segunda-feira, 18 de maio de 2009

SÁBADO.



Uma pessoa levanta-se cedo, depois de uma noite mal dormida e mete-se a caminho de Santarém, num Sábado.

Para quê?

Para a benção das fitas de alguém de quem gosta muito.Assim tanto que não consegue dizer.

E nem toma pequeno almoço, porque quer é chegar.

Vai o caminho todo, feliz, e a pensar na pessoa mágnifica que vai encontrar, nos bons momentos que já viveram e como é bom partilhar este dia com ela!

A 10 min, de entrar na cidade de Santarém, lembra-se, de ligar...e repara, que acaba de acordar essa pessoa, que lhe diz, que a benção é no dia seguinte!!!!!



Baaaaaahhhhh!

Gozem-me.




Bom, o que há a fazer?


Acorda-se a finalista depois de uma noite de copos, e toma-se o pequeno almoço em grande galhofada pela casa a acordar toda a gente que está de ressaca.

Ora nem mais.Foi das manhãs de Sábado mais cómicas que tive.Andei pela casa, não queria acreditar que tinha ido até ali, para voltar para casa.E no dia seguinte regressar.


Bom, mas a Catarina Merece.



















O dia estava ganho pelo abraço recebido.











E pela Tareia também, quer-se dizer...uma pessoa, vem a Santarém, só para tomar café com alguém e ainda leva tareia assim desta maneira.

Não se faz.











Foi um Sábado em cheio.

Terminou na Idanha, com um olhar sobre tantas coisas.

Vai ficar para a História!

Catarina, agora sim, eu Destranco-te!

Aaahaha!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

E eu serei tua.














Não durmo Bem. Há quase uma semana que prego olho apenas por umas horas ou nem isso, por duas razões.Uma o meu pai ter piorado esta semana, e a noite ser instável para ele, outra, porque estou Feliz. (Contraditório?Não.)


Depois, durante o dia, vejo-me envolvida na luta desleal entre mim e o sono gigantesco com que entro nos transportes e com que me sento em frente ao computador.


Pelo meio da tarde, estou novamente fresca mas, se deixo que a tarde me apanhe desprevenida, é ver-me outra vez com a cabeça trôpega e a bocejar.
Quando as pessoas estão ocupadas a serem felizes, relembro-o agora, não têm tempo para outras coisas.Quando as pessoas estão ocupadas a ajudar alguém, a mesma coisa.O mesmo sentimento de estarmos ali por inteiro.


Por isso não me importo de ter sono.


Não lhes apetece ouvir futilidades, não se imaginam em centros comerciais, esquivam-se a todos os convites com a pressa de chegarem onde estão bem.Ao pé da pessoa querida e que sofre.Neste caso, do meu Pai.Dos doentes do Telhal...de quem de mim precisa.Daqueles por quem súbitamente me apaixonei.


Ser feliz é um posto a tempo inteiro e as pessoas que têm a sorte de o ser, só se conseguem ocupar com o sorriso parvo todo o dia, com os pensamentos a voarem pela janela de um 3º andar, com as memórias a serem mais fortes do que qualquer coisa de gente séria.


Mas dá trabalho, isto de ser feliz. Demora até se perceber que a batalha é constante, que, uma vez começada, a felicidade vai ocupar-nos tudo o que temos.Mas é tão bom!
Tenho o quarto por arrumar.E tenho a cabeça cheia de projectos e ideias que ainda não passei para o papel, porque a felicidade ainda não conhece os programas do computador. Se me consigo concentrar nas coisas sérias, logo vem a felicidade lembrar-me de que o mundo é lá fora, é lá em casa...mas é que, ali no Telhal sou tão feliz.


E, se no dia que hoje passa, podia achar que a felicidade é também um milagre, já me desenganei. Às vezes, ela é-nos servida de bandeja.Todos os dias.Como podemos recusá-la?


E se há coisa que eu já aprendi com as asneiras todas que fiz é que nunca devemos recusar ser felizes.E de quem é feliz, sempre brota um sorriso.


Mesmo que ser feliz, implique um longo caminho,nem sempre preceptivél por todo o sofrimento da vida humana que me toca.


E eu feliz, enormemente.



