Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Taizé
Gestos simples...povoaram o meu dia.
Fazem tanto.Deixo que aquilo que sinto, flua pelo universo...
Esta noite, deixei que um som calmo ecoasse...no meu quarto.
Hoje também fui finalmente buscar o meu portátil.Muito mais rápido.A carcaça velha, olha para mim na secretária, muda.
O meu pai, quer reagir, fez a barba e quis sentar-se no sofá, é um progresso, pequeno e grande, mas que me dá esperança.Continua a mostrar com o seu corpo magro os 35 kg que perdeu, neste processo todo.Mas tem apetite e a febre foi embora.
Amanhã é outro dia, para viver como único e irreptível.
Por isso aproveitem bem a vida.
Ela é tão precisosa.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Doce






quarta-feira, 1 de abril de 2009
O meu pai já está em casa.
Mudou muita coisa por aqui.No espaço de dias, passou a depender muito, mas muito mais de nós.As coisas mais básicas.
Há coisas que são impensáveis, fazer sozinho.Tal como estar sozinho em casa.Agora há partilhado por mim e pela minha mãe um sobressalto constante, um coração nas mãos e um girar á volta dele, como se fosse o bebé da casa.Porque é mesmo.
Descansamos se ele consegue dormir, se come bem, se não tem dores, se ele está bem, nós também...e fazemos de tudo para que esteja.Ele é a prioridade da nossa vida neste momento.Tudo o resto fica aquém...e muito reduzido.Pois não existe outra forma de amar verdadeiramente, não é assim?Nem podia ser de outra maneira.
Isso acarreta escolhas, opções, distanciamentos, sacrificios...mas também acarreta uma grande dose de paz no coração.E penso que para ele também, em ter-nos perto.
Quando chama por nós, sabe que estamos ali...que podemos de alguma forma minimizar a sua dor, e ajudar a passar um pouco melhor este mau bocado.
O que mais me custa neste momento é a consciência que ele mesmo tem do estado em que se encontra.
Na sexta feira, volta ao hospital para ser visto e levar transfusão de sangue.
Por aqui, apesar da preocupação, sinto-me com mais força, a cada dia que passa, sei que esta é agora um missão a cumprir o melhor que sei e consigo.Não me perguntem de onde chegou esta força, mas já arregacei as mangas...e me pus em acção.
E como disse alguém, apesar de sorrir, e continuar a minha vida, há uma aura que deixa transparecer a minha preocupação...mas que faz com que ele, o meu pai, esteja no centro da minha existência e amor.
Fica um obrigado a quem soube e sabe estar.
Grato e profundo.
Gosto muito de vocês.
segunda-feira, 30 de março de 2009

domingo, 29 de março de 2009
Noite em claro
Depois de um Sábado cheio e muito feliz de grande partilha, com pessoas únicas na minha vida, a noite foi diferente...
São 8h04 minutos, da manhã de Domingo, e eu estou acordada e na net.
Pensam que endoideci.Quem a um Domingo, acorda a esta hora para escrever?
Eu.
A noite foi agitada.A acordar de 10 em 10 min, para ir ver o meu pai, ao quarto.Tem febre, sente-se mal.Sempre alerta fiquei, para ver se precisava de alguma coisa, para o ajudar a levantar, pois as forças faltam-lhe e a transfusão de sangue é apenas na 2a feira e ainda falta tanto.E um dia parece uma eternidade.Tem anemia, e a cor ausente de si.
Ao querer agarrar o copo de vidro na mesa de cabeceira deixa-o cair, acho que o prédio acordou.
Sereno-o.Volto para a cama, mas não sou capaz de dormir, vejo as horas a passar e temo.
Temo que noites como esta, se repitam e que a sua dependência aumente.Em silêncio rezo, e peço que seja como for, a paz regresse para ele e para nós.
A minha quaresma foi e está a ser em muito recusar tantas coisas para estar aqui.Aqui onde a minha missão está já ali ao lado, á distância de 4 ou 5 passos.E vou cumpri-la até ao fim.
Volto a ir ao quarto e substituo o copo por uma garrafa de plástico.E isto sossega-me.
Penso.Penso muito.No futuro, na minha família.No que está para vir.
As horas a passar e a luz de um novo dia a entrar pelo quarto ameno.Penso que alguns dos que amo, estão tão longe desta minha realidade.Enquanto alguém do outro lado do mundo, está tão perto e presente que oiço a sua voz e sinto o seu abraço.Também está acordada, mas pronta para ir dormir...ao contrário de mim.Cruzamo-nos aqui, e um farol brilha sempre a meio da noite...para nos dizer, que o amor a Deus e ao próximo é e será sempre a minha opção.A nossa opção.Mesmo que isso seja entendido por muitos como engenuidade ou inocência, no mundo em que vivemos.
(Interrompo esta escrita, para descascar um peça de fruta e fazer uma torrada, para o meu pai tomar os comprimidos,a quimioterapia que vai fazendo em casa, longe do frenezim dos hospitais e aproveito para tomar o pequeno almoço.)
Amanhã queria estar presente no envio de alguém que não conheço mas parte para Timor, para Laclubar, para reforçar a missão.Perdoem-me se não conseguir ir.Queria também passar a manhã na Idanha com a Catarina.E mais logo, os amigos da Póvoa e a Zélia e com quem faz parte de mim, mas perdoem-me se hoje, amanhã ou depois, eu não estiver para vocês...como desejo. Mas e se ele chamar e eu não estiver?
Há aqui uma missão e envio constantes, aos quais não posso faltar.
Bom são quase 9h e eu ainda vou tentar dormir alguma coisa.Mais leve agora e acho que oiço o meu pai ressonar.Que alívio.
Eu bem achei a noite de ontem ventosa e fria, só não sabia que o vento sopraria assim, aqui.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Como descrever...com que palavras?
A noite estava estranhamente calma (palavras tuas) quente e serena.
Estas noites de Primavera são como uma inspiração, um hino á beleza dos momentos, ás cores, ás luzes, aos aromas...aos toques.
Agora deixo-me ficar assim...dona de um segredo, que me faz sorrir.
"Eu vi-te chegar"...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Cinquenta e dois minutos...
sábado, 21 de março de 2009
Hoje voltei lá...

