quarta-feira, 29 de outubro de 2008



Receita do dia...





Ora, quando se tem 1001 coisas no frigorifico, que sobraram de refeições, há uma receita que resulta sempre. a tarte leva tudo!

Forra-se a tarteira, com papel manteiga e com massa folhada, pré-comprada.E pica-se o fundo com um garfo.









Depois fazemos um assalto ao frigorífico, e picamos tudo o que encontrar-mos, aqui foi bróculos,e feijão verde.





Fiambre cortadinho.

Peixe cozido, desfiado.





Depois na frigideira, salteamos em azeite a cebola, e juntamos cogumelos cortados, cenoura e Gourgettes até soltarem a água e alourarem.




Batemos 4 ovos para envolver todos os ingredientes, antes de os deitar na tarteira.





Juntamos os ovos e juntamos todos os ingredientes aos da frigideira e espalha-se na tarteira.






Antes de ir ao forno, espalha-se um pouco de queijo parmesão por cima a fim de derreter.
O forno deve estar a 200º 15 min antes de colocar a tarte.








Passado 30 min, está lourinha e cheira tão bem...serve-se com salada e é só degustar!












Bom apetite!
Ps.Receita by me e tia Eufrásia =)

E hoje...



Chega a minha Renata de Timor...
=)
De todas as recepções a melhor que podemos fazer é aquela que fazemos com o coração!
E tu sabes...


Modelito made in Badajoz!















Ora o dia amanheceu, cumprindo o que a noite já anunciava...vento e frio, um dia carregado de Outono.
E eu usei o meu modelito comprado em Badajoz, com as cores de Outono, e tão quentinho...
Dei-lhe um toque de Azul, a lembrar o céu do alentejo...da minha alma.

E oléééé!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ainda o Alentejo...e o que fica!





Há ainda fotografias que gostava de partilhar, dos meus dias no Alentejo.
Como não podia começar este post, com a foto do meu Pai a sorrir.
Esperei tanto por este sorriso, espontâneo, único, bonito.

Ficam as imagens que captei num alentejo, que o faz renascer, a cada dia...










O lanche, com o meu tio e um amigo...







Tempo para parar e descansar...


O olhar sereno...as faces mais rosadas e a fraqueza a ir embora!



Rita aranha...









Chaminés Mouriscas, típicas de Mourão...









A luz e a sombra...










Azul e Amarelo...












Ruas largas de sol...





Ruas onde caminhei...





Recantos...da terra.





























E uma foto minha, com 21 anos, que está em casa dos meus tios e da qual não me lembrava.Era esta a Rita, antes da quimioterapia...Mas se querem saber, gosto mais da Rita hoje, sente mais, ama mais, deseja mais, vive mais...intensamente.













O alentejo, faz-nos bem!

domingo, 26 de outubro de 2008

Domingo...



Badajoz



Saímos cedo...para percorrer 66 km, até Badajoz...














O mercadilho, há mesmo de tudo...estava á pinha, pois a crise chega a todos!










Depois do almoço, caminhámos um pouco pelo centro, e Badajoz, como qualquer cidade Espanhola, estava ás moscas, ao domingo é dia sagrado de descanso...é também um aspecto cultural.










Direcções...

















Aqui era onde havia mais pessoas, a comer as famosas tapas...









Lojicas, onde até os vestidos são inspirados na cultura Espanhola, só faltam as castanholas, afinal a minha Avó, era filha de Espanhóis...toda a esta alma ainda mexe comigo!








A câmara municipal...









Os meus primos, a descansar...estavam, nada mais nada menos que 31º...um dia de verão.










Arquitectura, fantástica!















Luz que ilumina...












A Catedral...e eu a tentar dizer onde estava!











Ruas, esplanadas, estradas desertas...
























Outono...




















Bom, chegámos a casa, cheios de sacos e saquinhos, e depois de descansar, fui até casa dos meus tios, para estar com o meu pai o resto do dia, jantar, e estar com os meus primos mais novos...que são lindos!




Apresento-vos o Paulo!











Doidices, eu o Paulo e o Carlitos, o mano.




















Mais doidice...


















O meu Pai...e sobre ele, falo amanhã, com calma.
























Hora do banho...




















Uma mesa alentejana...e uma canja do céu...




























Cafeteira vazia, entenda-se...






























Brincadeiras...







































E assim passou um Domingo em família.




sábado, 25 de outubro de 2008



Um dia n0 Alentejo...




