domingo, 26 de outubro de 2008

Domingo...



Badajoz



Saímos cedo...para percorrer 66 km, até Badajoz...














O mercadilho, há mesmo de tudo...estava á pinha, pois a crise chega a todos!










Depois do almoço, caminhámos um pouco pelo centro, e Badajoz, como qualquer cidade Espanhola, estava ás moscas, ao domingo é dia sagrado de descanso...é também um aspecto cultural.










Direcções...

















Aqui era onde havia mais pessoas, a comer as famosas tapas...









Lojicas, onde até os vestidos são inspirados na cultura Espanhola, só faltam as castanholas, afinal a minha Avó, era filha de Espanhóis...toda a esta alma ainda mexe comigo!








A câmara municipal...









Os meus primos, a descansar...estavam, nada mais nada menos que 31º...um dia de verão.










Arquitectura, fantástica!















Luz que ilumina...












A Catedral...e eu a tentar dizer onde estava!











Ruas, esplanadas, estradas desertas...
























Outono...




















Bom, chegámos a casa, cheios de sacos e saquinhos, e depois de descansar, fui até casa dos meus tios, para estar com o meu pai o resto do dia, jantar, e estar com os meus primos mais novos...que são lindos!




Apresento-vos o Paulo!











Doidices, eu o Paulo e o Carlitos, o mano.




















Mais doidice...


















O meu Pai...e sobre ele, falo amanhã, com calma.
























Hora do banho...




















Uma mesa alentejana...e uma canja do céu...




























Cafeteira vazia, entenda-se...






























Brincadeiras...







































E assim passou um Domingo em família.




sábado, 25 de outubro de 2008



Um dia n0 Alentejo...




Ontem, assim que aqui cheguei, senti aquela quietude,que só o alentejo nos dá.
O meu Pai tinha vindo de manhã...e eu saí de Lisboa eram 18h, cheguei ás 21h.
Mal percorro a rua até casa dos meus tios, que já me esperavam, sinto o cheiro a pão e a bolos, tal como o cheiro das lareiras acesas, pois por aqui á noite o frio já aperta.
Entro em casa e o jantar ainda me espera na mesa.Outros sabores...
Posso-vos dizer que o meu Pai, estava com o olhar iluminado, de uma felicidade, ele adora isto, a tarde já a tinha passado na fazenda do meu tio, a apanhar algumas azeitonas, e a apanhar aquele ar que só o campo oferece.Ficou feliz de me ver e eu a ele.Não o dissemos, mas foi o "Já cá estamos!"
(Vista do castelo junto á barragem...)
Mas, desenganem-se aqueles que pensam que o alentejo é o local mais lento, onde nada se passa...

Um dia aqui rende e muito.
Ora bem, hoje acordei a meio da manhã, com aquela paz...um pequeno almoço sem ser a correr, e o sol a entrar por todos os lados...
Mas os meus primos já tinham feito imensas coisas, tinham ido ao mercado, já tinham andando a varrer o quintal, a regar as plantas, e o almoço não demorou a sair...ás 13h, almoçámos, e ás 14h30 estávamos a sair para ir beber café em Monsaraz, mas pelo caminho, desviámos e acabámos a beber café em frente ao alqueva, na marina da Amieira, um local agradável, recente, onde os barcos chegam e partem, das voltas por este imenso lago artificial...que trouxe vida e cor a este alentejo, quente e dourado.


















(Imenso lago artificial do Alqueva...)






Dali, seguimos para Reguengos, ás compras, e tudo com calma.Chegámos a casa e depois de uma breve passagem pelo cabeleireiro,(foi mesmo breve, em 20 minutos, lavaram e arranjaram o cabelo á mimnha prima,lol), eu fiquei a olhar como imaginam, no meu cabelo não há muito a fazer...fomos até casa dos meus tios, mas o meu Pai e o meu tio, já tinham saído para a fazenda, parámos o carro junto ao portão, e já podia avistar o meu pai dentro do casão do monte, sentado na soleira da porta, com o chapéu na cabeça, com o ar mais feliz do mundo...ele no seu mundo.Deu-me tanto gosto vê-lo ali, depois de o ter visto preso a uma cama, sem sol, sem ar puro...
Pela fazenda andava o meu tio, nas vinhas, ou de volta das oliveiras...lá ao fundo, com o seu chapéu branco.
Dali vi o pôr do sol,respirei o entardecer sem fim, de braços abertos ao horizonte, depois de um dia ameno, em que pensamos, que só gostariamos de partilhar com todos aqueles que amamos, momentos assim.
E foi isso que vim cá fazer, aperceber-me das pequenas coisas, das coisas que caracterizam um povo, o meu pai e também a mim.
Aqui sinto-me em casa, uma imensa casa que nos acolhe...de tantas formas.
Seguimos para jantar, onde as conversas voam entre gargalhadas e ficar á mesa é um acto cultural, também...o meu pai recordava episódiosde antigamente, pessoas, lugares que o fizeram hoje ser a extraordinária pessoa que é, e que já me ensinou tanto...
É por ele que aqui estou...e este reencontro com todos sabe bem...muito bem.