quinta-feira, 19 de março de 2009
Dia do Pai.



terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009

Os jardins estão cheios de gente.O sol assim o dita.
As cidades são mais bonitas com sol.
São três da tarde e consigo chegar a tempo de entrar na minha rua, ao mesmo tempo que os teus passos rompem pela porta fora e logo a seguir pela porta a dentro.Que sentimento este o de estar tão perto e tanto tempo sem o saber.
O de vivermos lado a lado.
Ultimamente, vejo mais as pessoas da minha rua.Páro mais aqui pela mina, e descubro afinal que aqui ainda há muitas coisas boas, mesmo que apenas passe de manhã e á tarde,de relance,mesmo que estejamos numa grande cidade.
Esta presença faz-me sentir que pertenço de facto aqui, e gosto de pertencer.Quem nem tudo está impessoal e que rever rostos que nos remetem á infância,pode deixar um sabor doce na boca.Esta é quer queira quer não a minha identidade.
Muitos,arriscam correr por entre a multidão que veio aproveitar os raios de Sol, de um dia como em poucos locais da europa se faz sentir.Aqui sim, á beira mar plantados somos Portugueses e temos 23º num dia de Março.E eu não corro, caminho.Três ou quatro pessoas estendem-se aqui e ali na relva, algumas lêm,outras correm, outras aproveitam para dar dois dedos de conversa numa esplanada e enchem-na por completo.
Na minha cidade e no bairro da mina, os velhotes sentam-se à sombra, têm jornais com que tapam a cara do Sol, fazem palavras cruzadas e levantam-se sem pressa. Por aqui, continuam o homem que tem um rádio literalmente atado à bicicleta, a senhora das pevides que monta a sua banca à porta da estação, o sem abrigo que destapa incessantemente as suas várias garrafas de vinho e o sapateiro que tudo resolve quando precisamos.Às vezes precisamos de sentir que há vida noutros sítios.Mas também é bom sentir que ela pulsa muito perto de nós, tão perto que não tinhamos sequer reparado nesta beleza escondida.
Ás vezes,precisamos enfiar o livro na mala e deixar a música em casa, descer as escadas apenas para dar um abraço, beber um café, caminhar na rua ao sol, para aproveitar a tarde como deve ser. E não precisamos sequer levantar a cabeça para sentir que há agitação à nossa volta.
Hoje, voltei a um local onde já fui muito feliz.Assim fruto do inesperado.

