Olhos que vêm,olhos que sentem... flutuam,acariciam, protegem, olhos que se apaixonam, todos os dias...pelo mundo.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009

Os jardins estão cheios de gente.O sol assim o dita.
As cidades são mais bonitas com sol.
São três da tarde e consigo chegar a tempo de entrar na minha rua, ao mesmo tempo que os teus passos rompem pela porta fora e logo a seguir pela porta a dentro.Que sentimento este o de estar tão perto e tanto tempo sem o saber.
O de vivermos lado a lado.
Ultimamente, vejo mais as pessoas da minha rua.Páro mais aqui pela mina, e descubro afinal que aqui ainda há muitas coisas boas, mesmo que apenas passe de manhã e á tarde,de relance,mesmo que estejamos numa grande cidade.
Esta presença faz-me sentir que pertenço de facto aqui, e gosto de pertencer.Quem nem tudo está impessoal e que rever rostos que nos remetem á infância,pode deixar um sabor doce na boca.Esta é quer queira quer não a minha identidade.
Muitos,arriscam correr por entre a multidão que veio aproveitar os raios de Sol, de um dia como em poucos locais da europa se faz sentir.Aqui sim, á beira mar plantados somos Portugueses e temos 23º num dia de Março.E eu não corro, caminho.Três ou quatro pessoas estendem-se aqui e ali na relva, algumas lêm,outras correm, outras aproveitam para dar dois dedos de conversa numa esplanada e enchem-na por completo.
Na minha cidade e no bairro da mina, os velhotes sentam-se à sombra, têm jornais com que tapam a cara do Sol, fazem palavras cruzadas e levantam-se sem pressa. Por aqui, continuam o homem que tem um rádio literalmente atado à bicicleta, a senhora das pevides que monta a sua banca à porta da estação, o sem abrigo que destapa incessantemente as suas várias garrafas de vinho e o sapateiro que tudo resolve quando precisamos.Às vezes precisamos de sentir que há vida noutros sítios.Mas também é bom sentir que ela pulsa muito perto de nós, tão perto que não tinhamos sequer reparado nesta beleza escondida.
Ás vezes,precisamos enfiar o livro na mala e deixar a música em casa, descer as escadas apenas para dar um abraço, beber um café, caminhar na rua ao sol, para aproveitar a tarde como deve ser. E não precisamos sequer levantar a cabeça para sentir que há agitação à nossa volta.
Hoje, voltei a um local onde já fui muito feliz.Assim fruto do inesperado.

