domingo, 15 de fevereiro de 2009



Eneagrama em Imagens



Grupo











Aprendendo





















Escutando...











Atenta...














Fotosíntese







Refeições









Dinâmicas
























Recantos de Paz...











Caminhadas...




Bom Feeling...







As despedidas...e os formadores.














A cantoria...tinha começado...













Já ninguém nos cala...















Uma "beca" musical...
















Absorvendo a música e o sol...














Cantar até que a voz me doa...










E no fim volto a casa, assim, sorrindo.










Obrigado a todos!




Eneagrama



13,14 e 15 de Fevereiro, Telhal

















Explicação científica:








O Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egipto. Seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos.
Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de Virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; como a perda de Idéias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor). De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Entretanto, cada um de nós escolheu e desenvolveu uma delas como Raíz ou espada.


Assim sendo,cada pessoa, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, nos seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência.



Os 9 tipos




Tipo 1 - Perfeccionista e exigente
Tipo 2 - Amigável e orgulhoso
Tipo 3 - Egoísta e mentiroso
Tipo 4 - Insatisfeito e emotivo (uns salpicos)
Tipo 5 - Observador e estrategista
Tipo 6 - Cuidadoso e medroso
Tipo 7 - Feliz e otimista (Eu raíz)
Tipo 8 - Desafiador e autoritário (a minha asa)
Tipo 9 - Preguiçoso e pacifista








Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação do nosso tipo no Eneagrama.

Não há números melhores, nem piores, todos se complementam entre si e essa é a riqueza.













Explicação pela minha cabeça (e coração)









Entro em casa, deixando cair no hall os sacos e as malas.

Em cima da arca do corredor, uma flor nova, bela, num vaso,que soube então ter sido o meu pai a oferecer á minha mãe pelo dia dos namorados.Fica bem ali.
Na mesa da sala, um bolo de amêndoa á minha espera, que a minha mãe fez para ele.
Que melhor forma podia ter, de regressar a casa, depois de tudo o que vivi, este fim de semana?
Em traços gerais, descrevo-lhes anciosamente o que vivi, aprendi, experienciei.
Mas depressa sinto, que não consigo explicar facilmente, aquilo que deve ser vivido.E portanto, remeti-me ao calor do meu quarto, para olhar há uns anos atrás, e ver que na altura, não regressei do Eneagrama desta forma, com o coração a arder e com as certezas que trago.

Foram dias, para pensar,"responder-me" com verdade, para me dar, para sorrir e rir á gargalhada, para ser mais ou menos profunda,consoante as pessoas e os momentos, para apanhar sol e caminhar, abraçar a diferença, reviver e descobrir.E por isto, Estar com Deus.

A alegria foi uma constante, assim como o sol nas janelas e nos olhares, de alguns que como eu, aceitaram este desafio.

Foi bom, estar em grupo, foi bom perceber melhor o outro e a razão de ele ser assim, foi bom perceber aquilo que sou, mas principalmente aquilo que não sou.Os meus erros e a forma de os superar.

Comparando as mudanças, de há quase 10 anos atrás,mantenho a minha raíz alegre e optimista, mas gulosa e agressiva.

Sou um 7, o animal Macaco quando desintegro e Borboleta quando integrada.

Constato que a vida não hesita em moldar-nos,(e faz bem,porque evoluimos) em nos defenir, ela adoça-nos ou azeda-nos, mas tudo depende da nossa atitude.



Sei, que há coisas a fermentar aqui dentro e que só com o passar dos dias, elas vão desabrochar, porque (quase) nada do que se vive tem efeito imediato em nós.

Sem dúvida uma ferramenta, importante, para o caminho, que quis ir rebuscar, nessa caixa, onde eu já não mexia, fazia tempo.







