domingo, 6 de abril de 2008


aaaaaahhhh PARIS!!!




E finalmente tinha chegado o dia...

Acordámos com a Manue por solidariedade...e depois do pequeno almoço, fizemos uma lista das coisas que teriamos que comprar, para o resto da semana e lá para casa.
Lista feita, lá fomos descobrir Esbly, e o supermercado, onde fizemos todas as compras necessárias.
O regresso a casa é que foi cómico...sacos e mais sacos, tinhamos que parar de 5 em 5 min, para descansar...
Arrumámos tudo, preparámos a mochila para levar e saímos para apanhar o comboio.
Resolvemos tirar o passe semanal, para toda a cidade e assim ficámos descansados em relação aos transportes.













A viagem ate ao centro de Paris, dura 25 a 30 min, e imaginei-me numa qualquer linha de Sintra, onde as pessoas vão trabalhar, tirando os que como nós ali, iam em turismo...e notava-se as diferentes disposições.Notava-se também as diferentes etnias a habitar os subúrbios de Paris...que entravam e saiam do comboio.








E até paris poucos prédios se viam...são uns subúrbios bonitos de se ver, com rios, e casas á beira...florestas.









Chegados a Paris, saímos na Gare de l' est...uma estação gigante, a fazer lembrar o Rossio ( mas o Rossio é mais bonito).

Decidimos ali mesmo por onde iriamos começar...a visita a esta cidade.E a decidão foi, o mítico bairro de Paris Montmartre...onde a Amélie Poulant, trabalhava num café...ahahah!

Metemo-nos no autocarro 30 e em 5 min, estávamos a subir as ruas...cheias de lojinhas, que logo no fizeram perder algum tempo...em postais...etc!

Mal chegámos, encontrámos logo uma Portuguesa a sorrir para nós...que nos falou.Senti que quando reconhecemos a nossa língua, lá fora, não podemos ficar quietos.




















E eis que, ao olhar em frente surge-nos a mágnifica Basilique du sacré coeur...imponente sobre Paris.














Decidimos subir até lá acima a pé, tendo o elevador mesmo ali ao lado...mas a subida a pé teria outro sabor e outro valor também.













Á medida que iamos subindo ia surgindo uma vista linda sobre Paris.Foi uma subida mais fácil, por ter alguém ali, que me deu a mão e caminhou comigo, e assim qualquer caminho se torna fácil e agradável de fazer.

















E por fim, cheios de calor chegámos por fim...a meio.Ah...Não é mau...Logo ali se oferceram para nos tirar uma fotografia...e embirraram que seriamos italianos.











E depois sim...a chegada ao último patamar, e a vista que se tem, apesar do dia sem sol...
Resolvemos parar e sentarmo-nos ali, para deixar entrar a vista em nós e para absorver um pouco o ambiente ali á volta...

Acabámos por almoçar ali mesmo, á Tugas, com a sandes na mão...um previlégio almoçar com aquela vista, linda.Não é todos os dias.
E deste tempo ali sentada, vi que Paris deve ser a cidade mais visitada do mundo, a quantidade de Línguas que ouvi, que subiam as escadarias...que paravam para tirar uma fotografia, eram todos diferentes, ou em grupos grandes, ou individuais...












Depois, resolvemos entrar na basílica, e por lá nos demorámos, perdidos numa arquitectura única, ou nos vitrais, ou ainda simplesmente sentados em oração...e silêncio.Soube muito bem , depois daquela subida.E fez todo o sentido.








Saímos então, em direcção á ruelas apertadas deste bairro tão Parisiense...cheio de gente.






Mas fomos logo agarrados ali, ai virar da esquina, um batalhão de pintores, daqueles que fazem os retratos das pessoas, convenceram-me a deixar-me retratar...e ali estava eu, parada na rua, a pousar para um homem, que sem me conhecer, foi captando tudo o que eu era, principalmente o olhar.


Afinal há coisas, que são únicas...e uma vez na vida, a última vez que fiz algo assim foi em Florença, no ano 2000, e perdi o retrato no hotel...hoje alguém deve tê-lo e não sabe quem sou.


Retrato pronto, por um bom preço...seguimos pelas ruas apertadas e cheias de cor.










