quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sevilha




2º e último dia de Encontro...







O acordar foi com a Lu a entrar no meu quarto, porque eu tinha adormecido, tal era o cansaço.
Em 10 min, tive que me despachar, pois na mesa, estavam churros quentinhos com chocolate quente, para o pequeno almoço...hummmmmm!

Os rostos das irmãs, marcaram-me nessa manhã, era a última refeição juntas...elas que prepararam tudo com imenso cuidado, para que nada nos faltasse.








Os Churros!Que todos comem de manhã...














O chocolate quente, caseiro, cremoso e energético...para o dia que se desenhava já á nossa frente.













Hermana Dolores, 94 anos.Um doce.
Um exemplo que nunca vou esquecer.
Um semblante de Paz.








Hermana Felicissima ou Feliz, de 86 anos.

Feliz de nome e de atitude na vida!









Hermana Maria, de 65 anos, Educadora de Infância, uma mulher de armas, decidida, e valente, (...que leva mesmo tudo á frente, imaginem ela a correr e a pedir ao motorista do autocarro, para não arrancar porque uma CHICA, vinha lá a coxear como se não houvesse amanhã...e aquele era o último autocarro da noite!!!Eu só me ria!)











Bom depois de 2h de ensaio, do coro, foi a missa na Catedral, e o encerramento do encontro.
Um momento único, em que a mensagem que passaram aos jovens, foi essa mesmo, de nos deixarmos levar pelo inesperado das nossas vidas.







Uma das poucas Polacas presente no encontro, cantamos sempre lado a lado e foi um trabalho em equipa sem dúvida.








O grupo coral, das Chicas Loucas...uma delas, tinha os pais no encontro mais o irmão pequenino, foram todos e cantaram no coro.Um dia, quero uma família assim.








Depois das despedidas, saímos para a praça, debaixo de um sol quente e um vento ameno.
O encontro não tinha terminado, para nós, que até ao último km, sentimos a força ali presente.
Mas tirámos a tarde, para passear e conhecer um pouco da cidade, agora que já não tinhamos responsabilidades.
E assim foi...Sevilha aí fomos nós.



Companheiras do caminho, felizes e unidas numa mesma fé.
Foi muito bom partilhar este encontro com elas.Sim pela paciência em caminhar devagar, pela confiança que se fortaleceu.Por partilharmos, lágrimas e sorrisos...pés cansados e doridos e maluquices.A beleza das coisas que vimos e guardamos em nós.






Praças sempre cheias e animadas!






A rua dos encontros!Aqui vi muita gente, que já partia para casa...






Um amigo, que nos vem visitar em breve, o Fran...ele que nos colocou no coro e ainda bem, responsável pelo acolhimento, fala mais de 5 línguas e é uma simpatia!Não gosta de fotografias mas tirou uma comigo.Ganhei!






A minha ovelhinha do Porto!Em todos os encontros nos vemos e há aquele abraço!






Metemo-nos pela bairro de Santa cruz, uma judiaria, de ruas estreitas, coloridas, meio árabes...linda, linda,linda.
E aí podemos comprar lembranças e almoçar numa "Bodega"!




Aqui tivemos um momento, cultural, ao provar um pouco da gastronomia local.
Com o calor, que se fazia sentir, começamos com um Gaspacho fresquinho, depois salada de pimentos com peixe, e por fim prato misto de pescadito frito, vários peixes fritos que eram uma delicía.Tudo regado de uma sangria fresquinha, boa conversa e convívio, com o empregado que era Ortodoxo...e um homem de paz.


Este menino, chama-se António, mora na Judiaria e passou pela nossa mesa a dizer adeus e mandar beijinhos...falador, levou um bocadinho de pão que foi a roer rua fora...sem vergonhas!
Eles são o melhor do mundo!







Será que passamos aqui?







Depois de atravessar os jardins de Morillo, passámos no Consulado Português.





E finalmente conheci a famosa, praça de Espanha.Toda trabalhada e em azuleijos mágnificos.
E ali senti-me em casa...







O sol queimava e a água sabia bem...




Uma ponte toda em azuleijos...








Aprendendo a tocar castanholas...Olééé!










Depois de muitas voltas a pé, voltámos ao metro, para regressar a casa...e enquanto esperava, o fresco da pedra soube mesmo muito bem!








Esticado o pernil...era bem capaz de dormir a siesta!Mas não havia tempo, Portugal era o destino e os mesmos Km, nos esperavam.Ainda tinhamos que ir a casa, despedir-nos das irmãs, buscar as malas e pegar no carro.
Com pena...de deixar uma cidade tão bonita e tão viva...onde o encontro foi tão especial.







Ainda tirámos meia hora, para comer uma bolinha de gelado, com sabor a pastilha elástica.(E se pedirem uma bola de gelado em Espanha, dão-vos uma taça de chantilly e a bola lá perdida no meio, com muito caramelo, que nem perguntaram se era para pôr...lol!)
Meia hora para falar um bocadinho do que se viveu...





Depois das despedidas...fizémo-nos á estrada, parando em Monte Gordo para lanchar...pensativas, alegres, nostálgicas...mas num caminho que sabemos ser aquele que escolhemos e nos fará certamente felizes.
Gratas pelo tanto que recebemos e partilhámos.



