domingo, 16 de novembro de 2008


Gnoma







Porque ela hoje faz anos!

Porque me enche de cor e ao mundo também, com um simples olhar...

Porque ela é cor...

Por estar sempre aqui e dar sentido á palavra Amizade, por tudo isto e muito mais,

PARABÉNS GNOMA!

Gosto-te* saudades

sábado, 15 de novembro de 2008

Manue.



Recordo o seu sorriso e olhar brilhante.
Recordo o acolhimento fantástico na sua cidade de Esbly, nos subúrbios de Paris, quando lá estivemos na semana a seguir á Páscoa.
Recordo, a sua paciência em nos guiar pela cidade, e explicar tudo e mais alguma coisa, ou nos mostrar aquele restaurante.
Recordo também, os seus Pais, que em visita á Manue, jantaram connosco em sua casa.
Recordo o pai, um homem já de certa idade, forte, baixo, olhos verdes, muito verdes e de um sentido de humor único, lembro-me que estava cheia de febre me ri durante todo o jantar, pois ele não paráva de dizer piadas, no seu francês carregado.


Na 4a feira passada, ele partiu para junto do Pai, inesperadamente.
Não quero sequer imaginar a dor da Manue, mas quero dizer-lhe que estou com ela e que não me esqueço de pedir por ela e pela sua família.
Ver partir a pessoa que nos pôs no mundo, deve ser tão duro...


















Manue:

Les personnes que nous aimons,sont toujours avec nous, toujours dans notre coeur, ils ne meurent jamais.
Je partage ta douleur.
Je te fais un très gros calin, rien que pour toi.
Rita.
Ontem...já passou.







Precisava definitivamente de me distrair e consegui da forma mais simples que conheço: Um grande amigo.Um chá quente. Música. Primeiro, música para ver; depois, música para conversar e, finalmente, música para dançar.Há tanto tempo que não saía para dançar.Tudo completamente inesperado.
Foi no Croissant, na baixa de lisboa,um espaço que há muito, marca a diferença e dá oportunidade a novos sons e projectos.
Enquanto o som está moderadamente alto, tenho menos espaço na cabeça para pensar e liberto o resto do corpo para a dança. Numa paz imensa todos dançavam ao som do Reaggue - era como se tivesse apenas que dançar.Ali não há espaço para vergonhas ou timidez, cada um rodopia aos trejeitos da alma.
Aliviada pelo som, deitei-me pela primeira vez em dias sem pensar em nada. Deitei-me e dormi. Não quer dizer que doa menos, só significa que hei-de conseguir controlar as lembranças.
Sem esforço, consigo ainda ouvir o som do teu riso e da tua voz grave ou perceber que tentas estar bem e inventar qualquer coisa para me fazer rir . Insistes que podia voltar a ser a Rita, enquanto eu desminto e digo que não sei ser nada mais do que a Rita. Tu achas que não, mas eu digo-te que só o tempo pode curar o tempo que sobre nós passou.Afinal o que a vida faz em nós, não te mudou só a ti, mas quem sabe a mim também...mas mudanças que não me vão nunca tirar o rosto nem o jeito de ser.
Gostas da minha presença e eu gosto da tua e estamos bem assim.
As nossas conversas são cascatas de curiosidade que correm sobre olhos que fazem perguntas em silêncio, que dizem tudo o que só conseguimos dizer quando estamos sós. Respondo a todas as tuas perguntas e coloco as minhas também, só para perceber o que ainda somos,(pois sei bem o que fomos), só para falar em círculos, só para evitar que as coisas se precipitem.
Há um mapa-mundi na minha cabeça, que me mostra a distância que um dia nos separou e aquela que se colocou entre nós há uns tempos. Eu olho seriamente para ele, como se pudesse antecipar esta sensação de abismo em que nos envolvemos. Mas logo o teu cabelo escuro me prende a atenção e logo os teus sonhos me distraem e logo os teus olhos se prendem nos meus tão demoradamente e está frio e é Novembro outravez.
As horas parecem intermináveis enquanto me abraças, ou te ris comigo e te levantas e pegas na tua caneca de chá com mel e matas a sede, são infinitos minutos a saber o que estamos a perder, uma pequena eternidade tentando gravar todas as memórias em que nos enrolamos devagar.
Fingimos que amanhã vai ser igual e depois de amanhã vamos estar no mesmo sítio para aliviar o sufoco da saudade que já ataca, mas sem grande sucesso. Enquanto um outro dia vem a caminho, enquanto os brilhos transformam os nossos olhos em pequenas pérolas brancas, despedimo-nos o mais serenamente que conseguimos. Sem olhar para trás uma única vez, sob pena de nunca mais conseguir ir embora.