Postais de Sevilha



































































































Olé.

Lullaby for a Stormy Night


Lullaby for a Stormy Night -


Contornos que se revelam.








Hoje foi o dia de Maria!

Hoje, celebrei-o no Telhal, com os meus doentes, e com os amigos...numa oração mais ao final do dia.Foi bom.De mãos dadas, de passos firmes e fé quente, assim os senti.
Assim de repente, estou de regresso á minha cidade, á minha realidade.Voltei ás ruas, aos rostos,aos cheiros e sabores.

Depois de ter estado fora dela, á coisas que custam a voltar a enfrentar.

Como entrar em casa e ver o meu pai, na mesma ou pior.Isso não mudou.Mas tudo o que tenho feito, tem sido também por ele.

Como posso ter força se não me fortalecer a mim mesma.Se não sorrir, parar, alegrar-me, se não me entregar aos outros da forma que já não consigo, não fazer?Nada sou.

É isso que me faz ter um sorriso para dar ao meu pai, quando entro pela porta...e só me apetece que nada do que vejo, seja verdade.

Quero que ele volte a ser como antes.Forte.Saudável.Alegre.De olhar vivo.Exactamente como me ensinou a ser...

Há dias em que isto custa tanto a aceitar...e sinto o tempo a passar cada vez mais depressa.

E eu sem o poder agarrar.

Mas há coisas que ao voltar á minha realidade, são novas e boas de descobrir, trago certezas.

Continuo com os meus projectos, continuo a acreditar neles e a lutar por eles.Cada vez mais ganham contornos.

Sei bem o que quero de mim, neste momento e para onde caminho e isso é uma segurança no meio da tempestade.

Ainda assim, são tantos os dias de sol...e as coisas boas!

Aquilo que se partilha.Tem sido forte, intenso e tão inesperado.Que me move de encontro ao que mais amo.

Sinto-me apaixonada, e sei que esta paixão se vai transformar em Amor, embora o caminho a percorrer seja longo.

Estou apaixonada por alguém que nunca me vai falhar, que me ama como eu sou, que precisa de mim, que me chama...que me dá cor, que me mostra que tudo é possível, que a vida é maravilhosa.Mas isso já eu sabia.

Mas sinto que agora algo mudou nessa certeza.Sei bem quem quero e como quero na minha vida, nada do que não me interessa eu procuro.

Poder espalhar Amor aos 4 cantos do mundo, ou já aqui ao lado, e ter começado aqui pela minha casa, é único.
Sei que muito mais me espera.Preparo o meu coração para o que virá.

E agradeço-vos tanto, seres de luz, que me rodeiam com a vossa presença.
O eu ser assim...porque vos posso amar.

Mas sobretudo porque TE posso Amar.

E TU me Amas.




O Amor.
Só o Amor.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

=)


Brisa do coração - Dulce Pontes



SAUDADES.

Sevilha




2º e último dia de Encontro...







O acordar foi com a Lu a entrar no meu quarto, porque eu tinha adormecido, tal era o cansaço.
Em 10 min, tive que me despachar, pois na mesa, estavam churros quentinhos com chocolate quente, para o pequeno almoço...hummmmmm!

Os rostos das irmãs, marcaram-me nessa manhã, era a última refeição juntas...elas que prepararam tudo com imenso cuidado, para que nada nos faltasse.








Os Churros!Que todos comem de manhã...














O chocolate quente, caseiro, cremoso e energético...para o dia que se desenhava já á nossa frente.













Hermana Dolores, 94 anos.Um doce.
Um exemplo que nunca vou esquecer.
Um semblante de Paz.








Hermana Felicissima ou Feliz, de 86 anos.

Feliz de nome e de atitude na vida!









Hermana Maria, de 65 anos, Educadora de Infância, uma mulher de armas, decidida, e valente, (...que leva mesmo tudo á frente, imaginem ela a correr e a pedir ao motorista do autocarro, para não arrancar porque uma CHICA, vinha lá a coxear como se não houvesse amanhã...e aquele era o último autocarro da noite!!!Eu só me ria!)