O local, onde a aventura começou, onde aprendi a fazer isto mesmo, escrever.
A juntar 1+1 e 2+2...a brincar e a descobrir o mundo, de forma única e decisiva.
Só podia ser contigo, que me deixaste o portão aberto atrás de ti.E ali estava eu, no palco, onde desde 1986 a 1990, eu cresci, fiz as primeiras amizades, me apaixonei pelo rosto de um menino que não esqueço, chorei por vezes, caí e esfolei o joelho, sonhei e levantei vôo.Ainda hoje, faço isto tudo, mas com outras dimensões.
Enquanto ia caminhando lentamente por ali, pensava para mim:"há tantas histórias por aqui, que parece que as oiço desordeiramente, em uníssono", como um sonho onde se ouve tudo longe e se vê tudo esbranquiçado.
Uma data de vozes, de risos, de burburinhos, de flashs na minha memória.Até o cheiro o reconheci e passaram 19 anos.Os repuchos onde matava a sede, as portas onde me encostava...os muros, os recantos preferidos...as situações.A minha avó no portão á minha espera á saída, ainda antes do toque final.Os dias de inverno e verão.As festas.
Na parede, encontro um concurso do dia de S.Valentim, textos escritos por eles, e do mais verdadeiro que pode existir.O Amor na visão de uma criança..."Amor é sermos 2 e termos só um coração"...verdades expressas.
Ali dentro pensei em tudo o que já vivi, as palavras que proferi, as vivências que tenho, como um tesouro, e olho bem para a pessoa que sou hoje e sorrio.Agradeço.
Repito para mim, que "foi ali que tudo começou".Ali, na escola da mina, onde um dia já viveram reis, fadas e princesas...e eu sei que sim.
Que saudades, que sensação boa, esta, de regresso.
Ainda visitei uma sala, e pude dizer a esses meninos, que um dia eu estive ali também, e fui muito feliz.Eles ficaram a olhar para mim com um misto de entusiasmo e curiosidade.
Bom a verdade é que saí de lá de chupa-chupa na mão, oferecido por uma menina doce como ele o era.
Se não fosse contigo, dificilmente o faria...e por isso eu te agradeço, esta viagem ao centro de mim.
Esta, como tantas outras.Mesmo as que me custam mais.
Atrevo-me a dizer, que sim,que há caminhos que escolhemos.Mas sem dúvida, caminhos que nos escolhem.
E nós,tão docemente, deixamo-nos ir...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Hoje sinto isto...
Deram um concerto em Sintra na sexta feira.
Alguém que foi e se lembrou de mim e de me mostrar quem são e a sua grandeza.
Harpas e sons do céu...são os Phamie Gow... e encantam.
Depois de ouvir esta, senti que traduzia muito bem o que sinto hoje.
Por todos os rostos que vi, que toquei, por todas as recordações que não passam disso mesmo, recordações.Que adoçam ou fazem doer.
E pela luz que alguém nos pode dar...com gestos simples.
Linhas breves
1.O fim de semana foi em formação missionária.Foi forte.Esclarecedor.Desafiador.Realista.E a realidade ás vezes custa.
Falo sobre estes dias, amanhã, com mais calma.Sem sono.
2.Não percebo o que pode mudar de um momento para o outro, na cabeça ou no coração de alguém.
Alguém que estava ali mesmo ao lado.E derepente, já não está.
3.Os amigos da Póvoa, num fim de domingo, foram calor.
4.Boa semana a todos.
Que é preciso que o seja.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009
Primeiro Estranha-se,depois entranha-se!
Eles chegam, inflitram-se na multidão e quando menos se espera, está tudo a mexer, é de uma boa energia, que nos faria um bem enorme.Primeiro estranha-se e depois é isso mesmo, entranha-se e só se quer dançar.Velhos e novos, entra tudo.Viva o Bom feeling!
Um qualquer destes dias pela manhã, quem sabe assim, em plena estação do Rossio ou Entrecampos.
Fico á espera que eles passem aqui por Lisboa!
Ai o que eu não havia de dançar!!
segunda-feira, 2 de março de 2009
E 2A feira a chegar...
O fim de semana chegou ao fim.
Foram 3 dias de cativeiro forçado, mas que me fizeram parar.Era talvez isso que precisava.
Dois dias com febre e um melhorzita.Uns pingos de chuva lá fora, para lembrar o mês passado e me fazer companhia.
Consegui organizar muita coisa, dentro e fora.
Agora atiro-me de cabeça numa nova semana, mas desta vez, sem excessos.
Boa semana a todos!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quando caímos doentes, e não queremos estar assim,transformamo-nos em princesas reféns da sua própria torre...o lado bom da história é ter mimos espalhados pelo quarto, e perceber que há uma janela na nossa torre, que nos permite ver muito longe.
Além disso já não dói tanto assim...feliz de mim!
Haverá alguma hora ideal para se tomar chá? Britanicamente falando, poderíamos pensar que sim. Mas a deliciosa possibilidade de aquecer a alma com a quentura do sabor dessa maravilhosa poção mágica deixa de parte qualquer hesitação e qualquer formalismo.À parte as cerimónias encantadoras que se lhe associam, a preparação de um chá ou de uma infusão desperta, por si mesma, a côncava espera dos sentidos, a tranquila sensação de que a simplicidade reside na feliz essência de um detalhe escondido numa chávena de chá. Com ou sem biscoitos.Com ou sem segredos.Com ou sem canetas prateadas guardadas pelo tempo que tecem, agora e novamente, as mais insuspeitáveis promessas...
Assim sendo... haverá alguma hora ideal para se preparar (entre sonhos e histórias tecidas de sabores escondidos)saborear e anoitecer com um chá?...
Afagou-me os sentidos.E a alma.










































