quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parabéns Paulinho da Trofa!

Lembro-me que naquele sábado chuvoso parti de Lisboa, muito feliz.

Ia para abraçar e celebrar a vida do Paulo, este companheiro de caminho, ao qual nunca pensei ficar ligada também por esta parte do caminho.

Mas como bom guerreiro que é, ele venceu e para mim, que vence uma batalha destas...

As fotos, são de 17 de Janeiro,mas ainda vieram a tempo de lembrar esse dia, em que os reencontros marcaram e vieram dizer, que ESTAMOS JUNTOS, SEM 2008, que a distância é nada, quando queremos estar.

E eu não podia faltar, ao abraço que tanta força me deu.

Os sorrisos á chegada do Paulo!





Completamente surpreendido!E de olhar sempre brilhante.

Todos reunidos a ver o maravilhoso powerpoint que a Marta lhe preparou, com o contributo de todos.


O próprio Paulinho, que não podia esconder a felicidade.



E o pessoal da Trofa, que acolhe bem e de forma calorosa.


O menino Joãozinho!Desde o verão que não o via...






A loucura de uma noite em que estarmos juntos, foi o melhor de todos os presentes!






Família SEM, reunida.A faltar muita gente...



Olha que três.Um vive em Viseu, outra no Porto e eu em Lisboa, mas sentimos que estamos lá todos os dias...e os Km não existem.



E esta menina, que é um doce, companheira de muitas gargalhadas e dificuldades.A Zélia, que daqui a uns dias, vem estagiar para Alcoitão.Vai ser muito bom tê-la por cá.


Sorrisos






O Tiago, que nos acolheu em sua casa e que parece sempre que andou a beber...mas ele é mesmo assim.Os ares da Trofa.




A sara e o Joãozinho!


O bolo feito pela marta, com muito amor e carinho, como aliás toda a festa.
Acima de tudo, o Paulo merece.
Até breve Trofa e obrigado!












A um amigo de força, que passou o que eu também passei.E venceu o que eu também venci.Gosto tanto de ti.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009



Trabalho em Equipa







No sábado á tarde tivemos mais um tempo de formação, desta vez na casa de saúde do Telhal.
O caminho para lá, foi uma aventura, e ainda chegámos bem a tempo de começar uma actividade que em tudo me surpreendeu e ensinou.
O tema proposto foi, trabalho em equipa.E actividade seria fazer um bolo de bolacha, com um utente da casa.Um bolo, fácil e sem necessidade de forno.
Para isso, foi-nos proposto que formassemos 3 equipas, onde em cada uma estaria um utente.


A minha equipa era a Catarrina e o F.
E foi uma grande equipa.
De aventais postos, ingredientes na mesa e ultensílios, assim começamos a elaborar o nosso bolo.
E digo-vos, foi uma actividade muito interessante, pois o nosso creme nao ficava homogéneo e ali ficámos a bater infinitamente, mas sempre os 3.A nossa mesa, era sujidade a saltar por fora, mas isso não importava nada pois a boa disposição era mais forte.
Cada etapa era feita pelos 3, e de forma bem animada.














Mesmo cometendo alguns erros como molhar as bolachas no café todas de uma vez, o que deu papa de bolacha, o bolo saiu muito bem...e fazê-lo em equipa, foi melhor ainda.









O F. foi um grande companheiro, deu-nos a força dos seus braços, para o creme que não queria ficar macio, e estava sempre a dizer que o bolo já estava feito e pronto a comer...
A catarrrina só se ria, e eu lá sujava a mesa.









Este foi o resultado, do nosso bolo.Nada mau, um bolo de bolacha achocolatado, em forma de coração.




Este era o bolo da equipa da Elsa Rute.Muito bom também.


E por fim o bolo da equipa do Carlos, uma flor bem saborosa.
Depois acompanhados de um chá, lanchámos juntos e podemos rir das nossas técnicas e soluções para resolver os acidentes e aprender que para a próxima faremos ainda melhor.
Aqui não interessou tanto o bolo mais bonito, ou melhor e o tempo que levou a ficar pronto, mas sim o trabalho em equipa, e o saber respeitar o ritmo de cada um.



Mais ao fim da tarde a Daniela, deu-nos uma parte mais teórica da formação, acerca do trabalhar em equipa.
A importância da Comunicação que nos une aos outros, e nos possibilita trocar sentimentos, que em tudo são diferentes das emoções.
Um conflito não tem que ser negativo, desde que seja bem gerido.Para isso é preciso cooperar, interagir e ver assim os resultados da equipa.
É possivel trabalhar em equipa, com pontos de vista diferentes, para isso basta, saber ouvir, admitir, colaborar e entender.Isso levar-nos-á a resultados, como uma decisão mais eficaz, a divisão de tarefas, laços de amizade e segurança...lembrando sempre que aquilo que passamos para o exterior é uma mensagem de coesão.
E quando há coesão, há também uma moral mais elevada,alegria,vontade.

