quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O 1º dia...
Durham!

Bom depois de uma noite mal dormida, de tanto entusiasmo, o dia para o Duarte, começou cedo,8h...lá foi para sua rotina, banho, pequeno almoço, arrumar a mochila, como quando éramos pequenos...e sair.
Levantei-me e despedi-me de ti, como se fosses para muito longe, desejei-te um bom dia e disse-te que te esperava para o almoço...á portuguesa.





Eu aproveitei para ficar a descansar mais um pouco...ali entre as tuas coisas.
Quando acordei...soube-me tão bem, abrir a janela...
Fui descobrindo pequenos recantos e surpresas...doces!O teu mundo.

E ainda meio a dormir, resolvi entrar na cozinha...que estava num caos, um verdadeiro caos, com restos de festa por ali...loiça, muita loiça por lavar.Como ia eu cozinhar ali?








Depois de um banho quente, de arrumar o quarto, resolvi arregaçar as mangas e tive 1h a lavar loiça, junto á janela, lá fora chovia e fazia muito vento e frio, e eu detinha-me a pensar em tantas coisas.De vez em quando passava alguém para cima ou para baixo...para as aulas, ou para almoçar, alguém que estaria certamente longe de casa...longe de quem ama, e isso é possivel de observar nos olhares distantes por vezes que trazem...
Por ali fiquei com as mãos debaixo da água quente...organizando um espaço que não era meu...mas porque era um pouco teu, quis fazê-lo.







Por fim chegaste,já trazias saudades... lá me ajudaste a fazer o bacalhau á Brás, para aprenderes...fizeste a salada, e cozinha cheirava a comida Portuguesa!!!
E o sabor...huuummm!







Bacalhau pronto...almoçamos, a tarde seria para visitar Durham...Apesar do frio lá fora e do vento intenso, eu só esperava que no dia a seguir, dia dos meus anos o sol brilhasse...




Lembro-me que no fim do almoço, foste ao frigorifico e foste buscar uma preciosidade, uma Manga!São ao preço do ouro...lá!


Apanhamos o autocarro para o centro, e lá fomos...o dia cinzento ajudou a que a noite chegasse mais depressa...a noite caiu pelas 15h30, 16h...e foi sempre assim, todos os dias!


Durham agitado, com trânsito...com brilhos que a chuva trouxe, com cheiro a natal, e eu que ainda não o tinha sentido por aqui...

Atravessamos a ponte, fiquei a olhar o rio...e as luzes que se acendiam.



Fiquei com estas bolachinhas na cabeça e não chegamos a provar...


A praça do mercado...


A subida para a catedral e para o castelo...



As portas mesteriosas e coloridas que me fascinam...e ás quais juntei a minha cor, porque ás vezes tudo fica demasiado cinzento...


O teu sempre Abraço-grito de liberdade...que tantas vezes testemunhei...mas agora eras tu ali, no teu mundo de agora...longe de todos os outros que conheces.E eu ali contigo.


No coração de Durham...


Esta catedral é fantástica...por fora, dá-nos a sensação de ser intransponivél, uma fachada forte e imponente...alta muito alta, carregada de história...





Depois de a ter imaginado...foi a vez de lhe tocar não só com o olhar.



Tive o cuidado de bater á porta...para entrar.


Lá fora deixava um dia, quase noite...um dia de pequenos nadas, que dizem tudo.


Lá dentro, acolhedora...apesar de ser gigante e alta, fomos imediatamente acolhidos por um habitante local ao serviço da catedral, que nos falou um pouco da sua história...e do quanto se orgulhava de ter nascido ali.

Uma volta pelo corredor central, deu-me a descobrir uma beleza incrivel...e sentámo-nos num dos bancos, sensivelmente a meio.

Começava então um ensaio do coro...vozes arrepiantes de belas que eram.Adoro assistir a ensaios assim, e deixar-me ficar a ouvi-los mesmo com todas as interrupções e erros...é bom.

Uma oração dentro de cada um.A presença de Deus, ali diante de nós...uma lágrima, um abraço, permanecemos ali mais alguns minutos...

Talvez a tomar consciência de que na verdade estávamos mesmo juntos, em Durham.


Descemos calmamente, abraçámos uma árvore gigante á saida da catedral...estava frio, muito frio.