A noite terminou, com os primos e a malta nova da terra, no Morango, o café mais movimentado de Mourão...ali estivémos á conversa, até que o sono chegasse.Depois vim sentar-me aqui e dar voz á alma.
Amanhã, vamos passar o dia a Badajoz a 40 minutos daqui, pois é dia de mercado, um mega mercado, que tem de tudo...espero um dia de sol e ameno como hoje...
Gostava de encontrar nesse mercado que tem de tudo, o que procuro, embora saiba que nem tudo o que procuramos na vida, vamos encontrar.No entanto sei, que aqui o meu pai vai encontrar ânimo e forças para os tempos que se avizinham.
Eu por agora vou descansar, mas antes passo n0 quintal para ver as estrelas e ouvir os grilos cantar para mim!













(Apresento-vos o cão dos meus primos, o Nico, o dálmata mais simpático de todo o alentejo...)










Até amanhã.



















sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Alentejo, Aqui vou eu...














quinta-feira, 23 de outubro de 2008




Há dias, que ás vezes, trazem 3 estações*










Fico 4 dias sem escrever e parece que me falta algo.
Mas a verdade é que, com a volta que isto vai dar, não tenho tido tempo de qualidade, e quando chego é jantar, estar por casa e dormir.Mas durante os dias, vou sempre retendo aquilo que julgo ser importante e que me marca.Isso mesmo que não escreva, fica guardado.Vejo o mundo com olhos cor de rosa...sempre foi assim.
Mas é que eu quero estes momentos sozinha, em silêncio, em que a escrita é mental e o papel é o coração.Preciso deles.
Há como que uma reciclagem a fazer, de muitas coisas.Preparo-me para um futuro, que sinto chegar a passos largos e que não deixa vislumbrar ainda, o que trará.Mas o futuro é assim mesmo, por isso temos de viver o presente o melhor que pudemos.
E estou a conseguir optar pelo que é realmente importante para mim, pelo que vale a pena.
E para meu espanto, eram as coisas que já sentia á partida que seriam fundamentais.Isso prova que sou fiel a mim mesma, aquilo em que acredito e aos meus valores.
Estes pensamentos são os que me mantêm acordada,a altas horas da madrugada. Contorço-me na cama, levanto-me à pressa para beber um leite morno, mas quando o despertador toca já eu estou acordada há muito. Enquanto desperdiço o meu sono, não consigo parar de pensar, no meu Pai, nas mudanças no trabalho, nas mudanças nas relações humanas, nos amigos que estão longe e em breve chegam, nos abraços que invento.
Lentamente, descubro-me a recorrer ao mais básico truque de ilusionismo que conheço, sem saber como parar. No fundo, queria que algumas dessas coisas fossem mentira. Que o meu pai, não estivesse doente, que eu não tivesse descoberto tão cedo, que há pessoas na nossa vida que não vão continuar o caminho connosco, pelas mais diversas razões.
E assim poderia dizer que, mais uma vez, eu tinha razão. Mas o meu coração não é feito dessa matéria, tenho um coração sonhador e esperançoso.Felizmente.
Mas um momento de reflexão faz sempre falta.
É por isso (talvez) que tento descobrir o truque mas acabo sempre a deslumbrar-me. Acho que sinto (muita) falta da magia.
Mas esta magia nasce todos os dias, em tantos outros lugares, só tenho que estar desperta.
Por isso este fim de semana, faço a mala e rumo ao meu Alentejo, para ficar longe, isso mesmo, longe...na paz que lhe conheço e passar tempo de qualidade, com o meu Pai e comigo mesma.



