sexta-feira, 14 de agosto de 2009

De volta






















Tudo o que preciso agora é de desncasar.
Foi muito especial.Mas com sempre, há tanto para digerir...
Agora, que tudo se silenciou e à mesa já não somos 31, agora que já não chamo ao fundo das escadas para descerem, ou abro as portas para ver se já dormem, agora que na praia já o meu olhar não percorre todos os seus movimentos dentro de água para que não perca nenhum de vista.
Sim, agora, que eles existem para mim, de uma forma tão especial...já nunca mais serei a mesma.
Comprovo, mais uma vez, o Amor tudo suporta.




Até amanhã.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009



Um Olá!


Ficam algumas impressões da residência artística...campo de férias.
Apenas uma pontinha.
Muitas descobertas, emoções e cansaço também.Mas daquele que vale a pena sentir.
Há rostos e vidas pelas quais já me apaixonei, há histórias duras, há um passado em cada um, que aqui não é lembrado...mas antes olhamos todos juntos para o futuro.
Há momentos, que ninguém vai esquecer...e há conquistas que ao inicio parecem ser impossíveis, mas de facto não o são.
Sujamos as nossas mãos, erguemos esculturas, dançamos na rua, vemos estrelas cadentes e olhamos os planetas...de perto, caminhamos, molhamos os pés no mar...ás vezes desesperamos, mas tudo volta ao normal.
E mais uma semana de campo se aproxima com novas aventuras, pela Arte e por dentro de cada um!
























































































































Fico á espera do que aí vem!





domingo, 2 de agosto de 2009



Boas Férias!









Queridos Amigos;

Este blog vai a banhos.Tenho as malas feitas, o coração aberto.
Por agora, estarei em modo campo de férias,algo que gosto muito de fazer, por toda a vivência de comunidade e partilha.
Com jeito, depois do dia 15, passo no Porto a ver a Gnoma, estou com a Renata, dou um salto ao Algarve com a Lu e a Porto Covo ao acampamento.

Em Setembro, espero pela Auto caravana do Frank, e finalmente vou poder viajar numa e mostrar-lhe os tesouros deste cantinho.
A emissão segue dentro de momentos ... lá para meio de Agosto, por aí ...
Vou sentir saudades de escrever, mas acompanha-me sempre, um bloco e uma caneta.

Tenham umas boas férias, e se não as tiverem, pelo menos sejam criativos e respirem!

Um abraço da Alma...

Celebra la vida



Celebra la vida; axel - More related videos from Asterpix

sábado, 1 de agosto de 2009

Hoje em Belém...







Rita Redshoes!






James Morrison!






No âmbito do festival dos oceanos.
Ao vivo e entrada livre!
Eu vou...afinal 1 de Agosto é sempre o inicio de dias mágicos.

Se os nossos sonhos são assim...








Without fear, i will.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quase a partir!











Não tenho o peso de achar que, se pudesse, mudaria o meu passado.Nada, mas mesmo nada mudaria, porque com tudo isso, eu cheguei aqui.

Nem que sejam pequeninas coisas, há sempre aquelas que lamentamos, consequentes ou inconsequentes, pela acção ou pela consequência.

Mesmo sem isolar momentos, olhando para trás, dou-me conta de que sempre vivi com atenção. Fui sempre muito observadora, mas também um pouco distraída, dispersa.O que até era bom.Fi-lo inconscientemente, na loucura adolescente de querer experimentar tudo. Nunca deixava de parar, para dizer a mim mesma que era bom, bonito, mau ou doloroso.Ainda hoje o faço.É por isso frequente conseguir associar a determinada sensação, a consistência de uma imagem, de uma mensagem, de um pedaço de informação, de um sabor ou de um cheiro.

E é muito bom recordar determinada vivência como boa, fazendo-lhe corresponder aquilo que, então, lhe imprimiu o “sabor” a bom.

Verdadeiramente, vivi muitos desses momentos. Passei por eles, conscientemente e já focada na busca seguinte.Não há tempo a perder.

O que à partida poderia não ter qualquer importância, assumiu-se agora (à luz de uma tardia tomada de consciência) como uma prioridade.


Hoje, sorvo cada instante e arregalo os olhos a todos os pormenores, delicio-me com aromas, passeio-me em quadros e paisagens, digiro cada conversa em que participo e cada linha que leio.Se, até agora, olhava para a minha vida como um filme amputado, hoje, esse filme passou a ser a cores, tem banda sonora diversificada e é visto três dimensões.