Fizemos o caminho do rio.O mais belo que percorri por lá.Escuro, muito escuro, mesmo junto á margem,passámos uma das muitas pontes da cidade...detivémo-nos a ouvir o rio...e a ver a Lua a surgir cheia de Luz...não tive medo, porque tu estavas comigo...e porque confio em qualquer escuridão ao teu lado.

Lembro-me que falámos sobre tanto...sobre nós, sobre o mundo, sobre o futuro...lembro-me que em meia dúzia de passos juntos, tomámos decisões importantes.Aquele rio, aquela lua, foram testemunhas...





O frio apertava, ao fim da tarde...e entrámos num pub, um local simpático, quente e com uma vista maravilhosa sobre o rio e o castelo, deixando ver a lua a subir por entre as árvores...






Um chocolate quente e um capuccino, era o que apetecia...e assim foi, apesar de descobrir que lá não há serviço de mesa, e expostas estão 1001 bebidas, e tipos de cerveja...que é de facto o que se bebe mais.






Lembro-me de sentir aquele sabor quente e doce, mas já estar quente por dentro á muito...e estar ali, foi como parar no tempo...surgem-nos sempre tantos sonhos e projectos de que falar, e então é quando se ganham asas...e se voa, rumo ao futuro.
Um futuro feito por mim, com os meus passos, aqueles que quero dar...e vou conseguindo.Tudo porque existem pessoas mágicas e únicas na nossa vida...que nos impulsionam a ir cada vez mais longe.




A conversa estava boa, só nos apetecia ficar...quentes e com o tempo por nossa conta.Eu despedia-me das últimas horas com 25 anos...e revia tantos momentos que passaram este ano, em silêncio podia fazê-lo, sem que tu mesmo te apercebesses.

Regressámos a casa...e como vos hei-de exprimir aquele sentimento, "que bom entrar em casa, num local que é mais ou menos um porto de abrigo"...mesmo que não seja muito familiar...

E o que vinha mesmo a calhar era uma sopa á Tugas...quentinha, foi o que fizemos, enquanto o Duarte preparava uma apresentação para a manhã seguinte...eu ia cozinhando.

Foi uma bomba de vitaminas...


Enquanto jantávamos, reparei que só os Portugueses têm este infinito hábito, de comer á mesa, com calma...por diversos países que passei, reparei que a cultura da mesa não é muito praticada...mas sei bem o valor de uma refeição partilhada...

Por ali na residência, cada um come coisas rápidas e se cozinha, vai comer para o quarto...a cozinha está quase sempre ás moscas...



Depois do jantar, demos um saltinho até ao Bar lá do College...e só vos digo, uma torre de babel, cada um de seu canto do mundo...

Um espaço onde se pode estar até ás 23h...e onde há matrecos, sofás, bebidas...espaço para convivio no fundo...

Foi ali que conheci o Denis, de Singapura...muito divertido, que me dava uma vontade de me rir á gargalhada, só pelo jeito de estar...e lá engraçamos um com o outro e foi até ao fim...






E do bar, para a cozinha do Denis, foi um salto...e aí sim, uma Francesa, uma Espanhola, um Turco, uma Alemã, um Inglês, e 2 Tugas (NÓS)...e o Mário das Filipinas.







Este foi um dos momentos que mais gostei, porque ali se fez uma verdadeira comunidade.
Uns foram buscar pizzas, cervejas, e bebidas típicas do seu País...e partilhou-se de tudo, rimos muito, fizemos uma algazarra e chegada a meia noite, os Parabéns a mim...HAPPY BIRTHDAY TO YOU...!
E tive direito a PARABÉNS em todas as linguas presentes...
Mas a alegria teve o seu ponto alto quando ouvi a voz da Madalena do outro lado...=)
Ai lembrei-me do mundo a que eu pertenço, e que amo sem fim...e tive saudades sim.
Mas também era uma experiência diferente estar ali...entre gente tão diferente de mim...com objectivos tão diferentes, mas celebrar a alegria, era algo muito semelhante entre nós...
Ali ficámos a falar até tarde...sobre o mundo, sobre culturas, sobre a vida!






Voltamos ao nosso quarto, para descansar, pois este 1º dia já tinha sido tão intenso...que os próximos também se adivinhavam assim...
Recebi durante 2h, mensagens dos amigos...que me faziam sorrir, e adormecer em paz!





