domingo, 1 de fevereiro de 2009




Into the Wild





Algo mudou.
Alguma coisa, esta chuva forte, ou a corrente dos rápidos,levou consigo, de mim.
Sem eu querer, sem me aperceber, já tinha ido.



Até que ponto cada um de nós era capaz de ir para realizar um desejo?
Até que ponto aceitariamos ir para fazer aquilo que o nosso coração há muito arde para fazer?
De onde tirariamos motivações para enfrentar todos os obstáculos em busca de uma resposta pessoal?
Sei lá, mas estas questões são difíceis de não passar na cabeça daqueles que vêm o filme "Into The Wild", dirigido por Sean Penn e estrelado por Emile Hirsch.

Foi o filme caído do céu, nem sei como, (mas não há coincidências), para uma noite de temporal, entre amigos.


O personagem central da história existiu mesmo, é Christopher McCandless, um jovem muito inteligente de família bem sucedida nos Estados Unidos. Bem sucedida, porém cheia de problemas como muitas outras famílias. Os problemas familiares (que vêm se arrastando desde a sua infância) são o combustível para a desilusão de Chris, acerca dos relacionamentos e das obrigações impostas pela sociedade. Então, depois de se formar com louvor na Emory University, ele decide desapegar-se de todos os seus bens e embarca numa jornada pelos Estados Unidos.
Seu objetivo é chegar ao Alasca, ficar em contato com a natureza, distante das trapaças do mundo moderno.
Doa as suas poupanças a uma instituição de caridade, queima o dinheiro que tem em mãos, corta os cartões de crédito, põe uma mochila nas costas e sai rumo ao seu objetivo.
No caminho, ele vai conhecendo várias pessoas e acaba por partilhar a sua história com elas, na verdade todos acabam por se interligar nas suas histórias, ele influencia e é influenciado.Dá, mas recebe muito mais.Ele não se prende demais.
Esta ideia de largar tudo e sair com uma mochila ás costas pelo mundo, já passou e ainda passa pela cabeça de muitos de nós. Essa necessidade de liberdade é muito intensa na vida do ser humano, parece que nos sentimos por vezes aprisionados por alguma coisa. Seja um trabalho, uma família tradicional, uma faculdade indesejada, um Amor que não podemos entender… mil coisas.
E neste filme a que fala mais alto é a nossa natureza, a nossa vontade, de que somos feitos?
E é isto que o filme trata com muita propriedade.



Felicidade só é verdadeira quando compartilhada”.




Chris pagou um alto preço para descobrir isso,a Solidão em certos momentos,a fome, o abandono, mas fez aquilo que precisava fazer.Era aquilo que ele queria.
Muitos perguntam, qual de nós teria a coragem de fazer o mesmo, mas a questão não é essa. Corajoso é todo aquele que ousa fazer aquilo que seu coração ardeu para fazer. Mesmo arriscando-se a perder tudo o que amou...e ama.

Muitos,desistem sem tentar e vivem de forma mesquinha.
Não precisamos seguir os mesmos passos de outra pessoa, cada um tem o seu caminho, cada um temo seu próprio desafio.
É preciso descorir qual, como e quando...falo do grande desafio,porque desafios,surgem-nos a toda a hora e a todo o instante da nossa vida.
Aquele desafio que nos muda para sempre, que deixa a nossa marca, que nos marca.


E o desafio que me ficou desta mensagem, passa por deixar livre e nas mãos de Deus, o meu caminho contigo.
Se tiver o futuro que nos abraçar, assim o fará...e aí sentiremos que de facto, nada é por acaso.
E que nós não controlamos nada.





O filme terminou, e eu colada ao sofá, só conseguia sentir o bater do meu coração, descompassado e a tentar decifrar uma mensagem.
Os olhos rasos de água.

A mensagem chegou e faz doer.Ainda não está instalada, mas há muito que a esperava.Só o tempo.
Não um fim, mas um começo =)



























































Esta é de todas as fotos que aqui coloquei a única foto real do verdadeiro Christopher McCandless.E descobriram-na em 1992 dentro da sua máquina fotográfica ainda por revelar, na caravana "mágica", no Alasca, onde viveu largos meses e acabou por falecer de fome e envenenado por plantas que comeu.
Mas deixou-nos sem saber, a sua história.









Raise your voice and sing me your journey´s song.