Por isso, dou por mim a fazer coisas ou a reparar em pormenores deliciosos.

Habituei-me por exemplo a dizer “olá, bom dia” ao Senhor que inevitavelmente varre a minha Rua por volta das 8:30 da manhã, ao que ele já me responde com um “olá bom dia, já viu este tempo?...então até amanhã”.

Noutros tempos, seria apenas uma vassoura incógnita no meu caminho.

Habituei-me a olhar para o céu, limpo, azul, para o sol, para o mar, e a agradecer por isso...só por existirem e eu os poder sentir, assim.Noutros tempos seriam coisas normais.

Não haveria eu de olhar para as pessoas, e admirá-las, senti-las, querer-lhes bem e observar quem são e o que encerram em si.

Habituei-me a olhar para um doente mental, da mesma forma que olho para um amigo.Porque é isso que ele é.Um amigo, tão ou mais valioso que qualquer outro.Noutros tempos, seriam pessoas distantes da minha vida, admira-los-ia na mesma,mas certamente não os amava assim, deste jeito.

Começo a habituar-me a agarrar missões, a acreditar nelas e a dar-lhes forma, cor, rostos.

Qualquer missão é boa e válida para mim, desde que possa Amar.

E é isso que me preparo para fazer, dentro de 2 dias.É isso que muitos dos meus amigos se preparam para fazer, neste início de Agosto.Partir, ter férias úteis, que visem o Outro, alguém, dar-lhe tempo e atenção.
Ficamos unidos...embora distantes em Km.


Lavo os pés, calço as sandálias e preparo-me para o caminho!
É também isso, isto de Amar.





Aos amigos que partem amanhã, para lá.




(Taizé, 2005)



Com o tempo, passámos a ser feitos de momentos lembrados com uma nostalgia doce que não queremos largar.
Não é só o que sobra, é sobretudo o "entretanto" em que persistimos sem conclusão...e permanente.

Pintamos frequentemente os dias com uma cumplicidade assumida em silêncio.Não exigimos mais, mas também não prescindimos desses instantes implicitamente nossos.
Sabemos que temos entre nós o indizível que nos une e é nesse inconfessável que nos estreitamos, para logo nos separarmos em tudo o resto.
Aproximámo-nos, entrelaçámo-nos!

Agora que a distância nos traz de novo, queria que soubesses que te guardo para nunca mais te esquecer, Taizé.
Sei que vou no melhor lugar, no vosso coração.
E estou onde mais faço falta, neste momento.
Até breve.

A change is gonna come!


SEAL - A CHANGE IS GONNA COME (NEW 2008)


E como eu o posso sentir...faz tempo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tapada de Mafra












Estou estafada.é certo.
Mas foi revigorante.O verde, o fresco, até mesmo o calor, o sol da manhã...a beijar-nos.
A mão deles na minha ao caminhar.O sentido de grupo, passos lentos e calmos, sem pressas, em união.Todos se ajudam e preocupam com o outro.Todos.
Mesmo como eu gostava que fosse sempre e deveria ser em qualquer caminho da nossa vida, fosse ao lado de quem fosse.Saboreia-se melhor as coisas.
O silêncio por vezes, divino.Apenas o som dos nossos passos.E de repente um animal espreita, disfarçado até então, pelas cores da natureza envolvente.O céu azul de um azul tão intenso.
Os olhares dos animais cruzando-se com os nossos.Esse contacto puro que sempre fascina.
Fomos mais longe,os Gamos (nas últimas imagens) eram tão amigáveis que vinham comer nas nossas mãos...lambendo as migalhas.Até iam comendo a banana de um doente, que se descuidou...foi rir!Puxaram a banana pelo plástico que a envolvia e uma vez no chão, iam trincá-la, mas foi travado a tempo!
Mas o seu lado selvagem não os deixava serem tocados.Um espécie de espaço vital e divino que preservam.
Já os Javalis, são mais distantes, mas engraçados...caminham por ali, observando-nos atentos...vão e voltam muitas vezes, fazendo o mesmo percurso, sempre em busca de comida.
Junto ao parque de merendas, na hora de almoço, é vê-los a chegar, de todos os cantos.
Acho mesmo que já se habituaram ao burburinho das crianças que inundam a tapada.Em vez de passearem em centros comerciais, ao fim de semana, vão até lá que vale muito a pena.Respira-se.
O Deodato, passou a caminhada toda pendurado em mim, levei o meu peso e o dele, hoje sim sou uma coxa convicta e mais visível.Todos se portaram muito bem, e cada vez me orgulho mais dos meus meninos grandes, que me ensinam tanto.
Fica o sabor de um dia que terminou na Natália em S.Pedro de Sintra, com a Lu, entre um cheesecake e uma groselha, a conversa em dia e depois perdidas pelas terrinhas ao redor de cascais para fugir ao trânsito, ao qual acabámos por não fugir.
Agora dormir, que amanhã é dia de preparar o campo de férias.
Reuniões e escolhas, nem sempre fáceis, mas precisas.
Até á minha próxima paragem, por aqui.