Foi assim que a noite de Durham tomou conta dos meus sonhos ao teu lado, e me fez adormecer num sono tão repousante...e profundo, para despertar no dia dos meus anos com a visão mais bela que algum dia tive, ao acordar...

Plim*





quarta-feira, 28 de novembro de 2007



(Bom, depois de alguns dias passados sobre o regresso de uma realidade encantada, é tempo de partilhar...depois de dar eco á alma, e deixá-la repousar.)









A Partida...








E foi assim, que prestes a completar 26 anos de vida...deixei Lisboa para trás, numa manhã de sol...que acabou por ser de chuva ao descolar...


Saí de casa com o maior sorriso do mundo, lá fui para o aeroporto.


A espera na sala, tornou-se uma intensa observação de como as pessoas reagem antes de iniciarem uma viagem pelos ares, e as conclusões são sempre incriveis,muita ansiedade, passos para cá e para lá, café...ligam para todos e mais alguns.


Eu, pensava que me esperavam muitas horas, até chegar ao meu destino, portanto, estava calma e só pensava naquele abraço, que há tanto tempo, queria encontrar...


Claro k a easyjet, acaba sempre por se atrasar, saimos com 1h30 de atraso, e para começar bem, um senhor teve um ataque de ansiedade, o que levou o inem a bordo, e ali estivemos até que ele se acalmasse...

Não consegui ir juntinho á janela, pois uma Chinesa muito sonolenta, ia a tombar a cabeça constantemente, e não me deixou despedir da minha cidade de LuzBoa...
E aqui está ela...






















A chuva apareceu...















Adormeci, e quando acordei a 20 min de chegar a Londres, estava quase de noite e eram apenas 16h30...uma linha laranja ao fundo, marcava o rasto do sol...









Bom, chegada por fim a uma terra que nunca antes tinha pisado, fui direita aos passaportes, um frio de rachar, que me cortou ao meio, veio assim que saí a porta do avião...


Fiz uma descoberta importante, e estranha, que o meu B.I, é partilhado por uma cidadã que se faz passar por mim, e é Brasileira, tudo porque aqui a Rita perdeu um B.I, e nunca mais o viu, agora sei, onde anda...e apanhei um susto, quando vi a policia pedir para os acompanhar.Pensei que já não chegaria a Durham...mas tudo se resolveu, pois o passaporte não deixa margem para dúvidas...


Segui o meu caminho, no Free Bus, para os comboios de Luton, para poder chegar ao centro de Londres e apanhar por fim o comboio com destino a Newcastle, em Kings Cross.


Os comboios não muito cheios, com gente de todas as nacionalidades...trouxeram-me aquele sabor a subúrbio.Londres é de facto Cosmopolita...como imaginava!

Á minha frente uma senhora que me parecia Indiana, rezava baixinho com um livro na mão...e eu sentia-me cada vez mais perto de chegar!







Por fim, Kings Cross!Uma estação Enorme, cheia de Luz, e destinos...tinha algumas horas de espera, 3h, resolvi guardar as malas num cacifo, que se pagava 7 Libras por hora...deu um total de 20 libras só ali...o que é bastante, para umas simples malas.Bom mais liberta, fui comer ao Mac...e rodopiei pelas ruas, vi gente, lojas, autocarros, uma cidade imensa e agitada...de seres individuais...distantes, mas lá estava eu...a fazer parte de tudo aquilo...sabendo bem para onde queria ir!Sem me sentir perdida...tinha um sorriso interior, que me permitia observar...cada detalhe!




Pelas 22h, apanhei o meu comboio, e acomodei-me junto á janela, mesmo com a noite cerrada, queria ver, e sentir o mundo lá fora...e o caminho que me levaria mais perto de ti.

Á conversa fui, com o "Gadelhudo", que não chegou a dizer-me o nome...mas que estudava engenharia civil, e ia para York...falamos o essencial, sobre Portugal e Inglaterra, as razões daquela viagem...enfim!O cabelo dele era mesmo fenomenal...


Fiquei quase sozinha na carruagem, e faltava pouco para chegar...e nunca vou voltar a sentir o que senti, neste percurso, o aperto cá dentro, as pernas meio a tremer, uma ansiedade estranha assim sentida, de finalmente estar a chegar junto de ti, 2 meses depois de nos tornarmos um pouco virtuais...no que toca á comunicação.

Porque acredito que uma outra forma de comunicar, nos deixa bem perto das pessoas que amamos, sem ser necessário qualquer tipo de tecnologias...e essa, nós já a descobrimos faz tempo.