Desta tarde ficam os afectos, que ali sem dúvida marcam.Pela sua pureza.Um amigo é um amigo e ponto final.











E aqui os 4, de sempre, (faltando a Margarida), juntinhos, quentinhos e amiguinhos depois de uma luta de panos da loiça e aventais na cozinha.
Nunca tal tinha visto.



















Sim este grupo é cada vez mais uma Equipa.
Passo a passo.
Juntos.




domingo, 1 de fevereiro de 2009

Carta













Podia começar com um "olá" ou com um "como estás?", e posso, mas não faria nenhum sentido.

O que somos é uma continuação extensa, como as linhas da estrada que se perdem na visão cansada. Pára. É só mais uma analogia, mais uma metáfora. Das nossas, sabes? Claro que sim. Como saberes que isto é para ti, que estou em silêncio deste lado mas que sabes que todo ele é para ti, que te faz uma vénia de cá no escuro por te saber a precisar de algo. Ou só mesmo a hipótese de te saber menos confortável, um bocadinho menos feliz, por aí por onde andas, montado na tua bicicleta, junto ao cais das colunas a ouvir as ondas.

Eu não sei quanto tempo cá vou estar, mas já mudei consideravelmente a minha vontade em relação ao tempo. Mudei, sobretudo, o modo como encaro o que se me apresenta.




É um baptismo.
Encara-o também assim.
Conseguimos mudar o nosso mundo.




E não é só uma promessa, é um facto consumado.

Temos as pessoas certas - o que quer que isso signifique - a circundar-nos. E conseguimos juntá-las, aproximá-las e assim estamos mais seguros. Mas nunca te esqueças que estando comigo a segurança é certamente perigosa. A espontaneidade tem sido aguçada contigo por perto e eu, bom, eu sempre quis ser livre desta forma.
Nunca é demasiado dizer o que nos habita. Nunca é demasiado expressá-lo das mais variadas formas.
A genialidade disto é que acho que descobrimos algo que muitas pessoas nunca vão encontrar. Não deixa de ser segredo por eu dizer a toda a gente. Metade da fórmula está em mim, a outra metade é tua. Como o meu propósito por cá. Também te pertence.

Procuro as palavras em busca de uma fórmula perfeita, mas acabo sempre por ir ter à mesma rua mesmo que me tenham vendado os olhos.Sei o caminho de cor. O que acho que não sabes é que tenho quase a certeza que o meu lugar sempre foi este e sempre me projectei assim. Já te disse antes, mas sempre me vi assim a servir os outros, sem me importar que me reconheçam, apenas só a saber que lhes possibilito viver melhor. E o meu futuro próximo passa por Partir.Mas não te deixo para trás.
Ninguém alinharia nestes meus pensamentos soltos, dispersos, perdidos (sinónimos, adjectivos, palavras... tudo debaixo dos dedos e das nossas línguas) como tu.
Só preciso desta paz de espírito. E tenho tido muito disso. Sem esforço. Sem ter de pedir. Já reparaste como até os timbres das nossas vozes são calculadamente aproximados? Diferentes mas que encaixam, que, de formas distintas, mantêm a atenção pressionada. Eu diria mesmo que andámos em palcos velhos antes e que isto das almas estarem cansadas se deve a essas viagens um tanto loucas que fizemos.Tantos locais,pessoas, histórias, temos para contar.E o que nos ensinaram...

A lei da reciprocidade actua e serve-nos tão bem.
Nunca senti uma simbiose assim, tal como este será o texto que eu acho que consigo fazer nascer de mim para ti.
E prefiro manter as coisas assim.
Armar-me em criança e achar que se não acabar as coisas, as coisas também nunca acabam.Sim? Eu sei que me entendes tão bem que continua a deixar-me sem chão quando me afasto um pouco disto tudo e tento observar o que é isto afinal.
Não me lembro de quase nada do que foi antes de ti. Tenho breves memórias apenas.
O que sei é que fazes parte de mim. De uma forma renovada a cada nova vez que te penso, que te falo, que te acarinho há algo que me faz querer conhecer-te de novo, apresentar-me de novo e sentir que seja lá o que for que vem por aí, o vamos aguentar.
Acho que li algures em entrelinhas de textos soltos que devia aguentar, que devia arrastar os pés com mais algum esforço, pois a recompensa chegaria.
Deveria dar-te o prémio - se o houvesse - de pessoa que mais me tocou, mais me toca, mais me supreende. E se queres saber, não me importo muito. Interessa-me que estejas aí e que eu esteja para ti. Faz sentido que estejamos cá há muito tempo e que nem saibamos.
Podemos sempre combinar um café,debaixo da torre Eiffel, ou num qualquer lugar seja ele onde for,daqui por uma centena de anos, se quiseres.
E sem dúvida que mesmo que estejamos diferentes, outra vez te vou reconhecer.
E outra vez. E outra. Vez. Tudo. De novo.
O mérito não é teu nem meu. O amor é...Nosso.