É isso que quero fazer.












* a amanhecer Invernoso, dar ares de Verão e terminar Outono. Mais ou menos como o que se passou dentro de mim.

domingo, 19 de outubro de 2008

David Fonseca e Rita Redshoes - Hold Still

O dia hoje, também esteve chuvoso e cinzento, e eu caminhei por aí.

Porque vou adormecer e lembrar-me de todas as cidades...e rostos que eu vi.E mesmo os que não vi, mas procurei.

Até amanhã.

Pai







Os dias passam devagar, para ele, mas serenos.


Retomou as pequenas tarefas diárias.Sai todos os dias, em casa também recomeçou a deliciar-nos com os seus pratos, na cozinha.Só pelo cheiro, quando entro em casa, sei que ele andou com a mão na massa.


Ontem foi á consulta de Oncologia, e estranhamente a médica, pediu-lhe que antes da quimioterapia, fosse 15 dias para a terra, descansar, fortalecer-se para enfrentar a dura batalha que aí vem.


Confesso, que essa proposta de adiar os tratamentos, me deixou pensativa, mas só de perceber a alegria com que ele ficou...deixei-me também levar.


E porque não, 15 dias, de ar puro, de sol alentejano, de cheiro a campo, de passeios vagarosos pela fazenda do meu tio...até ao pôr do sol, de rostos que o viram crescer...de recantos onde brincava em menino e ir a todas as igrejas e ermidas, agradecer á sua padroeira, dos sabores únicos do alentejo, de olhar o espelho das águas da barragem do Alqueva.


Afinal é disso que ele tem saudades, é nisso que ele fala desde que se reformou, em regressar á sua vila e saborear os dias, na terra que o viu nascer.


Assim, na próxima semana, ele ruma ao alentejo, para descansar e se fortalecer.


É o local ideal.E é tão bonito.Casinhas brancas, ruas empedradas, cheiro a pão e a azeite.


Não vou perder a oportunidade de ir lá ter num fim de semana, até ao 1º de Novembro tenho muito tempo.Sim, porque quero caminhar naquelas ruas com ele, apreciar cada dia, pois estes dias eu sei que serão para ambos, inesquecivéis, como um pequeno retiro nas origens...
Só espero que assim como vai ajudar a alma, possa ajudar o corpo.
Quero tanto, que esta sua terra o acolha, o ampare e o fortaleça.

















sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Paulinho da Trofa




O Paulinho da Trofa, é a pessoa mais apaixonada pela sua terra, que eu conheço, ele tem um orgulho da Trofa, que não deixa que ninguém o esqueça, só por causa disso.
Mas, há um sem fim se caracteristicas, que fazem dele, uma pessoa linda.
Tive oportunidade de partilhar com ele, 10 dias de missão, este verão.E ele é das pessoas que mais me marcou, pela forma alegre com que enfrenta tudo, com que abraça a todos e a forma simples e humilde como vive a sua vida.
Este ano o Paulo, entrou no curso que sempre quis, Enfermagem.Tem a cabeça e o coração a transbordar de sonhos...e dá gosto ouvi-lo falar deles!Pois com a sua garra, sabemos á partida que a maior parte tem tudo, para se realizar.


O Paulo:


O Paulo que nos dá música....como ninguém!Que cantava de manhã á noite e nos animava os dias!







O Paulo, que soube pôr-se ao serviço...dos que mais precisavam, vestindo a camisola.









O Paulo, que pôs a pequenada em delírio, com as suas aulas de aeróbica!





O Paulo, que tem sempre sentido de humor...e sabe brincar!Que acorda a sorrir, passa o dia a sorrir e dorme e sorrir se for preciso!


O Paulo, que se diverte sem fim com as coisas mais simples...dançar é com ele, seja na rua, na piscina, onde calhar!



O Paulo que caminhou ao meu lado, que me fez rir vezes sem conta, que me deu força, nestes dias de serviço a um povo e me deixou este sorriso.



O Paulo, que recebeu uma dura prova na sua vida, mas que está a saber superá-la, como só ele sabe...com fé, alegria, confiança.

O Paulo, que hoje me fez estremecer, quando me disse, que tem um Carcinoma.Que dentro de dias, começa a dura prova que eu já superei, a quimioterapia.

Já foi operado e as prespectivas são muito boas.Felizmente.