BOA SEMANA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Luar













Primeiro rezar.
E depois porque o luar ditou...
Arrancar assim no meio de uma noite amena e clara, para ver a América do outro lado, e as constelações desenhadas ali tão perto.
Abrir os braços ao vento e olhar as cidades que dormem...até aos confins, em mil luzinhas tremeluzentes!
Sentir frio e não ter medo dessa caminhada nocturna que sempre nos coloca mais perto de Deus a tocar com as mãos no céu.
A alma regressa a brilhar, de lá, de onde os sonhos vêm.
Obrigado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sorrisos














Essencial é sorrir na adversidade.

Estamos juntas.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Começo da Semana






Uma 2a feira chuvosa disse-me bom dia, na janela, mal me levantei.
Saio de casa 8h, desço a rua, música nos ouvidos.Vislumbro ao longe, um rapaz, encostado á parede, tem a mão no peito e a cara é de dor.
Eu avanço e conforme me aproximo, vejo que está mesmo a sentir-se mal.
Desligo a música e pergunto-lhe se precisa de ajuda?Ele apenas diz que lhe dói o braço e o peito e deixa-se escorregar, pela parede.As pessoas vão parando, e eu imediatamente ligo para o 112, e peço uma ambulância.
Estive 10 minutos ao telefone, primeiro com uma secretária, a quem expliquei tudo, depois um enfermeiro, e por fim um médico, que me fez 1000 perguntas, que eu tive a custo que arrancar as respostas do rapaz, que se contorcia com dores no chão.Perguntas como: toma medicação?tem alguma doença crónica? está lúcido?que idade aparenta ter?qual o braço que lhe dói?etc,etc,etc...Por fim perguntei, se demorariam a chegar e se me podiam precisar o tempo, não adiantaram nada.
Passado outros 10 minutos, chegaram.Ou seja, 10 minutos, ao telefone, mais 10 min de espera, são 20 minutos, para alguém que está provávelmente a ter um ataque de coração, é muito.
É demais.
Pronto eu entendo que seja importante saberem tudo isso, mas uma pessoa no chão com dores no braço e no peito, remete-nos para o coração, logo...e isso requer rapidez.
Vi as coisas muito mal paradas...á medida que as pessoas chegavam iam ficando congeladas, perante tal cena, um rapaz novo, pelos seus 20 anos, a contorcer-se no chão e a gritar com dores, a bater no peito, e a ficar vermelho.Podia ser qualquer um de nós.Mais uma vez, o valor da vida e de cada dia, ficou sublinhado no meu ser.
Segui o meu trajecto diário, com o meu coração apertado.E rezei para que ele ficasse bem.
Não sei o nome dele, de onde é, mas gostava de saber como ficou?Pensei nele o dia todo.Afinal não é todos os dias, que nos deparamos com algo assim, e eu fui a primeira pessoa no seu caminho a aperceber-me de que ele não estava bem.

O dia avançou,saí do trabalho parei no cruzeiro e entrei na Igreja, onde tive um diálogo vivo, com um amigo.Onde percebi mais uma vez, que o caminho a seguir, não será o que eu quiser, mas o que ele quiser.
A igreja deserta, apenas o som da chuva lá fora, e o meu silêncio, lá dentro.
Saí caminhando pensativa e ao fim ao fim da tarde, parei para um café no Starbucks com um amigo, em Belém,local agradável,pacato... a chuva continuava, miudinha e dispersa na janela.
Hora de jantar e eu ainda fora de casa, rumo ao aeroporto, para me despedir da Ana, que partiu hoje para Moçambique, em Missão.Mais umas mãos para servir.
Abraçei a Catarrrina=)
Regressei eram 22h, com chuva ainda mais forte.
E o meu coração,vivo.
Até amanhã.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Somewhere over the Rainbow...

Doce.Para reconfortar...







Mar.Tu sabes.












Um dia de sol, onde a chuva não teve (quase) lugar.
Há muito tempo que não voltava ali, aquele mar imenso.Magoito.
Foi lá que o caminho nos levou a beber de um sol, que há semanas eu desejava, com a calma e o som do mar como fundo.E um grande amigo que está sempre lá.Paulinho.

Recordações, projectos futuros, risos, café...e o mar defronte.
Deixámo-nos ficar por ali.