Chegamos a uma praça, onde os pintores abundam, e circundam toda a praça...pintam paisagens de paris, rostos, há de tudo...e a preços bem mais acessivéis.E para mim estes são os verdadeiros pintores, pois estão no mundo...na realidade, captam-na de uma forma mais genuína.








Em volta restaurantes e cafés com esplanadas, onde as pessoas admiram os quadros...e entram 1000 cores pelos olhos.


Acho que esta parte de Paris, foi para mim a mais bonita...e com mais alma.












Paris sob a chuva...mas também sob o nosso sorriso, numa descoberta que estava a adorar.







É Paris tem destas coisas, homens sem cabeça...que admitem a sua condição e saem para a rua...







A basílica sempre a espreitar...









Mapas, e indicações...é com o Duarte.






Ruas com vida...










Uma adega...ah bom!










Aos poucos fomos deixando Montmartre para trás...e apanhámos o bus, para a Opéra Garnier...


Sim, aquela onde o fantasma da opera ainda vive...eu vi-o.













Chovia...e o meu olhar perante tanta grandiosidade, era estupefacto.

















Depois resolvi brincar com o candeeiro...enquanto chamava pelo fantasma...











O trânsito passava frenético.














Tamos um bocadinho tortos não?








Aaaah, depois o Duarte, encontrou castanhas, um vendedor Indiano, fez um cartucho de 5 eur, por 3 eur, e ele matou saudades desse sabor, que não tinha desde que deixou Portugal.E o prazer com que as comeu...ali mesmo, fica marcado pelo relógio ás 17h20 de uma tarde cinzenta mas cheia de luz em nós!






Resolvemos parar para um capuccino, e descansar.Fiquei junto ao vidro e pude perceber o movimento de uma cidade...ao fim de mais um dia de trabalho.















Na mesa ficaram os restos das cascas de castanha...














Depois com calma, abri o meu retrato e fiquei a ver-me...não está nada mal.






Cores que Paris ia deixando em nós...








E do meio da estrada é que as fotos ficam boas e centradas.









Continuámos a caminhar a pé, aproveitando a chuva ter parado...e fomos dar a mais uma maravilhosa praça, e Paris é assim não tem um centro, mas muitos centros, onde quer que vamos, há sempre uma surpresa, e uma praça que encanta e conta uma história...é uma cidade enorme...e majestosa, salpicada de Glamour...
















Lá em cima o Napoleão...olha o sena.















E eu olho para ele.















Nete dia senti uma energia enorme, estava com vontade de andar a pé, e não me sentia cansada, e isso notava-se no sorriso.













Bom depois de atravessarmos as galerias, com as lojas mais chiques que alguma vez vi...e os preços mais altos...fomos dar ao Jardin des Tuileries...extenso, verde e calmo.










E com estes carrocéis...que me encantam.Desde sempre, a música, as luzes e as crianças lá dentro...Paris está repleto deles...


















Ao fundo o Arc de Triomphe...mesmo ao fundo.


















Do lado oposto do jardim, o Louvre, e os seus jardins...














E ali mesmo, junto a um enorme lago, parámos para descansar e admirar esta vista, e esta luz do fim do dia...suave sobre Paris.


E esta foto, dos pés, juntos, começa a ser típica, temos uma semelhante quando fomos á Escócia...e isto para mim significa, caminhos que percorremos juntos...







Descansar e respirar Paris...que bom, que foi.Inesquécivel.Único.







O sol ainda brilhou...no fim deste dia...ao fundo a torre Eiffel, onde iriamos acabar o nosso dia.







Vista geral do jardim...








E o Louvre nas nossas costas...








O pôr do sol...não o podia perder, entre ás árvores...e a torre mesmo ali ao lado a espreitar...esta luz do fim do dia, como poderei esquecê-la?








O Louvre é imenso...enem 3 dias davam para ver tudo.Entrámos nas galerias e consultámos preços e exposições, decidimos regressar na sexta feira, pois o Duarte não pagava nesse dia.Ainda assim, andámos por lá...a ver as lojas e a encharcarmo-nos de perfume...aahah!