Oiço por fim, Durham...

Pego nas malas, e mal me posso conter, abre-se a porta, e olho para um lado, ninguém, olho para o outro e lá estás tu...acenas-me e vens a passos largos ter comigo a sorrir, e eu largo toda a bagagem no chão...desprendidamente, e abraço-te por fim, com toda a força que trazia...depressa se enchem os olhos de água, que voltam para dentro...há gente por perto, alguns amigos que te fazem companhia nesta aventura longe de casa...a estação está deserta, e fria, muito fria.

Mas finalmente tinha chegado ao meu destino, cheia de histórias lá segui caminho...sem acreditar que estava ali!

Apresentações feitas, retiram-me as malas, e caminhamos para o night-bus...este leva-nos ao college, e eu pela janela vou olhando as ruas, e as pessoas, que apesar da hora avançada, e do frio se passeiam por ali, sem roupa...e sem sono!

Ou não fosse Durham uma cidade de estudantes...cerca de 15.000!

Chegados ao college, subimos a colina, e cada um segue para o seu bloco, há imensos,um local agradável e bem organizado, onde há minimercado, ginásio,um bar, sala para festas,lavandaria e todas as estruturas para que tudo funcione bem...sem razões para recear estar longe de casa, mesmo muito longe, a não ser as razões que não podemos calar, dentro de nós!

Chegados ao quarto, foi imediatamente desarrumar as malas, e dar aquilo que a familia e os amigos tinham enviado...o bolinho feito pela avó, que bem que soube, e tudo foi com sabor a Portugal e ver-te assim feliz por estares mais perto do que amas, foi muito bom!

Mensagens de força...e de saudade!



E queriamos dizer tanta coisa, um ao outro...que nos atropelávamos nas palavras e nas emoções, lembro-me inclusivé, de ir á casa de banho e de me teres dito, para continuar a falar, para aproveitarmos todos os segundos!

Eram 4h da manhã a tagarelice continuava...e tu tinhas aulas cedo, enquanto eu podia ficar a dormir entre o teu mundo...

Deitamo-nos, e a conversa não parou...o coração parecia querer saltar do peito...era um não acreditar na presença fisica um do outro...uma ansiedade boa de sentir!

O dia nasceu e entao adormecemos.

Que bom reencontrar este sorriso de Duende...que me fala como nenhum outro.

Que bom estar ali, sentir-te respirar e pensar que haviam dias á nossa frente!






Boa noite!
E um sempre até amanhã...mesmo que longe.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tanks for...
The best days of my life...


Andei horas,vi terra, mar, gente tão diferente, sons, cheiros e sabores...quis levar-te ao mar do Norte, senti a força do vento frio na cara, deixei-me surpreender por ti,num desejo antigo, que me ofereceste, e vivi aqueles que foram, dos melhores dias da minha vida...
Se guardo?
Abraço, sim.



Não ficas só...a beber do sol.

Porque...

"A viagem para as terras altas da Escócia

cansar-me-á um dia.

Fá-la-ei de manhãzinha para ver nascer o sol sobre as pedras de um monte,

e amar o silêncio do tapete verde da natureza,

entre lagos, caminhos, giestas e castelos misteriosos

comos os teus cabelos.

Talvez possamos pressentir o mar revolto, quebrando nas falésias á distância de qualquer ruído,

se por aqui ficarmos calados algum tempo

e prescrutarmos o que estará no veludo do ar

para além das paisagens agrestes,

exactamente as que estão ainda para lá das mais distantes

no centro da névoa

a descansar."

Poema que recebi de ti,no meu dia de anos...de,

Viagem ás terras altas da Escócia

José António Gonçalves







Olhei a capa do cd, numa loja em Edinburgh, plena capital da Escócia...e pensei,sem saber, que pelas estrelas que a pintavam seria belissimo.E é...descobertas feitas por mim...em mundos, mágicos.

Que saudades.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Arrumar a casa.


