terça-feira, 3 de julho de 2007

Parabéns MANA...





Pequenina...


Sorrindo...


Com o seu Biju...
Comigo em algumas ruas e becos da vida...
E em TAIZÉ...



Olhando o Horizonte...


E tocando para mim...

De alma descansada...



Haverá algo mais forte que os LAÇOS DE SANGUE...para te dizer, PARABÉNS...!!!!!

BESUGA...EMBRE...Coca...aiaiaiaiaii!

E estes só nós percebemos, hihihiihihihihi!






Mãe mundo...filho arco-íris!












Algumas regras, muito do que o mundo dá...assim se criam, com amor e intuição.
Ás vezes pergunto-me, será preciso tanto cuidado...ou apenas Liberdade?
E por ser "dona" desses cuidados precisos...penso, que os meus filhos vão crescer a saber que chegou uma estação, pelas folhas secas do quintal, pelas cores do campos, pelo caudal do rio...ou pela neve no pico das montanhas...
Vão reconhecer os cheiros da chuva, do calor e da lareira acesa que os esperará sempre...
Subirão á casa da árvore e terão esconderijos na floresta.
Vão sonhar e embrenhar-se no mundo...sem fim.
E eu ali, com eles e para eles...vida fora.
=)
Retorno ao Mar...
(Madeira Agosto 2005)


Estava um fim de tarde e começo de noite enevoada e meio fria, de lua cheia, velada.
Assim que saiu do café, onde o ar abafado e os vidros ressoados a tinham feito sentir-se oprimida, decidiu dar um passeio em vez de ir para casa.
O silêncio pesado do mar estava a atraí-la. Chamava-a. Ela respondeu ao apelo mudo, devagarinho, como se fosse ao encontro de aguém muito querido.
Lá estava ele, negro, quase parado sob a camada de nevoeiro, que era mais densa sobre a água. A sua voz soava como um suave marulhar junto aos penedos e suspirava baixinho na areia, onde ela se foi sentar, descalça. Ah aquele som...a ir e a vir, constantemente.
Ficou a olhar para a orla das ondas que lhe aflorava os pés. Era uma carícia terna, como se a água gelada a acordasse e relembrasse de todos os caminhos demorados e custosos, onde cada passo lhe tinha doído tanto, mas a tinha feito chegar até ali, firme e decidida, feliz!
Parecia não ter fim... tanta distância... tudo tão árido!
Ao passo que tudo estava já consumado e perfeitamente alinhado, para viver.
Os outros caminhantes iam na direcção oposta e olhavam para ela, era hora de recolher, tudo parecia estar a ficar ventoso e pouco acolhedor.
Mas tinha a certeza de não estar enganada. Bem, na verdade, algumas vezes duvidara. Momentos em que se sentara, desolada; outros de estranhos desvios onde houvera sorrisos e doçuras... Chegara mesmo a dar meia volta. Mas nunca dera um único passo para lá da meia volta.
Algo dentro de si, como uma bússola, lhe mostrava que o seu caminho estava certo e retomava-o sempre, mesmo sendo estranho e assustador, oh, e era mesmo impercéptivel!
Deu uma pequena risada deixando-se cair de costas na areia, o mar a molhar-lhe as roupas e os cabelos.
Sentia-o como se, tomando conta dela, a recebesse, ali.
Estendeu as mãos e mergulhou-as na água.
Naquele momento soube que não havia bússola.
Eram os pássaros da noite, a lua e as constelações que a levavam como guardiães, ou como irmãos.
Tinham-na levado até ele, ao mar.
Percebia isso ao recordar o primeiro olhar trocado e aquele abraço longo, repleto de murmúrios; e quando ele a puxara para si, não sentira qualquer medo. Mas uma enorme e inabalável paz.
Ela desejava que ele a absorvesse, inteira, já conhecia as suas profundezas, sabia que estava lá, desde sempre, e nele havia de se encontrar, no mar, só no mar. Bem fundo....




Quando entrou na sala estava encharcada e a tremer.
Música suave, tocava, e o cheiro a comida era intenso...luz fraca, direccionada para ele.
Ele ergueu os olhos do livro e, por um momento, ficou a mirá-la...sorrindo.
Ela sorriu, aconchegando-se no abraço quente e perplexo que o deixou igualmente ensopado.

-Que aconteceu?

- Acabou por não acontecer nada... - respondeu-lhe ela.

-Tu és fundo e os teus silêncios são tão repletos... O mar é como tu, e eu confundi-vos.
Foi o frio que me chamou à realidade. O mar é muito frio, senão...
Esta afirmação suspensa fê-la morder os lábios.
Acabava de sentir, de forma explícita, que ele, se parecia verdadeiramente com a imensidão de um mar calmo... às vezes muito frio.





(Mas esse não era o seu mar...quente e dourado.)
O passado...

(Castelo de Porto de Mós, Agosto de 2006)

Houve tempos em que me habitavas, sentia-te a presença nos corredores dos meus pensamentos mais secretos.


Pensava e era como se te falasse.


Calava-me e tu continuavas a beijar-me a alma sem eu perceber como.