Dentro das pirâmides...









O céu...












Quando saímos já a noite tinha caído...e Paris é noite é a cidade luz, sem dúvida.






Em menos de nada estávamos nas margens do Sena, e resolvemos parar para jantar ali mesmo, a 2 passos da água...o rio estava agitado, e água galgava as margens...







Paris das pontes...paris onde, as pessoas correm á beira do sena, onde caminham a ouvir música e sorriem...esta parte de Paris, todos deviam ver.








Ai mesmo ficámos sentados, em frente ao museu de Orsay...


As luzes dos barcos, reflectiam-se na água...á noite estava linda, e naqueles momentos senti, que não havia no mundo, melhor sítio para estar naquele momento, nem outra pessoa, podia algum dia substituir-te.







Ah o cheiro a Sena...=)







Depois de jantar e conversarmos tanto...lá fomos caminhando pelas margens, devagar...e este rio, assistiu ás nossas palavras.E levou-as consigo...e a esta hora já são oceano...







De cima da ponte, ficámos ver os barcos, de onde vinha música agradável que passava e ia diminuindo e prometemos que um dia, quando pudermos pagar 100 eur por um jantar, a bordo de um barco igual a este, voltamos.








E descobri a minha ponte em Paris...pois é a ponte que mais gostei, chama-se ponte de El alma...coicidências bonitas.






É linda...simplesmente luminosa e linda a lembrar as pontes de Veneza.

Caminhámos largos minutos em direcção á torre Eiffel, e sempre a conversar sobre coisas tão importantes...

A certa altura, vejo que não tenho o meu retrato na mão...o Duarte voltou atrás numa corrida que fiquei a ver, e foi encontrá-lo no sitío onde jantámos, no chão...que sorte, ter encontrado, ao regressar, espero-o em cima da ponte, e ele acena com o retrato na mão.

Eu e estes retratos, tamos destinados a perdermo-nos...

Seguimos então...para acabar a noite na torre Eiffel.















Chegamos por fim...iluminada, e gigante...era a a vez que a via, mas desta vez teve outra luz, e fez outro sentido.

Uma coisa é estarmos em Paris de passagem com um grupo...a outra é a Rita e o Duarte em Paris.





















Acho que nos causa sempre arrepios, e ficamos sempre especados a olhar para cima...

E 10 min por hora, a torre fica toda a brilhar, cheia de luzinhas...assim que chegámos ela acendeu...e ouviu-se uma "aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh" geral, pelas muitas pessoas que sempre estão por ali debaixo de noite ou de dia.










E aqui imortalizámos a famosa dança, do agora eu e depois tu...


Eu explico como se dança.Para quem lá for.


Ora abraçados, com força, apenas um de nós consegue ver a torre, enquanto o outro fica de costas, e depois é rodar dando passos pequeninos, e deixar que o outro veja a torre, ali com a cara apoiada no ombro do outro, ouvindo o que o coração diz...de tão perto que está.

Foi mágico.




Caminhámos por ali...sentámo-nos mesmo em frente...ou por baixo, é tao grande...e depois doi ver os flashs das máquinas a disparar, e fazer negócios com os vendedores de torres miniaturas...e lenços a dizer Paris.

Ainda nos rimos muito.Xiiiiuuuu só nós é que sabemos.Afinal 4 = 5 hahahahah!

Paris lembrar-me-á sempre de ti.




Ainda houve tempo para um crepe e um chocolate quente...junto ao rio, ali, junto á torre...depois atravessámos a ponte e apanhámos o autocarro para irmos para casa.

Já era tarde e a Manue estava á nossa espera.No dia seguinte prometemos que chegariamos cedo para cozinhar para ela e passarmos algum tempo juntos.







Por fim no comboio para casa, 23h30...o cansaço era algum, mas a felicidade era maior.
Tinha sido um dia marvilhoso...cheio de histórias, pessoas, lugares e sentimentos...
Depois de chegarmos ainda contámos á Manue algumas das nossas aventuras...e fomos dormir.







Até amanhã Paris.

Um dia calmo...



