segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009





Azul Profundo.Cores Terra.




























A verdade é que elas se complementam, tão bem.
Amanhã vou passar o dia no meio da natureza.Até voltar de todas as cores.
=)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Gravity


Gravity (accapella) - Sara Bareilles





Deliciosa.

De uma tarde de luz, imaginei.

















A manhã do mundo abria-se de súbito ali. Uma alegria exaltada apenas pelo cantar dos pássaros no telhado em frente e pelo som longínquo do mar lambendo a areia branca, em mais uma manhã de Fevereiro.Podia ela imaginar.
Durante o resto do ano viviamos talvez adormecidos, entre pilhas de papéis inúteis, engarrafamentos, filas e preocupações constantes.Onde ela, teimava em buscar os raios de sol, e sorrir.
Entre eles as coisas nunca foram calmas, havia sempre uma fúria, uma pressa incrível de amar e fugir. A verdade é que passados alguns anos, nem mesmo a fúria parecia já existir. Era um amor que se perdia todos os dias no caminho da indiferença.Mas por agora não tinha que pensar nisso, tinham ambos ido de férias. Ele para a terra do nunca e ela para ali. Junto daquele imenso areal que parecia estender-se até ao infinito, as vivências mundanas, por piores que fossem, desvaneciam-se na atmosfera de eterna paz e de continuo movimento.A alegria nascia ali, por entre o chão coberto de agulhas de pinheiros e arbustos de camarinhas, apinhados de pequenos frutos cítricos e brancos, que ao longe mais se assemelhavam com neve. Naquela casa em madeira e colmo que comprara de um velho de pele curtida pelo sol e pelo sal, ela passava o mês que queria e todos os outros dias nos quais se conseguia escapar de Lisboa. Apenas com três divisões, o quarto, a improvisada casa de banho e a sala que se fundia com a cozinha assim ela existia verdadeiramente. Mobilada com móveis de madeiras modestas mas resistentes e com uma larga lareira que lhe aquecia as noites e lhe escaldava o rosto, a casa era completamente diferente do apartamento frio de Lisboa.
Ela sempre fora assim. Fugia, sempre que o mundo parecia desabar nas suas costas. Era alguém diferente apenas ali.Tinham alguns amigos por aquelas bandas,um casal que tinha uma casa semelhante à sua e que morava nas redondezas a uns minutos de caminho, também o Francisco, o rapaz que atendia ao balcão na mercearia/tabacaria/taberna Gracinda, que ela frequentava apenas para comprar os viveres necessários à sua estadia ali.Aquele era o seu refúgio longe de Lisboa, longe dele, longe de tudo o que a atormenta, mas principalmente ali era o espaço para sonhar.Ali deitada na rede do alpendre, ela era tudo; não era apenas aquela que assiste e ajuda a crescer com amor, o filho de alguém que nem nunca vira. Ali era a fotógrafa, a pintora, a música, a antropóloga, a viajante… era como se neste local não só as agulhas de pinheiro caídas no chão estivessem a seus pés, mas sim, era como se cada agulha representasse uma pessoa e todo o pinhal o mundo que amava.

Mas afinal porque se deixa ir na corrente de um sentimento que não quer mais como seu?
Então porque razão ama alguém que não sabe amar?Se ela sabe tão bem, como é amar.Não precisaria mais deste esboço.
Sem mesmo pensar que talvez, só talvez, pudesse ficar ali para sempre ou simplesmente, partir.





Palavras para adormecer e acordar...













"Olha o vento que vem aí...e sopra as estrelas que alimentam a alma.Deita-te na almofada e descansa...porque o teu sorriso será o eterno amanhacer daqueles que não sabem sorrir ou que perderam a suprema capacidade de amar.
E olha-te, porque mereces olhar-te e que te olhem!"
Do Carnaval...



