Encontrava-te nos meus cantos interiores mais recônditos e profundos, na minha recordação mais doce e também no meu momento mais feliz, ambos de um tempo em que te conhecia; no meu riso aberto e solto para ti - e no entanto quando te viraste de costas eu deixei de rir tão largamente.


Tirei esse véu. Usava-o para esconder uma natureza contemplativa, alguns sentimentos que não queria revelar e me vinham aos olhos, e o riso semicerrava-os.


Era um pequeno truque, chamava a atenção para longe do ponto onde estava a verdade, como fazem os ilusionistas!Mas não te iludi.


Permanecias fiel ao olhar e esgueiravas-te entre as frestas dos meus olhos rasgados pelo riso, descobriste-me, um a um, os traços da alma.


Claro que interpretaste alguns erradamente.


Mas foi assim que me amaste como mais ninguém soube fazê-lo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007


Longe, perto. Dentro, aqui. Nunca. Já.
Impossível de antever.
Eu corro, a floresta é imensa e jamais me foi
madrasta...!
PARABÉNS AO LUÍS...


É o nosso Luís fez, 24 anos no dia 24, de Junho...
Mas como ninguém estava cá...hoje foi dia de celebrar com ele...
Foi em frente a mar...
Com calma...
Com direito a um bolo e velas, ali mesmo...de jeito simples, é como nos satisfaz mais.




Uma tarde muito bem passada, com cheiro a maresia...e claro sempre recordações, principalmente da noite anterior em que o Jorge disse...P..........iiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!Vocês sabem...a lógica não nos larga.




Surpreendê-lo passou por escrever na areia com os nossos pés...uma mensagem, para ele!Que dizia em letras gigantes:

PARABÉNS LUÍS!

Um gesto...que fica para quem o fez, para quem o recebeu e até para quem viu!



E eu digo, Parabéns Luís por tudo o que tens conseguido, pela etapa que estás a viver, de avanços na tua vida...e que bom, fazermos parte deles.

Aquele abraço.

(Escritores da areia...)

domingo, 1 de julho de 2007

Noite de Fados...


A sala quase encheu.

Rostos, muitos rostos conhecidos...por lá, para ajudar, interessados em ver tudo e participar.

Obrigado, aos que apareceram, e permaneceram, e até mesmo aos que estiveram de passagem, e ainda deixaram a sua cor!E ainda aqueles que não gostam de fado, mas lá estavam pela causa...


Para quem não esteve...ficam imagens.




Tunas...
















Guitarradas...


Canções...nossas...










Amigos...que se juntam para ajudar, não só uma causa, mas até mesas e cadeiras!






A missão ficou a ganhar...

Quem parte, parte também connosco...com cada um.

Colors

sábado, 30 de junho de 2007



Percorrendo os caminhos que houver...







(Expo 98...num outro caminho!)




Há dias em que acordo e sei, com a mesma naturalidade com que se sabem as coisas simples, que é dia de partida; que, em tempo incerto, estarei num outro lugar ainda por mim desconhecido, mesmo que se trate de um regresso.

Não acredito em verdadeiros regressos. Em dia de partida meto-me ao caminho preparada para enfrentar toda a sorte de surpresas que só vou descobrindo em pleno percurso.

De antemão, apenas sei que este pode ser assustador, rasando o sempre e o nunca que, quando não pretendem desafiar-nos, são apenas dois abismos obviamente perigosos, um de cada lado do caminho estreito.

Porém, o sempre e o nunca também aparecem como suaves planícies agradáveis e convidativas, sugerindo, um e outro, em cativantes sussurros: fica aqui...
Outras vezes, um mostra-se aprazível e o outro muitíssimo inóspito.


Não há limites para as formas que assumem, nem para os jogos que fazem, pois eles são os fantasmas que assombram os caminhos, chegando a assumir mais essa forma enganosa, de verdadeiros caminhos que levam a algum lado. Como se fossem infinitos no conteúdo e não apenas na forma... Porém não os temo, pois eu sigo o caminho do meio. É o mais assombrado de todos, mas também o mais difícil de falsear.

Tem sido o meu, não sem algumas paragens e desvios, feitos de um lado e de outro.

Sempre por amor. Nunca por medo.

Por isso quando sei que é dia de partida sinto-me cheia de entusiasmo.

Respondo alegre ao destino que me chama, lá onde tiverem medrado as sementes que vou encontrando nos caminhos e não gosto de guardar porque me morrem nas mãos.

Eu prefiro atirá-las ao vento, que as dá à terra, e a chuva rega e o sol aquece. Depois as sementes germinadas tornam-se apelo e o longe que me chama já está tão repleto de mim que só lá falto eu.

E eu vou sempre. E nunca me arrependo.







PS. Este texto omite propositadamente o meu companheiro de viagem.

Porque fala da minha viagem. A dele é a dele.

A possibilidade de cada um fazer o percurso que é verdadeiramente seu, partilhando o caminho com o outro, é que contém o Tesouro escondido nas nossas vidas!

Se...

terça-feira, 26 de junho de 2007

Eu neste Globo...