O local, onde a aventura começou, onde aprendi a fazer isto mesmo, escrever.
A juntar 1+1 e 2+2...a brincar e a descobrir o mundo, de forma única e decisiva.
Só podia ser contigo, que me deixaste o portão aberto atrás de ti.E ali estava eu, no palco, onde desde 1986 a 1990, eu cresci, fiz as primeiras amizades, me apaixonei pelo rosto de um menino que não esqueço, chorei por vezes, caí e esfolei o joelho, sonhei e levantei vôo.Ainda hoje, faço isto tudo, mas com outras dimensões.
Enquanto ia caminhando lentamente por ali, pensava para mim:"há tantas histórias por aqui, que parece que as oiço desordeiramente, em uníssono", como um sonho onde se ouve tudo longe e se vê tudo esbranquiçado.
Uma data de vozes, de risos, de burburinhos, de flashs na minha memória.Até o cheiro o reconheci e passaram 19 anos.Os repuchos onde matava a sede, as portas onde me encostava...os muros, os recantos preferidos...as situações.A minha avó no portão á minha espera á saída, ainda antes do toque final.Os dias de inverno e verão.As festas.
Na parede, encontro um concurso do dia de S.Valentim, textos escritos por eles, e do mais verdadeiro que pode existir.O Amor na visão de uma criança..."Amor é sermos 2 e termos só um coração"...verdades expressas.
Ali dentro pensei em tudo o que já vivi, as palavras que proferi, as vivências que tenho, como um tesouro, e olho bem para a pessoa que sou hoje e sorrio.Agradeço.
Repito para mim, que "foi ali que tudo começou".Ali, na escola da mina, onde um dia já viveram reis, fadas e princesas...e eu sei que sim.
Que saudades, que sensação boa, esta, de regresso.
Ainda visitei uma sala, e pude dizer a esses meninos, que um dia eu estive ali também, e fui muito feliz.Eles ficaram a olhar para mim com um misto de entusiasmo e curiosidade.
Bom a verdade é que saí de lá de chupa-chupa na mão, oferecido por uma menina doce como ele o era.
Se não fosse contigo, dificilmente o faria...e por isso eu te agradeço, esta viagem ao centro de mim.
Esta, como tantas outras.Mesmo as que me custam mais.
Atrevo-me a dizer, que sim,que há caminhos que escolhemos.Mas sem dúvida, caminhos que nos escolhem.
E nós,tão docemente, deixamo-nos ir...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Hoje sinto isto...
Deram um concerto em Sintra na sexta feira.
Alguém que foi e se lembrou de mim e de me mostrar quem são e a sua grandeza.
Harpas e sons do céu...são os Phamie Gow... e encantam.
Depois de ouvir esta, senti que traduzia muito bem o que sinto hoje.
Por todos os rostos que vi, que toquei, por todas as recordações que não passam disso mesmo, recordações.Que adoçam ou fazem doer.
E pela luz que alguém nos pode dar...com gestos simples.
Linhas breves
1.O fim de semana foi em formação missionária.Foi forte.Esclarecedor.Desafiador.Realista.E a realidade ás vezes custa.
Falo sobre estes dias, amanhã, com mais calma.Sem sono.
2.Não percebo o que pode mudar de um momento para o outro, na cabeça ou no coração de alguém.
Alguém que estava ali mesmo ao lado.E derepente, já não está.
3.Os amigos da Póvoa, num fim de domingo, foram calor.
4.Boa semana a todos.
Que é preciso que o seja.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009
Primeiro Estranha-se,depois entranha-se!
Eles chegam, inflitram-se na multidão e quando menos se espera, está tudo a mexer, é de uma boa energia, que nos faria um bem enorme.Primeiro estranha-se e depois é isso mesmo, entranha-se e só se quer dançar.Velhos e novos, entra tudo.Viva o Bom feeling!
Um qualquer destes dias pela manhã, quem sabe assim, em plena estação do Rossio ou Entrecampos.
Fico á espera que eles passem aqui por Lisboa!
Ai o que eu não havia de dançar!!
segunda-feira, 2 de março de 2009
E 2A feira a chegar...
O fim de semana chegou ao fim.
Foram 3 dias de cativeiro forçado, mas que me fizeram parar.Era talvez isso que precisava.
Dois dias com febre e um melhorzita.Uns pingos de chuva lá fora, para lembrar o mês passado e me fazer companhia.
Consegui organizar muita coisa, dentro e fora.
Agora atiro-me de cabeça numa nova semana, mas desta vez, sem excessos.
Boa semana a todos!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quando caímos doentes, e não queremos estar assim,transformamo-nos em princesas reféns da sua própria torre...o lado bom da história é ter mimos espalhados pelo quarto, e perceber que há uma janela na nossa torre, que nos permite ver muito longe.
Além disso já não dói tanto assim...feliz de mim!
Haverá alguma hora ideal para se tomar chá? Britanicamente falando, poderíamos pensar que sim. Mas a deliciosa possibilidade de aquecer a alma com a quentura do sabor dessa maravilhosa poção mágica deixa de parte qualquer hesitação e qualquer formalismo.À parte as cerimónias encantadoras que se lhe associam, a preparação de um chá ou de uma infusão desperta, por si mesma, a côncava espera dos sentidos, a tranquila sensação de que a simplicidade reside na feliz essência de um detalhe escondido numa chávena de chá. Com ou sem biscoitos.Com ou sem segredos.Com ou sem canetas prateadas guardadas pelo tempo que tecem, agora e novamente, as mais insuspeitáveis promessas...
Assim sendo... haverá alguma hora ideal para se preparar (entre sonhos e histórias tecidas de sabores escondidos)saborear e anoitecer com um chá?...
Afagou-me os sentidos.E a alma.
É aquela sensação repetida vezes sem conta de encontrarmos uma frase, umas linhas que resumem tudo o que se sente no momento,ou o que já se sentiu.Umas vezes vem em forma de estrofe, outras em forma de final de parágrafo.E deixo que a felicidade se faça desses momentos de prazer descomprometido até ao dia em que me falte outra vez o chão.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Era uma manhã normal, quando abri os olhos para um novo dia.
Logo percebi, que o corpo partido, não me traria um dia fácil, o frio mais que o normal e uma rabujice fora do comum.
À medida que que ia caminhando, sentia as forças a irem-se.Uma ida ao parque com os pequenos, debaixo do sol ao fim da manhã,fez o resto.A temperatura disparou.
A meio do dia, tive que ir ao médico...sem saber bem o que ia de lá sair.
Diagnóstico:
Amigdalite.
O sol dos últimos dias, o cansaço, não me sentar quase para comer, muito trabalho, mudanças bruscas.
Querer chegar a todos e a todo o lado.Alguém que me passou este bichinho.
A antibiótico 10 dias e 3 dias de choco em casa de preferência na cama.
Não gosto nada.Não quero estar assim.
Vai ser um rico fim de semana, valham-me boas leituras, como peças soltas, que por aqui há. =(
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009


Dia cheio.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Ela sempre fora assim. Fugia, sempre que o mundo parecia desabar nas suas costas. Era alguém diferente apenas ali.Tinham alguns amigos por aquelas bandas,um casal que tinha uma casa semelhante à sua e que morava nas redondezas a uns minutos de caminho, também o Francisco, o rapaz que atendia ao balcão na mercearia/tabacaria/taberna Gracinda, que ela frequentava apenas para comprar os viveres necessários à sua estadia ali.Aquele era o seu refúgio longe de Lisboa, longe dele, longe de tudo o que a atormenta, mas principalmente ali era o espaço para sonhar.Ali deitada na rede do alpendre, ela era tudo; não era apenas aquela que assiste e ajuda a crescer com amor, o filho de alguém que nem nunca vira. Ali era a fotógrafa, a pintora, a música, a antropóloga, a viajante… era como se neste local não só as agulhas de pinheiro caídas no chão estivessem a seus pés, mas sim, era como se cada agulha representasse uma pessoa e todo o pinhal o mundo que amava.


Mas o Carnaval, nunca me disse grande coisa.