Haviam crianças, cães, gente que saudava o dia solarengo...que tanta falta nos fez.E essa agitação sentia-se.As janelas das casas abertas, cortinas ao vento.

Á força do mar, entreguei tudo.Porque nele está a força de Deus também.

Soube-me muito bem.Pelo calor na cara, pelo mar, pela companhia,pela calma.

No mar ficaram palavras minhas e o mar as levou.

Hoje comtemplar a sua força, ajudou-me a conseguir dizer "Não" a algumas coisas, ás quais estava presa.E ao olhar para ele, pensei nas coisas que mais me custam.

Sei que o mar é belo, como o conhecemos, azul...mas há dias em que o podemos ver assim.

A preto e branco que também tem a sua beleza.A luz estava lá.

Terei pois que me habituar a ter menos uma cor no meu arco-íris.Por uns tempos.

As cores nascem sempre de novo.Diferentes.

E o mar vai voltar a ser AZUL, nos meus olhos.Um dia.







Nos meus ouvidos ainda cantam os Nouvelle Vague:


So in a manner of speaking/I just want to say/That just like you I should find a way/To tell you everything/By saying nothing.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009



Somewhere Over the Rainbow...











Os meus passos circulam por todo o lado,o meu coração bate por toda cidade.
Há gente que se move, de um lado para o outro, há gente que se move apenas para um lado e outros que vão atrás da multidão.E eu?
No meio deles, de passo mais calmo, observo.Dou-me ao prazer de sair mais cedo, para poder caminhar sem pressas.
O som que se estende desde o comboio ao metro passando pelos autocarros é esmagador, enche todos os espaços vazios.Mas eu teimo em combatê-lo e munida de um mp3, ajudo a transformar o prazer da música numa sensação real, que se divide entre o estar ali, mas não estar, entre sensações que nem sabemos existir.
No outro dia, esperava o comboio embebida por sol e pingos de chuva, nos ouvidos tocava "This is the life, de Amy Macdonald".
Olho para o céu, o arco-íris, a sorrir-me.
Imediatamente, espalhei a noticia, através de sms, eram 8h da manhã...acordando alguns dos meus amigos, apenas para lhes dizer, que certamente uma daquelas cores, eram eles.As respostas não tardaram e a escolha da cor por parte de cada um, também não.
Fiquei inexplicávelmente contente, porque o vi, porque a natureza é mágnifica e nos brinda com fenómenos que nos encantam.Olhava para toda a gente, como que a dizer, "olhem, olhem", mas ninguém parecia reparar, liam o jornal, mexiam na mala, fumavam, riscavam no chão com a ponta do chapéu de chuva, enfim.
Fiquei a pensar, será que sou que sou a única que reparo nestas coisas, claro que não,mas é que elas mudam o meu dia?Será que já ninguém olha para o céu?
Do céu soltavam-se nuvens prateadas, estilhaços celestes,ainda pedaços de estrelas feitos das recordações que nos habitam a todos.Sorri.
Os dias, dividem-se entre os meus meninos, que descobrem o mundo, tal como eu ainda me sinto a fazê-lo a cada instante e as tardes longas com tempo para tudo.Encontros inesperados, locais revesitados, a cidade a fluir.
Aos primeiros raios de sol com chuva, olha-se para o céu, procurando uma explicação para esta espécie de revelação.Onde está o pincel e a mão que pinta estas cores na nossa vida?
E, quando finalmente ao fim de mais um dia, me estendo na cama, extenuada e satisfeita, sinto prazer no ruído da chuva que ainda me resta nos ouvidos e nas cores que se pegaram aos meus olhos.
Estas cores abertas no céu e este som de uma música interior, elevam-me.E fazem-me pertencer a qualquer lado.
À porta um fim de semana, quero descansar e parar.
Segunda feira volta a multidão,o som do mundo, eu a observar e quem sabe o arco-íris?














(Numa tradução livre feita por mim...)