P.s O meu pai, está "bem", calmo, aqui pertinho de mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Amanhã vou caminhar.


E hoje tanto caminhei.













O dia foi longo hoje!
Podia descrevê-lo apenas como longo, mas foi mais do que isso.
Ando a 1000 á hora.Mas gosto de andar assim.
Ontem dormi no Telhal, porque hoje, tinha ás 7h15 de acompanhar um doente ao hospital, pois o voluntariado é bem mais do que cantar umas músicas e dar de comer á boca.No meu entender.
É nestas coisas que também se vê o espírito de cada um.
Conheci outros voluntários, que como eu se apaixonaram pela casa, pelos doentes e há muitos anos ali fazem serviço.Um serviço digno de ser ver e sentir.Estou ainda a começar a caminhar.
E numa carrinha branca, lá partimos nós, sendo distribuídos por esses hospitais.
Eu fui logo a 1a, com um doente muito querido, que pedia cigarros a toda a gente, bolos e cafés.Reparava nas mulheres grávidas e dizia que "estavam felizes, ui, ui"...falava com toda a gente e ouvia o seu rádio no máximo, sem se importar se os outros queriam ouvir ou não e foi muito bom acompanhá-lo.Ver, como as pessoas reagem á diferença, muitas reagem tão bem, outras olham de lado e outras ignoram.O médico recebeu-o bem, perguntou-me se era família, disse que era voluntária, (mas tive vontade de dizer, sim sou família porque quero ser!) ao que ele respondeu ao doente que estava cheio de sorte.
Lá viemos da consulta, com tudo marcado e organizado.E ele sempre a absorver o mundo á sua volta com olhos despertos e perguntas directas.Foi um desafio.
Depois de ter feito a estrada de belas, umas quantas vezes, eram 14h30, estava no Hospital, para ver o meu pai.Surpreendido, de me ver tão cedo, disse-me logo que ia ter alta.A médica apareceu logo de seguida, e falou claramente.
Ele tem que vir a casa, porque não pode estar assim tanto tempo no hospital.A infecção regrediu um pouco, mas assim que sentir febre, tem de voltar.Ela diz que é bom que passe uns dias aqui.
Eu nem penso se muitos ou poucos, tê-lo aqui é tão bom.Vê-lo olhar para as suas coisas...sentir a sua casa.
Do hospital fui a casa em 20 min, organizar as coisas, e segui para a Baixa, onde me encontrei com a Márcia.Foi bom espairecer contigo.
Sentia-me cansada mas com muita energia.E o dia parecia ser 2 dias em vez de 1.
Vim jantar e neste momento o meu pai ressona como se não houvesse amanhã no quarto ao lado e eu adoro esta sinfonia.Que saudades.
Hoje, porém não durmo em casa, vou dormir de novo ao Telhal, pois amanhã temos a caminhada á tapada de Mafra com os doentes...desta vez mais curta, 4.5 Km.Espero não encontrar de frente nenhum javali!
Por isso hoje na minha cama, dorme a minha irmã, que vem ficar com o meu pai.Tem que ser de vez em quando.
Comprometi-me e não esperava pela alta hoje, mas estou feliz, apesar de tudo e da correria.
O campo de férias aproxima-se...e estou ansiosa.
E é isto.
Sei que o discurso hoje, foi assim meio matemático como se fosse uma acta do meu dia...mas tou podre de cansada e amanhã estarei pior.Há muito mais que queria dizer e descrever, mas está tudo aqui guardado.Acreditem.
Tudo isto só me faz sentir, Viva e cheia de força para dar.
Obrigado aos que me suportam e me dão cor.
Sem vocês...seria bem mais duro.
Vou aterrar na cama, quando lá chegar.
Fui.



terça-feira, 28 de julho de 2009

No meio desta agitação.Pai.