Bom depois de 2h de ensaio, do coro, foi a missa na Catedral, e o encerramento do encontro.
Um momento único, em que a mensagem que passaram aos jovens, foi essa mesmo, de nos deixarmos levar pelo inesperado das nossas vidas.







Uma das poucas Polacas presente no encontro, cantamos sempre lado a lado e foi um trabalho em equipa sem dúvida.








O grupo coral, das Chicas Loucas...uma delas, tinha os pais no encontro mais o irmão pequenino, foram todos e cantaram no coro.Um dia, quero uma família assim.








Depois das despedidas, saímos para a praça, debaixo de um sol quente e um vento ameno.
O encontro não tinha terminado, para nós, que até ao último km, sentimos a força ali presente.
Mas tirámos a tarde, para passear e conhecer um pouco da cidade, agora que já não tinhamos responsabilidades.
E assim foi...Sevilha aí fomos nós.



Companheiras do caminho, felizes e unidas numa mesma fé.
Foi muito bom partilhar este encontro com elas.Sim pela paciência em caminhar devagar, pela confiança que se fortaleceu.Por partilharmos, lágrimas e sorrisos...pés cansados e doridos e maluquices.A beleza das coisas que vimos e guardamos em nós.






Praças sempre cheias e animadas!






A rua dos encontros!Aqui vi muita gente, que já partia para casa...






Um amigo, que nos vem visitar em breve, o Fran...ele que nos colocou no coro e ainda bem, responsável pelo acolhimento, fala mais de 5 línguas e é uma simpatia!Não gosta de fotografias mas tirou uma comigo.Ganhei!






A minha ovelhinha do Porto!Em todos os encontros nos vemos e há aquele abraço!






Metemo-nos pela bairro de Santa cruz, uma judiaria, de ruas estreitas, coloridas, meio árabes...linda, linda,linda.
E aí podemos comprar lembranças e almoçar numa "Bodega"!




Aqui tivemos um momento, cultural, ao provar um pouco da gastronomia local.
Com o calor, que se fazia sentir, começamos com um Gaspacho fresquinho, depois salada de pimentos com peixe, e por fim prato misto de pescadito frito, vários peixes fritos que eram uma delicía.Tudo regado de uma sangria fresquinha, boa conversa e convívio, com o empregado que era Ortodoxo...e um homem de paz.


Este menino, chama-se António, mora na Judiaria e passou pela nossa mesa a dizer adeus e mandar beijinhos...falador, levou um bocadinho de pão que foi a roer rua fora...sem vergonhas!
Eles são o melhor do mundo!







Será que passamos aqui?







Depois de atravessar os jardins de Morillo, passámos no Consulado Português.





E finalmente conheci a famosa, praça de Espanha.Toda trabalhada e em azuleijos mágnificos.
E ali senti-me em casa...







O sol queimava e a água sabia bem...




Uma ponte toda em azuleijos...








Aprendendo a tocar castanholas...Olééé!










Depois de muitas voltas a pé, voltámos ao metro, para regressar a casa...e enquanto esperava, o fresco da pedra soube mesmo muito bem!








Esticado o pernil...era bem capaz de dormir a siesta!Mas não havia tempo, Portugal era o destino e os mesmos Km, nos esperavam.Ainda tinhamos que ir a casa, despedir-nos das irmãs, buscar as malas e pegar no carro.
Com pena...de deixar uma cidade tão bonita e tão viva...onde o encontro foi tão especial.







Ainda tirámos meia hora, para comer uma bolinha de gelado, com sabor a pastilha elástica.(E se pedirem uma bola de gelado em Espanha, dão-vos uma taça de chantilly e a bola lá perdida no meio, com muito caramelo, que nem perguntaram se era para pôr...lol!)
Meia hora para falar um bocadinho do que se viveu...





Depois das despedidas...fizémo-nos á estrada, parando em Monte Gordo para lanchar...pensativas, alegres, nostálgicas...mas num caminho que sabemos ser aquele que escolhemos e nos fará certamente felizes.
Gratas pelo tanto que recebemos e partilhámos.



E sabem que mais, em Sevilha encontrei a chave que abre o meu coração...eu perguntei, e tive a resposta.A chave que me levará a viver para o resto da vida o INESPERADO!
Obrigado.








=)
Plim*