Em algum lugar sobre o arco-íris



Isreal Kamakawiwo'ole





Ooooo oooooo ohoohohooOoooo ohooohoo oooohooOoooo ohoohooo oohooooOohooo oohoooho oooohoOoooo oooooo ooooooOoooo oooooo oooooo

Em algum lugar sobre o arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que tu sonhaste
Uma vez num conto de adormecer ii ii ii
Em algum lugar sobre o arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que tu sonhaste
Os Sonhos realmente tornam-se realidade ooh ooooh
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim ee eeeeh
Onde os problemas se derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde tu me
encontrarás, ohh
Em algum lugar sobre o arco-íris pássaros azuis voam
E o sonho que tu desafiares, por que, porque eu não posso? i iiii
Bom, eu vejo árvores verdes e Rosas vermelhas também
Eu vou assistir ao seu florescer pra mim e pra ti
E eu penso para mim
Que mundo maravilhoso
Bem eu vejo céus azuis e eu vejo nuvens brancas
E o brilho do dia
Eu gosto do escuro e eu penso para mim
Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris tão bonitas no céu
Também estão no rosto das pessoas que passam
Eu vejo amigos apertando as mãos
Dizendo, "como estás?"
Eles estão realmente a dizer, eu, eu amo-te
Eu ouço bebês a chorar e eu vejo-os crescer
Eles vão aprender muito mais
Que nós um dia saberemos
E eu penso para mim
Que mundo maravilhoso ohhhh
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim ee eeeeh
Onde os problemas se derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde tu me
encontrarás, ohh
Em algum lugar sobre o arco-íris pássaros azuis voam
E o sonho que tu desafiares, por que, porque eu não posso? i iiii
Ooooo oooooo ooooooOoooo oooooo ooooooOoooo oooooo ooooooOoooo oooooo ooooooOoooo oooooo ooooooOoooo oooooo oooooo













quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parabéns Paulinho da Trofa!

Lembro-me que naquele sábado chuvoso parti de Lisboa, muito feliz.

Ia para abraçar e celebrar a vida do Paulo, este companheiro de caminho, ao qual nunca pensei ficar ligada também por esta parte do caminho.

Mas como bom guerreiro que é, ele venceu e para mim, que vence uma batalha destas...

As fotos, são de 17 de Janeiro,mas ainda vieram a tempo de lembrar esse dia, em que os reencontros marcaram e vieram dizer, que ESTAMOS JUNTOS, SEM 2008, que a distância é nada, quando queremos estar.

E eu não podia faltar, ao abraço que tanta força me deu.

Os sorrisos á chegada do Paulo!





Completamente surpreendido!E de olhar sempre brilhante.

Todos reunidos a ver o maravilhoso powerpoint que a Marta lhe preparou, com o contributo de todos.


O próprio Paulinho, que não podia esconder a felicidade.



E o pessoal da Trofa, que acolhe bem e de forma calorosa.


O menino Joãozinho!Desde o verão que não o via...






A loucura de uma noite em que estarmos juntos, foi o melhor de todos os presentes!






Família SEM, reunida.A faltar muita gente...



Olha que três.Um vive em Viseu, outra no Porto e eu em Lisboa, mas sentimos que estamos lá todos os dias...e os Km não existem.



E esta menina, que é um doce, companheira de muitas gargalhadas e dificuldades.A Zélia, que daqui a uns dias, vem estagiar para Alcoitão.Vai ser muito bom tê-la por cá.


Sorrisos






O Tiago, que nos acolheu em sua casa e que parece sempre que andou a beber...mas ele é mesmo assim.Os ares da Trofa.




A sara e o Joãozinho!


O bolo feito pela marta, com muito amor e carinho, como aliás toda a festa.
Acima de tudo, o Paulo merece.
Até breve Trofa e obrigado!












A um amigo de força, que passou o que eu também passei.E venceu o que eu também venci.Gosto tanto de ti.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009



Trabalho em Equipa







No sábado á tarde tivemos mais um tempo de formação, desta vez na casa de saúde do Telhal.
O caminho para lá, foi uma aventura, e ainda chegámos bem a tempo de começar uma actividade que em tudo me surpreendeu e ensinou.
O tema proposto foi, trabalho em equipa.E actividade seria fazer um bolo de bolacha, com um utente da casa.Um bolo, fácil e sem necessidade de forno.
Para isso, foi-nos proposto que formassemos 3 equipas, onde em cada uma estaria um utente.