Ontem, assim que aqui cheguei, senti aquela quietude,que só o alentejo nos dá.
O meu Pai tinha vindo de manhã...e eu saí de Lisboa eram 18h, cheguei ás 21h.
Mal percorro a rua até casa dos meus tios, que já me esperavam, sinto o cheiro a pão e a bolos, tal como o cheiro das lareiras acesas, pois por aqui á noite o frio já aperta.
Entro em casa e o jantar ainda me espera na mesa.Outros sabores...
Posso-vos dizer que o meu Pai, estava com o olhar iluminado, de uma felicidade, ele adora isto, a tarde já a tinha passado na fazenda do meu tio, a apanhar algumas azeitonas, e a apanhar aquele ar que só o campo oferece.Ficou feliz de me ver e eu a ele.Não o dissemos, mas foi o "Já cá estamos!"
(Vista do castelo junto á barragem...)
Mas, desenganem-se aqueles que pensam que o alentejo é o local mais lento, onde nada se passa...

Um dia aqui rende e muito.
Ora bem, hoje acordei a meio da manhã, com aquela paz...um pequeno almoço sem ser a correr, e o sol a entrar por todos os lados...
Mas os meus primos já tinham feito imensas coisas, tinham ido ao mercado, já tinham andando a varrer o quintal, a regar as plantas, e o almoço não demorou a sair...ás 13h, almoçámos, e ás 14h30 estávamos a sair para ir beber café em Monsaraz, mas pelo caminho, desviámos e acabámos a beber café em frente ao alqueva, na marina da Amieira, um local agradável, recente, onde os barcos chegam e partem, das voltas por este imenso lago artificial...que trouxe vida e cor a este alentejo, quente e dourado.


















(Imenso lago artificial do Alqueva...)






Dali, seguimos para Reguengos, ás compras, e tudo com calma.Chegámos a casa e depois de uma breve passagem pelo cabeleireiro,(foi mesmo breve, em 20 minutos, lavaram e arranjaram o cabelo á mimnha prima,lol), eu fiquei a olhar como imaginam, no meu cabelo não há muito a fazer...fomos até casa dos meus tios, mas o meu Pai e o meu tio, já tinham saído para a fazenda, parámos o carro junto ao portão, e já podia avistar o meu pai dentro do casão do monte, sentado na soleira da porta, com o chapéu na cabeça, com o ar mais feliz do mundo...ele no seu mundo.Deu-me tanto gosto vê-lo ali, depois de o ter visto preso a uma cama, sem sol, sem ar puro...
Pela fazenda andava o meu tio, nas vinhas, ou de volta das oliveiras...lá ao fundo, com o seu chapéu branco.
Dali vi o pôr do sol,respirei o entardecer sem fim, de braços abertos ao horizonte, depois de um dia ameno, em que pensamos, que só gostariamos de partilhar com todos aqueles que amamos, momentos assim.
E foi isso que vim cá fazer, aperceber-me das pequenas coisas, das coisas que caracterizam um povo, o meu pai e também a mim.
Aqui sinto-me em casa, uma imensa casa que nos acolhe...de tantas formas.
Seguimos para jantar, onde as conversas voam entre gargalhadas e ficar á mesa é um acto cultural, também...o meu pai recordava episódiosde antigamente, pessoas, lugares que o fizeram hoje ser a extraordinária pessoa que é, e que já me ensinou tanto...
É por ele que aqui estou...e este reencontro com todos sabe bem...muito bem.

A noite terminou, com os primos e a malta nova da terra, no Morango, o café mais movimentado de Mourão...ali estivémos á conversa, até que o sono chegasse.Depois vim sentar-me aqui e dar voz á alma.
Amanhã, vamos passar o dia a Badajoz a 40 minutos daqui, pois é dia de mercado, um mega mercado, que tem de tudo...espero um dia de sol e ameno como hoje...
Gostava de encontrar nesse mercado que tem de tudo, o que procuro, embora saiba que nem tudo o que procuramos na vida, vamos encontrar.No entanto sei, que aqui o meu pai vai encontrar ânimo e forças para os tempos que se avizinham.
Eu por agora vou descansar, mas antes passo n0 quintal para ver as estrelas e ouvir os grilos cantar para mim!













(Apresento-vos o cão dos meus primos, o Nico, o dálmata mais simpático de todo o alentejo...)










Até amanhã.