domingo, 13 de janeiro de 2008



Imagens que só a Suiça nos dá...










No 2º dia do encontro, reservámos a tarde para conhecer a cidade.
O que nos salta á vista assim que se chega ao centro é o enorme lago,de águas cristalinas que traz uma luz e uma frescura á cidade únicas...
E depois o seu enorme jacto de água...que o hugo conseguiu projectar da sua boca...!










Atravessamos o lago, para chegar á parte mais antiga da cidade...
As travessias feitas por barcos amarelos, são agradáveis e dão-nos uma prepectiva da cidade...














Eu diria um barco Babel...eram tantas as linguas diferentes, ali dentro...mas o entusiasmo de conhecer a cidade o mesmo!










O lago é tão limpo, que ali vivem cisnes, patos de diversas espécies...gaivotas...e até dá vontade de mergulhar!















Um sol radioso, banhava o dia...e surge no céu a enorme torre da Catedral...erguendo a sua bandeira, de cor viva ao vento...
Lembrei-me então que foi neste País que nasceu o Ir.Roger...

















E bem mais de perto a Catedral...á qual subimos ás torres, para deslumbrarmo-nos com a maravilhosa vista lá de cima.













Entrámos...










Uma subida nada fácil...digo-vos já, não pela quantidade de degraus, mas pela estreiteza das escadas em caracol e pela quantidade de pessoas que queria subir e descer, mais as mochilas ás costas...enfim, para quem há 2 dias tinha subido a torre Eiffel como eu...foi mais um exercicio, recompensado pela beleza que se seguiu!






Antes de chegarmos ás torres, havia uma parte lindissima, uma espécie de sotãos, onde apetecia ficar...e onde a madeira rangia debaixo dos nossos pés e tinha aquele cheiro a antigo...

E finalmente, a torre...


E, Genéve!!!




Uma luz fantástica, iluminava o dia e dali as montanhas saltam á vista...cobertas de neve...mas essa parte estava reservada para o dia seguinte.






O dia continuou, com um vaguear pelas ruas...e lojas,Relógios, chocolates, canivetes... um almoço no Mac...pois tá claro, e um regresso á palexpo, para o trabalho, o jantar e a oração da noite!



Sei que por lá andavam também a vaguear e a beber a luz do dia, estas duas doidas, mais os Tic Tac, em peso, mas infelizmente não estávamos no mesmo grupo, e restava-me, aproveitar os dias, a cidade bem como todo o encontro, sentido que por ali perto estavam, tantos amigos...



Apanhámos o autocarro de regresso para os Pavilhões, enquanto a outra parte do grupo ficou pela cidade...juntando-se a nós mais tarde para trabalhar.







Eu voltaria ao centro, daí a 2 dias, para descobrir mais de Genéve...e hoje chegava finalmente a Clarinha ao inicio da noite.
O dia terminava sempre com a oração e o regresso a casa... e ás Lituanas e á espera para o banho...onde nos riamos sempre muito, e não sei porquê, era sempre a última a deitar-me.

Deste dia ficava, mais uma cidade que vejo inundada por jovens de toda a Europa, que vêm em confiança, aprender sobre a cultura de um outro Povo, e juntos fazer Comunidade...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Verdade.




“Hey! Não percebo a tua pergunta? Achas mesmo que o valor de alguém se encontra nas suas magníficas pernas, ou na capacidade de dar saltos fantásticos?”

O pobre rapaz emudeceu, e ficou incapacitado de dizer alguma coisa.

“O verdadeiro valor do Filho-do-Sol reside no seu coração e na sua mente. O resto nunca importa nem nunca irá importar. Todas essas capacidades tu tens.”

Pôs-lhe a mão no ombro e continuou.

“E são dessas capacidades que o meu povo precisa. Muito mais que um bom atleta, precisa primariamente de um bom coração.”

from, Underworld-aluz.blogspot.com

domingo, 6 de janeiro de 2008




E por fim...


Genéve...



Foi assim que na Madrugada de dia 28, chegámos a Genéve...
O cansaço é sempre visivel no rosto de quem chega...as malas fazem pirâmides, encostadas ás paredes...o ambiente é familiar e nada de novo para mim.
Logo ali de madrugada há reencontros esperados por mim e por muitos amigos de longe, pois esta é a 2a altura do ano que no vemos para além de Taizé na Páscoa...E por isso mesmo o abraço é forte e seguro.







A palexpo, está ao rubro, autocarros chegam constantemente dos mais variados países da Europa.