Uma casa é como uma pessoa.
Durante anos acumula toda a informação possível e impossível, levada até ao limite.
Hoje chegou esse limite.
Quando se arruma uma casa não o podemos fazer de forma sentimental.
Arrumar é arrumar, de forma decidida, sem arranjar subterfúgios ou qualquer outro tipo de truques, evitando assim que essa tarefa não fique condenada ao insucesso.
O que realmente interessa é para se guardar com todo o cuidado, enquanto que o restante apenas faz o papel de agente nocivo, a chamada pedra na engrenagem.
As grandes mudanças fazem-se assim, eliminando o que trava o movimento.
Quando se arruma uma casa também se arruma a nossa própria vida.
Passamos toda uma vida a encafuar episódios dentro de gavetas mentais, esconderijos, que embora mantenham fechado o que lá guardamos, acabam sempre por se abrir quando a eles recorremos para guardar mais e mais e mais...
Pela 10000000 vez na minha vida, arrumei uma casa de alto a baixo.(Ou o pequeno-grande mundo do meu quarto)
Pela 10000000 vez tive dúvidas sobre o que guardar, eliminar, ou passar para a mão de outro alguém que lhe dê o devido valor.
Quando se arruma uma casa, interrompemos para recordar o que os objectos, as cartas, as fotografias e outros demais seres inanimados (será?) nos mostram sobre a nossa vida, o que foi ou o que ainda é.
Apanhei-me várias vezes com um sorriso nos lábios...leve, mas feliz, ou poucas vezes com um azedo na boca, de coisas que não queria que tivessem acontecido, mas não tive como evitar, porque simplesmente não as escolhi.Mas aceitei-as, lutei contra elas e venci.Não deixam no entanto, de fazer sombra e fazer-me sentir o amargo que foi, quando lhes abro a gaveta e deixo entrar a luz clara do meu dia de hoje,feliz.
O que sentimos depois dessa arrumação feita é bastante gratificante, parece que finalmente organizámos tudo e que agora sim, estamos preparados para recomeçar...ou de forma mais leve continuar.
Parece que o espaço é outro...e não o mesmo de sempre.Mudam-se coisas de lugar, dá-se mais relevância a umas do que a outras.
Não sei se fiz as escolhas certas, não sei se deitei fora ou guardei o que devia, só sei que arrumei a casa.
E porque sei, que daqui a breves dias, quando entrar por esta porta, não serei a mesma...nem o meu mundo será o mesmo.

sábado, 17 de novembro de 2007

Tempo de partir...


Pois é, Novembro vai a meio...o frio por aqui começa a chegar lentamente, arrumei as sandálias, e começo a olhar para as roupas quentes.
Apenas mais uns dias, e a minha caminhada sobre a terra completará 26 anos.
Este ano, decidi que queria celebrá-los de forma diferente, longe de tudo aquilo que me é habitual...
Não foi uma decisão fácil, pois partir assim, e singir-me a uma pessoa apenas, não é fácil de se entender, mas há coisas que não temos que explicar nem a nós mesmos, mas sabemos que as temos de viver.E não será só uma pessoa que me leva a fazer isto, mas a vontade de conhecer um novo lugar...e novas cores.
E então é tempo de partir...



Dia 21, saio de Lisboa ás 13h20...e quando chegar a Londres-Luton, pelas 16h, será já quase quase de noite.
Vou apanhar o transfer, para o centro e jantar com um amigo, numa zona "in" da cidade...junto ao Rio...mas não vai dar para muito mais que um jantar, pois ainda essa noite espera-me um comboio...




Vou direitinha á estação de St.Pancras, Kings Cross, para ás 21h29, apanhar o comboio, que me levará a Durham o meu destino.

E vou viajar na simpática companhia Great North Eastern Railway, que á 1h44 da manhã me deixará em Durham...depois de 3h30 de muito Mp3...e noite percorrida.









E finalmente chegarei a Durham, presumo cansada e com sono, mas feliz por encontrar um sorriso que me é familiar e me diz muito, á minha espera.






Depois espero descobrir cada recanto daquela cidade, e conseguir perceber um pouco de uma cultura diferente da minha...
Quero parar, e descansar deste stess...que me tem assolado, desde que as aulas começaram...
E sem dúvida voltar a pôr o meu chapéu de duende...e abraçar árvores e beber sol...(se houver).
E ouvir, vou sobretudo para ouvir, novos projectos e sonhos...
Não levo expectativas no bolso...e vou deixar-me render aos encantos que Durham, tem á minha espera...
























E quando chegar o dia 23,vou celebrar a vida, com a mesma alegria de sempre, lembrando-me de cada um...daqueles que gostaria de abraçar neste dia...e abraçar o mundo "no seu lugar"...