A minha equipa era a Catarrina e o F.
E foi uma grande equipa.
De aventais postos, ingredientes na mesa e ultensílios, assim começamos a elaborar o nosso bolo.
E digo-vos, foi uma actividade muito interessante, pois o nosso creme nao ficava homogéneo e ali ficámos a bater infinitamente, mas sempre os 3.A nossa mesa, era sujidade a saltar por fora, mas isso não importava nada pois a boa disposição era mais forte.
Cada etapa era feita pelos 3, e de forma bem animada.














Mesmo cometendo alguns erros como molhar as bolachas no café todas de uma vez, o que deu papa de bolacha, o bolo saiu muito bem...e fazê-lo em equipa, foi melhor ainda.









O F. foi um grande companheiro, deu-nos a força dos seus braços, para o creme que não queria ficar macio, e estava sempre a dizer que o bolo já estava feito e pronto a comer...
A catarrrina só se ria, e eu lá sujava a mesa.









Este foi o resultado, do nosso bolo.Nada mau, um bolo de bolacha achocolatado, em forma de coração.




Este era o bolo da equipa da Elsa Rute.Muito bom também.


E por fim o bolo da equipa do Carlos, uma flor bem saborosa.
Depois acompanhados de um chá, lanchámos juntos e podemos rir das nossas técnicas e soluções para resolver os acidentes e aprender que para a próxima faremos ainda melhor.
Aqui não interessou tanto o bolo mais bonito, ou melhor e o tempo que levou a ficar pronto, mas sim o trabalho em equipa, e o saber respeitar o ritmo de cada um.



Mais ao fim da tarde a Daniela, deu-nos uma parte mais teórica da formação, acerca do trabalhar em equipa.
A importância da Comunicação que nos une aos outros, e nos possibilita trocar sentimentos, que em tudo são diferentes das emoções.
Um conflito não tem que ser negativo, desde que seja bem gerido.Para isso é preciso cooperar, interagir e ver assim os resultados da equipa.
É possivel trabalhar em equipa, com pontos de vista diferentes, para isso basta, saber ouvir, admitir, colaborar e entender.Isso levar-nos-á a resultados, como uma decisão mais eficaz, a divisão de tarefas, laços de amizade e segurança...lembrando sempre que aquilo que passamos para o exterior é uma mensagem de coesão.
E quando há coesão, há também uma moral mais elevada,alegria,vontade.

Desta tarde ficam os afectos, que ali sem dúvida marcam.Pela sua pureza.Um amigo é um amigo e ponto final.











E aqui os 4, de sempre, (faltando a Margarida), juntinhos, quentinhos e amiguinhos depois de uma luta de panos da loiça e aventais na cozinha.
Nunca tal tinha visto.



















Sim este grupo é cada vez mais uma Equipa.
Passo a passo.
Juntos.




domingo, 1 de fevereiro de 2009

Carta













Podia começar com um "olá" ou com um "como estás?", e posso, mas não faria nenhum sentido.

O que somos é uma continuação extensa, como as linhas da estrada que se perdem na visão cansada. Pára. É só mais uma analogia, mais uma metáfora. Das nossas, sabes? Claro que sim. Como saberes que isto é para ti, que estou em silêncio deste lado mas que sabes que todo ele é para ti, que te faz uma vénia de cá no escuro por te saber a precisar de algo. Ou só mesmo a hipótese de te saber menos confortável, um bocadinho menos feliz, por aí por onde andas, montado na tua bicicleta, junto ao cais das colunas a ouvir as ondas.

Eu não sei quanto tempo cá vou estar, mas já mudei consideravelmente a minha vontade em relação ao tempo. Mudei, sobretudo, o modo como encaro o que se me apresenta.