Mascarei-me de fada.
A minha fantasia preferida desde pequenina.
Talvez porque ás vezes me sinto uma, e gostava de ter o poder de mudar tantas coisas, com uma simples varinha de condão, na vida das pessoas para melhor.E vou tendo.Como elas na minha.
Mas o Carnaval, nunca me disse grande coisa.
Á parte de me animar como as crianças e achar que é mais uma oportunidade de brincar e festejar a vida...com conta, peso e medida.
Na sexta feira, no caminho para o trabalho, via princesas, fadas, brancas de neve, Zorros, homens aranha, capuchinhos vermelho, mosqueteiros, de tudo um pouco...e pensava que para eles, os mais pequenos, aquilo é algo muito importante,um dia memorável com o qual sonham muito tempo antes.Fatos com mais ou menos primor, mas sempre especiais.
Sei, porque comigo também era assim.Um dia diferente, em que éramos um pouco do nosso imaginário, das personagens que nos povoavam e nesses dias, eram tornadas reais, por nós mesmos.Cores.Risos.Passeios.Fim do dia, cansaço, para recomeçar, de novo.
Agora, depois de ser "crescida", não espero este dia, como antes, mas espero-o pelos pequenitos, e alegro-me e surpreendo-me com eles, deixo-me levar pelas faces pintadas e brilhos que envergam, e dão cor ao dia.
Correm por todo o lado, e deixam pózinhos mágicos, pelo chão, pela mesas do café, aqui e ali, uma varinha de condão espera que alguém lhe pegue e transforme...
O meu carnaval, vai ser calmo, está a ser calmo.
Para organizar,para descansar, estar, pensar...sem muitas fantasias.
Vejo de dentro, o desfile lá fora.Deixo-me ficar.
Oiço o Mar, sinto a brisa, caminho.
E isso é tudo o que importa.







quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Assim quisera eu ser...









Matt Harding chegou à fama através do Youtube.Nada de muito novo, portanto. Talvez já tenham ouvido falar neste homem. Mas para quem não conhece, Matt deu duas voltas ao mundo e por cada sítio que passou deu-se ao trabalho de dar uns pés de dança. Na primeira volta, em 2006, Matt dançou sozinho.
Na segunda, já patrocinado, pediu a quem por ali estivesse que dançasse com ele.E a alegria com que o faz...é contagiante!Há quem parta para ajudar, ele quis partir para dançar e então?

Há pessoas com sonhos muito bonitos e grandes.
Eis um resumo da 2ª aventura que demorou 14 meses e passou por 42 países.
Uma boa maneira de percebermos que vivemos todos no mesmo mundo.
Sorriam.
Tenham um bom resto de semana.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Azul Profundo











Era uma amena noite de terça feira.Onde o "longe", de não te conhecer, se fez perto.

O rio Tejo, calmo como um gigantesco lençol azul escuro, que se estendeu um dia entre margens. Casais que vão juntos ver o rio. Os primeiros sinais de Primavera. As esplanadas desertas, e nós sem pressa.



As mãos, vazias sem sequer pensar.Imagens e sensações que guardo, como uma ponte como fundo para ver, para chegar a ti e conhecer-te.

Passam vinte e dois minutos das 00h e uma rapariga com o casaco abotoado, caminha calmamente junto á margem do rio, tendo por companhia uma nova cor.Vai ouvindo uma música na sua cabeça e tentando conter-se para não desatar a cantar. Os dias, como as noites presenteiam-nos com o céu limpo.O que deixa a alma a brilhar.A chegar a casa tinha um texto para escrever mas já sabia há muito onde iria buscar a inspiração.

Durante algumas horas, ouvimos o som das cigarras e de pássaros que surgiam das árvores, como numa cálida noite de verão. As tristezas e alegrias mais os sonhos contados e partilhados com uma candura natural, com uma simplicidade desarmante.

Eu,saí de lá, do enorme lençol azul escuro com um grande sorriso interior.

Há um tempo para os desgostos e um tempo para mandarmos tudo à fava.Hoje foi dia de não pensar e de me deixar conquistar.Pela beleza.

Os dias por vezes, tocam-me apenas superficialmente, as noites servem-me (como deve ser) para sonhar.

Está quase.A liberdade.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009




Do Eneagrama...

















































domingo, 15 de fevereiro de 2009



Eneagrama em Imagens



Grupo











Aprendendo





















Escutando...











Atenta...














Fotosíntese







Refeições









Dinâmicas
























Recantos de Paz...











Caminhadas...




Bom Feeling...







As despedidas...e os formadores.














A cantoria...tinha começado...













Já ninguém nos cala...















Uma "beca" musical...
















Absorvendo a música e o sol...














Cantar até que a voz me doa...










E no fim volto a casa, assim, sorrindo.










Obrigado a todos!