O curso, para já fica adiado, por um ano.Tem a vida e todos os sonhos á sua espera.

Ao falar com ele, recuei 4 anos e 3 meses, e olhei para mim.

Também ele se perguntou e ainda pergunta porquê?E eu também.

Mas eu acho que Deus sabe de que fibra és feito, e sabe que vais saber dar os passos certos.E ele só nos dá o que nós conseguimos suportar.

É já uma batalha ganha.Por ti.Porque "um Homem da trofa, não precisa de Urgências!" (frase que se tornou célebre na semana missionária, quando o Paulo caiu e se cortou na perna, e não queria ir ao posto de saúde!)

E eu assim que puder, vou voar até á Trofa e dar-te um grande abraço.

Estou,mesmo aí do teu lado.Não me sentes?

Como podia não estar?

Um grande abraço!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Moçambique já abraça a Susana e a Leonor!





O fim da tarde foi passado com a Catarina!
Vimos o céu mudar de cor, a Lua aparecer.Divagámos sobre o mundo, sobre os sonhos que nos habitam.E também sobre as dificuldades que a vida contém.
Mas a alegria faz parte de nós...



















Muitas coisas para dizer, muitas saudades e claro muitas risadas, que é impossivel não dar ao pé dela.

E á noite fomos dizer, até breve, e dar muita força, á Susana e á Leonor, que ontem partiram para Moçambique!
Espera-as 1 ano, de entrega, de serviço, de doação...uma entrega espontânea, que cada vez mais jovens abraçam, com dedicação.
Este era o sorriso, no meio de tantos sentimentos que se devem sentir!





















Eu pensava para mim, que 1 ano, é sempre decisivo na vida de quem parte e no meio de tanta gente, que estava lá, para as apoiar e ver partir, eu senti tantas coisas diferentes...
Senti as lágrimas, que cairam, pela saudade, pelo sentimento de pertença que temos das pessoas que amamos, e deixar tudo isso é um acto de amor e de muita coragem.
Senti que ao passarem aquela porta, estavam as duas, uma pela outra, embora nós que ficamos cá, fiquemos em união com elas...






















Ao longo deste ano,vão apoiar-se e compreender-se.
Isso nem sempre é fácil, viver em comunidade tem tanto de belo, como de dificil.
Isto apenas me dizem as pequenas experiências que tive.
Mas vale a pena.Tudo se partilha.
Senti, que o brilho nos seus olhos era maior que qualquer saudade, lágrima ou despedida.
























Brilho, pelo que esperam encontrar, pelas pessoas que vão concerteza amar, e serão essas pessoas a sua família.
Ver partir, dá sempre vontade de partir também.Rumo a um caminho que não conhecemos, mas queremos descobrir.Podia sentir o coração a saltar-me do peito, quando as vi partir.



E há abraços que falam*
Ontem senti-o tão bem.







E porque um dia os nossos caminhos se cruzaram, esta missão é também um pouco nossa, e é por isso que eu a abraço também.

Ficamos cá, todos unidos á vossa missão.

Rostos amigos, uns que já partiram e regressaram, outros que encontram a sua missão aqui, e agora preparam quem espera partir um dia...todos pela missão!




Até breve.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

O meu fim de tarde...hoje.


E porque um dia que nos dói, mais que os outros, merece acabar bem...
Foi assim o meu fim de tarde.
Com sol, com um sorriso, frente ao mar imenso e azul.
Ao caminhar, encontrei a parede mais bonita da Ericeira...cheia de cor e de vida.(Um dia pinto o meu quarto assim!)
É a parede do Ouriço.Para os que conhecem.
E o Paulo, com a sua veia de fotógrafo, apanhou-me com o telémovel, enquanto eu recebia transfusões de energia positiva, do sol, do mar e desta cor que me cativou.
Colei-me á parede.Psicológico ou não, fiquei a sentir-me bem melhor...e os pensamentos voaram para longe.
Enrrolaram-se numa onda, forte, bem azul, foram espuma e depois sal.
E a esta hora, vagueiam por uma qualquer praia...que eu não sei.
Mas a cor partilho-a aqui.
Até amanhã.










PAI.