Depois de uma noite em que dormi que nem uma pedra...e recuperei forças, acordei no sotão...seriam umas 10h,com a tua tentativa de não fazer barulho, mas o chão de madeira não deixa de ranger nunca...ahahaha!Apanhado.

Este dia soube-me a paz, imensa, tudo o que precisava, acabada de chegar de Taizé.Um dia para assentar, e voltar á realidade, ainda que nao fosse a minha...


Depois de um banho como deve de ser, tomámos um pequeno almoço do céu...e lá fora caiam flocos de neve muito pequeninos...pensei que iamos ter um dia cinzento, mas enganei-me!

E ainda bem, porque estava a precisar de sol...como nunca!


Ao pequeno almoço o típico Brioche...e tantas coisas de Portugal, porque nesta casa, apesar de estarmos em França, tudo lembra Portugal...










E depois de arrumar a cozinha, ficámos por casa, calmamente, a arrumar as coisas e simplesmente no Relax...








Uma casa onde senti, que havia um passado feliz, embora de trabalho...e as lembranças de Portugal, eram muitas...o que denotava a saudade sempre presente.Senti-me bem naquela casa, para além do acolhimento fantástico, havia calor...havia vivências.








Olho pela janela e vejo que o tio Quim, está no jardim...desço e ficamos á conversa até á hora de almoço...ora faz sol, ora fica escuro, ora tenho calor ou frio...o tempo tá instável.O jardim conta a história de uma vida, as árvores que ele plantou...e as coisas que já se passaram ali.








Permanecemos pelo jardim...á conversa, até á hora de almoço.Pelas 13h, chega a tia do Duarte, e rompe pelo quintal de bicicleta, o Lucky faz uma festa...
Ficamos admirados, pois em Portugal as nossas avós não andam de bicicleta, e aqui vive-se um espírito diferente...as pessoas não páram, mexem-se e tem hábitos mais saudáveis...








Entramos para o almoço, em menos de nada, tudo fica pronto, entre um copo de vinho e dois dedos de conversa...as notícias correm na Tv, e depois da semana em Taizé sinto que já não estou habituada a uma certa realidade...
O café em cima da refeição, soube-me muito bem, tinha um sabor Português, pois o café fora daqui, é água quente...





Depois do almoço, falámos sobre os planos para este dia...
Saímos para uma caminhada, á beira do rio, mesmo ali pertinho...havia gente a passear os seus cães, e numa paz fora do vulgar...a tarde aqueceu, e o sol brilhou, eu já lhe sentia a falta...






O leito do rio, estava cheio, muito cheio...e as casas á volta eram lindíssimas.
Caminhámos calmamente...






Derepente imaginei-me a viver ali...com esta calma, e a poder passear assim logo pela manhã, ou ao fim da tarde e recolher esta calma e esta luz.








E sim lá voltámos a beber do sol...e porque qualquer sítio do mundo, faz muito mais sentido, quando estamos juntos...







A foto de família...







O dia tinha uma luz tão fantástica, que senti que estava preparada para os dias que se seguiam, visitar Paris e descobrir mais sobre essa cidade que me deixou um gosto, para voltar...








O duarte pensativo...






O lucky...cão simpático e amigável, mas não á 1a vista...







O sol deixou de brilhar e voltámos calmamente a casa, senti que aquela caminhada nos ligou um pouco mais, enquanto falávamos do presente , do passado e do futuro, das lutas de uma vida e do sabor que é chegar ao fim da vida e poder descansar, ver a família crescer feliz.










Cheguei á porta de casa, olhei a janela do sotão uma última vez e subi para arrumar as minhas coisas...ao fim da tarde iriamos embora...
E assim foi...com o Lucky a ladrar no portão...deixámos para trás, Noisy-champs...





Antes de nos encontrarmos com a Manue, vistámos ainda os primos do Duarte...que estavam em remodelações...uma casa luminosa, e no meio do campo...cheia de crianças...4 filhos e muita cor por ali...o mais novo de 3 meses...a mais velha de 21.
Ainda demos opinião sobre a cor da tinta...






Todos em farda de trabalho...mas muito acolhedores.
Senti que o Duarte estava radiante em poder conhecer melhor uma parte da família que está longe, mas nos acolheu de uma forma fabulosa, sempre.