É um baptismo.
Encara-o também assim.
Conseguimos mudar o nosso mundo.




E não é só uma promessa, é um facto consumado.

Temos as pessoas certas - o que quer que isso signifique - a circundar-nos. E conseguimos juntá-las, aproximá-las e assim estamos mais seguros. Mas nunca te esqueças que estando comigo a segurança é certamente perigosa. A espontaneidade tem sido aguçada contigo por perto e eu, bom, eu sempre quis ser livre desta forma.
Nunca é demasiado dizer o que nos habita. Nunca é demasiado expressá-lo das mais variadas formas.
A genialidade disto é que acho que descobrimos algo que muitas pessoas nunca vão encontrar. Não deixa de ser segredo por eu dizer a toda a gente. Metade da fórmula está em mim, a outra metade é tua. Como o meu propósito por cá. Também te pertence.

Procuro as palavras em busca de uma fórmula perfeita, mas acabo sempre por ir ter à mesma rua mesmo que me tenham vendado os olhos.Sei o caminho de cor. O que acho que não sabes é que tenho quase a certeza que o meu lugar sempre foi este e sempre me projectei assim. Já te disse antes, mas sempre me vi assim a servir os outros, sem me importar que me reconheçam, apenas só a saber que lhes possibilito viver melhor. E o meu futuro próximo passa por Partir.Mas não te deixo para trás.
Ninguém alinharia nestes meus pensamentos soltos, dispersos, perdidos (sinónimos, adjectivos, palavras... tudo debaixo dos dedos e das nossas línguas) como tu.
Só preciso desta paz de espírito. E tenho tido muito disso. Sem esforço. Sem ter de pedir. Já reparaste como até os timbres das nossas vozes são calculadamente aproximados? Diferentes mas que encaixam, que, de formas distintas, mantêm a atenção pressionada. Eu diria mesmo que andámos em palcos velhos antes e que isto das almas estarem cansadas se deve a essas viagens um tanto loucas que fizemos.Tantos locais,pessoas, histórias, temos para contar.E o que nos ensinaram...

A lei da reciprocidade actua e serve-nos tão bem.
Nunca senti uma simbiose assim, tal como este será o texto que eu acho que consigo fazer nascer de mim para ti.
E prefiro manter as coisas assim.
Armar-me em criança e achar que se não acabar as coisas, as coisas também nunca acabam.Sim? Eu sei que me entendes tão bem que continua a deixar-me sem chão quando me afasto um pouco disto tudo e tento observar o que é isto afinal.
Não me lembro de quase nada do que foi antes de ti. Tenho breves memórias apenas.
O que sei é que fazes parte de mim. De uma forma renovada a cada nova vez que te penso, que te falo, que te acarinho há algo que me faz querer conhecer-te de novo, apresentar-me de novo e sentir que seja lá o que for que vem por aí, o vamos aguentar.
Acho que li algures em entrelinhas de textos soltos que devia aguentar, que devia arrastar os pés com mais algum esforço, pois a recompensa chegaria.
Deveria dar-te o prémio - se o houvesse - de pessoa que mais me tocou, mais me toca, mais me supreende. E se queres saber, não me importo muito. Interessa-me que estejas aí e que eu esteja para ti. Faz sentido que estejamos cá há muito tempo e que nem saibamos.
Podemos sempre combinar um café,debaixo da torre Eiffel, ou num qualquer lugar seja ele onde for,daqui por uma centena de anos, se quiseres.
E sem dúvida que mesmo que estejamos diferentes, outra vez te vou reconhecer.
E outra vez. E outra. Vez. Tudo. De novo.
O mérito não é teu nem meu. O amor é...Nosso.




Gosto-te.





Um beijo




Into the Wild





Algo mudou.
Alguma coisa, esta chuva forte, ou a corrente dos rápidos,levou consigo, de mim.
Sem eu querer, sem me aperceber, já tinha ido.