Hoje foi dia de consulta.
Hoje foi a primeira vez que saiu de casa, desde que teve alta.A primeira.
Hoje senti, como as suas pernas estão fracas e a sua cor, pálida ainda.Era o próprio sol que o denunciava.
Hoje soube que as coisas não estão bem, dentro de dias, começa a quimioterapia, começou hoje a tomar ferro, para dar força, mas a surpresa veio, com a receita de um anti-depressivo, ainda que fraquinho.
O meu pai está muito triste, sem garra, sem a força que lhe vi há uns dias, quando chegou a casa.
O meu pai não está a lutar, mas estamos nós a lutar por ele, em tudo.
Ás vezes não sei mais o que fazer...nem sequer o que sentir.
Encho o peito de ar e sinto que a vida vai mudar.Ainda não sei bem como, nem quando...e deixo-me levar.
Pela esperança.

Presente matinal da Filha do vento e da brisa

Hoje, na caixa de email do blogger tinha a seguinte mensagem:

"Bom dia.

Passa no meu cantinho, deixei lá um presente matinal para ti.

beijocas

Esmeralda


14/Out/2008 11:32:00"



Qual não foi o meu espanto, quando entro no blog da Esmeralda e vejo o meu blog entre uma lista de blogs escolhidos para o prémio Dardos.
Fiquei surpreendida, pois nestes quase 4 anos, o meu blog, nunca foi presenteado, mas é bom sinal, até porque eu e a Esmeralda não nos conhecemos, mas é bom saber que ela lê atentamente, os meus post's, e agora que conheço o seu blog, poderei também retribuir este carinho entre blogueiros.
Penso que a maior parte de nós, matém o seu blog, como um cantinho muito nosso, onde deixamos fluir os nossos pensamentos...onde damos asas ao gosto pela escrita.
É bom que estas coisas aconteçam.
Obrigado pelo presente.Irei concerteza passá-lo a outros blogs que sigo atentamente.












Informações sobre o Prémio Dardos:



“Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:



1. - Exibir a distinta imagem;

2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;

3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos.





Esta é a parte difícil, pois não tenho 15 blogs para presentear, mas vou escolher alguns que me dizem muito.

São eles:





domingo, 12 de outubro de 2008
















Porque não consegui parar de a ouvir, este fim de semana.
Porque me lembra a tarde na costa, a ver o mar, a falar do coração...com 2 amigos de longa data.Daqueles que nos viram crescer...e sabem todas as fases que tivemos.
Lá iamos os 3, de encontro ao vento e ás ondas, deixando o sol ir embora.
Agora, com os mesmos rostos, mas outros objectivos e sonhos.O tempo transforma-nos sempre um pouco.Mas há coisas que nunca mudam.
Havia gente muita gente, apenas a olhar o mar, estavam ali para isso, alguns com o seu mp3 nos ouvidos...com um leve sorriso nos lábios, haviam cães que corriam livres pela areia, crianças matavam saudades do verão e um burburinho de fim de tarde, feliz.
A tarde estava enconberta por uma neblina que deixava antever a chegada da chuva, mas o vento era morno e perfumado de maresia, que se entranhava no cabelo, na pele, na roupa.
Jantámos os 3, numa cumplicidade que nos fez rir, relembrar, desabafar, mas ao mesmo tempo encher-nos de força.Soubemo-nos escutar e compreender.
Voltámos a atravessar a ponte das luzes, para a rua dos Bacalhoeiros, perto da casa dos Bicos, para subirmos ao bacalhoeiro, um espaço que promove a cultura e é em tudo diferente.
Sentámo-nos junto da janela, onde as águas furtadas de Lisboa, nos espreitavam...Lisboa é tão bonita.A lua reflectia-se nas vidraças...
Fomos para ouvir tocar uma banda amiga, que deu o seu 1º concerto.Cheias de garra e muita energia, elas são 3, tocam que se desunham e criam mundos mágicos...que nem todos conseguem ver.
O regresso foi cedo, com o rio como fundo...e um abraçar da minha almofada, com uma paz enorme.Uma paz que vem também pelos dias estarem mais calmos, ter o meu pai perto de mim e poder voltar a estes momentos.

Porque há dias que se tornam tão especiais com muito pouco, porque quero hoje e sempre polvilhar a minha vida de cor e da magia que nos trazem as coisas simples, essa que só os olhos da alma conseguem ver e sentir.










Obrigado Paulo e obrigado Mauro.
Ele diz...e eu revejo-me!










"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo..."



Fernando Pessoa