Há quem chegue de Avião com um dia de antecedência e se junte a nós, ou eu a eles...





Quando os vi foi um alivío, mesmo tendo estado com eles á uns dias atrás.Afinal estávamos juntos em Genéve...no tão esperado encontro.





Distribuida a paróquia...era tempo de ir até casa.Mapas na mão, indicações...o autocarro era o 23, e ia apinhado de gente e de malas.Saimos por fim...





Deparamo-nos com um bloco de apartamentos gigantesco...simplesmente o maior edificio construído na europa, depois da 2º gerra mundial, em termos de largura...e extensão não de altura, o máximo tinha 30 andares.





Janelas e mais janelas a perder de vista...com cortinas de várias cores, é uma imagem que não me sai da cabeça...e á noite cada janela iluminada de forma diferente a lembrar o natal...e a receber-nos!









Na minha paróquia, estavam nada mais nada menos do que 391 jovens acolhidos!É obra!Não esquecendo que a igreja protestante era mesmo ao lado da igreja católica e que prepararam tudo em conjunto num clima de paz e harmonia!





Depois de ter preparado o encontro em Lisboa e ter acolhido...quando chego a alguma paróquia sinto sempre uma enorme alegria de ver todos os promenores...que com cuidado foram pensados e estratégicamente colocados...para nos receber.





Entro e deixo frio lá fora...para me entregar ao calor de um chá quente de uma fatia de bolo, de uma lareira...mas principalmente o calor humano.












Uma lareira acesa á nossa espera...onde quase todas as noites dependendo do cansaço, se reuniam alguns jovens...para conversar ao final do dia...beber um chá ou um café...era assim como um ponto de encontro.




















O acolhimento...veio logo a seguir, numa sala á parte e mais ou menos por grupos e nacionalidades, foi-nos explicado todo o decorrer do encontro, as coisas práticas que já sei tão bem, mas que importa sempre ouvir, mas detinha-me a ver quem ali estava pela 1a vez a reacção...a expectativa, deixando um pouco de lado aquilo que talvez já julgava saber.














Acolhimento feito, fomos as 10 raparigas para um convento.A ida para o alojamento colectivo...mesmo ao lado, foi feita com pressa por um banho quente...


Este ano não teria familia, dormiria no chão...e teria apenas um chuveiro para tanta gente, mas isso não mudou em nada o quanto especial é um encontro,independentemente das condições que nos esperam, quem acolhe espera sempre com alegria e quem chega também a sente.











A entrada da nossa casa... onde ao lado tinha um jardim com bonecos pendurados nas árvores.


O nosso quarto tinha uma vista para as montanhas maravilhosa, cobertas de neve e os aviões passavam a cada 5 minutos...pois o aeroporto era perto.









Depois de um banho e de 1h30 de descanso, foi tempo de ir para a paragem do 23...rumo á palexpo...para o nosso trabalho!





15 minutos, e estávamos na Palexpo, contando que ainda tinhamos que andar mais 15 minutos a pé, não me posso queixar...houve quem demorasse 1h30 ou mesmo 2h para chegar ali, porque ficou longe.


No entanto há pequenas caminhadas, que também se podem tornar muito longas se não tivermos ao nosso lado alguém que nos acompanhe.















Recebendo instruções...e ganhámos todos uma pulseirinha roxa, que nos identificava!


O nosso trabalho seria preparar as refeições daqueles que estavam a trabalhar no encontro, o pessoal das informações, e diversas equipas, que não podiam vir comer ao pavilhão, então nós preparávamos os sacos e mandávamos por um voluntário...












E depois de muito trabalhar...mas sempre de forma divertida, eis que chega a tão esperada multidão...eram mesmo muitos, e que saudades daquele ruído de gente...e mais gente!













Depois de jantar a famosa lata de Ravioli, foi a 1a oração...e lá estava ele, O Ir.Alois...fazendo o que durante 30 anos fez o Ir.Roger...


Finalmente me sentava e podia respirar...o 1º cântico, tem sempre assim um efeito estremecedor...mas bom de sentir!


O Pavilhão cheio, o silêncio respeitado...e tantas coisas na minha cabeça.Ali.





Terminada a oração, foi o regresso a casa...em autocarros cheios de gente diferente, onde as conversas sempre se multiplicam...e surge sempre mais um amigo!