Não me interessa o que passou,nem o que fazemos a seguir. Eu não vou esquecer.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008






Pózinhos de sonho...















"-Estás a ver,foi assim, quando o primeiro bebé se riu,

pela primeira vez, o seu riso partiu-se em mil bocados,

que se começaram a espalhar, e esse foi o princípio das fadas."








E porque não?
















***

Nouvelle vague - In a manner of speaking...



in a manner of speaking - nouvelle vague







In a manner of speaking...

I just want to say...

oooh give me the words...that tell me nothing.

oooh give me the word, that tell me everything...

*

segunda-feira, 10 de novembro de 2008



Descobri isto...





























Acorda, agarra-te á vida, saboreia cada segundo que passa, nutre o que sentes por ti, para o ar que respiras.

Enala a luz que resplandece em tudo o que vês. Exalta, e grita..livre... livremente...

Adquire as tuas proprias asas, e voa em frente, segue rumo ao infinito, ao nascer da aurora, e até ao pôr do Sol. Corre na praia deserta, desfloreia a areia virgem, vislumbra as pegadas que criaste, enaltece de louvor ao amor que em ti reside.

Rega o teu coração com aquilo que de bom sentes, retira dele, as folhas podres, mas respeita-as, usa-as como adubo, e verás que o teu coração ganhará nova cor. Resplandece ao luar, alegra-te com o nascer do dia, com o cantar dos pássaros, com o simples bater de um tic-tac incompreensivel mas existente, tal como tu ou eu.

Percorre o caminho, mas lembra-te sempre por onde passaste, vislumbra as paisagens, o céu e o horizonte; abraça o vento, a chuva e as marés...
Percorre tudo o que os teus olhos permitam percorrer; percorre tudo com o olhar que não vê...



1º Passo...







(Taizé páscoa 2008)






O caminho começou...eu parti ontem, de certa forma.
Tudo porque partir, não é um acto isolado, no dia em que deixamos tudo para trás, para ir ao encontro de quem precisa de nós.
É agora, que começa o deixarmos aos poucos muitas coisas para trás, para poder abarcar outras, também importantes e decisivas.
Sinto que já estou com o pé na estrada e não vou sozinha, á minha frente, vai um Pai, que me guia...e sabe o que é melhor para mim, mas sobretudo o que é melhor para os que vou encontrar neste caminho, cá e lá.
Para já, a minha missão é aqui e agora.
Confesso que vim para casa, com uma mistura de sentimentos, o coração apertado,algum receio, a ginástica que vai ser conciliar tudo para poder não faltar a nenhuma formação, mas vim feliz. Sei que é um caminho Duro, mas belo, muito belo.
Afinal, se não houvesse receio não estava a ser vivido no fundo e por dentro.
Feliz aquele que teme, mas mesmo assim não deixa de avançar.
Ps.Ter ao meu lado a Catarrrinnnaa, é uma força.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008



A porta abriu-se e ela entrou...