O meu pai está bem, dentro do que é possível.
Parece que acertaram com o tipo de antibiótico de vez.
Hoje encontrei-o de óculos na ponta do nariz, a ler o Jornal.Bom sinal.Há quanto tempo não o via.
Depois do habitual gelado, e da barba feita, percebi que á volta do meu pai, que não se levanta da cama, vai-se criando uma agitação bonita de se ver,que só visto.
Enquanto lá estive, veio um senhor levar o jornal do dia, para ele ler e levou uma revista do meu pai para ler, deram 2 dedos de conversa e seguiu para o quarto, agarrado ao carrinho do soro.
Passado mais um bocado, veio uma senhora Brasileira, que me indicou um dia destes a máquina do café para ir tirar um para o meu pai, passou a visitá-lo todos os dias e ali fica a ver um pouco de televisão e a falar da vida.
E o meu pai, ou não fosse meu pai, dá-lhes conversa... e da grande.Falam de tudo, e acabam sempre por transmitir que ali se ajudam, estando todos na mesma situação de internamento, só se têm uns aos outros.
Mais tarde apareceu um senhor que é da terra do meu pai, e esse sim, deu-lhe conversa que nunca mais acabava.Ele era, as sardinhas de água doce do Alentejo, era os anzóis, as canas de pesca, a vida por lá...e nisto interrompiam, para ver a TV.Eu apenas assistia sentada na cadeira e deleitava-me com o ar de contentamento de todos eles.Ás vezes calhava virem os 3 de uma vez,ou um saia para dar lugar no cadeirão ao outro, ou ainda iam e vinham cruzando-se no corredor e dizendo que o Sr.Miguel (meu Pai) tinha lá a filha (eu) isto no espaço de 2h, ali.
Ainda por ali fiquei a contar as novidades do fim de semana e ainda nos rimos muito.
Deixei-o como sempre com muito custo acenando no corredor, ao que ele responde sempre levantando o braço.
Começam a ser até os gestos, habituais.


Achei um piadão, como o meu pai, não saindo da cama, continua a atrair á sua volta, boas pessoas, que procuram um pouco de paz, e alegria, falando com ele.Porque é isso que ele transmite e agora mais do que nunca continua a transmitir.É também isso que eu sinto na sua presença, ou assim que entrava em casa, mal punha a chaves na porta.Desde sempre.
Meu querido Pai, único.


Saudade































Mesmo no coração de Sintra abriu sensivelmente há um mês este espaço que deixa qualquer um cheio de SAUDADE.
O salão de chá, café/galeria e loja apresenta uma delicada colecção de objectos. O espaço foi todo remodelado e repensado com materiais exclusivamente portugueses.Mas o chão denuncia bem as vivências ali dentro, no passado.
Sentimo-nos em casa. Um projecto/sonho concretizado por marido e mulher.

Logo no meu primeiro dia, estabeleci um contacto com o Dono, diga-se cómico, que não parava de falar no meu brinco de minhota, pois ele percebe de pratas, e ainda me ofereceu uma telha de amêndoa sabendo que é meu conterrâneo da Amadora.
Ali somos bem recebidos.Mas mesmo bem.
[Obrigado, foram a companhia perfeita!O que nós nos rimos!]
Vale mesmo a pena passar por lá e visitar todos os cantos à casa, a antiga Fábrica de Queijadas Finas Mathilde (c.1850).
Ainda não vi os cantos todos.Tem esplanada...e loja!

Depois da visita apetece sentar, dar dois dedos de conversa com uma boa companhia e saborear as delicias que por ali moram.Doces alentejanos, fresquinhos.Bebemos chá de erva príncipe, e folhados de marmelada com requeijão...hum mm.


Eu vou voltar com certeza!
E levar-vos comigo!
(Mas que spot fantástico)

Por aqui, Ama-se, á velocidade da Luz!



Estou de volta.
Com os sonos por regular ainda, com o cheiro a Alentejo e o brilho nos olhos do que vivi.
A uma velocidade supersónica, vivo momentos daqueles que nos marcam para sempre.
Fortaleço-me com aquilo que a vida me dá, gentilmente.E agradeço.