Na ida para o encontro com a Manue, o tio Quim, lembra-se que não trouxe os documentos do carro...e lá foi o duarte a conduzir...!!









O dia chegava ao fim...








Encontramo-nos por fim com a Manue, num centro comercial gigante, onde ela trabalha numa livraria.Lembrei-me dela um verão aqui em Portugal...e reencontros feitos, despedimo-nos dos "tios", e levámos as coisas para o carro da Manue...







Do centro comercial, até á sua cidade, foram 10 min, ela mora em Esbly, uma cidade pequena, e pacata...a 30 min do centro de Paris de comboio.
Pelo caminho podemos ver a disney ali mesmo ao lado, e o castelo da bela adormecida...a brilhar.
Ao chegar, foi comodarmo-nos e fazer o jantar...
A Manue mora num T0, mas bastante acolhedor...onde as fotografias na parede mostram uma vida cheia de viagens e boas vivências, algumas em comum, como os encontros de Taizé, jornadas mundiais...e experiências que nos fazem sentir vivos de verdade.
Perdi-me a olhar para todas as fotos... e descobri uma foto do Duarte, do verão passado, com o ar mais feliz do mundo...pensei, que estar longe dos que amamos nos pode mesmo fazer perder um pouco o brilho...mas se fizermos um esforço, percebemos que as pessoas nunca podem mudar assim tanto, que percam a magia...e ele não a perdeu.







Depois do jantar, foi consultar mapas e preços, para Paris...e tentar programar o resto da semana, mas a verdade é que planos não são connosco e acabamos por fazer sempre o que mais nos apeteceu...acho que planear minimamente é bom, mas não demasiado...


E claro mapas é com o Duarte...








Adormecemos...depois de muito falar.Camas no chão...sacos de cama...malas.A confusão.Percebemos também que a Manue não tinha máquina de lavar roupa e a semana passou-se a lavar roupa no lavatório...ahahahhaha!
Foi bom.
O dia que se seguia seria a aventura de descobrir a dois uma cidade enorme e bonita.
A Manue ia trabalhar...todo o dia.Por isso procurámos que o tempo com ela fosse bem aproveitado...e agradecer assim este acolhimento.



Até amanhã Paris!!

sábado, 5 de abril de 2008



Últimos instantes em Taizé...e chegada a Paris!


Segunda feira de manhã...acordo, e na minha camarata todas dormem...tenho que despachar-me pois hoje, partimos para Paris e tenho as últimas coisas para arrumar e não quero perder a oração da manhã...esta sim a última...
Abro a porta ainda em pijama e está tudo branco...completamente branco, que visão...e que friiiiooo!
Começo a arrumar as coisas, e a empacotar o melhor que posso, os ténis já não cabem, e vão pendurados na mochila...
Levo as minhas coisas para a camarata 14...e vou para a oração.
E que aconchego é entrar ali, numa manhã fria...





Depois da última oração da manhã...saimos da igreja com calma, e caminhamos pela neve até á fila do pequeno almoço...a alegria de todos apesar do frio é visível, afinal tal como eu, nunca se viu Taizé numa Páscoa, assim...branco.


O dia cinzento...o dia da partida.

E depois do pequeno almoço, e de nos despedirmos do Ir.David...lá rumamos ao parque dos autocarros, para descobrir qual seria o nosso?!
Vieram logo ter connosco, pusemos as malas e escolhemos o lugar...

Fomos muito bem acolhidos por todos...um grupo animado, que nos fez sentir entre amigos.E ainda nos agradeceram por estarmos ali e irmos com eles...quando quem tinha de agradecer, éramos nós...
E lá iamos nós a caminho de Paris...daí a 5h, estariamos lá...e começava uma nova semana, para nós.

Passado alguns minutos, partimos...e ao som da minha música preferida:" El alma, que anda en amor...", foi assim que ficámos a ver a aldeia ficar para trás...e até para o ano Taizé!




Os primeiros isntantes calmos, cada um pensaria para si o tanto que tinha aprendido esta semana...
Depois o ânimo tomou conta de todos...
A primeira paragem foi para almoçar...a 2h30 de Paris...e a neve não parava de cair...