Eneagrama



13,14 e 15 de Fevereiro, Telhal

















Explicação científica:








O Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egipto. Seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos.
Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de Virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; como a perda de Idéias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor). De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Entretanto, cada um de nós escolheu e desenvolveu uma delas como Raíz ou espada.


Assim sendo,cada pessoa, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, nos seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência.



Os 9 tipos




Tipo 1 - Perfeccionista e exigente
Tipo 2 - Amigável e orgulhoso
Tipo 3 - Egoísta e mentiroso
Tipo 4 - Insatisfeito e emotivo (uns salpicos)
Tipo 5 - Observador e estrategista
Tipo 6 - Cuidadoso e medroso
Tipo 7 - Feliz e otimista (Eu raíz)
Tipo 8 - Desafiador e autoritário (a minha asa)
Tipo 9 - Preguiçoso e pacifista








Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação do nosso tipo no Eneagrama.

Não há números melhores, nem piores, todos se complementam entre si e essa é a riqueza.













Explicação pela minha cabeça (e coração)









Entro em casa, deixando cair no hall os sacos e as malas.

Em cima da arca do corredor, uma flor nova, bela, num vaso,que soube então ter sido o meu pai a oferecer á minha mãe pelo dia dos namorados.Fica bem ali.
Na mesa da sala, um bolo de amêndoa á minha espera, que a minha mãe fez para ele.
Que melhor forma podia ter, de regressar a casa, depois de tudo o que vivi, este fim de semana?
Em traços gerais, descrevo-lhes anciosamente o que vivi, aprendi, experienciei.
Mas depressa sinto, que não consigo explicar facilmente, aquilo que deve ser vivido.E portanto, remeti-me ao calor do meu quarto, para olhar há uns anos atrás, e ver que na altura, não regressei do Eneagrama desta forma, com o coração a arder e com as certezas que trago.

Foram dias, para pensar,"responder-me" com verdade, para me dar, para sorrir e rir á gargalhada, para ser mais ou menos profunda,consoante as pessoas e os momentos, para apanhar sol e caminhar, abraçar a diferença, reviver e descobrir.E por isto, Estar com Deus.

A alegria foi uma constante, assim como o sol nas janelas e nos olhares, de alguns que como eu, aceitaram este desafio.

Foi bom, estar em grupo, foi bom perceber melhor o outro e a razão de ele ser assim, foi bom perceber aquilo que sou, mas principalmente aquilo que não sou.Os meus erros e a forma de os superar.

Comparando as mudanças, de há quase 10 anos atrás,mantenho a minha raíz alegre e optimista, mas gulosa e agressiva.

Sou um 7, o animal Macaco quando desintegro e Borboleta quando integrada.

Constato que a vida não hesita em moldar-nos,(e faz bem,porque evoluimos) em nos defenir, ela adoça-nos ou azeda-nos, mas tudo depende da nossa atitude.



Sei, que há coisas a fermentar aqui dentro e que só com o passar dos dias, elas vão desabrochar, porque (quase) nada do que se vive tem efeito imediato em nós.

Sem dúvida uma ferramenta, importante, para o caminho, que quis ir rebuscar, nessa caixa, onde eu já não mexia, fazia tempo.







BOA SEMANA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Luar













Primeiro rezar.
E depois porque o luar ditou...
Arrancar assim no meio de uma noite amena e clara, para ver a América do outro lado, e as constelações desenhadas ali tão perto.
Abrir os braços ao vento e olhar as cidades que dormem...até aos confins, em mil luzinhas tremeluzentes!
Sentir frio e não ter medo dessa caminhada nocturna que sempre nos coloca mais perto de Deus a tocar com as mãos no céu.
A alma regressa a brilhar, de lá, de onde os sonhos vêm.
Obrigado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sorrisos














Essencial é sorrir na adversidade.