Primeiro só um passo a seguir ao outro.


Não há direcção definida, são os pés que se mexem, inquietos, à procura de uma desenvoltura que parece embotada pela razão. Pelas razões!


São tantas as que os têm feito permanecer quase quietos, como que tolhidos, em espaços estreitos. Curtos. Ínfimos.


É ver no mapa-múndi - onde não consto! - mas posso perfeitamente imaginar-me... e apareço muitíssimo mais pequena que uma formiga, movendo-me constantemente naquele espacinho que fica algures dentro do minúsculo rectângulo onde está escrito o nome do meu país.


Casa, trabalho, lugares de lazer e de culto... os meus percursos de uns para os outros são absolutamente invisíveis no mapa-múndi. Como se não existissem. Como se eu não existisse.


Mas depois há os percursos, mais aventureiros, e sim, já estes pés pisaram alguns Países e absorveram muita coisa bela.


Os meus pés são maiores. Muito maiores!


Ciente disto, dou um enorme chuto no colorido globo terrestre feito de plástico - um material diro e prosaico - e vou atrás dele, não pela esfera mas pelo que ela representa, que é a única coisa que importa.


E os meus pés já encontraram uma outra mobilidade, mais rasgada, mais solta, eu corro atrás do mundo com os braços avidamente estendidos para ele.


Não há caminhos fixos, a esfera não tem casa nem obrigações, nem divertimentos; não pensa, não sente. Apenas gira... gira cada vez mais depressa exactamente por onde calha, saltando precipícios com a precisão surpreendente do acaso puro. Puríssimo!


Já a perdi de vista mas continuo a seguir-lhe o rasto que deixou e é muito leve, mas os meus olhos agora parecem os de um felino e é facílimo perceber como seguir o mundo.


Na realidade, não é apenas a vista que está invulgarmente apurada. Todos os meus sentidos se encontram hiper alerta, despertos como nunca, em sintonia com o mundo, girando com ele.


Aos dias seguem-se as noites, às quais se sucedem novos dias.Felizes, mágicos!


O sol e as sombras, a lua e as nuvens, são guias e companhias eficientes. Belas e inspiradoras, sugerem-me melodiosos cantos, ora de ritmos desassossegados e tons escuros, ora claros e sinuosos.


Para me distrair, desenvolvi o uso de compridas melodias entoadas de improviso, que me enfeitiçam a mim mesma. Vejo que também produzem efeito nas pessoas com quem me cruzo, pois todas param assim que me avistam e voltam as cabeças quando passo. Algumas seguem-me. Os animais correm de longe ao meu encontro. Vou sozinha e simultaneamente muito acompanhada.


Semanas transformam-se em meses que somam anos. Nunca olho para trás nem o mundo pára. Já não penso agarrá-lo, apenas sigo a senda, de longos, intermináveis caminhos, que percorro sem desistir da minha toada e dos meus sorrisos. Mesmo nas encruzilhadas.


Se conseguisse alcançar a esfera ia descobrir que já cruzei tantos caminhos que todas as direcções me são familiares, que já todos os ventos me fustigaram, mas também todos os sóis me beijaram.


Ia perceber como aquele espacinho invisível onde eu parecia uma formiga era acolhedor mas já não caberia lá. Por isso tenho de continuar, até encontrar um lugar à minha medida.


Tenho muitos companheiros de viagem, sinto-os à minha volta mas alguns ainda não os conheço.


Chegou o tempo de parar um pouco.


Quero passar uma estação aqui e conhecer os que comigo cantam a minha canção.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

PARABÉNS PAI...





Ele que hoje completa,60 anos.
Numero redondo, cheio...bonito.
Anos que se pressentem no seu olhar e sorriso.
Sensivel, afavél, cómico, lutador...
Ele, a minha alegria...e o meu exemplo.
Ele, só ele que tem aquele tempero, aquele gesto que surpreende e reconforta.
Ele, que comigo barafusta e logo se desmancha a rir...
Ele, que tem o coração de PAI maior do mundo...
Ele, que tantas vezes me dizia NÃO...para que eu pudesse aprender o valor de um SIM, e vivê-lo.
Ai meu pai...o quanto tenho de ti, a correr e a pulsar em mim.
Tu que me deste a Vida, a ti todo o meu AMOR.

Momentos da F.A


Carrocel dos SORRISOS!




A luz do que eu apanhei do pôr do sol...no terraço!


Esta imensa praia que nos embalou...


Caça ao tesouro...



Refeições...



Conversas...



Envangelizar na festa de S.Pedro de Sintra, sem medo,nem vergonhas, e foi ver tudo a sorrir!





Companheira deste caminho e de outros tantos!


Um só grupo...



Os animadores...

Brincadeiras...




Este terraço palco de tantas conversas tardias, de verão ou de inverno...














É já com certa nostalgia que olho para estes momentos...
Hoje no meu pensamento, estiveram vocês...e os momentos únicos e verdadeiros que partilhámos, estes 3 anos.
Esta formação, deixou-me como um Grande Navio, pronto para partir...mar a dentro.
E inúmeras missões me esperam.Muitos portos...