Até que ponto cada um de nós era capaz de ir para realizar um desejo?
Até que ponto aceitariamos ir para fazer aquilo que o nosso coração há muito arde para fazer?
De onde tirariamos motivações para enfrentar todos os obstáculos em busca de uma resposta pessoal?
Sei lá, mas estas questões são difíceis de não passar na cabeça daqueles que vêm o filme "Into The Wild", dirigido por Sean Penn e estrelado por Emile Hirsch.

Foi o filme caído do céu, nem sei como, (mas não há coincidências), para uma noite de temporal, entre amigos.


O personagem central da história existiu mesmo, é Christopher McCandless, um jovem muito inteligente de família bem sucedida nos Estados Unidos. Bem sucedida, porém cheia de problemas como muitas outras famílias. Os problemas familiares (que vêm se arrastando desde a sua infância) são o combustível para a desilusão de Chris, acerca dos relacionamentos e das obrigações impostas pela sociedade. Então, depois de se formar com louvor na Emory University, ele decide desapegar-se de todos os seus bens e embarca numa jornada pelos Estados Unidos.
Seu objetivo é chegar ao Alasca, ficar em contato com a natureza, distante das trapaças do mundo moderno.
Doa as suas poupanças a uma instituição de caridade, queima o dinheiro que tem em mãos, corta os cartões de crédito, põe uma mochila nas costas e sai rumo ao seu objetivo.
No caminho, ele vai conhecendo várias pessoas e acaba por partilhar a sua história com elas, na verdade todos acabam por se interligar nas suas histórias, ele influencia e é influenciado.Dá, mas recebe muito mais.Ele não se prende demais.
Esta ideia de largar tudo e sair com uma mochila ás costas pelo mundo, já passou e ainda passa pela cabeça de muitos de nós. Essa necessidade de liberdade é muito intensa na vida do ser humano, parece que nos sentimos por vezes aprisionados por alguma coisa. Seja um trabalho, uma família tradicional, uma faculdade indesejada, um Amor que não podemos entender… mil coisas.
E neste filme a que fala mais alto é a nossa natureza, a nossa vontade, de que somos feitos?
E é isto que o filme trata com muita propriedade.



Felicidade só é verdadeira quando compartilhada”.




Chris pagou um alto preço para descobrir isso,a Solidão em certos momentos,a fome, o abandono, mas fez aquilo que precisava fazer.Era aquilo que ele queria.
Muitos perguntam, qual de nós teria a coragem de fazer o mesmo, mas a questão não é essa. Corajoso é todo aquele que ousa fazer aquilo que seu coração ardeu para fazer. Mesmo arriscando-se a perder tudo o que amou...e ama.

Muitos,desistem sem tentar e vivem de forma mesquinha.
Não precisamos seguir os mesmos passos de outra pessoa, cada um tem o seu caminho, cada um temo seu próprio desafio.
É preciso descorir qual, como e quando...falo do grande desafio,porque desafios,surgem-nos a toda a hora e a todo o instante da nossa vida.
Aquele desafio que nos muda para sempre, que deixa a nossa marca, que nos marca.


E o desafio que me ficou desta mensagem, passa por deixar livre e nas mãos de Deus, o meu caminho contigo.
Se tiver o futuro que nos abraçar, assim o fará...e aí sentiremos que de facto, nada é por acaso.
E que nós não controlamos nada.





O filme terminou, e eu colada ao sofá, só conseguia sentir o bater do meu coração, descompassado e a tentar decifrar uma mensagem.
Os olhos rasos de água.

A mensagem chegou e faz doer.Ainda não está instalada, mas há muito que a esperava.Só o tempo.
Não um fim, mas um começo =)



























































Esta é de todas as fotos que aqui coloquei a única foto real do verdadeiro Christopher McCandless.E descobriram-na em 1992 dentro da sua máquina fotográfica ainda por revelar, na caravana "mágica", no Alasca, onde viveu largos meses e acabou por falecer de fome e envenenado por plantas que comeu.
Mas deixou-nos sem saber, a sua história.









Raise your voice and sing me your journey´s song.





OBRIGADO.Alexander Supertramp!