a sua casa.
Do hospital fui a casa em 20 min, organizar as coisas, e segui para a Baixa, onde me encontrei com a Márcia.Foi bom espairecer contigo.
Sentia-me cansada mas com muita energia.E o dia parecia ser 2 dias em vez de 1.
Vim jantar e neste momento o meu pai ressona como se não houvesse amanhã no quarto ao lado e eu adoro esta sinfonia.Que saudades.
Hoje, porém não durmo em casa, vou dormir de novo ao Telhal, pois amanhã temos a caminhada á tapada de Mafra com os doentes...desta vez mais curta, 4.5 Km.Espero não encontrar de frente nenhum javali!
Por isso hoje na minha cama, dorme a minha irmã, que vem ficar com o meu pai.Tem que ser de vez em quando.
Comprometi-me e não esperava pela alta hoje, mas estou feliz, apesar de tudo e da correria.
O campo de férias aproxima-se...e estou ansiosa.
E é isto.
Sei que o discurso hoje, foi assim meio matemático como se fosse uma acta do meu dia...mas tou podre de cansada e amanhã estarei pior.Há muito mais que queria dizer e descrever, mas está tudo aqui guardado.Acreditem.
Tudo isto só me faz sentir, Viva e cheia de força para dar.
Obrigado aos que me suportam e me dão cor.
Sem vocês...seria bem mais duro.
Vou aterrar na cama, quando lá chegar.
Fui.