OBRIGADO.Alexander Supertramp!








sexta-feira, 30 de janeiro de 2009




Amesterdão aos pedaços...

























































quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Breves palavras...






Ando um pouco mais cansada, que o normal.
Mas muito feliz.
A chuva não tem parado...e molha-me, mas começo a sentir a beleza que tem um céu mais carregado, sobretudo se nos aninharmos no sofá e alguém com cuidado, nos vem cobrir com uma manta, devagar, para não acordarmos.


Começo a deitar-me cedo,por estes dias...com muitas coisas boas por dentro e a bailar no pensamento.

Consigo perceber que tudo tem um tempo certo para acontecer, e que ás vezes entramos na vida e na história de alguém para ajudar e estar.
Ouvir e compreender, aceitar e abraçar.




O fim de semana, adivinha-se mesmo que chuvoso, com uma formação Missionária no Sábado á tarde.Mais um passo.



E quem sabe uma espacapadela até terra do Meu Pai ao Alentejo da minh'alma...para ouvir cantar os Deolinda e matar saudades da família.Partilhar um tesouro.



Até Breve e espero que com sol.



(Lisboa há pelo menos 8 dias que não vê o sol a brilhar...nem parece a cidade, á beira-mar plantada...)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009




Minimundo Aqui vou eu...





















É, por estes dias, e espero que num futuro próximo, vou mudar-me para aqui.
Oficina do bébé, onde se trabalha com o bébé e para ele.
Onde se estimula e há um leque de actividades á escolha, onde os Pais podem participar.
Entre elas, estão, a Oficina do bébé, Mini Clube-Tardes criativas, o cantinho do artista, open play,festas de aniversário,peças de teatro,música para bébés e campos de férias.

Eu vou estar directamente ligada á oficina do bébé, que é onde me enquadro melhor.
Em cada dia para além da Hora da Brincadeira existe sempre uma actividade diferente: Psicomotricidade, Música, Expressão Plástica e 1001 Histórias.Mas ali faz-se um pouco de tudo e é como me sinto no que respeita á criança e ao trabalho com ela, versátil.
É acima de tudo um projecto muito bem concebido e que dura á cerca de 10 anos.
Agora eu entro nele, e espero que seja para ficar.

Adivinhava-se mudança e eu digo: Olá Lisboa pela manhã...




Espreitem e fiquem a torcer por mim...



Plim*









domingo, 25 de janeiro de 2009

Hoje no meu sonho.


Chove chuva...
















Era domingo, e a chuva caía lá fora.
Em casa o cheiro a cozinhados inundava tudo...e apetecia a calma domingueira.
Ela sentou-se para almoçar ainda em pijama e roupão, fazendo companhia ao Pai.
Hoje, não queria mundo, não queria gente, não queria lugares, apenas a sua casa e a sua família, o seu cantinho e falar com os amigos de longe e de perto.Dar corda ás palavras.
Depois a tarde veio, sentou-se para escrever e sonhar...viajar por mundos seus.
O sono chegou de mansinho e ela aninhou-se na sua cama, caiu num sono profundo e aconchegada, sonhou.
O sonho trazia saudade.
Havia uma praia, um sol a esconder-se tímido por entre nuvens que deixavam fugir chuviscos, suaves de mansinho.
E uma corrida á beira mar, de tirar o fôlego.De colocar o coração a saltar, mas livre.
Ela mandava a saudade ir embora mas teimosa que era, a saudade voltava e dizia:- não adianta, eu volto sempre através dos teus sonhos...naquela praia.
O sonho vinha acompanhado do som da chuva, mas ela nunca chegou a saber se a chuva era no sonho ou era real?
Ainda assim, quando acordou, tinha no seu pensamento uma música, que há muito não ouvia, foi á janela e estava a chover, mas uma chuva forte e beijada pelo vento...que não era a do sonho.

Cantarolou...e sorriu, colorindo assim um dia em tons de azul-cinza.
Porque ela insiste sempre em ver o azul.






eh, eh, eh, eh oh, oh, oh, oh eh, eh, eh, eh, eh, eh, eh, eh (3x)

Eh, eh, eh, eh
Oh, oh, oh, oh
Eh, eh, eh, eh

Chove chuva,
chove sem parar
Chove chuva,
chove sem parar
Chove chuva,
chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar

Pois eu vou fazer uma prece
Pra Deus, Nosso Senhor
Pra chuva parar de molhar
O meu divino amor
Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e é belo
Inocente como a flor

Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim

(Não, não, não, não, não, não, não)
Por favor, chuva ruim
Não molhe mais o meu amor assim





Amélie-les-crayons : les jours de neige en ville

Et tous les airs riront,

toutes les chansons

Pour rendre l'hiver moins long

Plus doux, plus clair.