(Batendo a uma porta 7...em Durham, Novembro de 2007)







Hoje foi um dia em que a Saudade me bateu á porta e entrou sem pedir.
Sentou-se, bebeu um chá e tomou o seu lugar, até agora.
Julgo que me vai acompanhar até vir o sono.Por isso escrevo.
Não sei porquê.
Talvez seja de me ter, finalmente, apercebido que o frio está aí e que as nuvens em casa, vistas da minha janela, parecem carregadas de neve em vez de chuva.
Talvez esteja relacionado com o facto de ter o meu Pai de volta a casa...e sentir saudades do alentejo, de sentir que Novembro é o mês em que vim ao mundo, de ter calçado meias para dormir pela primeira vez e já me apetecer uma braseira.
Sentir que é inverno e o Natal está aí.O tempo corre.
Mas sobretudo de me lembrar do meu aniversário do ano passado, e da viagem ás terras altas da Escócia..."que a fiz de manhãzinha"!
Talvez não me apeteça fazer anos para dar uma festa, como se julga ser normal.Normal é celebrar todos os dias, com quem sentimos que está também em dias de temporal, essa festa acontece dentro de mim e dos que me amam, não me sinto com esta idade, se não sei que idade tenho.Sinto-me sempre uma miúda, que ainda não pensa em casar, nem em morar sozinha...que pensa apenas passar o resto da sua vida a mudar o mundo, a semear sorrisos e a ajudar quem não conhece.Só porque sim...porque sente até á alma, ser esse o seu caminho.
Talvez me falem às vezes do rumo natural das coisas, aquele que todos seguem, como rebanho, mas eu não o sigo e não sei porquê...sinto que não é o meu.
Talvez sair com os amigos, não chegue. Talvez um chá não aqueça. Talvez tenha demasiadas saudades de quem não devo. Talvez as pessoas nunca sejam mesmo aquilo que parecem. Talvez precisasse de travar abruptamente o rumo das coisas.
Mas não...não tenho que travar nada, apenas permanecer.
Há dias em que a nossa tristeza nasce onde? Faz-se de quê?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

Dia de Finados



O dia de Finados, leva a terra inteira ao cemitério, para honrar aqueles que já partiram...e por isso hoje, senti no meu pai, alguma saudade, nostalgia...daqueles que amou e aqui descansam nesta terra de Paz!
No entanto, vejo que estes dias lhe fizeram muito bem, exterior e interiormente.
Era isso que desejava e aconteceu.
Só queria que esta força não se apagasse.
Ontem á noite, ainda fui mordida por um vampiro...os efeitos, ainda não se fizeram sentir!






Hoje o dia acordou assim...









Depois do almoço, fomos até Monsaraz, ao castelo encantado...









Ruas claras...







Um cafézinho no Xarez...
Um local, mágnifico, com uma vista única sobre as planícies...música ambiente, puffs, e o sol a tornar perfeito o local.







Primos...como lagartos ao sol.















Verde, num horizonte sem fim...







Branco e Xisto...



Eu e o João...





Reflexos...












Porta para o horizonte...









A confraria do Pão, á saída da Vila...Acabado de fazer, ainda quentinho.




Aiiii o Pão alentejano!

Igreja...


Pássaros Peixes...num céu de mar, azul!






E em jeito de despedida...fica o meu coração, feliz pelas coisas boas que tenho e ás quais dou tanto valor.
Pois são essas, que me fazem viver, com um sorriso no rosto...e sentir no coração aquele calor...





Até Breve meu, Alentejo!

sábado, 1 de novembro de 2008



De novo o Alentejo...


Este fim de semana é daqueles em que sabe bem v0ltar á terra, estar por aqui e descobrir debaixo deste sol, recantos e paisagens que me fazem encher o peito de ar, e sorrir...só porque sim!

O novo corte do Carlitos!E a covinha igual á minha...





Noite de Halloween...fria, friaaaaaa!









Uma Bruxa....










Duas Bruxas...ihihihihihi!














Dia de todos os santos...
Céu...

















Castelo...










Missa pela manhã...










Vista da barragem...













Pássaros do sul...













Luz ao entardecer...









Batata doce assada...





Lume aceso, dentro e fora de mim...










Bom fim de semana!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Halloween









Logo á noite...







ihihihiiihiihihihihihihihihihihihihihiiihihiii!!



quinta-feira, 30 de outubro de 2008

In the arms of an angel...

Sarah McLachlan - In the arms of the angel live w Santana -






Nos braços de um anjo.

Porque é assim que ela se sente quando chega a casa, ao seu País, e porque me pediu que aqui tocasse esta música, que a descansa e recebe.

Só para ti, meu pastel de nata, Renata.