E sabem que mais, em Sevilha encontrei a chave que abre o meu coração...eu perguntei, e tive a resposta.A chave que me levará a viver para o resto da vida o INESPERADO!
Obrigado.








=)
Plim*

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sevilha

1º dia de Encontro




O dia começou cedo, era o 1º dia de encontro, para nós e adivinhava-se longo!
O pequeno almoço foi tipicamente Andaluz, com o pãozinho torrado com azeite e doce...que é uma delícia.Foi tudo preparado com muito carinho.E isso lhe deu sabor!








Aproveitamos o começo da manhã para conversar mais um pouco.Com calma.
Mas tínhamos que sair, para atravessar a cidade, para a outra ponta!





Depois da oração na paróquia, tínhamos de ir para o ensaio do coro, e assim foi, de mapas em punho, os GPS, começaram a trabalhar...




Alegria sempre presente!







Umas vezes com mapas, outras com indicações dos locais, lá nos fomos aproximando do sitio, onde seria o ensaio do coro..










Começar por descobrir a cidade a pé...foi agradável, ver a vida que corre nas ruas, e as pessoas.Há uma vida muito especial em qualquer canto da cidade.Todos saem para a rua, de bicicleta ou a pé, velhos ou novos...misturam-se na multidão e dão cor e fazem sentir a sua presença em tão belo cenário, como o de Sevilha, cheio de influências Árabes.








O coro era o que nos ocupava quase o dia todo, mas eram precisas vozes... e ver a cidade não era prioritário, aceitamos o convite e fomos para o coro, o que acabou por ser uma experiência fabulosa.
Sem o coro, aquelas orações seriam tão mais vazias.A maioria vai ao encontro, adora os cânticos, mas alguém tem que fazer esse trabalho...e este ano poucos se voluntariaram.
O ensaio era dirigido por uma Rapariga Portuguesa, que nos conseguiu elevar o canto ao mais alto nível, e sentir cada palavra que dizíamos.






Duas cantoras!









No fim do ensaio, lá foi a malta toda do coro a conviver pelas ruas até á oração.
Gente diferente, mas unida pelo mesmo ideal.
Não passávamos despercebidos, todos com chapéus de palha e mochila laranja...agitámos com cor e sorrisos as ruas!



E por onde quer que fossemos, não nos podíamos mesmo esquecer, que estávamos em Sevilha, onde a casa esquina as cores saltam á vista.


Também no coro a Helena, de Barcelona, que conheci na paróquia do encontro em Bruxelas!Foi uma alegria reencontrá-la.
Continua a mesma força da natureza!




E desta forma enchemos as praças...







Tradição, as cruzes de Maio, que passam pelas ruas, em andores suportados por cerca de 1o homens.





O traje de Domingo, em Sevilha, é este.E não, elas não iam para um casamento, vestem-se assim porque os Espanhóis são assim...cuidam demasiado da imagem, caindo ás vezes no exagero.





Os cavalos sempre presentes, no meio de qualquer avenida.



Um dia abafado, com gotas de chuva...para nos refrescar!Sevilha é uma cidade muito quente, e isso confere-lhe algumas características únicas, mesmo ao nível da arquitectura.




Eu e a Lu, na ponte, sobre o canal.




De regresso para o almoço, nos Maristas.






E eis o nosso "quartel", onde foi feito o acolhimento e as refeições.
Este é o fim da hora de almoço.





Lá fora chovia, mas o ambiente era bom, ali fez-se comunidade...






O almoço...hummm, delicia!




A Lu, a tentar pedir churros com chocolate quente!




E o meu Fa, que nos valeu em muitas situações!ahahah, Lu e Shed, só vocês sabem!





É o que dá, andar muito a pé, os pézinhos a ressentirem-se!






Quando o tempo apertava, lá apanhávamos um autocarro...











Apreciando a cidade...em todas as suas formas de ser e se mover!





A chegada á Catedral deu-se ainda o sol brilhava, para o ensaio antes da oração da noite.
Não posso deixar de dizer que a Catedral é linda.Património da Humanidade, o 4º templo Cristão, considerado o maior do mundo.É gigante!







A oração, foi um momento único e muito especial.Como sempre.
A celebração da luz, foi um ponto alto.
As orações, levaram-me até muitos lugares e pessoas, que estiveram ali.Bem presentes.
Muitas palavras que foram ditas me tocaram e fazem ainda eco, dentro de mim.







Estar no coro, fez-me viver este encontro de forma diferente, com um sentido de serviço.






Depois da oração, a Hermana Maria, foi ter connosco, para uma visita guiada pela parte velha.






Uma paragem para um Belisco...





Animação constante em torno da Catedral...

A torre da Catedral.




Fachadas iluminadas!





O regresso...a casa.
Cansadas mas felizes.







Um jantar preparado com Amor, com pizza, gaspacho, bocadilhos...tapas e muitas gargalhadas e partilha!






As nossas hermanas, mimaram-nos muito!





Deleitada...!





O 1º dia tinha passado, adormeci com uma paz que só eu posso entender.
Há coisas que precisamos ver, senir, tocar, para entender.


Quem não nos conhece, recebe-nos assim, e diz-nos que o AMOR É UMA LINGUAGEM QUE TODOS ENTENDEM!
E se elas a sabem falar...