Le monde a bien changé depuis cette nuit

Le calme est revenu, rien n'est perdu.

Les jours de neige en ville

Qu'est-ce qui nous prend d'avoir les yeux qui brillent

comme des enfants ?

Le monde a bien changé depuis cette nuit.

=)

Austrália

Foi a sessão da meia noite e meia,com um balde cheio de pipocas e uma certeza de que tinha de ver aquele filme.Já me tinham dito que eram 3h, e que não era assim nada de especial.

Mas eu sabia que tinha de o ver.E assim foi, uma descoberta constante, sempre a surpreender pela positiva.Há muito tempo que não via um filme tão bom, tão forte, e tão apaixonante.

É, os filmes têm o dom de nos fazer sonhar e acreditar que temos sempre que acreditar e lutar até ao fim por aquilo que queremos e um facto é que seja nos filmes ou fora deles, o amor vence sempre.E que saímos do cinema ainda meio anestesiados, com vontade de mudar o mundo e só conseguimos repetir, "Lindo!Adorei!Forte..."

Um menino de olhos vivos e grandes, que esbanja ternura e aventura, Nulla, é o seu nome.Um menino que diz não ser branco, nem negro, mas mestiço, e como é lindo assim.Um menino que mereceu o amor de quem se encantou por ele e lutou até ao último segundo por essa vida.

Um avô que o protege e que nos faz acreditar ainda mais, que a nossa intuição é como que mágica, capaz de nos fazer chegar longe, ,muito longe, e fazer sentir a alguém que estamos ali mesmo ao lado.Mesmo que ela já não possa dizer o nosso nome.

Há sempre uma protecção,uma música suave que fica nos ouvidos e no coração de quem parte para a luta e acredita nos seus sonhos, mas mais do que tudo, que acredita no amor.

Muitas vezes depois de tanta luta, perdemos tudo.E aí há que recomeçar ou então perceber que aquilo que realmente amamos devemos deixar livre...pois o Amor é liberdade.

Um dia gostava de pisar essa terra, cheia de magia...e uma luz única.

Austrália.

A não perder.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Réplicas do Encontro que me vão chegando...






Na partida de Lisboa, os amigos...que sempre estão!















Como Tiago, "what time is shit??" aahahahah
Grande companheiro de caminho, que viveu pela 1ª vez um encontro.






A hora e meia mais bem aproveitada, á chegada a Bruxelas.Ainda sem família de acolhimento, alguém se lembrou, que poderiamos querer tomar um banho, e dormir um pouco depois de 3 dias intensos sempre a andar.
E assim foi como ressuscitar!


Nos longos corredores, que nos levavam ás orações e refeições, aquilo eram km...a andar!Mas de sorriso no rosto.








Um raio de sol...por entre nós e o atomium lá ao fundo!






No 1º dia do ano, a caminho da oração da noite, um momento de descanso, envolvidos com a população de Bruxelas!





A Ticha, a minha sósia, em mais um encontro.

E o irmão do Feijão verde, que em seu nome, oficializou a foto, para mostrar o coitadinho que ficou a estudar...na Barreira!








A malta de Leiria é alegria!E Serafina e Braga e tudo e tudo...
Mais uns emplastres á mistura!










Ainda a ressoar estes dias...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Deolinda- Mal por mal...








O TEU BEM FAZ-ME TÃO MAL...

O TEU MAL FAZ-ME TÃO BEM...



Porque acredito?

























Reparo nas constelações, porque acredito que há um tempo que desaparece, quando lhe entrego os meus olhos.
Reparo no mar, nas ondas a formarem-se e a rebentar, porque acredito, que há algo que trazem em si, quando fecho os olhos e as oiço.
Reparo na luz do dia, porque acredito que é única, e não há 2 dias iguais.
Reparo nas crianças que brincam, porque acredito que são uma promessa de coisas boas, para o amanhã.

Reparo em nós...e não sei porque acredito?

Mas acredito.