Gosto-te.





Um beijo




Into the Wild





Algo mudou.
Alguma coisa, esta chuva forte, ou a corrente dos rápidos,levou consigo, de mim.
Sem eu querer, sem me aperceber, já tinha ido.



Até que ponto cada um de nós era capaz de ir para realizar um desejo?
Até que ponto aceitariamos ir para fazer aquilo que o nosso coração há muito arde para fazer?
De onde tirariamos motivações para enfrentar todos os obstáculos em busca de uma resposta pessoal?
Sei lá, mas estas questões são difíceis de não passar na cabeça daqueles que vêm o filme "Into The Wild", dirigido por Sean Penn e estrelado por Emile Hirsch.

Foi o filme caído do céu, nem sei como, (mas não há coincidências), para uma noite de temporal, entre amigos.


O personagem central da história existiu mesmo, é Christopher McCandless, um jovem muito inteligente de família bem sucedida nos Estados Unidos. Bem sucedida, porém cheia de problemas como muitas outras famílias. Os problemas familiares (que vêm se arrastando desde a sua infância) são o combustível para a desilusão de Chris, acerca dos relacionamentos e das obrigações impostas pela sociedade. Então, depois de se formar com louvor na Emory University, ele decide desapegar-se de todos os seus bens e embarca numa jornada pelos Estados Unidos.
Seu objetivo é chegar ao Alasca, ficar em contato com a natureza, distante das trapaças do mundo moderno.
Doa as suas poupanças a uma instituição de caridade, queima o dinheiro que tem em mãos, corta os cartões de crédito, põe uma mochila nas costas e sai rumo ao seu objetivo.
No caminho, ele vai conhecendo várias pessoas e acaba por partilhar a sua história com elas, na verdade todos acabam por se interligar nas suas histórias, ele influencia e é influenciado.Dá, mas recebe muito mais.Ele não se prende demais.
Esta ideia de largar tudo e sair com uma mochila ás costas pelo mundo, já passou e ainda passa pela cabeça de muitos de nós. Essa necessidade de liberdade é muito intensa na vida do ser humano, parece que nos sentimos por vezes aprisionados por alguma coisa. Seja um trabalho, uma família tradicional, uma faculdade indesejada, um Amor que não podemos entender… mil coisas.
E neste filme a que fala mais alto é a nossa natureza, a nossa vontade, de que somos feitos?
E é isto que o filme trata com muita propriedade.



Felicidade só é verdadeira quando compartilhada”.




Chris pagou um alto preço para descobrir isso,a Solidão em certos momentos,a fome, o abandono, mas fez aquilo que precisava fazer.Era aquilo que ele queria.
Muitos perguntam, qual de nós teria a coragem de fazer o mesmo, mas a questão não é essa. Corajoso é todo aquele que ousa fazer aquilo que seu coração ardeu para fazer. Mesmo arriscando-se a perder tudo o que amou...e ama.

Muitos,desistem sem tentar e vivem de forma mesquinha.
Não precisamos seguir os mesmos passos de outra pessoa, cada um tem o seu caminho, cada um temo seu próprio desafio.
É preciso descorir qual, como e quando...falo do grande desafio,porque desafios,surgem-nos a toda a hora e a todo o instante da nossa vida.
Aquele desafio que nos muda para sempre, que deixa a nossa marca, que nos marca.


E o desafio que me ficou desta mensagem, passa por deixar livre e nas mãos de Deus, o meu caminho contigo.
Se tiver o futuro que nos abraçar, assim o fará...e aí sentiremos que de facto, nada é por acaso.
E que nós não controlamos nada.





O filme terminou, e eu colada ao sofá, só conseguia sentir o bater do meu coração, descompassado e a tentar decifrar uma mensagem.
Os olhos rasos de água.

A mensagem chegou e faz doer.Ainda não está instalada, mas há muito que a esperava.Só o tempo.
Não um fim, mas um começo =)



























































Esta é de todas as fotos que aqui coloquei a única foto real do verdadeiro Christopher McCandless.E descobriram-na em 1992 dentro da sua máquina fotográfica ainda por revelar, na caravana "mágica", no Alasca, onde viveu largos meses e acabou por falecer de fome e envenenado por plantas que comeu.
Mas deixou-nos sem saber, a sua história.









Raise your voice and sing me your journey´s song.





OBRIGADO.Alexander Supertramp!








sexta-feira, 30 de janeiro de 2009




Amesterdão aos pedaços...