E parece que vou ter que ir tão bem agasalhada como se fosse para um encontro Europeu...imaginem!!!! ( palavras e recomendações do Duarte...)
































Bom...uma coisa é certa, podemos partir por muitas razões...para fazer turismo, para abrir novos horizontes, mas as pessoas serão sempre aquele motivo pelo qual, agora sei, que partiria uma e outra e outra vez...sem olhar para trás...=)


Até Breve...
O nosso abraço...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pray...
(Um pôr do sol com nevoeiro na peninha...2007)

" A oração é um diálogo entre duas pessoas que se amam e que não podem passar sem estar, desta forma, uma com a outra. Ao namoro entre nós e Deus chama-se rezar. Mais lhe digo. Reza-se como se ama. Por isso rezar, às vezes, não é mais do que abandonar-se ao Espírito. Estar ali escondido. Dizer coisas. Procurar-se. É uma questão de achar que sem falar com essa pessoa a vida não tem sentido."

quinta-feira, 15 de novembro de 2007








Para ti Gnoma Clarinha...



No jardim meu e teu...fazes...muito mais que o Sol!


Parabéns!!!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007




Vértices do meu olhar...




Em vão procurava alhear-me a tudo,na mesma paragem de sempre esperando o autocarro.
Queria vogar, no meu modo vagabundo de ficar distante de mim e de quem me rodeia, lunática, de olhos no longe.
Mas a atenção indesejada prendia-se e prendia-me aos rostos de quem se cruzava comigo, fazendo-me tecer conjecturas, um pouco doidas, algumas.
E de repente vi um casal.
Fiquei paralisada pelo que transpareciam. Não olhei bem para ela, avaliei-a em visão periférica, era precisamente dona de uma enorme tristeza no olhar...mirando o chão.
E ele, iluminado na sua presença.Sorrindo, falando com as mãos, sonhando para ela.
Ela porém, nem via metade...dos sonhos que ele desembrulhava ali...
Senti-me fascinada pelo desconhecido que assim se me revelou abruptamente.
Como seria aquela pessoa?Aquelas pessoas?
Do outro lado da rua, eles evoluíam em câmara lenta, e reparei nos olhos que ele pousava nela e também que não a via realmente, via outra.
Uma pessoa imaginária. Alguém que correspondia a uma imagem que vinha de dentro dele e ele lhe emprestava.
Nenhuma cumplicidade real, ela estava fora e ele estava dentro.
Cá fora apenas um não-ser, de modos vagamente apressados e desatentos.
Esmorecidos.
Apesar de tudo, vi que ele lutava.Porque acreditava.
Quando finalmente acabaram de passar, senti-me muito mais só, mas também muito mais livre.
Podia soltar os pássaros de mim, em voo rasante aos sonhos, como tanto gostava.
Sorri.
Creio que estava profundamente surpreendida e um pouco divertida, também.
Aquilo mostrou-me que havia mais do que um vértice no meu olhar.
E era bom.

terça-feira, 13 de novembro de 2007



Destino...


Ela acreditava em destino,

Mesmo que às vezes isso parecesse estranho, impossível

Acreditava e por isso costumava andar em busca dele,

E o acomodava por entre seus cabelos escuros,

Suas tranças, sua pele clara,

Seus olhos de estrelas e brilho de esperança.

Franzia por vezes a testa, resmungava e chorava baixinho,

Quando o destino lhe mudava o caminho,

Fazendo com que andasse um pouco mais que o programado.

Mas seguia adiante.. sempre seguiu.

E assim, adiante sempre encontrou motivos para novos sorrisos...

Ela continua a acreditar no destino.

E mais uma vez,

A ele se entrega.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ir.
Agora não tenho palavras.. e nem quero que as palavras de ninguém possam substituir a minha necessidade de estar comigo e pensar.
Quero que parem de me dizer que é certo ou errado, que é uma loucura...eu sempre gostei de loucura, com conta, peso e medida.
Sei que de alguma maneira não estarei sozinha por completo(estás comigo), sei também que de alguma maneira tenho que buscar respostas para mim, para ti, para nós...para o mundo, para o porquê de sermos assim, humanos, frágeis, fortes e perdoa-me se não as encontrar.
Nem sempre as respotas vêm do céu.
E acho que no fundo, elas nem existem...e é bom assim.
Sem grandes certezas...
Vivo.