E um bom Tuga que se prese, come a bela da sande...onde quer que seja, e assim foi, abrimos o farnel em cima da mesa, e ele foi chouriço, presunto, maçã, paté...enfim!Mas é assim que eu mais gosto de fazer, destas pequenas partilhas que nos fazem rir mais tarde...

Era o espírito de Taizé ainda ali...bem presente.


A viagem continuava, mas a neve e o gelo na estrada eram bastantes, pelo que fomos com cuidado.

Lembro-me que nesta viagem, nos rimos, chorámos e falamos sobre tanto...eu diria que foram as 5h mais longas destes dias...mas muito importantes.


E esta é a Abiba, professora de química, e que foi mesmo muito querida connosco...tinha um sorriso doce, e fez-nos até uma surpresa, numa das paragens.Quando regressámos ao autocarro, tinha escondido um chocolate para nós...e tivemos que o descobrir.

Agradecemos com uma música, cantada em todas as línguas...e são momentos destes que nunca mais se esquecem, cheios de sinceridade...porque apesar de trocarmos emails, e sabermos que para o ano nos veremos em Taizé, o que fica é muito maior...e impossivel de explicar.


A alline, e o seu amigo...ela ficaria em Paris connosco, e foi ela que nos guiou pelas linhas do metro...e nos deu logo um mapa, para nos orientarmos.


Nós...cheios de calor, quase, quase a chegar a Paris...!!!


Paris surge...o sena dá-nos as boas vindas, o autocarro pára, e despedidas deitas, tiramos as malas, e vamos com a Alline, para o metro...a confusão de linhas é grande, mas nada que não se possa descodificar...

Fomos de comboio.A alline explicou-nos tudo e despediu-se de nós...com um até breve!

E lá fomos a caminho de Noisy - Champs, onde moram os tios do Duarte, onde ficariamos por um dia e uma noite.



Em 20 minutos estávamos lá...a chuva sempre a cair.E a provar que há pessoas boas em todo o lado, vinha a passar um rapazito, este mesmo da foto, ao qual perguntámos onde havia uma cabine, e ele saca do seu telemóvel do bolso e diz-nos: "telefonem...", e onde é que isto se vê?Já não se vê...


Depois de nos tirar uma foto, seguiu o seu caminho e nós o nosso...


Carregados, molhados e cansados...lá esperámos pelo tio do Duarte, o tio Quim!

Que por fim apareceu, com um enorme sorriso, dizendo que nos esperava desde manhã...ajudou-nos a meter as coisas no carro, e seguimos para sua casa.

Falámos da viagem, de Taizé, da vida dele ali, mostrou-nos um pouco do seu departamento...e por fim chegámos a casa, onde o lucky não paráva de ladrar, com o ar mais ameaçador do mundo...


A casa era uma casinha de bonecas...construída por ele...e com muita história.


Ao entrar, quente...pousámos as coisas, mesmo na garagem...e meteram-nos logo us chinelos quentes nos pés.Gesto que me marcou...afinal nem me conheciam.Mas já me vou habituando e Português que se prese, recebe sempre bem e de braço abertos...

Eu de chinelos na mão...

Depois de alguns dedos de conversa, jantámos...e confesso que já não comia tanto, há uns bons dias...mas soube-me bem, de certa forma, parecia que estava em casa, e eles eram os meus pais...afinal sempre que chego de Taizé, são eles que me esperam e preparam uma refeição assim...e me fazem sentir quente por dentro...

A noite seguiu em conversas na sala e a conviver com o Lucky, mas fomos descansar cedo, dormi no sotão...quentinha, onde podia ver as marcas de uma vida de trabalho...e recordações, que sem saber porquê, nem o que significavam, me faziam sorrir...talvez por também querer construir assim uma vida, repleta de recordações, boas, que farão alguém sorrir!

Lembro-me que nessa noite fizemos uma passagem por tudo o que vivemos estes dias, e como iriam ser os próximos...que adormeci com a maior paz do mundo...de manhã tinha deixado Taizé, e agora estava ali, ás portas de Paris, pronta para viver mais momentos fortes...daqueles que fazem uma vida valer a pena.

Até amanhã...=)