Estamos juntas.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Começo da Semana






Uma 2a feira chuvosa disse-me bom dia, na janela, mal me levantei.
Saio de casa 8h, desço a rua, música nos ouvidos.Vislumbro ao longe, um rapaz, encostado á parede, tem a mão no peito e a cara é de dor.
Eu avanço e conforme me aproximo, vejo que está mesmo a sentir-se mal.
Desligo a música e pergunto-lhe se precisa de ajuda?Ele apenas diz que lhe dói o braço e o peito e deixa-se escorregar, pela parede.As pessoas vão parando, e eu imediatamente ligo para o 112, e peço uma ambulância.
Estive 10 minutos ao telefone, primeiro com uma secretária, a quem expliquei tudo, depois um enfermeiro, e por fim um médico, que me fez 1000 perguntas, que eu tive a custo que arrancar as respostas do rapaz, que se contorcia com dores no chão.Perguntas como: toma medicação?tem alguma doença crónica? está lúcido?que idade aparenta ter?qual o braço que lhe dói?etc,etc,etc...Por fim perguntei, se demorariam a chegar e se me podiam precisar o tempo, não adiantaram nada.
Passado outros 10 minutos, chegaram.Ou seja, 10 minutos, ao telefone, mais 10 min de espera, são 20 minutos, para alguém que está provávelmente a ter um ataque de coração, é muito.
É demais.
Pronto eu entendo que seja importante saberem tudo isso, mas uma pessoa no chão com dores no braço e no peito, remete-nos para o coração, logo...e isso requer rapidez.
Vi as coisas muito mal paradas...á medida que as pessoas chegavam iam ficando congeladas, perante tal cena, um rapaz novo, pelos seus 20 anos, a contorcer-se no chão e a gritar com dores, a bater no peito, e a ficar vermelho.Podia ser qualquer um de nós.Mais uma vez, o valor da vida e de cada dia, ficou sublinhado no meu ser.
Segui o meu trajecto diário, com o meu coração apertado.E rezei para que ele ficasse bem.
Não sei o nome dele, de onde é, mas gostava de saber como ficou?Pensei nele o dia todo.Afinal não é todos os dias, que nos deparamos com algo assim, e eu fui a primeira pessoa no seu caminho a aperceber-me de que ele não estava bem.

O dia avançou,saí do trabalho parei no cruzeiro e entrei na Igreja, onde tive um diálogo vivo, com um amigo.Onde percebi mais uma vez, que o caminho a seguir, não será o que eu quiser, mas o que ele quiser.
A igreja deserta, apenas o som da chuva lá fora, e o meu silêncio, lá dentro.
Saí caminhando pensativa e ao fim ao fim da tarde, parei para um café no Starbucks com um amigo, em Belém,local agradável,pacato... a chuva continuava, miudinha e dispersa na janela.
Hora de jantar e eu ainda fora de casa, rumo ao aeroporto, para me despedir da Ana, que partiu hoje para Moçambique, em Missão.Mais umas mãos para servir.
Abraçei a Catarrrina=)
Regressei eram 22h, com chuva ainda mais forte.
E o meu coração,vivo.
Até amanhã.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Somewhere over the Rainbow...

Doce.Para reconfortar...







Mar.Tu sabes.












Um dia de sol, onde a chuva não teve (quase) lugar.
Há muito tempo que não voltava ali, aquele mar imenso.Magoito.
Foi lá que o caminho nos levou a beber de um sol, que há semanas eu desejava, com a calma e o som do mar como fundo.E um grande amigo que está sempre lá.Paulinho.

Recordações, projectos futuros, risos, café...e o mar defronte.
Deixámo-nos ficar por ali.

Haviam crianças, cães, gente que saudava o dia solarengo...que tanta falta nos fez.E essa agitação sentia-se.As janelas das casas abertas, cortinas ao vento.

Á força do mar, entreguei tudo.Porque nele está a força de Deus também.

Soube-me muito bem.Pelo calor na cara, pelo mar, pela companhia,pela calma.

No mar ficaram palavras minhas e o mar as levou.

Hoje comtemplar a sua força, ajudou-me a conseguir dizer "Não" a algumas coisas, ás quais estava presa.E ao olhar para ele, pensei nas coisas que mais me custam.

Sei que o mar é belo, como o conhecemos, azul...mas há dias em que o podemos ver assim.

A preto e branco que também tem a sua beleza.A luz estava lá.

Terei pois que me habituar a ter menos uma cor no meu arco-íris.Por uns tempos.

As cores nascem sempre de novo.Diferentes.

E o mar vai voltar a ser AZUL, nos meus olhos.Um dia.







Nos meus ouvidos ainda cantam os Nouvelle Vague:


So in a manner of speaking/I just want to say/That just like you I should find a way/To tell you everything/By saying nothing.