Fiz-me ao caminho, aquele que é o meu e eu adoro percorrer.
Eu diria que estavam mais que trinta e cinco graus mas nunca fui muito boa a avaliar distâncias ou temperaturas. A diferença entre a minha cidade e o Alentejo começou logo no alcatrão, que passa de uma largura de um carro para duas largas faixas de rodagem mas o Sol queima exactamente da mesma maneira.
Montemor o novo
O itinerário começou pela paragem em Montemor o novo, onde me encontrei com a Lena "Tirapikes", para seguirmos para Assumar.



(Monforte)





Pelo caminho, passagem em Monforte, Sousel...e outras terrinhas, verdes, brancas, pacatas e quentes.Boa conversa, música e partilha até chegarmos ao destino, para o almoço em comunidade!
E por fim, Assumar!
(Centro de recuperação de menores, Assumar)

À volta do pequeno cruzamento, reúnem-se algumas casas, e ao fundo da estrada, vislumbro a casa onde desejei voltar muitas vezes.Ali dentro está um mundo, que vocês nem calculam de tão vasto e belo que é, mas também sofrido...mas amparado, cuidado e amado.
Um gostinho a campo missionário, já em fase de conclusão, onde fiz questão de estar, no último fim de semana.Era importante para mim.

Foram alguns quilómetros, para testemunhar a gratidão e a humildade de quem nos recebeu tão bem e foi a maneira de regressar com um coração cheio e aconchegado para casa.
Foram e serão todos os quilómetros do mundo, para testemunhar o trabalho feito naquela casa e a luta pela vida daquelas meninas, que não desistem e são felizes só de nos verem surgir.
E por pouco, já me esquecia do mundo e da vida aqui e estava lá, pronta para me entregar ao serviço, ao que fosse preciso fazer.Assim como sou.
E foi também dizer ás companheiras de caminho e formação, que estou com elas, e que as acompanho sempre, seja qual for o rumo.
Abraçar a Catarina e recordar o campo do ano passado e dizer-lhe com o olhar, que vou com ela e sei da sua entrega.Nunca duvidei deste momento.
Foi também uma noite animada, de chinelo em riste, mais a Lena, á caça da melga alentejana, que pica como nenhuma outra...eram toalhas pelo ar, chinelos e risos!
Foi missão.Tudo, foi missão.
Domingo, debaixo de um sol tão forte e um calor abrasador,(ali conseguimos ouvir mesmo o calor e é como se o pasto seco entrasse a qualquer momento em combustão espontânea.), que parti para casa.
Antes ainda passeamos, eu e a Lena tirapikes, pelas ruas empedradas de Estremoz, bebemos uma água na praça do rossio e seguimos cada uma para a sua direcção, mas ao mesmo tempo sentimos que estamos juntas nos passos que damos.
Estremoz


Foi uma viagem pelas estradas do Alentejo, que me fazem sempre sentir liberdade, pela imensidão das paisagens, alternando o falso fresco do ar condicionado com as baforadas de calor que fugiam à desordem dos pinheiros.Eu perdida no meu MP3, pensei e voltei a pensar nas voltas que a vida dá e nas coisas boas que ela nos traz.Abraçava essa missão que tenho, para cumprir...agora.


No final deste fim de semana, podia encher o meu peito com a alegria inexplicável que sentia por ser jovem hospitaleira e descobrir-me assim.Sentindo que ganhei.Como pessoa, como missionária, como Rita, de todas as formas, as mais belas que possam imaginar.
Á noite fui respirar Lisboa e soltamos as palavras numa conversa á beira rio no parque das nações, isto já depois de ter feito 4 terérés, e muita conversa na Póvoa.Cinco meninas que caminham juntas, apesar de não se verem sempre, sabem que estão lá umas para as outras.
É sempre tão bom, voltar aí.Vocês sabem porquê!Há aquele sentimento de família, onde cabe sempre mais um e se partilha tanta coisa.
Beira rio, Lisboa
Chegava a casa já de madrugada, estafada, mas com aquele sentimento de ter feito 1001 coisas num curto espaço de tempo e tudo coisas que me preenchem bastante.Mas eu acho que no fundo fiz apenas uma, que resume tudo isto.
Amar.
Passa tudo por aí.
É muito fácil viver feliz, com um pé em ambos os lados e com pessoas especiais.
É muito fácil e simples, estarmos exactamente onde queremos estar e onde somos precisos e necessários, se assim o desejarmos e aceitarmos o inesperado como uma dádiva fabulosa.
É o lema de há muito - um pé onde somos felizes aqui, outro de coração no Mundo e onde nos quiserem.
Sempre!