A chegada ao Convento, foi a horas e deparámo-nos com um quarto mais cheio, afinal as irmãs acolheram mais algumas raparigas Lituanas...e o espaço começava a faltar...mas ainda bem, porque assim podia alargar conhecimentos, para além de Portugal!
Ainda assim, á noite nos corredores,a fila para o banho era animada, nem que fosse por mim e por mais uma ou duas pessoas...






E o 1º dia estava vivido, no dia seguinte chegava a Clarinha...e adormeci tão rápidamente que acordei na mesma posição...mas sem dúvida tão feliz e em paz por estar ali.



E quando parte um duende...




Era uma vez...um duende de luzinha vermelha na ponta do nariz!
Um dia ele encontrou uma menina chamada Rita...ficaram amigos e partilharam o seu mundo um com o outro.De forma simples...sem forçar, como surge a amizade.
O duende descobriu que para além do seu mundo, havia ainda muita magia para viver...a menina abriu-lhe o seu mundo, os seus tesouros e os seus amigos, um por um!
E ele com a sua luzinha vermelha, trouxe encanto, a todos esses amigos e aqueceu-lhes um pouco mais a alma...com um calor tão forte, que jamais ninguém pode apagar, que jamais ninguém pode esquecer.
Nem o mais frio dos gelos, nem a maior das distâncias...






Um dia o duende, percebeu que já tinha conseguido fazer amigos...e que já não precisava daquela menina, afinal ela só lhe tinha mostrado tão diferente mundo, teria sido como um guia...e ele queria muito voar sozinho...

E assim, numa grande tristeza cairam os dois, sem se falar...durante largos dias.Tiveram o sabor de uma eternidade.

Enquanto isso o duende continuava a construir pontes e laços no novo mundo que tinha descoberto.E a menina assistia...

Mas ambos sabiam que lhes faltava algo, e que seguir caminho assim não faria qualquer sentido.

Podiam mostrar os caminhos que quisessem um ao outro...mas cada um teria sempre que seguir o seu próprio caminho...nunca deixando de estar no caminho um do outro.

E assim foi.Caminharam juntos...sorriram, festejaram, brindaram, cantaram...choraram quando foi tempo disso.

A luz mantinha-se sempre acesa e aquecia os dias que eram felizes!Tão felizes.

Afinal o duende, tinha ensinado a menina, que nós somos sempre ponte para os outros...para que eles passem, e descubram mais, descubram o nosso mundo.

Alguns esquecem a ponte que os levou ali...outros nunca esquecem e vão sempre passar por ela, seguros de que esse é o melhor caminho e mais seguro.Voltando sempre.


Mas como sabem os Duendes, não ficam parados muito tempo no mesmo local...precisam correr o mundo e levar essa luz, a todos os que encontrarem, nunca perdendo de vista a fogueiras que acenderam nas muitas florestas que visitaram...onde podem sempre voltar um dia, e aquecer-se, caso faça frio, e abraçar os amigos que fizeram...

Assim o duende de luzinha vermelha na ponta do nariz...partiu hoje...ainda o sol não tinha nascido.

Partiu para uma terra de nome Filândia...onde há muita neve e o sol não brilha muitas horas.Ele precisa levar lá o seu calor...e acender por onde for, fogueiras e mais fogueiras...que o aqueçam a ele e o mundo inteiro, se for preciso.

A menina ficou a vê-lo partir, sorrindo...sabendo que será feliz assim.

E um dia voltará...para contar as suas histórias...e acender fogueiras.


O mundo espera-te...e nós a ti.




The end...
Paris Je t'aime...




Aaah Paris...
Paris das cores que tinha, e que lhe demos!



















Paris dos Sorrisos e encontros!













Paris, Majestosa...








Paris, do frio...por estes dias!






Paris das multidões...e de 1000 rostos diferentes...













Dos jardins e lagos...















Paris das baguettes e dos Crepes...



















Paris com o seu Arco do Triunfo...e um trânsito infernal!













Paris cheia de Luz...e magia!
















Paris das gargalhadas soltas no ar...pelo universo!












Paris dos Carrocéis...e das músicas de encantar!
























Paris banhado por um rio...brilhante!












Paris das pontes...









Paris com a sua torre imponente!












Paris do Louvre...e dos museus, que não vi...mas que lá me esperam!












Paris a lembrar sempre o Glamour de uma cidade, o cheiro a perfume...nas ruas!







E foi em Paris ao fim da noite que encontrámos parte do nosso Pneu!ahahahha!






Paris e eu...

Um último olhar sobre Paris...









Até um dia Paris...
Volto sim.